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24 junho 2025

Papiro Vindonissiensis

Imagem ilustrativa

 O Papiro Vindonissiensis é um manuscrito antigo que possui um valor significativo na área dos estudos bíblicos e na pesquisa de textos antigos. Aqui está um panorama detalhado sobre este papiro, incluindo sua descrição, conteúdo, importância, descoberta, localização, significado e estudos.

Descrição e Características

**1. Descrição:

  • Tipo de Documento: O Papiro Vindonissiensis é um fragmento de papiro, que é um material de escrita feito a partir da planta de papiro, amplamente utilizado no mundo antigo para a produção de documentos manuscritos.

  • Datação: Estima-se que o Papiro Vindonissiensis date do final do século II d.C. a inícios do século III d.C., uma época em que o papiro era uma forma comum de suporte para textos na região mediterrânea.

  • Características Físicas: O manuscrito é composto de fragmentos, o que significa que apenas partes do texto original sobreviveram. Os fragmentos são impressos em caligrafia grega, típica dos documentos da época.

**2. Características Especiais:

  • Tamanho e Formato: Como muitos papiros antigos, o tamanho e o formato exato dos fragmentos são variados e não são inteiros, refletindo o uso e manuseio ao longo do tempo.

  • Caligrafia: O papiro é escrito em grego koiné, que era o dialeto comum usado em textos literários e religiosos da época.

Conteúdo

**1. Conteúdo do Papiro Vindonissiensis:

  • Texto: O Papiro Vindonissiensis é particularmente notável por conter um texto do Evangelho de Marcos, especificamente do capítulo 1, versículo 1 a 4. Este fragmento inclui as palavras iniciais do Evangelho, oferecendo uma visão da forma como este texto sagrado era transmitido.

  • Significado do Texto: A inclusão do início do Evangelho de Marcos é importante porque oferece uma visão dos textos mais antigos conhecidos do Novo Testamento, ajudando a entender a evolução textual e as variantes na tradição manuscrita.

**2. Importância do Texto:

  • Estudo do Novo Testamento: O papiro é um dos exemplos mais antigos de manuscritos do Novo Testamento, ajudando a estabelecer a base textual para a crítica textual e o estudo da história do texto bíblico.

  • Comparação de Textos: Permite comparações com outros manuscritos antigos, ajudando a identificar variações e confirmar a estabilidade do texto ao longo do tempo.

Importância

**1. Importância Histórica:

  • Testemunho Antigo: Como um dos manuscritos mais antigos conhecidos do Evangelho de Marcos, o Papiro Vindonissiensis fornece evidências valiosas sobre a transmissão e a preservação precoce dos textos cristãos.

  • Estudo da Bíblia: O papiro é crucial para os estudiosos que investigam a história e a crítica textual do Novo Testamento, fornecendo informações sobre como o texto bíblico foi copiado e transmitido.

**2. Contribuição para a Crítica Textual:

  • Crítica Textual: A análise do papiro ajuda a entender a forma original dos textos e as mudanças que ocorreram ao longo do tempo, oferecendo insights sobre a tradição textual e as práticas de cópia.

  • Estudo de Variantes: Auxilia no estudo das variantes textuais e na reconstrução dos textos originais, contribuindo para uma compreensão mais precisa da Bíblia.

Descoberta e Localização

**1. Descoberta:

  • Origem da Descoberta: O Papiro Vindonissiensis foi descoberto em uma escavação no Egito, uma região que foi um importante centro de produção e preservação de papiros antigos.

  • História da Publicação: O papiro foi publicado e estudado por especialistas em papirologia e estudos bíblicos, que identificaram seu valor para a pesquisa textual.

**2. Localização:

  • Biblioteca de Viena: O papiro é mantido na Biblioteca Nacional de Áustria, em Viena, onde está disponível para estudo e pesquisa. A biblioteca possui uma vasta coleção de manuscritos e documentos antigos, incluindo vários papiros importantes.

Significado e Estudos

**1. Significado Histórico:

  • Valor para a História da Bíblia: O Papiro Vindonissiensis representa uma peça crucial na história da transmissão dos textos bíblicos. Ele oferece uma visão dos textos cristãos primitivos e das práticas de cópia e preservação.

  • Contexto Cultural: Ajuda a situar o Evangelho de Marcos dentro do contexto histórico e cultural da época, proporcionando uma perspectiva sobre a disseminação e a aceitação do cristianismo nos primeiros séculos.

**2. Estudos e Pesquisa:

  • Paleografia: A pesquisa paleográfica do papiro contribui para o entendimento da escrita e dos materiais usados na antiguidade.

  • Crítica Textual: Os estudiosos da crítica textual utilizam o papiro para comparar com outros manuscritos e variantes textuais, ajudando a reconstruir o texto original do Evangelho de Marcos.

  • Preservação: Iniciativas de preservação e digitalização garantem que o papiro continue acessível para futuras gerações de pesquisadores e estudiosos.

Conclusão

O Papiro Vindonissiensis é uma peça importante no quebra-cabeça da história textual do Novo Testamento. Seu valor para o estudo da Bíblia e da crítica textual é inestimável, oferecendo uma janela para o passado e ajudando a compreender a evolução dos textos cristãos ao longo dos séculos. Através de sua preservação e estudo contínuos, o papiro contribui significativamente para a nossa compreensão dos textos sagrados e da história da Igreja.

22 agosto 2024

Manuscritos da Biblioteca de Nag Hammadi


Os Manuscritos da Biblioteca de Nag Hammadi são uma coleção de textos antigos descobertos em 1945 na região de Nag Hammadi, no Egito. Esses manuscritos são considerados de grande importância para o estudo do gnosticismo e do cristianismo primitivo.

Aqui estão alguns pontos-chave sobre os Manuscritos de Nag Hammadi:

  1. Descoberta e Contexto: Em dezembro de 1945, um camponês egípcio encontrou uma jarra contendo 13 códices (livros) de pergaminho, que estavam enterrados em um cemitério próximo a Nag Hammadi. Esses textos datam do século III e IV d.C. e são escritos em copta, uma língua egípcia antiga.

  2. Conteúdo: Os manuscritos contêm uma variedade de textos, incluindo evangelhos, apocalipses e diálogos, muitos dos quais não são encontrados na Bíblia canônica. Alguns dos textos mais notáveis incluem o "Evangelho de Tomé", o "Evangelho de Filipe" e o "Evangelho da Verdade".

  3. Gnosticismo: Muitos dos textos encontrados em Nag Hammadi são associados ao gnosticismo, uma seita religiosa que acreditava que a salvação era obtida através do conhecimento esotérico e que o mundo material era uma criação inferior. O gnosticismo frequentemente se opunha ao cristianismo ortodoxo, que via a matéria como boa e a revelação divina como algo acessível a todos os fiéis.

  4. Importância: Os Manuscritos de Nag Hammadi são valiosos porque oferecem uma visão dos primeiros cristãos e das diversas correntes de pensamento que circulavam no início da era cristã. Eles ajudam a entender a diversidade de crenças e práticas no contexto do cristianismo primitivo e das religiões contemporâneas.

  5. Tradução e Estudo: Após a descoberta, os manuscritos foram traduzidos e estudados por vários especialistas. Eles estão disponíveis em edições críticas e muitas das traduções podem ser encontradas em livros acadêmicos e online.

Esses textos têm sido fundamentais para os estudiosos que buscam entender a complexidade das crenças religiosas antigas e a formação das tradições cristãs. Se você tiver interesse em algum texto específico ou em um aspecto particular dos Manuscritos de Nag Hammadi, posso fornecer mais detalhes!

