A Bíblia Curiosa reúne temas fascinantes relacionados às Escrituras, explorando sua origem, formação, autores, contexto histórico e os diversos acontecimentos que tornam a Bíblia um livro extraordinário. Além disso, apresenta artigos, estudos bíblicos, reflexões e curiosidades que ajudam a ampliar o conhecimento e fortalecer a fé. Porém, nosso objetivo não é apenas trazer entretenimento ou curiosidades, mas apresentar conteúdos relevantes para o crescimento espiritual e a preparação do caráter para a salvação. Afinal, o maior propósito do ser humano não é apenas adquirir conhecimento, mas conhecer a Deus e preparar-se para a eternidade. Essa preparação acontece através de Jesus Cristo, Seu amor e o sacrifício realizado na cruz, onde encontramos perdão, restauração e esperança de uma nova vida. Desejamos que cada estudo aqui apresentado seja uma oportunidade para aproximar você de Deus e permitir que Sua Palavra transforme sua vida. Desejamos a você uma excelente leitura!

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18 junho 2020

A BÌBLIA ERROU!!! SERÁ??

       

INERRÂNCIA BÍBLICA: PODEMOS CONFIAR NA BÍBLIA?

Quando você abre a Bíblia, provavelmente parte de uma convicção fundamental: está diante da Palavra de Deus. Mas surge uma pergunta importante: o que significa dizer que a Bíblia é inspirada por Deus? Significa que cada palavra foi ditada por Deus? Significa que os escritores bíblicos simplesmente registraram pensamentos humanos sobre Deus? Ou significa que Deus revelou sua mensagem por meio de homens que escreveram utilizando sua própria linguagem, conhecimento, experiência e contexto? Essa questão está diretamente relacionada ao debate sobre a inerrância bíblica.

Durante muitos séculos, os cristãos reconheceram a autoridade das Escrituras sem necessariamente formular essa crença usando a palavra “inerrância”. A discussão ganhou força especialmente a partir do século XIX, quando diferentes correntes de crítica bíblica passaram a questionar a origem, a composição e a confiabilidade das Escrituras. Como você deve reagir diante dessas questões? Antes de aceitar qualquer definição de inerrância, precisamos voltar à própria Bíblia e perguntar: o que ela diz sobre sua origem, sua autoridade e sua finalidade?

O que significa inerrância bíblica?

A palavra “inerrância” significa, em sentido amplo, ausência de erro. Mas existem diferentes maneiras de compreender esse conceito. Por isso, é importante distinguir pelo menos duas posições bastante conhecidas: a inerrância absoluta e a inerrância limitada.

Inerrância absoluta

Se você adota a posição da inerrância absoluta, entende que a Bíblia, em seus manuscritos originais, é totalmente livre de erros em tudo aquilo que afirma. Nessa perspectiva, a Bíblia seria correta não apenas em questões de fé e salvação, mas também em suas afirmações relacionadas à história, geografia, cronologia, astronomia, ciência e qualquer outro assunto sobre o qual faça uma afirmação.

Para os defensores dessa posição, a autoridade da Bíblia está diretamente ligada à sua completa ausência de erros. O raciocínio é simples: se a Bíblia pudesse apresentar erros em assuntos aparentemente secundários, como poderíamos ter certeza de que ela está correta quando fala sobre assuntos espirituais? Por isso, alguns entendem que negar a inerrância absoluta comprometeria a própria autoridade das Escrituras.

Mas será que essa conclusão é necessariamente exigida pela Bíblia?

Inerrância limitada

Existe outra posição conhecida como inerrância limitada. Segundo essa perspectiva, a inspiração divina está relacionada principalmente àquilo que Deus deseja revelar para nossa salvação, fé e vida prática. Nessa compreensão, a Bíblia não precisaria ser considerada inerrante em absolutamente todas as informações históricas, científicas ou culturais para continuar sendo confiável naquilo que ensina sobre Deus, pecado, salvação, fé e vida cristã.

Aqui surge uma questão fundamental: a Bíblia afirma que é inerrante em absolutamente todos os seus detalhes, ou afirma algo diferente sobre sua inspiração e finalidade? Para responder, precisamos examinar a própria Escritura.

