A Bíblia Curiosa reúne temas fascinantes relacionados às Escrituras, explorando sua origem, formação, autores, contexto histórico e os diversos acontecimentos que tornam a Bíblia um livro extraordinário. Além disso, apresenta artigos, estudos bíblicos, reflexões e curiosidades que ajudam a ampliar o conhecimento e fortalecer a fé. Porém, nosso objetivo não é apenas trazer entretenimento ou curiosidades, mas apresentar conteúdos relevantes para o crescimento espiritual e a preparação do caráter para a salvação. Afinal, o maior propósito do ser humano não é apenas adquirir conhecimento, mas conhecer a Deus e preparar-se para a eternidade. Essa preparação acontece através de Jesus Cristo, Seu amor e o sacrifício realizado na cruz, onde encontramos perdão, restauração e esperança de uma nova vida. Desejamos que cada estudo aqui apresentado seja uma oportunidade para aproximar você de Deus e permitir que Sua Palavra transforme sua vida. Desejamos a você uma excelente leitura!
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14 abril 2012
Verdades inconstestaveis da veracidade da Bíblia
Novas escavações, achados arqueológicos, escritos antigos, descobertas surpreendentes e avanços no conhecimento científico confirmam o que a Bíblia diz. Um recente documentário da BBC comprovou que o êxodo dos israelitas do Egito foi real.
Os registros bíblicos poderiam estar certos
O relato bíblico da saída do povo de Israel do Egito pode ser comprovado cientificamente. Segundo um documentário da televisão britânica BBC, os resultados de pesquisas científicas e os achados e estudos de egiptólogos e arqueólogos desmentem a afirmação de que o povo de Israel jamais esteve no Egito. Contrariamente às teses de alguns teólogos, que afirmam que o livro de Êxodo só foi escrito entre o sétimo e o terceiro séculos antes de Cristo, os pesquisadores consideram prefeitamente possível que o próprio Moisés tenha relatado os fatos descritos em Êxodo – o trabalho escravo do povo hebreu no Egito, a divisão do Mar Vermelho e a peregrinação do povo pelo deserto do Sinai. Eles encontraram indícios de que hebreus radicados no Egito conheciam a escrita semita já no século 13 antes de Cristo. Moisés, que havia recebido uma educação muito abrangente na corte de Faraó, teria sido seu sábio de maior destaque. E isso teria dado a ele as condições para escrever o relato bíblico sobre a saída do Egito, conforme afirmou também um documentário do canal cultural franco-alemão ARTE.
Pragas bíblicas?
Segundo o documentário, algumas inscrições encontradas em palácios reais egípcios e em uma mina, bem como a descrição detalhada da construção da cidade de Ramsés, edificada por volta de 1220 a.C. no delta do Nilo, comprovariam que os hebreus realmente viveram no Egito no século 13 antes de Cristo. A cidade de Ramsés só existiu por dois séculos e depois caiu no esquecimento, portanto, o relato só poderia vir de uma testemunha ocular. Também as dez pragas mencionadas na Bíblia, que forçaram Faraó a libertar o povo de Israel da escravidão, não poderiam ser, conforme os pesquisadores, uma invenção de algum escritor que viveu em Jerusalém cinco séculos depois...
Moisés recebeu a lei no monte Karkom
Do mesmo modo, o mistério do monte Horebe, onde Moisés recebeu os Dez Mandamentos, parece que está começando a ser desvendado pela ciência. No monte Sinai, onde monges do cristianismo primitivo imaginavam ter ocorrido a revelação de Deus, os arqueólogos nunca encontraram qualquer vestígio da presença de 600.000 homens. Em contrapartida, porém, ao pé do monte Karkom, localizado na região fronteiriça egípcio-israelense, foram encontrados os restos de um grande acampamento, as ruínas de um altar e de doze colunas de pedra. Essa concordância com a descrição no livro de Êxodo (Êx 24.4) provaria, segundo citação dos cientistas na BBC, que o povo de Israel realmente esteve por um certo tempo no deserto". (Idea Spektrum, 8/2000)
Não há dúvida de que os relatos bíblicos são corretos. Lemos no Salmo 119.160: "As tuas palavras são em tudo verdade desde o princípio, e cada um dos teus justos juízos dura para sempre." Nosso Senhor Jesus confirmou a veracidade de toda a Palavra de Deus ao orar: "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade" (Jo 17.17). Nessa ocasião já existiam os escritos do Antigo Testamento, portanto, Jesus confirmou todo o Antigo Testamento, a partir do livro de Gênesis, como sendo a verdade divina.
No Egito, Israel tornou-se um grande povo, exatamente como Deus havia prometido a Abraão séculos antes (Gn 12.1-3). Quando Israel ainda nem existia como nação, Deus já disse a Abraão: "Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas" (Gn 15.13-14). Foi o que aconteceu com exatidão sob a liderança de Moisés alguns séculos mais tarde. Mas por que Israel foi conduzido para fora do Egito? Para tomar posse de uma terra que Deus lhe havia prometido, pois nessa terra deveria nascer como judeu o Salvador Jesus Cristo.
Hoje muitas pessoas não querem crer em Jesus e na Sua obra de salvação, por isso colocam em dúvida a veracidade das histórias bíblicas, pois gostariam de interpretá-las de outra maneira. Mas ninguém o conseguiu até hoje, pois continuamente são encontradas novas provas que confirmam a exatidão dos relatos bíblicos. Como poderia ser diferente, se o texto original da Bíblia foi inspirado pelo próprio Deus?