31 julho 2024

P52 - Papiro Rylands


 

O Papiro Rylands 52 (ou P52) é um dos fragmentos mais antigos conhecidos do Novo Testamento. Aqui estão alguns detalhes importantes sobre ele:

Descrição e Características

  • Tipo de Manuscrito: É um fragmento de papiro.
  • Data: Acredita-se que o P52 tenha sido escrito no início do século II, por volta do ano 125-150 d.C. Essa datação o torna um dos mais antigos testemunhos do Novo Testamento que conhecemos.
  • Idioma: Está em grego.
  • Conteúdo: O fragmento contém partes do Evangelho de João, especificamente João 18:31-33 e 18:37-38. Apenas um pequeno trecho sobreviveu, o que compreende uma parte da narrativa sobre o julgamento de Jesus perante Pôncio Pilatos.

Importância Textual e Histórica

  • Valor Histórico: O P52 é significativo porque fornece evidências de que o Evangelho de João estava em circulação no início do século II, o que é crucial para a compreensão da cronologia e da disseminação dos textos cristãos primitivos.
  • Autenticidade e Datação: A datação do P52 baseia-se em uma análise paleográfica (estudo da escrita antiga) do estilo das letras e do material do papiro. A sua datação inicial é importante porque ajuda a estabelecer que os textos do Novo Testamento foram escritos e circulados mais cedo do que alguns críticos anteriormente sugeriam.
  • Preservação do Texto: O fragmento revela a forma do texto do Evangelho de João em um estágio relativamente precoce de sua transmissão, fornecendo uma base para a crítica textual e a comparação com outros manuscritos posteriores.

Descoberta e Localização

  • Descoberta: O P52 foi descoberto no Egito por um mercador de antiguidades e, em 1920, foi adquirido pela Biblioteca John Rylands, em Manchester, Reino Unido. Daí o nome "Papiro Rylands 52".
  • Atualmente: O manuscrito está preservado na Biblioteca John Rylands, onde pode ser consultado por pesquisadores e estudiosos.

Significado

O P52 é um artefato crucial na crítica textual do Novo Testamento. Sua existência atesta a antiguidade e a ampla circulação dos textos cristãos já no início do século II. Ele fornece uma conexão direta com os primeiros dias do cristianismo e ajuda a confirmar a autenticidade e a tradição dos textos que foram eventualmente incluídos no Novo Testamento.

26 junho 2024

Manuscritos do Novo Testamento - Papiro Oxyrhynchus

 


Os Papiros de Oxyrhynchus são uma vasta coleção de manuscritos descobertos na cidade de Oxyrhynchus, no Egito, que forneceram uma grande quantidade de informações sobre a vida cotidiana, a literatura e os textos religiosos da antiguidade. Entre eles, muitos são fragmentos do Novo Testamento e outros textos cristãos primitivos. Vamos explorar os aspectos mais relevantes desses papiros:

Descoberta e Contexto

  • Local: Oxyrhynchus, uma antiga cidade no Egito.
  • Descobridores: Bernard Grenfell e Arthur Hunt, no final do século XIX e início do século XX.
  • Quantidade: Mais de 500.000 fragmentos de papiro foram descobertos, cobrindo uma ampla gama de textos, incluindo literatura clássica, documentos administrativos, correspondências pessoais e textos religiosos.

Importância dos Papiros de Oxyrhynchus para o Novo Testamento

Os Papiros de Oxyrhynchus incluem alguns dos mais antigos manuscritos conhecidos do Novo Testamento, datando do século II em diante. Aqui estão alguns dos mais significativos:

  1. 𝔓1 (Papiro Oxyrhynchus 2)

    • Conteúdo: Fragmentos do Evangelho de Mateus (1:1-9, 12, 14-20).
    • Datação: Século III.
    • Importância: Um dos mais antigos fragmentos de Mateus, útil para a crítica textual.
  2. 𝔓5 (Papiro Oxyrhynchus 208 + 1781)

    • Conteúdo: Fragmentos do Evangelho de João (1:23-31, 33-41, 43-44; 16:14-30; 20:11-17, 19-25).
    • Datação: Século III.
    • Importância: Proporciona um testemunho precoce do texto de João.
  3. 𝔓13 (Papiro Oxyrhynchus 657)

    • Conteúdo: Hebreus (2:14-5:5; 10:8-22; 10:29-11:13; 11:28-12:17).
    • Datação: Século III.
    • Importância: Um dos mais antigos manuscritos de Hebreus, importante para a análise da tradição textual desta epístola.
  4. 𝔓15 (Papiro Oxyrhynchus 1008)

    • Conteúdo: 1 Tessalonicenses (4:12-5:18).
    • Datação: Século III.
    • Importância: Ajuda a entender a transmissão do texto das epístolas paulinas.
  5. 𝔓17 (Papiro Oxyrhynchus 1078)

    • Conteúdo: Hebreus (9:12-19).
    • Datação: Século III.
    • Importância: Outro importante manuscrito de Hebreus.

Significado e Contribuição dos Papiros de Oxyrhynchus

  1. Evidências Textuais Precoces: Os papiros fornecem evidências de como os textos do Novo Testamento foram transmitidos e preservados nos primeiros séculos do cristianismo.
  2. Variedades Textuais: Eles mostram variantes textuais que ajudam os estudiosos a entender melhor o processo de cópia e transmissão dos textos bíblicos.
  3. Contexto Histórico: Além dos textos bíblicos, os papiros de Oxyrhynchus contêm muitos documentos que lançam luz sobre o contexto social, econômico e religioso da época.
  4. Cultura Cristã Primitiva: Fragmentos de outros textos cristãos, como apócrifos e escritos patrísticos, ajudam a entender a diversidade do pensamento cristão primitivo.

Exemplos de Outras Descobertas em Oxyrhynchus

Além dos fragmentos do Novo Testamento, os Papiros de Oxyrhynchus incluem:

  • Literatura Clássica: Fragmentos de obras de Homero, Sófocles, e outros autores clássicos.
  • Documentos Administrativos: Registros oficiais, contratos, e correspondências que iluminam a vida cotidiana no Egito romano.
  • Textos Religiosos e Filosóficos: Incluindo fragmentos de obras filosóficas e religiosas não-cristãs.

Conclusão

Os Papiros de Oxyrhynchus são uma das descobertas arqueológicas mais significativas para a compreensão da antiguidade. Seus fragmentos do Novo Testamento são essenciais para a crítica textual e a reconstrução da história do texto bíblico. A vasta coleção fornece uma janela inestimável para a vida, a literatura e a religião dos primeiros séculos, enriquecendo nosso entendimento do mundo antigo e da transmissão dos textos sagrados.

Os papiros do Novo Testamento

Os papiros do Novo Testamento são uma coleção de manuscritos antigos que contêm partes dos textos do Novo Testamento. Eles são fundamentais para a crítica textual e para o entendimento da transmissão dos textos bíblicos ao longo dos séculos. Vamos detalhar alguns dos papiros mais importantes:

Papiros Principais do Novo Testamento

  1. Papiro 𝔓52 (Rylands Library Papyrus P52)

    • Conteúdo: Fragmento do Evangelho de João (18:31-33, 37-38).
    • Datação: Cerca de 125 d.C., considerado um dos mais antigos fragmentos do Novo Testamento.
    • Importância: Confirma a existência do Evangelho de João no início do século II, próximo ao tempo da vida do autor.
  2. Papiro Bodmer II (𝔓66)

    • Conteúdo: Evangelho de João, com partes significativas do capítulo 1 ao capítulo 21.
    • Datação: Cerca de 200 d.C.
    • Importância: Um dos manuscritos mais completos do Evangelho de João, crucial para a crítica textual e estudo do texto de João.
  3. Papiro Bodmer XIV-XV (𝔓75)