A inspiração das Escrituras

Paulo escreveu: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça.” (2 Timóteo 3:16). Observe o que o texto realmente afirma. Ele diz que a Escritura é inspirada por Deus. Também explica sua finalidade: ensinar, repreender, corrigir e educar. No versículo seguinte, Paulo acrescenta: “A fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (2 Timóteo 3:17). Portanto, quando você pergunta qual é a finalidade da Escritura, o próprio texto responde: ela prepara o ser humano para viver diante de Deus.

Pedro acrescenta outra informação importante: “Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.” (2 Pedro 1:21). Aqui encontramos dois elementos. De um lado, Deus. De outro, homens. Os homens falaram, mas falaram da parte de Deus e foram movidos pelo Espírito Santo. Isso nos conduz ao conceito de uma Escritura que possui uma dimensão divina e uma dimensão humana.

A Escritura é divina e humana

Se você observar cuidadosamente os livros bíblicos, perceberá que seus autores possuem estilos diferentes. Lucas escreve de maneira diferente de João. Paulo escreve de maneira diferente de Pedro. Os livros poéticos possuem características diferentes dos livros históricos. Os profetas possuem uma linguagem própria. Os Evangelhos também apresentam diferentes formas de organizar os acontecimentos.

Isso não significa que a Bíblia seja simplesmente uma coleção de opiniões humanas. A própria Bíblia afirma que seus escritores falaram “da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:21). Mas também não significa que os escritores deixaram de ser seres humanos.

Lucas, por exemplo, explica ao leitor como trabalhou na elaboração de seu Evangelho: “Visto que muitos houve que empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares e ministros da palavra, igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem.” (Lucas 1:1-3)

Perceba a linguagem utilizada por Lucas. Ele fala de testemunhas oculares. Fala de informações que foram transmitidas. Fala de investigação. Fala de escrever uma exposição em ordem. Isso demonstra participação humana na produção do relato. Ao mesmo tempo, isso não contradiz a afirmação de que a Escritura é inspirada por Deus.

A humanidade presente nas Escrituras

Você também pode perceber características humanas na Bíblia quando observa seus diferentes gêneros literários, estilos e formas de expressão. Os escritores bíblicos registraram acontecimentos históricos, genealogias, poesias, cânticos, profecias, cartas e relatos pessoais.

Os Salmos, por exemplo, expressam emoções humanas profundas. Veja o Salmo 137: “Filha de Babilônia, que hás de ser destruída! Feliz aquele que te der o pago do que nos fizeste a nós! Feliz aquele que pegar teus filhos e esmagá-los contra a pedra!” (Salmo 137:8-9).

O texto registra a dor, a indignação e o sofrimento de pessoas que haviam sido levadas para o cativeiro. A Bíblia não esconde emoções humanas. Ela registra lágrimas, medo, tristeza, indignação, arrependimento, esperança e alegria. Isso faz parte da própria maneira como Deus escolheu comunicar sua mensagem através da história humana.

A divindade das Escrituras

Ao mesmo tempo, existe uma unidade extraordinária na mensagem bíblica. Os livros foram escritos em diferentes períodos, por diferentes autores, em diferentes circunstâncias e utilizando diferentes gêneros literários. Apesar disso, existe uma grande linha temática que atravessa as Escrituras: criação, queda, promessa, redenção e restauração.

Desde Gênesis até Apocalipse, encontramos a história do relacionamento de Deus com a humanidade e o desenvolvimento do plano da redenção. O próprio Jesus ensinou que as Escrituras apontavam para Ele: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.” (João 5:39).

Depois de sua ressurreição, Jesus explicou aos discípulos: “E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras.” (Lucas 24:27). Portanto, existe uma unidade central na Bíblia: Cristo está no centro da mensagem das Escrituras.

A finalidade da Bíblia

Isso nos ajuda a compreender uma questão importante no debate sobre a inerrância. Qual é o propósito principal da Bíblia? Ela foi dada para funcionar como um manual técnico de astronomia? Como um tratado científico? Como uma enciclopédia de geografia? Como um livro de cronologia?

Não. A própria Bíblia apresenta sua finalidade de maneira diferente. Paulo diz que as Escrituras tornam o ser humano “sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus”. “Desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.” (2 Timóteo 3:15).