Muitas falsas doutrinas, ideologias e teorias têm sua origem em uma postura contrária a Deus. Karl Marx e Friedrich Engels, por exemplo, odiavam tudo que dizia respeito a Deus. Charles Darwin também rejeitava a Deus. Ele desenvolveu a teoria da evolução porque tinha se afastado conscientemente de Deus. Evidentemente, quando se faz isso, precisa-se buscar uma nova explicação para tudo o que existe visivelmente. Mas o pensamento lógico já nos diz que aquilo que nossos olhos vêem não pode ter surgido por si mesmo. Peter Moosleitner (que por muitos anos foi redator-chefe da popular revista científica alemã PM) acertou em cheio ao afirmar: "Tomemos a explosão inicial, talvez há 16 bilhões de anos – ali reinavam condições que conseguiam reunir, num espaço do tamanho da ponta de uma agulha, tudo o que forma o Universo. Então, esse ponto se expandiu. Segundo essa concepção, temos duas alternativas: (1) Paramos de perguntar pelas origens do Universo. (2) Se existe algo capaz de colocar o Universo inteiro na ponta de uma agulha, como poderei chamá-lo, a não ser de Deus?"
Mas, na verdade Deus é infinitamente maior! Ele criou tudo a partir do nada, através de Sua Palavra, e isso não aconteceu há bilhões de anos, mas há cerca de 6000 anos atrás, em apenas seis dias. Hebreus 11.3 diz: "Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem." A Palavra de Deus não é apenas absoluta verdade e absolutamente poderosa, ela também salva por toda a eternidade, concede vida eterna, livra do juízo, e vence até a própria morte. Jesus Cristo diz: "Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida" (Jo 5.24). (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br/)
Fonte: http://www.chamada.com.br/mensagens/provas_biblia.html
01 dezembro 2011
NASA comprova que a vida surgiu do barro
A idéia dizia respeito ao barro das praias dos mares antigos, tão importantes para o surgimento da vida na terra. “Supondo-se que simples aminoácidos (os componentes químicos de construção das proteínas) e os nucleotídeos (substâncias químicas de construção dos genes) que já tenham se desenvolvido na “sopa prebiótica”, no mar, começarram a se formar em cadeias quando depositados no barro que continha traços de matais como o níquel ou o zinco, secando depois”.
Os cientistas pesquisadores haviam descoberto o seguinte: “Os traços de níquel eram seletivamente mantidos só para os 20 tipos de aminoácidos comuns a todos os viventes, os traços de zinco, na lama, ajudavam a ligar os nucleotídeos, o que resultou em um composto análogo a uma enzima – DNA polimerase – que une partes de material genético em todas as células vivas”.
Ano de 1985 – Os cientistas do Centro Ames anunciam descobertas substanciais nesta pesquisa: as duas propriedades básicas da vida, estavam contidas no barro: capacidade de estocagem e a habilidade de transferir energia. Nas condições primevas essa energia podia ter sido proveniente, principalmente, do declínio radioativo.
A energia estocada no barro o teria transformado em um pseudo-laboratório químico processando as matérias primas inorgânicas em células mais complexas.
Armim Weiss – Universidade de Glasgow – afirma que experiências haviam demonstrado que os cristais de barro pareciam se reproduzir de um cristal genitor – um fenômeno primitivo de reprodução. Graham Caims Smith – Universidade de Glasgow – faz a sua afirmação de que os proto-organismos inorgânicos no barro foram envolvidos na direção ou realmente atuarem como molde do qual eventualmente se desenvolveram os organismos vivos.
Foi a vez de Lelia Coyne opinar. Ela chefiava a equipe de pesquisas da Nasa. A sua declaração esclareceu que a capacidade do barro em estocar e transmitir energia era devida a certos erros na formação dos seus cristais; os defeitos, na microestrutura do barro eram usados como depósitos de energia de onde se emitiam os comandos para a formação dos proto-organismos. Coyne, química da Nasa, descobriu também, que o barro transmite a radiação promotora da vida como resultado do que ela chamou de “gentler process”. Leila Coyne e a sua colega Noam Lahab – Universidade Hebraica de Israel – demonstraram que a secagem e o umedecimento do barro em vários ciclos eram necessários para que ele pudesse atuar como catalisador na formação das cadeias de aminoácidos.
A descoberta de que o barro pode estocar e transferir energia – algumas vezes sob a forma de radioatividade – foi demonstrada por Coyne e Lahab durante os seus experimentos, provando que o barro emite luz ultra violeta quando molhado com líquidos orgânicos (usaram parte de kaolin molhada primeiramente e depois, procederam à secagem com um agente químico secante) ou água.
Leslie Orgel, mesmo diante das novas evidências, ironicamente exclamou: “ A maioria das pessoas que trabalham com a origem da vida, provavelmente, votará na “sopa fora da moda”.....
O The New York Times comenta:
“Aparentemente o barro comum possui duas propriedades básicas essenciais à vida. Pode estocar energia e, também, transmiti-la. Portanto, os cientistas concluem que o barro poderia ter atuado como um fator químico para transformar matérias primas inorgânicas em moléculas mais complexas. Dessas últimas surgiu a vida – e um dia, nós. É o que a bíblia afirmou há tanto tempo, e por barro o gênesis se referia à poeira do solo, obviamente do que o homem é formado. O que não é tão óbvio é o fato de frequentemente repetirmos isso uns aos outros sem saber”.
Bibliografia
- O Gênesis Revisitado –Zecharia Sitchin, erudito e consultor da Nasa – ed. Best Seller
- Internet, vários artigos sobre o assunto e sobre os seus pesquisadores.
- Evolution: A Theory in Crisis – Michael denton – ed. Adler & Adler
Fonte: http://www.jornalinfinito.com.br/series.asp?cod=107
06 setembro 2011
A Ciencia e a Bíblia - A comprovação da Ciência
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| Aristóteles |
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| Satélite mostra nuvens na atmosfera, a camada de ar que envolve a Terra. |
“Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda, para neles habitar;” (Is 40:22)
A atmosfera terrestre consiste, da superfície até o espaço, da troposfera, da estratosfera, mesosfera, ionosfera e exosfera. Cada uma destas camadas apresentam gradiente adiabático saturado, definindo as mudanças de temperatura conforme a altura. A nossa atmosfera também protege a vida na Terra impedindo que os nocivos raios ultravioletas do Sol cheguem diretamente ao planeta.