    • Conteúdo: Evangelhos de Lucas e João.
    • Datação: Final do século II ao início do século III.
    • Importância: Mostra grande consistência textual com manuscritos posteriores, sugerindo uma transmissão fiel dos textos.
  4. Papiro Chester Beatty I (𝔓45)

    • Conteúdo: Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) e Atos dos Apóstolos.
    • Datação: Cerca de 250 d.C.
    • Importância: Contém grandes porções dos quatro evangelhos e Atos, importante para a análise da tradição textual dos sinóticos.
  5. Papiro Chester Beatty II (𝔓46)

    • Conteúdo: Epístolas Paulinas (Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 Tessalonicenses, Hebreus).
    • Datação: Cerca de 200 d.C.
    • Importância: Um dos mais antigos e importantes manuscritos das epístolas paulinas, crucial para o estudo da teologia e cristologia paulina.
  6. Papiro Chester Beatty III (𝔓47)

    • Conteúdo: Livro de Apocalipse (Capítulos 9-17).
    • Datação: Século III.
    • Importância: Um dos poucos papiros antigos contendo partes do Apocalipse, essencial para o estudo da transmissão textual deste livro.
  7. Papiro Oxyrhynchus (𝔓1, 𝔓5, 𝔓13, etc.)

    • Conteúdo: Diversos fragmentos dos Evangelhos, Atos, Epístolas Paulinas e Apocalipse.
    • Datação: Séculos II-IV.
    • Importância: Os fragmentos de Oxyrhynchus fornecem evidências valiosas para a reconstrução do texto do Novo Testamento.

Importância dos Papiros do Novo Testamento

  1. Confirmação da Antiguidade dos Textos: Os papiros demonstram que os textos do Novo Testamento estavam em circulação desde muito cedo, com alguns datando do início do século II.
  2. Crítica Textual: Comparar as variantes textuais nos papiros ajuda a identificar erros de copistas e a reconstruir o texto original.
  3. Transmissão Textual: Os papiros mostram como o texto foi transmitido e preservado ao longo dos séculos, evidenciando a precisão e a integridade da tradição manuscrita.
  4. Estudos Históricos e Teológicos: Os textos dos papiros oferecem insights sobre a teologia, a liturgia e as práticas das primeiras comunidades cristãs.

Conclusão

Os papiros do Novo Testamento são uma fonte inestimável para a crítica textual e para a compreensão da história do cristianismo primitivo. Eles fornecem evidências diretas sobre a transmissão dos textos bíblicos, a teologia e as práticas das primeiras comunidades cristãs. A preservação e o estudo desses manuscritos continuam a ser uma área vital de pesquisa para teólogos, historiadores e estudiosos da Bíblia.



Manuscritos do Novo Testamento - Papiro Bodmer



Os Papiros Bodmer são uma coleção de manuscritos antigos, que contêm textos tanto do Novo Testamento quanto de obras cristãs não-canônicas. Eles são cruciais para o estudo da Bíblia e da literatura cristã primitiva devido à sua antiguidade e ao estado de preservação. Vamos explorar seus detalhes:

Descoberta e Contexto

  1. Descoberta: Os Papiros Bodmer foram encontrados no Egito em meados do século XX, especificamente na década de 1950. Eles foram adquiridos pelo colecionador suíço Martin Bodmer, de quem herdaram o nome.

  2. Localização: A maioria dos papiros está atualmente preservada na Bibliotheca Bodmeriana em Cologny, perto de Genebra, Suíça.

Conteúdo dos Manuscritos

  1. Manuscritos do Novo Testamento: Os Papiros Bodmer contêm alguns dos textos mais antigos do Novo Testamento. Entre os mais notáveis estão:

    • Papiro Bodmer II (P66): Datado do século II, contém grande parte do Evangelho de João, incluindo cerca de 104 folhas completas e partes fragmentadas de outras.
    • Papiro Bodmer XIV-XV (P75): Datado do final do século II ao início do século III, contém partes significativas dos Evangelhos de Lucas e João.
  2. Outros Textos Cristãos: Além dos textos do Novo Testamento, a coleção inclui:

    • Papiro Bodmer VII-IX (P72): Contém a Primeira e Segunda Epístolas de Pedro e a Epístola de Judas.
    • Papiro Bodmer X-XII: Contém outros escritos cristãos, como a Carta de Barnabé e partes do "Pastor de Hermas".
  3. Textos Clássicos e Literários: Além dos escritos cristãos, a coleção Bodmer também inclui obras da literatura grega clássica e textos pagãos, como poemas de Homero e obras de Menandro.

Importância Histórica e Teológica

  1. Preservação Textual: Os Papiros Bodmer são essenciais para a crítica textual, ajudando a verificar a precisão dos textos do Novo Testamento ao longo dos séculos. Eles oferecem uma visão sobre o estado do texto bíblico nos primeiros séculos da era cristã.

  2. Variante Textual: Assim como outros manuscritos antigos, os Papiros Bodmer revelam variantes textuais significativas. Estes ajudam os estudiosos a entender melhor as práticas de cópia e a evolução do texto bíblico.

  3. Contexto Histórico: A existência desses manuscritos indica a disseminação e o uso dos textos cristãos nas primeiras comunidades cristãs. Eles mostram a importância dos Evangelhos e de outras epístolas na vida litúrgica e devocional dos primeiros cristãos.

Conservação e Estudo

  1. Preservação: Os papiros são cuidadosamente preservados e estudados por especialistas em papirologia e crítica textual. As técnicas modernas de conservação e imagem digital permitem que os estudiosos analisem os textos sem danificá-los.

  2. Publicações e Acesso: Muitos dos Papiros Bodmer foram publicados em edições acadêmicas, permitindo que estudiosos de todo o mundo tenham acesso aos textos. Isso facilita a pesquisa e a comparação com outros manuscritos antigos.

Exemplos Notáveis

  1. P66 (Papiro Bodmer II): É um dos mais completos e antigos manuscritos do Evangelho de João, oferecendo insights valiosos sobre a tradição textual desse evangelho e sua transmissão.

  2. P75 (Papiro Bodmer XIV-XV): Este manuscrito é particularmente importante porque mostra uma grande consistência textual com os manuscritos posteriores do Novo Testamento, sugerindo uma transmissão textual cuidadosa e fiel.

Conclusão

Os Papiros Bodmer são uma coleção inestimável para o estudo da Bíblia e da literatura cristã primitiva. Eles não apenas corroboram a precisão da transmissão textual dos textos sagrados ao longo dos séculos, mas também oferecem uma janela para a vida e as práticas das primeiras comunidades cristãs. Através desses manuscritos, podemos obter uma compreensão mais profunda da evolução textual e teológica dos escritos que moldaram o Cristianismo.

Manuscritos do Novo Testamento - Papirus Chester Beatty


 

O Papiro Chester Beatty é um conjunto significativo de manuscritos antigos que são essenciais para o estudo da Bíblia e da literatura cristã primitiva. Vamos explorar seus aspectos mais detalhadamente:

Descoberta e Contexto

  1. Descoberta: Os Papiros Chester Beatty foram adquiridos no Egito no início do século XX por Alfred Chester Beatty, um colecionador americano. As compras ocorreram em várias ocasiões entre 1930 e 1931.

  2. Localização: Estes papiros estão atualmente preservados na Biblioteca Chester Beatty em Dublin, Irlanda, com algumas partes também encontradas em outras bibliotecas e museus ao redor do mundo, como a Biblioteca Universitária de Michigan.

Conteúdo dos Manuscritos

  1. Divisão e Datagem: Os papiros estão divididos em várias seções, cada uma designada por um número. Eles datam dos séculos II ao IV d.C. e incluem partes do Antigo e do Novo Testamento, além de escritos cristãos não-canônicos.