Isso não significa que a Bíblia não possa fazer afirmações históricas ou relacionadas ao mundo físico. Ela certamente faz. A questão é outra: a principal finalidade das Escrituras é revelar o caminho da salvação e conduzir o ser humano a Deus.

Primeira objeção à inerrância absoluta: os escritores participaram

Existe uma primeira dificuldade quando alguém tenta definir a inerrância absoluta. Os autores bíblicos participaram efetivamente da produção de seus escritos. Lucas investigou acontecimentos e consultou testemunhas (Lucas 1:1-3). João escreveu aquilo que havia visto, ouvido e tocado: “O que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam.” (1 João 1:1).

Paulo escreveu cartas para situações específicas das igrejas. Os autores dos livros históricos registraram acontecimentos relacionados à história de Israel. A Bíblia, portanto, não apresenta seus escritores como máquinas que simplesmente reproduziram palavras. Eles eram homens reais, vivendo em épocas reais, escrevendo para pessoas reais.

Ao mesmo tempo, Pedro afirma que esses homens falaram “da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”. A Bíblia apresenta, portanto, uma combinação entre participação humana e direção divina.

Segunda objeção: os relatos dos Evangelhos

Outra questão aparece quando comparamos os relatos dos Evangelhos. Existem acontecimentos que são narrados com diferenças de detalhes. Por exemplo, os relatos da negação de Pedro apresentam diferenças na maneira como os acontecimentos são descritos.

Mateus registra: “E, logo, cantou o galo.” (Mateus 26:74). Marcos registra: “E logo, pela segunda vez, cantou o galo.” (Marcos 14:72). Lucas registra: “E, imediatamente, enquanto ele ainda falava, cantou o galo.” (Lucas 22:60). João também registra o anúncio de Jesus: “Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.” (João 13:38).

Esses relatos devem ser analisados cuidadosamente. Não é necessário presumir imediatamente que qualquer diferença de descrição destrói a confiabilidade do testemunho. Por outro lado, também não devemos criar explicações extremamente complexas apenas para eliminar toda diferença existente entre os relatos.

Os Evangelhos podem apresentar diferentes perspectivas de acontecimentos reais. A pergunta importante é: essas diferenças anulam a mensagem central que os quatro Evangelhos apresentam? Os quatro testemunham que Pedro negou Jesus e que a palavra de Cristo sobre sua negação se cumpriu.

Terceira objeção: a função principal da Escritura

Outro ponto precisa ser considerado. Quando você lê a Bíblia, precisa perguntar qual é o propósito do texto. A Escritura foi dada para revelar Deus, revelar o problema do pecado, apresentar o plano da redenção e conduzir o ser humano à fé.

Paulo afirma: “As sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.” (2 Timóteo 3:15).

A Bíblia também revela a condição humana: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” (Romanos 3:23). Apresenta a solução: “Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus.” (Romanos 3:24). E apresenta a esperança: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16).

Esse é o centro da mensagem bíblica.

Quarta objeção: a Bíblia afirma inspiração, mas afirma inerrância absoluta?

Aqui chegamos ao ponto central. A Bíblia afirma claramente que a Escritura é inspirada por Deus. “Toda a Escritura é inspirada por Deus.” (2 Timóteo 3:16). A Bíblia afirma que homens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo: “Homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.” (2 Pedro 1:21).

Mas onde a Bíblia afirma, explicitamente, que todos os seus detalhes históricos, científicos, cronológicos e geográficos são absolutamente livres de qualquer possibilidade de erro?

Essa é uma pergunta que precisa ser feita com honestidade. Não devemos simplesmente colocar na Bíblia uma definição que ela mesma não apresenta. Ao mesmo tempo, também não devemos usar qualquer dificuldade textual como motivo para abandonar a autoridade das Escrituras.

Precisamos permitir que a própria Bíblia estabeleça os limites de suas afirmações.

A preservação da Palavra

Existe ainda outra questão importante: a transmissão do texto bíblico. A Bíblia foi copiada e transmitida ao longo de gerações. Isso significa que precisamos distinguir entre os autógrafos originais, os manuscritos posteriormente copiados e as traduções que chegaram até nós.