Evaporação
“Faz subir os vapores das extremidades da terra; faz os relâmpagos para a chuva; tira os ventos dos seus tesouros.” (Sl 135:7)
“Fazendo ele soar a sua voz, logo há rumor de águas no céu, e faz subir os vapores da extremidade da terra; faz os relâmpagos para a chuva, e dos seus tesouros faz sair o vento.” (Jr 10:13)
Condensação
“Prende as águas nas suas nuvens, todavia a nuvem não se rasga debaixo delas.” (Jó 26:8)
“Também de umidade carrega as grossas nuvens, e esparge as nuvens com a sua luz.” (Jó 37:11)
“Tens tu notícia do equilíbrio das grossas nuvens e das maravilhas daquele que é perfeito nos conhecimentos?” (Jó 37:16)
Run-off 
Reservatório Oceânico
“Ele ajunta as águas do mar como num montão; põe os abismos em depósitos.” (Sl 33:7)

Neve
“Ou entraste tu até aos tesouros da neve, e viste os tesouros da saraiva,” (Jó 38:22)
“O que dá a neve como lã; esparge a geada como cinza;” (Sl 147:16)
Equilíbrio Hidrológico
“24 Porque ele vê as extremidades da terra; e vê tudo o que há debaixo dos céus. 25 Quando deu peso ao vento, e tomou a medida das águas; 26 Quando prescreveu leis para a chuva e caminho para o relâmpago dos trovões;” (Jó 28:24-26)
Fontes no Mar
“Ou entraste tu até às origens do mar, ou passeaste no mais profundo do abismo?” (Jó 38:16)
Princípio da Isostasia
“Quem mediu na concha da sua mão as águas, e tomou a medida dos céus aos palmos, e recolheu numa medida o pó da terra e pesou os montes com peso e os outeiros em balanças?” (Is 40:12)
“5 Lançou os fundamentos da terra; ela não vacilará em tempo algum. 6 Tu a cobriste com o abismo, como com um vestido; as águas estavam sobre os montes. 7 Å tua repreensão fugiram; à voz do teu trovão se apressaram. 8 Subiram aos montes, desceram aos vales, até ao lugar que para elas fundaste. 9 Termo lhes puseste, que não ultrapassarão, para que não tornem mais a cobrir a terra.” (Sl 104:5-9)
Isostasia, ou movimento isostático, é o termo utilizado em Geologia para se referir ao estado de equilíbrio gravitacional, e as suas alterações, entre a litosfera e a astenosfera da Terra. Esse processo resulta da flutuação das placas tectónicas sobre o material mais denso da astenosfera, cujo equilíbrio depende das suas densidades relativas e do peso da placa. Tal equilíbrio implica que um aumento do peso da placa (por espessamento ou por deposição de sedimentos, água ou gelo sobre a sua superfície) leva ao seu afundamento, ocorrendo, inversamente, uma subida (em geral chamada re-emergência ou rebound), quando o peso diminui.
Peso do Ar
“Porque ele vê as extremidades da terra; e vê tudo o que há debaixo dos céus. Quando deu peso ao vento, e tomou a medida das águas; Quando prescreveu leis para a chuva e caminho para o relâmpago dos trovões;” (Jó 28:24-26)
Somente em março de 1614, Galileu Galilei completou os estudos sobre o método para determinar o peso do ar, calculando seu peso como mínimo, diferente porém de zero. (Fonte: Wikipedia)
Forma da Terra
“Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda, para neles habitar;” (Is 40:22)
“Marcou um limite sobre a superfície das águas em redor, até aos confins da luz e das trevas.” (Jó 26:10)
“Assim como está longe o oriente do ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões.” (Sl 103:12)
Gravidade
“O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada.” (Jó 26:7)
“Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina,” (Jó 38:6)
Erosão das Rochas
“E, na verdade, caindo a montanha, desfaz-se; e a rocha se remove do seu lugar. As águas gastam as pedras, as cheias afogam o pó da terra; e tu fazes perecer a esperança do homem;” (Jó 14:18-19)
Estalactites
“De que ventre procedeu o ge-lo? E quem gerou a geada do céu? Como debaixo de pedra as águas se endurecem, e a superfície do abismo se congela.” (Jó 38:29-30)
Dinossauros
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| Beemote(presume-se) |
“Poderás tirar com anzol o LEVIATÃ, ou ligarás a sua língua com uma corda? Podes pór um anzol no seu nariz, ou com um gancho furar a sua queixada? Porventura multiplicará as súplicas para contigo, ou brandamente falará? Fará ele aliança contigo, ou o tomarás tu por servo para sempre? Brincarás com ele, como se fora um passarinho, ou o prenderás para tuas meninas? Os teus companheiros farão dele um banquete, ou o repartirão entre os negociantes? Encherás a sua pele de ganchos, ou a sua cabeça com arpões de pescadores? Põe a tua mão sobre ele, lembra-te da peleja, e nunca mais tal intentarás. Eis que é vã a esperança de apanhá-lo; pois não será o homem derrubado só ao vê-lo? Ninguém há tão atrevido, que a despertá-lo se atreva; quem, pois, é aquele que ousa erguer-se diante de mim? Quem primeiro me deu, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu. Não me calarei a respeito dos seus membros, nem da sua grande força, nem a graça da sua compostura. Quem descobrirá a face da sua roupa? Quem entrará na sua couraça dobrada? Quem abrirá as portas do seu rosto? Pois ao redor dos seus dentes está o terror. As suas fortes escamas são o seu orgulho, cada uma fechada como com selo apertado. Uma à outra se chega tão perto, que nem o ar passa por entre elas. Umas às outras se ligam; tanto aderem entre si, que não se podem separar. Cada um dos seus espirros faz resplandecer a luz, e os seus olhos são como as pálpebras da alva. Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela. Das suas narinas procede fumaça, como de uma panela fervente, ou de uma grande caldeira. O seu hálito faz incender os carvões; e da sua boca sai chama. No seu pescoço reside a força; diante dele até a tristeza salta de prazer. Os músculos da sua carne estão pegados entre si; cada um está firme nele, e nenhum se move. O seu coração é firme como uma pedra e firme como a mó de baixo. Levantando-se ele, tremem os valentes; em razão dos seus abalos se purificam. Se alguém lhe tocar com a espada, essa não poderá penetrar, nem lança, dardo ou flecha. Ele considera o ferro como palha, e o cobre como pau podre. A seta o não fará fugir; as pedras das fundas se lhe tornam em restolho. As pedras atiradas são para ele como arestas, e ri-se do brandir da lança; Debaixo de si tem conchas pontiagudas; estende-se sobre coisas pontiagudas como na lama. As profundezas faz ferver, como uma panela; torna o mar como uma vasilha de ungüento. Após si deixa uma vereda luminosa; parece o abismo tornado em brancura de cãs. Na terra não há coisa que se lhe possa comparar, pois foi feito para estar sem pavor. Ele vê tudo que é alto; é rei sobre todos os filhos da soberba.” (Jó 41:1-34)