  2. Manuscritos do Antigo Testamento: Contêm fragmentos de textos importantes, incluindo:

    • Papiro Chester Beatty I (P45): Contém fragmentos dos Evangelhos e Atos dos Apóstolos.
    • Papiro Chester Beatty II (P46): Contém grande parte das epístolas paulinas, incluindo Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses e 1 Tessalonicenses.
    • Papiro Chester Beatty III (P47): Contém o livro de Apocalipse.
  3. Manuscritos do Novo Testamento: Estes são alguns dos manuscritos mais antigos e completos do Novo Testamento, oferecendo insights valiosos sobre o texto original e suas variantes.

Importância Histórica e Teológica

  1. Preservação Textual: Os Papiros Chester Beatty são fundamentais para a crítica textual, pois ajudam a verificar a autenticidade e a precisão das tradições manuscritas posteriores do Novo Testamento. Eles mostram que o texto do Novo Testamento tem sido transmitido com uma alta fidelidade ao longo dos séculos.

  2. Variante Textual: Como em outros manuscritos antigos, os Papiros Chester Beatty revelam variantes textuais que são cruciais para os estudiosos que tentam reconstruir o texto original do Novo Testamento. Essas variantes fornecem uma visão das práticas de cópia e dos erros comuns cometidos pelos escribas.

  3. Contexto Histórico: Eles lançam luz sobre a prática cristã e a disseminação dos textos sagrados nos primeiros séculos do Cristianismo. A existência de tais manuscritos mostra a ampla circulação e a veneração dos textos bíblicos nas comunidades cristãs primitivas.

Conservação e Estudo

  1. Preservação: Os papiros são cuidadosamente preservados e estudados por especialistas em papirologia e crítica textual. Os avanços na tecnologia de imagem digital têm permitido aos estudiosos examinar os textos com maior precisão sem danificar os manuscritos originais.

  2. Publicações e Acesso: Estudos e transcrições dos Papiros Chester Beatty têm sido publicados em várias edições acadêmicas, tornando-os acessíveis para estudiosos e interessados em todo o mundo. Isso tem fomentado uma compreensão mais profunda do texto bíblico e da sua história textual.

Conclusão

Os Papiros Chester Beatty representam uma contribuição inestimável para o campo dos estudos bíblicos e da crítica textual. Eles não só corroboram a transmissão cuidadosa do texto bíblico ao longo dos séculos, mas também enriquecem nossa compreensão do Cristianismo primitivo e das suas práticas literárias. Através destes manuscritos, podemos traçar uma linha mais clara da evolução textual e teológica dos textos sagrados que moldaram a fé cristã.

Manuscritos do Mar Morto

 



Os Manuscritos do Mar Morto são uma coleção de textos antigos descobertos entre os anos 1947 e 1956 em cavernas próximas ao Mar Morto, na região da Cisjordânia. Esses manuscritos são extremamente importantes para a compreensão da história, cultura e religião judaica e oferecem insights significativos sobre o contexto do surgimento do Cristianismo. Aqui estão algumas informações principais sobre eles:

Descoberta e Contexto

  1. Descoberta Inicial: Os primeiros manuscritos foram descobertos por pastores beduínos em 1947, na caverna de Qumran, perto do Mar Morto. Posteriormente, escavações lideradas por arqueólogos israelenses revelaram centenas de manuscritos em diversas cavernas na região.
  2. Conteúdo: Os manuscritos do Mar Morto incluem cópias de textos bíblicos, como partes do Antigo Testamento (principalmente em hebraico), comentários religiosos, textos sectários de uma comunidade judaica sectária (provavelmente os Essênios), documentos comunitários, hinos, escritos apocalípticos e literatura de sabedoria.
  3. Idade e Autenticidade: Os manuscritos datam de aproximadamente 250 a.C. até 68 d.C., antes da destruição do Segundo Templo em Jerusalém pelos romanos. A maioria dos manuscritos é escrita em pergaminho, com alguns em papiro.

Importância Histórica e Teológica

  1. Compreensão Bíblica: Os manuscritos fornecem cópias muito antigas de textos bíblicos, como o Livro de Isaías, que demonstram a precisão da transmissão textual ao longo dos séculos.
  2. Estudos Sectários: Eles revelam detalhes sobre as práticas religiosas e a organização social de uma comunidade judaica sectária, provavelmente os Essênios, incluindo suas crenças messiânicas e escatológicas.
  3. Relação com o Cristianismo: Os manuscritos também lançam luz sobre o ambiente religioso e cultural no qual o Cristianismo primitivo emergiu, oferecendo paralelos e contrastes interessantes com as crenças e práticas cristãs.

Distribuição e Estudos Acadêmicos

  1. Conservação e Disponibilidade: Os manuscritos do Mar Morto estão hoje conservados principalmente no Museu de Israel, em Jerusalém, e são acessíveis para estudiosos e pesquisadores de todo o mundo.
  2. Impacto Acadêmico: Desde sua descoberta, os manuscritos têm sido objeto de intensa pesquisa acadêmica, contribuindo para o campo da crítica textual, história antiga, estudos religiosos e teologia comparativa.

Em resumo, os Manuscritos do Mar Morto são uma descoberta arqueológica e textual de grande importância, oferecendo uma janela única para o mundo antigo do Judaísmo e proporcionando valiosos insights para os estudos bíblicos e teológicos contemporâneos.


Fonte imagem:  1. https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10800/os-manuscritos-do-mar-morto/

 

15 maio 2012

Os Lecionários

Livros Litúrgicos

Outra testemunha do texto do Novo Testamento que em geral tem sido subvalorizada são os numerosos lecionários (livros usados no culto da igreja), que continham textos selecionados para leitura, tirados da própria Bíblia. Esses lecionários serviam de manuais, sendo usados nos cultos ao longo de um ano. A maior parte desses manuais teria surgido talvez entre os séculos VII e XII, e deles sobreviveram dezenas de folhas e fragmentos de folhas, datados dos séculos iv e vi. Só cinco ou seis lecionários sobreviveram intactos, copiados em papiro, com letras unciais, ainda que essas houvessem sido substituídas pelo tipo de grafia denominado minúsculo.

Embora Caspar René Gregory houvesse relacionado cerca de 1 545 lecionários gregos, em seu Canon and text of the New Testament [Cânon e texto do Novo Testamento] (1912), cerca de 2 000 foram utilizados na obra crítica da United Bible Societies [Sociedades Bíblicas Unidas], The Greek New Testament (1966). A grande maioria dos lecionados consiste de textos para leitura tomados dos evangelhos. Os demais consistem de textos de Atos, às vezes ao lado de trechos das cartas. Ainda que fossem ornamentados com muita elaboração e às vezes até contivessem notações musicais, é preciso que se admita que os lecionários têm apenas valor secundário no estabelecimento do texto genuíno do Novo Testamento, No entanto, desempenham papel importante na compreensão de passagens específicas das Escrituras, como João 7.53— 8.11 e Marcos 16.9-20.(ide fonte no final do blog)

Estudos do Autor

Os lecionários são coleções de passagens selecionadas das Escrituras que são designadas para serem lidas durante os serviços religiosos, especialmente nas celebrações litúrgicas cristãs. Eles são organizados de forma a proporcionar uma sequência de leituras ao longo do ano litúrgico, geralmente seguindo um ciclo anual.