Mesmo quando existem diferenças entre manuscritos, isso não significa automaticamente que a mensagem bíblica tenha sido perdida. A própria Bíblia apresenta a Palavra de Deus como permanente: “Seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente.” (Isaías 40:8).

Pedro repete: “A palavra do Senhor, porém, permanece eternamente.” (1 Pedro 1:25). Portanto, a existência de uma história de transmissão textual não elimina a importância ou a autoridade da Palavra.

A Bíblia deve ser examinada

A própria Bíblia incentiva o exame cuidadoso das Escrituras. Os bereanos foram elogiados porque examinavam diariamente as Escrituras para verificar se aquilo que Paulo ensinava estava de acordo com elas: “Examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” (Atos 17:11).

Isso é significativo. A fé bíblica não exige que você abandone o exame. Pelo contrário, você é convidado a estudar. Paulo aconselhou: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” (2 Timóteo 2:15).

A pergunta, portanto, não deve ser simplesmente: “Eu consigo explicar todas as dificuldades da Bíblia?” Uma pergunta mais importante é: “Estou permitindo que a própria Bíblia determine aquilo que devo crer?”

Não devemos adorar o Livro, mas aquele para quem ele aponta

Existe ainda uma distinção fundamental. A Bíblia é a Palavra de Deus e deve ser recebida com reverência. Mas o próprio Jesus advertiu que alguém poderia estudar as Escrituras e, ainda assim, não ir a Ele.

Jesus disse: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim; contudo, não quereis vir a mim para terdes vida.” (João 5:39-40).

Essa declaração é extremamente importante. Você pode conhecer o texto e não conhecer aquele para quem o texto aponta. Pode conhecer versículos e não conhecer Cristo. Pode defender a Bíblia e, ainda assim, deixar de viver a mensagem que ela apresenta.

A Bíblia não foi dada para ocupar o lugar de Cristo. Ela aponta para Cristo. João explicou o propósito de seu registro: “Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” (João 20:31).

Conclusão

A discussão sobre a inerrância bíblica não deve nos levar a dois extremos. De um lado, não devemos reduzir a Bíblia a um simples produto humano, ignorando seu próprio testemunho de que ela é inspirada por Deus. De outro, também precisamos ter cuidado para não impor às Escrituras uma definição de inerrância que vá além daquilo que a própria Bíblia afirma.

A Bíblia apresenta uma realidade extraordinária. Deus falou. Homens escreveram. O Espírito Santo esteve envolvido. A mensagem foi transmitida em linguagem humana. As Escrituras testemunham de Cristo. E seu propósito está diretamente relacionado à salvação.

“Toda a Escritura é inspirada por Deus.” (2 Timóteo 3:16). “Homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.” (2 Pedro 1:21). “A tua palavra é a verdade.” (João 17:17). “A palavra do Senhor, porém, permanece eternamente.” (1 Pedro 1:25). E, acima de tudo: “São elas mesmas que testificam de mim.” (João 5:39).

Portanto, quando você estudar a inerrância bíblica, não comece tentando proteger uma teoria. Comece ouvindo o que a própria Bíblia diz sobre si mesma. Ela é inspirada por Deus. Ela revela a verdade. Ela conduz à salvação. Ela testemunha de Cristo. E seu objetivo não é fazer você simplesmente admirar um livro, mas levá-lo a conhecer, confiar e seguir Jesus Cristo.

“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17:3)

Fonte Bibliografica:
BACCHIOCCHI, Samuele. Inerrância Bíblica.
APOLINÁRIO, Pedro. História do Texto Bíblico: Crítica Textual. 4. ed. São Paulo, 1990.
BÍBLIA SAGRADA. Almeida Revista e Atualizada (ARA). Sociedade Bíblica do Brasil.

30 março 2010

Bíblia



Foi São Jerónimo, tradutor da Vulgata latina, que chamou pela primeira vez ao conjunto dos livros do Antigo Testamento e Novo Testamento de "Biblioteca Divina". A Bíblia é uma coleção de livros catalogados, considerados como divinamente inspirados pelas três grandes religiões dos filhos de Abraão (além do cristianismo e do judaísmo, o islamismo). São, por isso, conhecidas como as "religiões do Livro". É sinónimo de "Escrituras Sagradas" e "Palavra de Deus".