Tamanho do Universo
“Porventura alcançarás os caminhos de Deus, ou chegarás à perfeição do Todo-Poderoso? Como as alturas dos céus é a sua sabedoria; que poderás tu fazer? E mais profunda do que o inferno, que poderás tu saber? Mais comprida é a sua medida do que a terra, e mais larga do que o mar.” (Jó 11:7-9)
“Porventura Deus não está na altura dos céus? Olha para a altura das estrelas; quão elevadas estão.” (Jó 22:12)
“Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” (Is 55:9)
“Assim disse o SENHOR: Se puderem ser medidos os céus lá em cima, e sondados os fundamentos da terra cá em baixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o SENHOR.” (Jr 31:37)
Número de Estrelas
“Que deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos;” (Gn 22:17)
“Como não se pode contar o exército dos céus, nem medir-se a areia do mar, assim multiplicarei a descendência de Davi, meu servo, e os levitas que ministram diante de mim.” (Jr 33:22)
Unicidade de Cada Estrela
“Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela.” (1Co 15:41)
Precisão das Órbitas
“35 ¶ Assim diz o SENHOR, que dá o sol para luz do dia, e as ordenanças da lua e das estrelas para luz da noite, que agita o mar, bramando as suas ondas; o SENHOR dos Exércitos é o seu nome. 36 Se falharem estas ordenanças de diante de mim, diz o SENHOR, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre.” (Jr 31:35-36)
Circulação da Atmosfera
“O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos.” (Ec 1:6)
O meteorologista norueguês Vilhelm Bjerknes foi quem descobriu que o ar que envolve a Terra se desloca em blocos distintos. Desenvolveu, então, a moderna teoria da massa de ar, usada em meteorologia.
Efeito Protetor da Atmosfera
“Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda, para neles habitar;” (Is 40:22)
Relação da Eletricidade com a Chuva
“Quando prescreveu leis para a chuva e caminho para o relâmpago dos trovões;” (Jó 28:26)
“Fazendo ele soar a sua voz, logo há rumor de águas no céu, e faz subir os vapores da extremidade da terra; faz os relâmpagos para a chuva, e dos seus tesouros faz sair o vento.” (Jr 10:13)

Circulação do Sangue
“Porque a vida da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma.” (Lv 17:11)

Psicoterapia
“As palavras suaves são favos de mel, doces para a alma, e saúde para os ossos.” (Pv 16:24)
“O coração alegre é como o bom remédio, mas o espírito abatido seca até os ossos.” (Pv 17:22)
BioGênese e Estabilidade da Vida
“E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra; e assim foi.” (Gn 1:11)
“E Deus criou as grandes baleias, e todo o réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies; e toda a ave de asas conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom.” (Gn 1:21)
“E fez Deus as feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom.” (Gn 1:25)
Unicidade do Homem
“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.” (Gn 1:26)
Natureza Química da Carne
“E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra; e assim foi.” (Gn 1:11)
“E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis e feras da terra conforme a sua espécie; e assim foi.” (Gn 1:24)
“E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fólego da vida; e o homem foi feito alma vivente.” (Gn 2:7)
“No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.” (Gn 3:19)
A Disperção do Homem
“23 Multiplica as nações e as faz perecer; dispersa as nações, e de novo as reconduz. 24 Tira o entendimento aos chefes dos povos da terra, e os faz vaguear pelos desertos, sem caminho. 25 Nas trevas andam às apalpadelas, sem terem luz, e os faz desatinar como ébrios.” (Jó 12:23-25)
“3 De míngua e fome se debilitaram; e recolhiam-se para os lugares secos, tenebrosos, assolados e desertos. 4 Apanhavam malvas junto aos arbustos, e o seu mantimento eram as raízes dos zimbros. 5 Do meio dos homens eram expulsos, e gritavam contra eles, como contra o ladrão; 6 Para habitarem nos barrancos dos vales, e nas cavernas da terra e das rochas. 7 Bramavam entre os arbustos, e ajuntavam-se debaixo das urtigas. 8 Eram filhos de doidos, e filhos de gente sem nome, e da terra foram expulsos.” (Jó 30:3-8)
O Atomo
"Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê." Heb. 11:3
29 outubro 2009
A Bíblia e a Idade das Trevas
“Na antiguidade e no período conhecido como Idade das Trevas, a humanidade possuía um entendimento limitado sobre si mesma e sobre o cosmos. Embora não tivessem o conhecimento detalhado que temos hoje, eles detinham a chave para a compreensão fundamental: a crença em Deus. Como está escrito em Hebreus 11:3: ‘Pela fé entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.’ Isso indica que a compreensão da criação e da ordem do cosmos era fundamentada na fé em Deus. Agora, muitos têm descrições detalhadas da 'fechadura' — ou seja, dos mistérios da natureza e do universo —, mas perderam a 'chave' espiritual que unifica e dá sentido a esses conhecimentos.