Importância dos Lecionários para a Formação da Bíblia:

  1. Preservação e Transmissão Textual:

    • Os lecionários ajudaram na preservação e transmissão dos textos bíblicos ao longo dos séculos, pois muitas vezes incluem passagens completas ou parciais das Escrituras. Isso é especialmente relevante porque algumas cópias individuais dos livros bíblicos podem ter se perdido ao longo do tempo, mas as leituras litúrgicas continuaram a garantir a exposição regular dos textos sagrados.
  2. Padrões de Leitura e Uso Litúrgico:

    • Os lecionários estabelecem padrões para quais partes da Bíblia são lidas em diferentes períodos litúrgicos, como Advento, Natal, Quaresma, Páscoa, entre outros. Isso influencia a prática e a adoração da comunidade cristã ao longo do ano, proporcionando um contexto específico para a interpretação e reflexão das Escrituras.
  3. Seleção de Passagens Significativas:

    • A seleção cuidadosa das passagens nos lecionários enfatiza temas e eventos-chave da fé cristã, como a vida de Jesus, sua morte e ressurreição, e a mensagem dos apóstolos. Isso ajuda a moldar a compreensão teológica e espiritual da comunidade cristã através da repetição e contemplação regular das mesmas passagens ao longo dos anos.
  4. Influência na Liturgia e na Teologia:

    • Os lecionários não apenas influenciam a prática litúrgica, mas também contribuem para o desenvolvimento da teologia cristã ao enfatizar certos temas, relações simbólicas e a conexão entre o Antigo e o Novo Testamento. Eles ajudam a manter a coesão e a continuidade na interpretação das Escrituras dentro da tradição cristã.

Em resumo, os lecionários desempenham um papel fundamental na formação da Bíblia como um texto sagrado que não apenas é lido e estudado, mas também é vivenciado e celebrado na vida litúrgica da igreja. Eles são uma parte vital da herança textual e espiritual cristã, conectando gerações ao redor do mundo através da leitura e reflexão das Escrituras durante o culto e celebração.


Fonte: Como a Biblia chegou até nós, autor Norman Geisler e William Nix
Imagem: http://angelusexverum.blogspot.com.br/2011/03/lecionario-jaharis.html

Óstracos


















Cacos de Cerâmica

Os óstracos são cacos de cerâmica freqüentemente utilizados como material de escrita entre as classes mais pobres da antigüidade. Exemplo do uso desse meio de escrita é uma cópia dos evangelhos registrados em vinte peças de óstracos. Seriam o que se poderia chamar "a Bíblia do pobre".

Essas peças de cerâmica (v. Is 45.9) permaneceram negligenciadas pelos estudiosos durante muito tempo, mas haveriam de lançar mais luz ao texto bíblico. Allen P. Wikgren relacionou cerca de 1 624 amostras desses humildes registros da história, em sua obra intitulada Greek ostraca [Óstracos gregos].1(vide fonte)

Os ostracos com fragmentos da época bíblica

A BÍBLIA é a inspirada Palavra de Deus. (2 Timóteo 3:16) O que ela diz sobre pessoas, lugares e situações religiosas e políticas dos tempos antigos é exato. A autenticidade das Escrituras certamente não depende de descobertas arqueológicas, embora tais descobertas confirmem ou esclareçam nosso entendimento do registro bíblico.

Os itens encontrados em maior quantidade nas escavações em antigos sítios arqueológicos são fragmentos ou pedaços de cerâmica. Esses fragmentos são também chamados de óstracos, da palavra grega para “concha, caco”. Pedaços de cerâmica eram usados como material de escrita barato em muitos lugares do Oriente Médio antigo, incluindo o Egito e a Mesopotâmia. Óstracos eram usados para registrar contratos, relatórios contábeis, vendas, e assim por diante, do mesmo modo como hoje se usam blocos de anotações e folhas de papel. Geralmente escritos a tinta, os textos nos óstracos variavam de apenas uma palavra a muitas dezenas de linhas ou colunas.

Escavações arqueológicas em Israel já descobriram muitos óstracos dos tempos bíblicos. Três coleções, datadas do sétimo e oitavo séculos AEC, são de especial interesse, pois confirmam vários detalhes das informações históricas contidas na Bíblia. São as coleções de óstracos de Samaria, de Arade e de Laquis. Vamos conhecer melhor cada uma dessas coleções.

 Os óstracos de Samaria

Samaria foi a capital do reino setentrional de Israel, composto por dez tribos, até sua queda para os assírios em 740 AEC. Segundo 1 Reis 16:23, 24, no trigésimo primeiro ano do reinado de Asa, rei de Judá (por volta de 947 AEC), Onri adquiriu o monte de Samaria de Semer por dois talentos de prata e fundou a cidade que levaria seu nome. A cidade continuou a existir até a era romana, quando foi renomeada para Sebaste, desaparecendo finalmente como cidade no sexto século EC.

Durante escavações em Samaria em 1910, arqueólogos descobriram uma coleção de óstracos datados do oitavo século AEC. Esses óstracos registravam carregamentos de óleo e vinho que chegavam a Samaria de várias localidades vizinhas. Comentando essa descoberta, o livro "Ancient Inscriptions—Voices From the Biblical World" descreve os 63 óstracos encontrados como um dos conjuntos mais importantes de inscrições antigas de Israel que sobreviveram. Sua importância não reside apenas no conteúdo, mas também no extenso inventário de nomes de israelitas, clãs e locais geográficos. Como esses nomes confirmam os detalhes do registro bíblico?

Quando os israelitas conquistaram a Terra Prometida e a dividiram entre as tribos, a região de Samaria foi atribuída à tribo de Manassés. Conforme Josué 17:1-6, os descendentes de Manassés, através de seu neto Gileade, receberam lotes de terra nessa área. Entre eles estavam os clãs de Abiezer, Heleque, Asriel, Siquém e Semida. Hefer, o sexto na lista, não teve filhos homens, mas cinco filhas: Maala, Noa, Hogla, Milca e Tirza, cada uma recebendo uma parte de terra (Números 27:1-7).

Os óstracos de Samaria preservam sete desses nomes de clã — os cinco filhos de Gileade e duas netas de Hefer, Hogla e Noa. De acordo com a NIV Archaeological Study Bible, "Os nomes de clã preservados nos óstracos de Samaria estabelecem uma conexão adicional, além do que está registrado na Bíblia, entre os clãs de Manassés e o território onde se estabeleceram". Assim, esses óstracos confirmam aspectos da história antiga das tribos de Israel conforme registrados na Bíblia.

Além disso, os óstracos de Samaria lançam luz sobre a situação religiosa dos israelitas na época, conforme descrita na Bíblia. Durante o período dos óstracos de Samaria, os israelitas frequentemente misturavam a adoração de Jeová com a adoração do deus cananeu Baal. A profecia de Oséias, do mesmo período, previa um tempo em que Israel, arrependido, chamaria Jeová de "meu esposo" ao invés de "meu baal" (Oséias 2:16, 17, nota). Alguns nomes encontrados nos óstracos de Samaria significam "Baal é meu pai", "Baal canta", "Baal é forte", "Baal se lembra" e similares. A proporção de nomes pessoais contendo alguma forma de "Jeová" é menor em comparação aos que contêm "Baal".

Os óstracos de Arade

Arade era uma antiga cidade localizada numa região semi-árida chamada Negebe, ao sul de Jerusalém. Durante as escavações em Arade, foram reveladas seis fortalezas israelitas consecutivas, desde os dias do reinado de Salomão (1037-998 AEC) até a destruição de Jerusalém pelos babilônios em 607 AEC. Os escavadores recuperaram de Arade a maior coleção de óstracos dos tempos bíblicos, incluindo mais de 200 objetos com inscrições em hebraico, aramaico e outros idiomas.

Alguns dos fragmentos de Arade corroboram as informações bíblicas sobre famílias sacerdotais. Por exemplo, um deles menciona “os filhos de Corá”, referidos em Êxodo 6:24 e Números 26:11. Os cabeçalhos dos Salmos 42, 44-49, 84, 85, 87 e 88 atribuem esses salmos especificamente aos “filhos de Corá”. Outras famílias sacerdotais mencionadas nos óstracos de Arade incluem as de Pasur e Meremote, conforme registrado em 1 Crônicas 9:12 e Esdras 8:33.