As diversas igrejas cristãs possuem algumas divergências quanto aos seus cânones sagrados.

As igrejas cristãs protestantes possuem 39 livros no Antigo Testamento como parte do cânone de suas Bíblias.

A Igreja Católica possui 46 livros no Antigo Testamento como parte de seu cânone bíblico (os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico (ou Sirácides), Baruque, I Macabeus e II Macabeus, e alguns trechos nos livros de Ester e de Daniel). Estes textos são chamados deuterocanónicos (ou "do segundo cânon") pela Igreja Católica.

As igrejas cristãs ortodoxas, e as outras igrejas orientais, aceitam, além de todos estes já citados, outros dois livros de Esdras, outros dois dos Macabeus, a Oração de Manassés, e alguns capítulos a mais no final do livro dos Salmos (um nas Bíblias das igrejas de tradição grega, cóptica, eslava e bizantina, e cinco nas Bíblias das igrejas de tradição siríaca).[2]

As igrejas cristãs protestantes, dentre outros grupos, consideraram os textos deuterocanónicos como apócrifos. Mas alguns deles os reconhecem como leitura proveitosa e moralizadora, além do valor histórico dos livros dos Macabeus. E algumas importantes Bíblias protestantes, como a Bíblia do Rei Tiago e a Bíblia espanhola Reina-Valera, os contêm ao menos nalgumas das suas edições.

Quanto ao Novo Testamento, todos os cristãos são unânimes em aceitar o Novo Testamento com seus 27 escritos.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

15 outubro 2009

"Soprada por Deus: O Significado da Inspiração Bíblica Segundo Paulo e Pedro"


O apóstolo Paulo declara que "toda a Escritura é inspirada por Deus" (2 Timóteo 3:16), utilizando a expressão grega "θεοπνευστος" (theopneustos), que pode ser traduzida como "soprada por Deus". Na época em que Paulo escreveu, nem todos os livros que hoje compõem a Bíblia estavam escritos e a Bíblia ainda não havia sido formalmente compilada. No entanto, muitos cristãos acreditam que Paulo estava se referindo à Escritura que viria a ser canonizada posteriormente. O apóstolo Pedro reforça essa ideia, afirmando que "nenhuma profecia foi proferida pela vontade dos homens. Inspirados pelo Espírito Santo, homens falaram em nome de Deus" (2 Pedro 1:21). Para mais detalhes, veja os artigos sobre o Cânon Bíblico e os Apócrifos.

Para os cristãos, a Bíblia é vista como tendo sido escrita por homens sob a inspiração divina. No entanto, essa perspectiva pode ser considerada subjetiva para pessoas que não compartilham da fé cristã ou não são religiosas. A interpretação dos textos bíblicos pode variar amplamente entre diferentes tradições religiosas, e a compreensão de certos temas pode divergir de teólogo para teólogo e de crente para crente, dependendo das crenças e filosofias religiosas individuais. Ainda assim, há uma unidade significativa em relação aos fatos e narrativas históricas.

A fé dos leitores religiosos é fundamentada na crença de que "Deus está na Bíblia e não fica em silêncio", como enfatizado pelo renomado teólogo presbiteriano e filósofo Francis Schaeffer, que via a Bíblia como uma carta de Deus para a humanidade. Para os cristãos, o Espírito Santo teria agido de maneira única e sobrenatural sobre os escritores bíblicos. Nesse entendimento, Deus é considerado o verdadeiro autor da Bíblia, utilizando as personalidades e talentos individuais dos escritores para registrar Seus pensamentos e a revelação progressiva de Seus propósitos. Assim, para os crentes, a maneira como se relacionam com a Bíblia tem implicações significativas para seu destino eterno.

"Quantos Capítulos São Necessários Para Contar a História da Bíblia? Uma Análise de Sua Composição"



A Bíblia é um dos livros mais influentes e amplamente lidos da história da humanidade. Composta por uma coleção de textos que foram escritos ao longo de vários séculos, sua composição é um testemunho da riqueza e complexidade das tradições religiosas e culturais que moldaram o Ocidente. Neste artigo, exploraremos a estrutura da Bíblia, suas divisões principais e a história por trás de sua formação.

1. Estrutura Geral da Bíblia

A Bíblia é dividida em duas partes principais: o Antigo Testamento e o Novo Testamento.