A solução ideal é a integração entre ciência e religião, onde não apenas possuímos a compreensão da fechadura, mas também mantemos a chave. A Bíblia afirma que ‘O princípio da sabedoria é o temor do Senhor; bom entendimento têm todos os que praticam os seus preceitos’ (Salmos 111:10). Aqui, a sabedoria espiritual é apresentada como essencial para o entendimento verdadeiro.
A verdade é que, à medida que a ciência avança, ela frequentemente revela verdades que foram abordadas há milênios na Bíblia. Por exemplo, a Eclesiastes 1:7 diz: ‘Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr.’ Este versículo pode ser visto como uma antecipação do ciclo hidrológico, um conceito científico confirmado muito tempo depois.
Outro exemplo é a Job 38:35, que menciona: ‘Ou mandarás aos raios para que saiam, e te digam: Eis-nos aqui?’ Esta passagem antecipa a ideia de que a radiação eletromagnética viaja na velocidade da luz, algo que só foi compreendido pela ciência moderna no século XIX.
Assim, Wurmbrand argumenta que a verdadeira sabedoria e compreensão vêm da integração dos conhecimentos científicos com as verdades espirituais. Ele acredita que, enquanto a ciência explora e descreve os aspectos físicos e naturais da existência, a religião fornece a chave para entender o propósito e o significado dessas descobertas. Como diz em Romanos 1:20: ‘Porque desde a criação do mundo, os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido claramente vistos, sendo compreendidos por meio das coisas que foram criadas.’ Isso sugere que a criação revela verdades sobre Deus, que a ciência pode explorar e entender.
Para ele, a harmonia entre ciência e fé não é apenas desejável, mas essencial para alcançar uma compreensão mais profunda da verdade.”
A Bíblia e as leis meteorológicas
Texto Bíblico
O versículo em questão é Eclesiastes 1:6:
- “O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos.”
Esse versículo parece descrever um padrão de movimento do vento que pode ser interpretado como uma referência aos ciclos atmosféricos, onde o vento não se move em linha reta, mas em um padrão circular.
Dinâmica Atmosférica Moderna
A dinâmica atmosférica é governada por uma série de processos complexos que resultam em padrões de circulação global. A Terra possui dois principais sistemas de circulação atmosférica:
Células de Circulação: A atmosfera da Terra é dividida em células de circulação, como a célula de Hadley, a célula de Ferrel e a célula polar. Essas células descrevem o movimento do ar em grandes círculos na atmosfera. No hemisfério norte, o ar tende a girar no sentido anti-horário ao redor das áreas de alta pressão e no sentido horário ao redor das áreas de baixa pressão, enquanto no hemisfério sul, os padrões são invertidos.
Efeito Coriolis: Devido à rotação da Terra, o efeito Coriolis faz com que os ventos se curvem para a direita no hemisfério norte e para a esquerda no hemisfério sul. Esse efeito contribui para a formação dos grandes sistemas de circulação, como os ventos alísios, os ventos de oeste e os ventos polares.
Ciclo Completo do Vento: Os ventos seguem padrões circulares ao redor do planeta, movendo-se de áreas de alta pressão para áreas de baixa pressão e criando os famosos sistemas de alta e baixa pressão que influenciam o clima e o tempo. Esses ventos formam um ciclo contínuo, com o ar retornando às regiões de onde partiu.
Análise Comparativa
A descrição de Eclesiastes sobre o vento “indo para o sul” e depois “fazendo o giro para o norte” e “voltando fazendo os seus circuitos” pode ser vista como uma observação dos padrões cíclicos do vento. Embora não se trate de uma explicação científica detalhada, como a dinâmica atmosférica moderna, a ideia de que os ventos seguem um padrão de movimento cíclico está alinhada com a ciência atmosférica.
A ideia de que o vento faz um ciclo contínuo e retorna ao ponto de partida é consistente com o conceito de circulação atmosférica, onde o ar se move em grandes circuitos ao redor do planeta. Embora os detalhes precisos sobre a dinâmica atmosférica e os efeitos de Coriolis não sejam mencionados no texto bíblico, a noção de movimento circular e cíclico é compatível com a ciência moderna.
Conclusão
Enquanto a descrição bíblica em Eclesiastes 1:6 sobre o movimento do vento pode não fornecer uma explicação científica detalhada, ela captura a essência dos padrões cíclicos que agora entendemos através da ciência atmosférica. Isso demonstra como observações antigas podem, às vezes, coincidir com ou antecipar conceitos científicos que foram desenvolvidos muito depois. A observação de um padrão de circulação do vento é uma interessante convergência entre a antiga sabedoria bíblica e o conhecimento científico moderno.
A Bíblia e as Dimensões de um Navio
A ideia de que a construção da arca de Noé, descrita em Gênesis 6, influenciou posteriormente a construção naval é interessante e frequentemente discutida. No entanto, a análise histórica e técnica sobre essa afirmação pode ser abordada com mais detalhes para esclarecer a conexão e as implicações.