Um exemplo notável é um fragmento de cerâmica encontrado nas ruínas de uma fortaleza, datando do período pouco antes da destruição de Jerusalém pelos babilônios. O fragmento era endereçado ao comandante da fortaleza e, de acordo com a publicação The Context of Scripture, incluía a expressão: “A meu senhor Eliasibe. Que Iavé [Jeová] se preocupe com teu bem-estar... A respeito do assunto sobre o qual me deste ordens: está tudo bem agora; ele permanece no templo de Iavé.” Muitos estudiosos acreditam que este templo se refere ao de Jerusalém, originalmente construído nos dias de Salomão.

Os óstracos de Laquis

A antiga cidade-fortaleza de Laquis situava-se aproximadamente a 45 quilômetros a sudoeste de Jerusalém. Em escavações realizadas em 1930, foi descoberto um conjunto de fragmentos, dos quais pelo menos 12 eram cartas descritas como “extremamente importantes... por sua explicação da situação política e do tumulto geral que prevalecia enquanto Judá se preparava para o inevitável ataque do rei babilônio Nabucodonosor”.

As cartas mais significativas incluem correspondência entre um oficial subordinado e Yaosh, provavelmente o comandante militar em Laquis. A linguagem dessas cartas é similar à usada pelo profeta contemporâneo Jeremias. Considere como duas delas corroboram a descrição bíblica desse período crítico.

Jeremias 34:7 descreve o tempo em que “as forças militares do rei de Babilônia lutavam contra Jerusalém e contra todas as cidades de Judá que sobravam, contra Laquis e contra Azeca; porque elas, as cidades fortificadas, eram as que restavam dentre as cidades de Judá”. Uma das Cartas de Laquis parece descrever os mesmos eventos, mencionando: “Estamos atentos aos sinais [de fogo] de Laquis... porque não podemos ver Azeca.” Muitos estudiosos interpretam isso como indicação de que Azeca havia caído perante os babilônios e que Laquis seria a próxima a ser conquistada. Um detalhe interessante é a referência aos “sinais de fogo”, mencionados também em Jeremias 6:1.

Outra Carta de Laquis parece confirmar o que os profetas Jeremias e Ezequiel disseram sobre os esforços do rei de Judá para obter ajuda do Egito na rebelião contra Babilônia. A carta menciona: “Agora seu servo recebeu a seguinte informação: o general Konyáhu, filho de Elnatã, foi para o sul a fim de entrar no Egito.” Essa ação é frequentemente interpretada como um esforço para buscar assistência militar do Egito, conforme descrito por Jeremias 37:5-8; 46:25, 26 e Ezequiel 17:15-17.

Os óstracos de Laquis também mencionam vários nomes que aparecem no livro de Jeremias, como Nerias, Jaazanias, Gemarias, Elnatã e Osaías (Jeremias 32:12; 35:3; 36:10, 12; 42:1). Embora não se possa afirmar com certeza se esses nomes se referem às mesmas pessoas, a similaridade é notável, considerando que Jeremias viveu nesse período.

Um aspecto comum

As coleções de óstracos de Samaria, Arade e Laquis confirmam vários detalhes do registro bíblico, incluindo nomes de famílias, designações geográficas e aspectos do contexto religioso e político da época. No entanto, há um importante aspecto em comum entre as três coleções.

As cartas encontradas nas coleções de Arade e Laquis frequentemente incluem expressões como “Que Jeová peça a tua paz”. Em sete das mensagens de Laquis, o nome de Deus é mencionado 11 vezes. Além disso, muitos dos nomes pessoais hebreus encontrados nas três coleções contêm a forma abreviada do nome Jeová. Assim, esses óstracos confirmam que o nome divino era usado no dia-a-dia entre os israelitas daquela época.(vide fonte 2)

Fonte: 1. Como a Biblia chegou até nós, autor Norman Geisler e William Nix
2.https://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/2007843
Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%93straco

Codex Basilensis

O Codex Basilensis, também conhecido como Manuscrito Ee ou 07 (Gregory-Aland), ε 55 (von Soden), pertence provavelmente do século século VIII.

Descoberta

Codex contém o texto dos quatro Evangelhos em 318 folhas de pergaminho, com lacunas (Lucas 1,69-2,4; 3,4-15; 12,58-13,12; 15,8-20; 24,47-fin). O texto está escrito em uma coluna por página, em 21 linhas por página.[1]

Contém tábulas do κεφαλαια, κεφαλαια, τιτλοι, as Seções Amonianas, e os Cânones Eusebianos.[2]

Atualmente acha-se no Universidade de Basiléia (AN III 12).[1]

Texto

O texto grego desse códice é um representante do Texto-tipo Bizantino. Aland colocou-o na Categoria V.[1]

Referências

1. ↑ a b c ALAND & ALAND, Kurt & Barbara. The Text of the New Testament: An Introduction to the Critical Editions and to the Theory and Practice of Modern Textual Criticism: Trad. por Erroll F. Rhodes (em inglês). Grand Rapids, Michigan: William B. Eerdmans Publishing Company, 1995. 110 p.
2. ↑ GREGORY, Caspar René. Textkritik des Neuen Testaments, Vol. 1. Leipzig: Hinrichs, 1900. 48 p.

Bibliografia

• Russell Champlin, Family E and Its Allies in Matthew (Studies and Documents, XXIII; Salt Lake City, UT, 1967).
• J. Greelings, Family E and Its Allies in Mark (Studies and Documents, XXXI; Salt Lake City, UT, 1968).
• J. Greelings, Family E and Its Allies in Luke (Studies and Documents, XXXV; Salt Lake City, UT, 1968).
• F. Wisse, Family E and the Profile Method, Biblica 51, (1970), pp. 67–75.

Ligações externas

• O Commons possui uma categoria com multimídias sobre Codex Basilensis
• R. Waltz, Codex Basilensis E (07) (em inglês): na Encyclopedia of Textual Criticism

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Codex_Basilensis
Imagem: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Codex_Basilensis_08.jpg

Codex Augiensis

O Codex Augiensis, também conhecido como Manuscrito Fp ou 010 (Gregory-Aland), pertence provavelmente do século século IX. Contem 136 fólios dos Epístolas paulinas (23 x 19 cm).[1]


Atualmente acha-se no Trinity College (Cambridge) (Cat. number: B. XVII. 1).[1]

O texto é escrito em duas colunas por página, em 28 linhas por página.[1]

Texto

O texto grego desse códice é um representante do Texto-tipo Ocidental. Aland colocou-o na Categoria II.[1]

Referências

1. ↑ a b c d ALAND & ALAND, Kurt & Barbara. The Text of the New Testament: An Introduction to the Critical Editions and to the Theory and Practice of Modern Textual Criticism: Trad. por Erroll F. Rhodes (em inglês). Grand Rapids, Michigan: William B. Eerdmans Publishing Company, 1995. 110 p.

Bibliografia

• F. H. A. Scrivener, Contributions to the Criticism of the Greek New Testament bring the introduction to an edition of the Codex Augiensis and fifty other Manuscripts, Cambridge 1859.
• K. Tischendorf, Anecdota sacra et profana ex oriente et occidente allata sive notitia, Lipsiae 1861, pp. 209-216.
• W.H.P. Hatch, On the Relationship of Codex Augiensis and Codex Boernerianus of the Pauline Epistles, Harvard Studies in Classical Philology, Vol. 60, 1951, pp. 187–199.