Dimensões da Arca de Noé
Em Gênesis 6:15, as dimensões da arca são descritas assim:
- Comprimento: 300 côvados
- Largura: 50 côvados
- Altura: 30 côvados
Essas dimensões traduzem-se em aproximadamente 137 metros de comprimento, 23 metros de largura e 14 metros de altura, assumindo que o côvado era uma unidade de medida antiga de cerca de 45 centímetros. O volume total da arca seria cerca de 42 milhões de litros cúbicos, o que dá uma ideia do tamanho imenso da embarcação.
Inovações na Construção Naval
Em 1609, um navio chamado Batavia, construído na cidade de Hoor, na Holanda, seguiu um design que lembrava as proporções da arca de Noé. A construção deste navio foi notável por suas dimensões e inovação para a época. Ele tinha uma proporção de comprimento para largura semelhante à da arca, sendo um dos primeiros grandes navios a utilizar essas proporções.
A ideia de que as dimensões da arca influenciaram o design naval moderno é mais complexa. A proporção da arca, 30:5:3, pode ter sido uma coincidência ou uma observação das práticas de construção naval da época. Entretanto, é fato que as dimensões de muitos grandes navios modernos são de fato influenciadas por princípios de engenharia naval desenvolvidos ao longo dos séculos.
Desenvolvimento e Proporções Náuticas
No início do século XX, muitos grandes navios passaram a adotar proporções semelhantes às da arca, com razão técnica. A construção naval moderna levou em conta fatores como estabilidade, resistência estrutural e eficiência no design dos cascos. A proporção 30:5:3 ou outras proporções semelhantes podem ter sido escolhidas com base em otimização das características de desempenho dos navios, o que pode coincidir com as proporções bíblicas sem uma influência direta.
Confirmado pelo Registro de Navio de Lloyd
O "Registro de Navio de Lloyd", conhecido formalmente como "Lloyd's Register", é uma organização que fornece informações sobre as características e o desempenho dos navios. Embora seja verdade que muitos grandes navios modernos adotem proporções que podem se assemelhar àquelas da arca de Noé, é importante reconhecer que essas semelhanças podem ser o resultado de princípios gerais de design naval eficazes, em vez de uma influência direta.
Conclusão
A conexão entre as dimensões da arca de Noé e o design de navios modernos é fascinante, mas deve ser abordada com cautela. Enquanto a arca tem proporções que podem ter influenciado a construção naval por coincidência ou por princípios similares de estabilidade e eficiência, a engenharia naval moderna é baseada em uma compreensão mais aprofundada de física e design de embarcações, desenvolvida ao longo dos séculos. Assim, embora as proporções possam ter sido semelhantes, as razões para sua adoção em diferentes épocas podem ser variadas e complexas.
A Bíblia e a primeira Lei da Termodinâmica
O conceito descrito em Gênesis 2:1, que afirma: “Assim os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados”, sugere uma conclusão definitiva do ato da criação. O termo hebraico usado para "acabados" implica que a criação foi completada de uma vez por todas, com uma ação que não se repetiria.
Correspondência com a Primeira Lei da Termodinâmica
Esse entendimento bíblico parece alinhar-se com a Primeira Lei da Termodinâmica, também conhecida como a lei da conservação da energia e da massa. Esta lei afirma que nem a massa nem a energia podem ser criadas ou destruídas, apenas transformadas de uma forma para outra. Em outras palavras, o total de energia e massa no universo permanece constante, e não há criação de nova massa ou energia a partir do nada.
Teoria do Estado Estacionário e a Primeira Lei da Termodinâmica
A teoria do Estado Estacionário, proposta por Fred Hoyle e outros no início do século XX, sugeria que o universo está em um estado contínuo de criação de matéria. De acordo com essa teoria, novas partículas de matéria eram criadas constantemente em certos pontos do espaço, chamados “irtrons”, para compensar a expansão do universo e manter uma densidade constante.
No entanto, a Primeira Lei da Termodinâmica refuta a ideia de criação contínua, uma vez que estabelece que a energia e a massa não podem ser criadas ou destruídas, mas apenas transformadas. A evidência científica acumulada desde a proposta da teoria do Estado Estacionário, incluindo observações sobre a radiação cósmica de fundo e a expansão do universo, apoiou a teoria do Big Bang, que sugere que o universo teve um início definido e que a criação de matéria e energia ocorreu apenas uma vez.
A Criação Concluída na Perspectiva Bíblica e Científica
O conceito de que a criação foi “acabada” e não está em processo de criação contínua corresponde à perspectiva científica moderna de que a energia e a massa são conservadas e não criadas ex nihilo. De acordo com a Primeira Lei da Termodinâmica, a massa e a energia do universo são constantes, e a criação de matéria ou energia a partir do nada não ocorre.
Conclusão
A descrição bíblica de que a criação foi "acabada" e a Primeira Lei da Termodinâmica, que afirma a conservação da massa e da energia, parecem estar em harmonia na visão de que não há criação contínua de novas formas de matéria ou energia. Ambas as perspectivas indicam um universo que, uma vez criado, opera sob princípios de conservação e transformação, sem criação ou destruição adicionais de massa ou energia.
Essa correspondência entre a narrativa bíblica e os princípios científicos pode ser vista como uma maneira de refletir sobre como antigos textos sagrados e descobertas científicas podem, em certos aspectos, oferecer uma visão complementar sobre a natureza do universo.
"O Ciclo da Água na Bíblia: Sabedoria Antiga e Descoberta Científica"
A Bíblia apresenta uma descrição fascinante do ciclo hidrológico muito antes da ciência moderna confirmar seus detalhes. Em Eclesiastes 1:7, lemos: "Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr." Este texto é geralmente datado de aproximadamente 930 a.C. À primeira vista, essa afirmação pode parecer uma observação simples e não particularmente reveladora. No entanto, quando considerada em conjunto com outras passagens bíblicas, ela se torna notavelmente perspicaz.