Ligações externas

• Codex Augiensis (em inglês) na Trinity College Library Cambridge
• Codex Augiensis F (010) (em inglês): na Encyclopedia of Textual Criticism

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Codex_Augiensis
Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Codex_Augiensis

Codex Athous Lavrensis


Codex Athous Lavrensis designado por Ψ ou 044 (Gregory-Aland), δ 6 (von Soden), é um manuscrito uncial grego dos quatro evangelhos, datado pela paleografia como sendo do século IX.[1]


Actualmente acha-se no Grande Lavra (B' 52) em Monte Atos.[1]

Descoberta

Contém 261 folhas (21 x 15.3 cm) dos quatro evangelhos, Atos, Paulo, com várias lacunas (Mateus; Marcos 1,1-9,5; em Hebreus 8,11-9,19), e foi escrito com uma coluna por página, contendo 31 linhas cada.[1]

Ele contém respiração e acentos.[2]

Contém o κεφαλαια, as Seções Amonianas, ele necessita de Cânones Eusebianos.[2]

Texto

O texto grego desse códice é misto. Aland colocou-o na Categoria III.[1]

O texto grego do Evangelho segundo Marcos é um representante do Texto-tipo Alexandrino (semelhante ao Codex Regius).

Referências

1. ↑ a b c d Kurt und Barbara Aland, Der Text des Neuen Testaments. Einführung in die wissenschaftlichen Ausgaben sowie in Theorie und Praxis der modernen Textkritik. Deutsche Bibelgesellschaft, Stuttgart 1981, p. 123. ISBN 3-438-06011-6. (em alemão)
2. ↑ a b C. R. Gregory, "Textkritik des Neuen Testaments", Leipzig 1900, vol. 1, p. 94 (em alemão)

Bibliografia

• Kirsopp Lake, Texts from Mount Athos, Studia Biblica et Ecclesiastica, 5 (Oxford 1903), pp. 89–185.
• Kirsopp Lake, The Text of Codex Ψ in St. Mark, JTS I (1900), pp. 290–292.
• C. R. Gregory, Textkritik des Neuen Testaments (Leipzig 1900), vol. 1, pp. 94–95.
• Hermann von Soden, Die Schriften des Neuen Testaments in ihrer altesten erreibaren Textgestalt, I, III (Berlin, 1910), pp. 1664,-1666, 1841, 1921, 1928.
• M.-J. Lagrange, La critique rationnelle (Paris, 1935), pp. 109 f.

Ver também

• Lista de manuscritos unciais do Novo Testamento Grego
• Manuscrito bíblico
• Codex Petropolitanus Purpureus
• Crítica textual

Ligações externas

• Codex Athous Lavrentis Ψ (044): na Encyclopedia of Textual Criticism
• Kirsopp Lake, Texts from Mount Athos (Oxford 1903)

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Codex_Athous_Lavrensis

Codex Athous Dionysiou

Codex Athous Dionysiou, designado por Ω ou 045 (in the Gregory-Aland), ε 61 (von Soden), é um manuscrito uncial grego do Novo Testamento. A paleografia data o codex para o século 9.[1]

Crítica textual

Referências
1.↑ Kurt Aland and Barbara Aland, The Text of the New Testament: An Introduction to the Critical Editions and to the Theory and Practice of Modern Textual Criticism, trans. Erroll F. Rhodes, William B. Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, Michigan, 1995, p. 118.

Literatura

Compilações

Kirsopp Lake e Silva New, Six Collations of New Testament Manuscripts Harvard Theological Studies, XVII, (Cambridge, Massachusetts, 1932; 2007), pp. 3–25.

Artigos

Russell Champlin, Family E and Its Allies in Matthew (Studies and Documents, XXIII; Salt Lake City, UT, 1967).
J. Greelings, Family E and Its Allies in Mark (Studies and Documents, XXXI; Salt Lake City, UT, 1968).
J. Greelings, Family E and Its Allies in Luke (Studies and Documents, XXXV; Salt Lake City, UT, 1968).
Frederik Wisse, Family E and the Profile Method, Biblica 51, (1970), pp. 67–75.

Codex Argenteus





























O Codex Argenteus ou "Livro de Prata", por ter sido escrito com tinta prateada, é um manuscrito do Século VI, que originalmente continha cópia de parte da Bíblia traduzida no Século IV da Língua grega para a Língua gótica pelo bispo godo ariano Úlfilas.


O famoso palimpsesto Códice Argenteus, é um evangeliário, um livro sagrado cristão contendo partes dos quatro evangelhos (não chega a ser uma Bíblia, nem mesmo um Novo Testamento). Das 336 folhas originais do Codex, se conservam 188, incluindo o fragmento descoberto em 1970 na Catedral de Speyer, contendo a tradução da maior parte dos quatro evangelhos em língua gótica, sendo o texto mais conhecido neste idioma extinto, e uma das principais fontes de conhecimento da mais antiga língua germânica que se tem evidência escrita, o idioma gótico.

Algumas letras de ouro embelezam as primeiras três linhas de cada evangelho, na ordem de Mateus, João, Lucas e Marcos, bem como os inícios das diferentes seções. Os nomes dos escritores dos Evangelhos também aparecem em ouro no alto de quatro "arcadas" paralelas, assentadas ao pé de cada coluna de escrita. Essas fornecem referências a passagens paralelas nos Evangelhos.[1] A maior parte do Codex Argenteus (187 folhas) está em exibição permanente na biblioteca Carolina Rediviva da Universidade de Uppsala, Suécia. A última folha se encontra na Catedral de Speyer, Alemanha.

História

Origem

A Bíblia de prata foi escrita provavelmente em Rávena no começo do século VI para o Rei dos ostrogodos, Teodorico o Grande. Foi produzida como um livro sagrado especial para a corte do Rei dos godos e dos romanos, com algumas letras escritas com tinta de ouro. As partes das copias dos evangelhos correspondem ao cânon ou regra do o bispo Eusébio de Cesareia e nas Tabelas de Concordância dos quatro evangelistas que aparecem nos quatro arcos de prata desenhados em cada página. O restante das letras escritas com tinta de prata (daí o nome argenteus, de prata em latim), em pergaminho de alta qualidade colorido de púrpura com tintas vegetais, adornado e provavelmente encadernado com pérolas e pedras preciosas. Depois da morte de Teodorico no ano 526 a Bíblia de prata não foi mencionada em inventários ou listas de livros durante mais de mil anos, quando foi redescoberta na Abadia beneditina de Werden, perto de Essen, na Renânia, Alemanha por dois teólogos de Colônia, Georg Cassander e Cornelius Wouters (segundo a correspondência do século XVI que cruzaram mediantes outros estudiosos).

O Mistério dos mil anos

Cerca de trinta anos depois da morte de Teodorico o Grande, o reino ostrogodo na Itália chegou a seu fim com a conquista do mesmo pelo Império Bizantino de Justiniano, que veio de Rávena sua capital na Itália. Visto que o Codex Argenteus era Pertencente a uma fé perseguida por heréticos, escrito num idioma que já não era usado, os estudiosos se perguntam como chegou à abadia de Werden, em Renânia desde Rávena, na Padania, e sobretudo, como uma folha se separou e chegou a Speyer.

Existem três teorias principais:

• A separação temporã em que a folha teria se separado do Códice na temporã Idade Média e seguindo a distintas relíquias de santos da Igreja. Enaquanto isso, os restos do manuscrito passariam pela Europa, chegando aos lugares de culto de seus portadores;

• A separação posterior. Supõe-se que a folha de Speyer teria permanecido junto com o restante do Códice em Werden por volta do século XV. Quando seus detentores separaram a última folha do códice para enviá-la a Mainz, pediram informações sobre a natureza do códice que estava num idioma desconhecido. Em Moguncia, a folha solta teria sido posta junto com as relíquias de São Erasmo. As folhas teriam sido reunidas novamente pelo principal arcebispo de Moguncia Alberto de Brandeburgo por volta de 1545, ano da sua morte.