O ciclo da água, também conhecido como ciclo hidrológico, descreve o movimento contínuo da água na Terra através da evaporação, condensação e precipitação. O rio Mississippi, por exemplo, despeja aproximadamente 518 bilhões de galões de água no Golfo do México a cada 24 horas. Essa água não desaparece; em vez disso, ela faz parte de um ciclo global onde a água evapora dos oceanos e retorna à terra na forma de chuva.
Passagens Bíblicas Relacionadas ao Ciclo da Água
A Bíblia aborda aspectos desse ciclo de forma impressionantemente precisa:
Eclesiastes 11:3: "Estando as nuvens cheias, derramam a chuva sobre a terra." Esta passagem, escrita aproximadamente em 930 a.C., reflete a compreensão do processo de condensação e precipitação — as nuvens se enchem de vapor d'água e, eventualmente, liberam a água na forma de chuva.
Amós 9:6: "Ele é o que construiu a sua Câmara nas alturas e fundou a sua abóbada sobre a terra; ele chama as águas do mar, e as derrama sobre a terra." Este versículo, datado de aproximadamente 750 a.C., menciona a ideia de que Deus tem controle sobre as águas e o processo pelo qual essas águas são distribuídas sobre a terra, refletindo o entendimento de que a água do mar, através da evaporação, contribui para a formação de nuvens e precipitação.
Desenvolvimento Científico
O conceito moderno do ciclo hidrológico foi formalmente desenvolvido no século XVII. Em 1674, o cientista francês Pierre Perrault foi um dos primeiros a descrever o ciclo da água com base em observações e cálculos. Em 1686, o cientista inglês Edmund Halley também fez importantes contribuições para o entendimento do ciclo da água, aprimorando e corroborando as descobertas de Perrault. Juntos, eles demonstraram como a água se evapora dos corpos d'água, forma nuvens e retorna à terra como precipitação, estabelecendo um ciclo contínuo.
Implicações e Reflexões
É notável que a Bíblia descreva aspectos deste ciclo com considerável precisão muitos séculos antes de ser formalmente compreendido pela ciência. Embora as descrições bíblicas não usem a terminologia científica moderna, elas capturam a essência do ciclo da água de forma que ressoa com as descobertas científicas posteriores. Se os cientistas da época tivessem lido as Escrituras, teriam encontrado uma descrição precisa e antecipatória do ciclo hidrológico, o que poderia ter guiado e acelerado suas descobertas.
Para muitos, isso reflete uma profunda sintonia entre a sabedoria antiga e as descobertas científicas, sugerindo que a descrição bíblica pode antecipar conhecimentos que só foram confirmados muito tempo depois. O relato bíblico oferece uma prova incontestável de que é um livro inspirado por Deus, apresentando uma visão precisa dos processos naturais muito antes da ciência moderna validar tais conceitos.
Em resumo, as passagens bíblicas sobre o ciclo da água demonstram uma compreensão notável dos processos naturais, alinhando-se surpreendentemente bem com o que a ciência moderna nos revelou sobre o ciclo hidrológico. Isso não apenas destaca a riqueza das descrições bíblicas, mas também convida à reflexão sobre a relação entre antigos textos sagrados e o conhecimento científico contemporâneo.
A Bíblia e Entropia
Há passagens na Bíblia que podem ser interpretadas como uma indicação da deterioração do mundo. Por exemplo:
Isaías 51:6: "Levantai os vossos olhos para os céus, e olhai para a terra embaixo; porque os céus desaparecerão como fumaça, e a terra se desgastará como um vestido, e os que nela habitam morrerão como moscas; mas a minha salvação será para sempre, e a minha justiça não será abolida."
Salmos 102:25-26: "Desde a antiguidade tu fundaste a terra, e os céus são obras das tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permanecerás; sim, todos eles se desgastarão como um vestido; como roupas, os trocarás, e serão mudados."
Hebreus 1:11: "Eles envelhecerão como uma vestidura, e como um manto os enrolarás, e como roupas serão mudados."
Esses versículos fazem referência à ideia de que a Terra e os céus estão em processo de deterioração e mudança.
Segunda Lei da Termodinâmica
A Segunda Lei da Termodinâmica, ou lei da entropia crescente, afirma que em sistemas fechados, a entropia — ou desordem — tende a aumentar com o tempo. Em termos mais simples, a energia disponível em um sistema se degrada e se espalha, resultando em uma maior desordem e uma menor quantidade de energia utilizável. Este princípio sugere que, no longo prazo, o universo está se aproximando de um estado de "morte térmica", onde a energia disponível se torna tão escassa que não há mais processos físicos úteis.
Relação entre Bíblia e Termodinâmica
A Bíblia menciona a deterioração e o desgaste do mundo, o que pode ser visto como uma analogia com a lei da entropia. Embora os conceitos científicos de entropia e a Segunda Lei da Termodinâmica só tenham sido formalmente desenvolvidos no século XIX por cientistas como Rudolf Clausius e Lord Kelvin, algumas pessoas argumentam que as Escrituras já indicavam uma percepção da deterioração do mundo.
No entanto, é importante notar que:
Contexto e Interpretação: As passagens bíblicas foram escritas em contextos teológicos e poéticos, refletindo uma visão do mundo que pode não corresponder exatamente às descobertas científicas modernas. As descrições bíblicas podem ser interpretadas de diversas maneiras e não necessariamente representam uma descrição científica detalhada.
Desenvolvimento da Ciência: A Segunda Lei da Termodinâmica e o conceito de entropia foram formalizados muito depois da redação dos textos bíblicos. A ciência moderna desenvolveu essas ideias através de observações e experimentações, enquanto as Escrituras abordam a deterioração do mundo em um contexto mais metafórico e espiritual.