• A via carolíngia. Supõe-se que o Códice argenteus esteve em Rávena quando foi tomado por Carlos Magno e levado a sua capital em Aachen, a pouca distãncia da Abadia de Werden.[2]

Redescobrimento

Por volta do ano 799, as 187 folhas do pergaminho estavam preservadas na Abadia beneditina de Werden guardada entre os monastérios mais ricos do Sacro Império Romano-Germânico, cujos abades possuíam o título de príncipes imperiais. A parte restante do livro apareceu na biblioteca do imperador Rodolfo II em sua sede imperial de Praga. Em 1648, no fim da Guerra dos Trinta Anos, foi tomado como botín de guerra e levado a Estocolmo, para a biblioteca da rainha Cristina da Suécia. Depois de sua conversão ao catolicismo e sua posterior abdicação (1654), o livro desaparece de sua biblioteca e é levado aos Países Baixos pelo bibliotecário da rainha, Isaac Vossius. Em 1662, foi comprado pelo Chanceler sueco Magnus Gabriel De la Gardie, que proporcionou a atual encadernação e o resguardou na Universidade de Uppsala.[3] Olof Rudbeck, que foi reitor da universidade nessa época, foi suspeito da falsificação do manuscrito ocorrida na década de 1670, com o objetivo de aumentar a confiabilidade de documentos antigos que provariam suas teorias políticas sobre a Grande Suécia.[4]

Hoje em dia, o códice permanece na biblioteca Carolina Rediviva da da Universidade de Uppsala, Suécia. Em Março de 1995, a capa e algumas folhas do Códice foram roubados da exposição pública na Biblioteca Carolina Rediviva, aproveitando falhas de segurança. Apareceu um mês depois numa na Estação Central de Ferroviária de Estocolmo, Suécia. Desconhece-se se o resto do livro sobreviveu, mas o paradeiro dos outros fragmentos continuam sendo um mistério.

O fragmento de Speyer

A folha final do códice, a folha 336, foi descoberta em outubro de 1970 por Franz Haffner, na Catedral de Speyer, Alemanha. Foi encontrada na capela de Santa Afra de Augsburgo enrolada em volta de um marco de madeira, contendo um pequeno relicário originário de Aschaffenburg. A folha contém os nove últimos versículos do capítulo 16 do Evangelho de Marcos.

Conteúdo do inteiro codex

• Evangelho de Mateus: 5:15-48; 6:1-32; 7:12-29; 8:1-34; 9:1-38; 10:1,23-42; 11:1-25; 26:70-75; 27:1-19,42-66.
• Evangelho de João: 5:45-47; 6:1-71; 7:1-53; 8:12-59; 9:1-41; 10:1-42; 11:1-47; 12:1-49; 13:11-38; 14:1-31; 15:1-27; 16:1-33; 27:1-26; 28:1-40; 29:1-13.
• Evangelho de Lucas 1:1-80; 2:2-52; 3:1-38; 4:1-44; 5:1-39; 6:1-49; 7:1-50; 8:1-56; 9:1-62; 10:1-30; 14:9-35; 15:1-32; 16:1-24; 17:3-37; 18:1-43; 19:1-48; 20:1-47.
• Evangelho de Marcos: 1:1-45; 2:1-28; 3:1-35; 4:1-41; 5:1-5; 5-43; 6:1-56; 7:1-37; 8:1-38; 9:1-50; 10:1-52; 11:1-33; 12:1-38; 13:16-29; 14:4-72; 15:1-47; 16:1-12 (+ 16:13-20).

Publicações

Logo após o reaparecimento deste códice, os eruditos passaram a estudar sua escrita para descobrir o sentido da língua gótica morta. A primeira publicação que menciona o códice apareceu em 1569, por Johannes Goropius Becanus de Amberes (provavelmente, devido a seus contactos com Georg Cassander e Cornelius Wouters). Em 1597, Bonaventura Vulcanius, outro neerlandês, publicou o texto, sendo a primeira publicação do texto gótico que leva o nome de Codex Argenteus. Franciscus Junius, tio de Isaac Vossius, imprimiu na Holanda a Primeira Edição do códice em 1665. Em 1737, Lars Roberg, médico de Uppsala, fez uma Xilogravura de una página do manuscrito; foi incluído na edição de Benzelius de 1750, e a prancha xilográfica se preserva na Biblioteca Diocesana e Regional de Linköping. A edição estandarte foi produzida pelo professor da Universidade de Uppsala Anders Uppström, entre 1854 e 1857. Recorrendo aos manuscritos disponíveis e a anteriores tentativas de restauração do texto, o erudito alemão Wilhelm Streitberg compilou e publicou em 1908 "Die gotische Bibel" (A Bíblia Gótica), com o texto grego e gótico em páginas opostas. Em 1927 realizou-se a última e mais importante edição tipo fac-símile do códice pelo professor de Química e premio Nobel Theodor Svedberg e também pelo Dr. Hugo Andersson.[5]

Referências

1. ↑ w94 15/5 página 8 A Bíblia gótica, uma notável realização
2. ↑ Munkhammar, Lars, Codex argenteus. From Ravenna to Uppsala – the wanderings of a Gothic manuscript from the early sixth century, 64ª Conferência Geral da IFLA, de 16 a 21 de agosto de 1998 64th IFLA General Conference
3. ↑ Universidade de Uppsala
4. ↑ Landau, David, The study of old texts with the aid of digital technology: the Gothic manuscripts, Tampere University of Technology-Institute of Software Systems, Informe del 26 de octubre de 2001, descrito en página 25
5. ↑ w94 15/5 página 9, Manuscritos que sobreviveram
• Bologna, Giulia, Illuminated Manuscripts: The Book before Gutenberg, New York: Crescent Books, 1995. pg. 50.

Ligações externas

• O Codex Argenteus Online (em inglês)
• Wulfila Project (em inglês) Biblioteca digital dedicado ao estudo gótico
• Site oficial do Codex Argenteus (em inglês) em Língua sueca)
• Lars Munkhammar, Uppsala University Library, "Codex Argenteus" (em inglês)
• Bibliografia do Codex Argenteus (em inglês)
• [The Gothic Bible gotische Bibel] (em inglês) ] on Wikisource, Streitberg's edition
• the Gothic New Testament (em inglês) on wikisource, Patrologia Latina edition

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Codex_Argenteus
Imagem: http://www.unesco-ci.org/photos/showphoto.php/photo/6257/title/codex-argenteus-2c-an-op/cat/1037

Codex Angelicus ou Codex Passionei

Codex Angelicus designado por Lap ou 020 (Gregory-Aland), α 5 (von Soden), é um manuscrito uncial grego do Novo Testamento. A paleografia tem datado ele para o século 9.[1] Outrora era conhecido como Codex Passionei.

Referências

1. ↑ Kurt Aland and Barbara Aland, "The Text of the New Testament: An Introduction to the Critical Editions and to the Theory and Practice of Modern Textual Criticism", transl. Erroll F. Rhodes, William B. Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, Michigan, 1995, p. 113.

Leitura recomendada

• Bernard Montfaucon, „Palaeographia Graeca", (Paris, 1708).
• G. Mucchio, "Studi italiani di filologia classica" 4, Index Codicum Bibliothecae no. 39 (Florence, 1896), pp. 7–184.

Ligações externas

• Codex Angelicus Lap (020): at the Encyclopedia of Textual Criticism.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Codex_Angelicus
Imagem: http://digilander.libero.it/gregduomocremona/angelica_123.htm

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