Interpretação Contemporânea: A conexão entre as descrições bíblicas e os princípios científicos pode ser vista como uma interpretação retroativa. Enquanto alguns veem essas descrições como uma antecipação dos conceitos científicos, outros podem considerá-las como manifestações de uma visão antiga e poética do estado do mundo.
Conclusão
Embora existam paralelos interessantes entre as descrições bíblicas de deterioração e a Segunda Lei da Termodinâmica, é essencial abordar essas comparações com cuidado. As Escrituras e a ciência operam em contextos diferentes e têm propósitos distintos. A Bíblia usa a linguagem e as imagens da época para transmitir verdades teológicas, enquanto a ciência busca compreender e descrever o funcionamento do universo através de métodos empíricos e matemáticos.
A Bíblia e as ondas de rádio
Em Jó 38:35, Deus faz uma pergunta intrigante a Jó: “Ou mandarás aos raios para que saiam, e te digam: Eis-nos aqui?” Esta pergunta pode inicialmente parecer enigmática e até absurda sob uma perspectiva científica moderna. A ideia de que a luz ou radiação pode ser "enviada" e responder como se fosse um mensageiro é, de fato, uma noção que só foi compreendida plenamente pela ciência muito tempo depois.
Na física moderna, entendemos que toda radiação eletromagnética — que inclui ondas de rádio, micro-ondas, luz visível, ultravioleta, raios-X e raios gama — viaja à velocidade da luz, aproximadamente 299.792 quilômetros por segundo no vácuo. Isso permite uma comunicação instantânea sem fio através de ondas eletromagnéticas, que é a base da tecnologia moderna de telecomunicações e rádio.
O conceito de que diferentes formas de radiação podem ser vistas como variações de um mesmo fenômeno fundamental foi estabelecido por James Clerk Maxwell no século XIX. Em 1865, Maxwell formulou as Equações de Maxwell, que descrevem como os campos elétricos e magnéticos interagem e se propagam como ondas eletromagnéticas. Antes dessa descoberta, a conexão entre eletricidade e magnetismo era apenas parcialmente compreendida.
Maxwell sugeriu que a luz visível, assim como outras formas de radiação eletromagnética, era uma manifestação de ondas que se movem através do espaço. Essa ideia revolucionária unificou as teorias da eletricidade e do magnetismo em uma única teoria da radiação eletromagnética. A confirmação experimental dessas teorias foi realizada por Heinrich Hertz na década de 1880, que demonstrou a existência de ondas de rádio, validando as previsões de Maxwell.
O fato de que Deus, na antiga narrativa bíblica, fez uma referência que, à luz do conhecimento moderno, pode ser interpretada como uma antecipação da compreensão científica de radiação eletromagnética é notável. Embora não se possa afirmar que o texto bíblico tenha previsto os conceitos científicos modernos com precisão, a conexão entre a descrição bíblica e os avanços científicos posteriores levanta questões interessantes sobre como interpretações antigas podem ressoar com descobertas modernas.
Em resumo, o questionamento de Deus a Jó sobre os raios e sua capacidade de se manifestar pode ser visto como uma antecipação instigante da compreensão moderna sobre a natureza da luz e da radiação. A ciência não chegou a entender completamente a natureza da radiação eletromagnética e a sua capacidade de se manifestar de várias maneiras até o século XIX, muito depois da época em que Jó foi escrito. A interseção entre esses conceitos antigos e descobertas científicas modernas continua a inspirar e provocar reflexão sobre a relação entre textos antigos e a evolução do conhecimento científico.
A Bíblia e a ciência da Oceanografia
Matthew Fontaine Maury, frequentemente chamado de "pai das ciências do mar", foi um notável navegador e oceanógrafo americano do século XIX. Sua contribuição mais significativa foi na descoberta e sistematização das correntes marítimas e das condições oceânicas, o que revolucionou a navegação e a compreensão dos oceanos.
Maury publicou "The Physical Geography of the Sea" em 1855, uma obra pioneira que abordou a oceanografia de forma científica e sistemática. Sua pesquisa e inovações ajudaram a mapear as rotas marítimas mais seguras e eficientes, influenciando profundamente o comércio e a navegação global.
Uma curiosidade fascinante sobre Maury é que ele acreditava que suas descobertas científicas estavam em harmonia com as Escrituras. Em particular, ele afirmou que a Bíblia mencionava correntes oceânicas de maneira surpreendentemente precisa. Maury referia-se ao Salmo 8:8, que fala de "todos os caminhos do mar", e à referência bíblica aos "caminhos dos mares" em Job 38:16, como evidências da precisão das Escrituras na descrição das características oceanográficas. Ele acreditava que a Bíblia, como a revelação de Deus, antecipava os conhecimentos científicos que ele estava apenas começando a explorar e compreender.
Maury também desempenhou um papel fundamental como diretor do Observatório Naval dos Estados Unidos, onde estabeleceu um sistema de coleta e análise de dados meteorológicos e oceanográficos que serviu como modelo para o estudo moderno dos oceanos.
Sua obra e suas descobertas não só impactaram a navegação e o comércio global, mas também promoveram uma visão de que a ciência e a fé podem coexistir e se complementar. Maury é lembrado por sua abordagem inovadora e por seu legado duradouro nas ciências oceanográficas.
19 setembro 2009
A Ciência e a Bíblia
Em 1613, o cientista italiano Galileu publicou uma obra intitulada "Cartas Sobre as Manchas Solares", na qual apresentou evidências de que a Terra orbita ao redor do Sol, desafiando a visão geocêntrica predominante na época. Esta descoberta desencadeou uma série de eventos que eventualmente o levaram diante da Inquisição Católica Romana, acusado veementemente de heresia. Galileu foi finalmente forçado a retratar suas ideias. Por que essa ideia era considerada herética? Porque os acusadores de Galileu argumentavam que ela contradizia a interpretação bíblica de que a Terra era o centro do universo e que o Sol girava em torno dela.
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