  • Antigo Testamento: Também conhecido como Tanakh na tradição judaica, o Antigo Testamento é composto por 39 livros na versão protestante, enquanto a versão católica inclui 46 livros, incluindo alguns livros adicionais chamados de Deuterocanônicos ou Apócrifos. O Antigo Testamento abrange a história da criação, a formação da nação de Israel e as profecias sobre o futuro Messias.

17 setembro 2009

Reflexões sobre a Bíblia



Páginas e páginas poderiam ser aqui transcritas de pensamentos notáveis sobre o valor da Palavra de Deus, muitas histórias verídicas poderiam ser contadas do seu poder transformador na vida humana, mas fiquem apenas estes magníficos pensamentos:

1. A famosa poetisa chilena Gabriela Mistral, prêmio Nobel de Literatura, quando ainda jovem deixou na página inicial de sua Bíblia estas expressivas palavras:
"Meu Livro, livro em qualquer tempo e a qualquer hora, bom e amigo para o meu coração, forte e poderoso companheiro. Tu me tens ensinado a forte beleza e a singela candura, a verdade simples e terrível em breves cantos. Meus melhores companheiros não têm sido pessoas de meu tempo, mas as que tu me deste: Davi, Rute, Jó, Raquel e Maria. Juntamente com os meus, estes são toda a minha gente, os que rondam em meu coração"

Não seria esta atitude para com o Livro Santo um dos segredos da sua sublime inspiração poética?

2. O Imperador da Abissínia, S. M. Hailé Selassié, em visita à Casa da Bíblia, em Nova York, escreveu no Livro de Impressões dos Visitantes as seguintes palavras:
“A Bíblia não é somente um grande livro de referências históricas, mas é também um Guia para a vida diária, e por esta razão eu a respeito e amo.”

3. Napoleão Bonaparte - o notável gênio militar da França - reconheceu o valor da Palavra de Deus com o seguinte pensamento:
"A alma jamais pode vaguear sem rumo, se tomar a Bíblia para lhe guiar os passos."

4. Três ex-presidentes dos Estados Unidos assim se expressaram:
"É impossível governar perfeitamente o mundo, sem Deus e sem a Bíblia." George Washington

"Aceite desse livro tudo o que possa fazê-lo com a razão, o restante com fé, e você viverá e morrerá melhor homem."
"Creio que a Bíblia é o melhor presente que Deus já deu ao homem. Todo o bem da parte do Salvador do mundo, nos é transmitido mediante esse livro." Abraão Lincoln

"Quase todo o homem que, pelo trabalho de sua vida adicionou alguma coisa à soma dos empreendimentos humanos, dos quais a raça se orgulha, quase sempre este homem baseou o trabalho de sua vida amplamente nos ensinamentos da Bíblia." Theodoro Roosevelt

5. O honrado e magnânimo Imperador do Brasil, D.Pedro II, declarou sobre o livro sagrado:
"Eu amo a Bíblia, eu leio-a todos os dias e, quanto mais a leio tanto mais a amo. Há alguns que não gostam da Bíblia. Eu não os entendo, não compreendo tais pessoas, mas, eu a amo, amo a sua simplicidade e amo as suas repetições e reiterações da verdade. Como disse, eu leio-a quotidianamente e gosto dela cada vez mais."

6. O preeminente filósofo Emanuel Kant disse sobre a Bíblia:
"Que o homem progrida quanto quiser, que todos os ramos do conhecimento humano se desenvolvam ao mais alto grau, coisa alguma substituirá a Bíblia, base de toda a cultura e de toda a educação."
"É minha fé na Bíblia que me serviu de guia em minha vida moral e literária. Quanto mais a civilização avance, mais será empregada a Bíblia.
"

7. Coelho Neto, o mais exuberante dos escritores brasileiros, deixou sobre a Palavra de Deus sublimes pensamentos, destacando-se este trecho:
"Livro de minha alma aqui o tenho: é a Bíblia. Não o encerro na biblioteca, entre os de estudo, conservo-o sempre à minha cabeceira, à mão. E dele que tiro o pão para a minha fome de consolo, é dele que tiro a luz nas trevas das minhas agonias."

8. Daniel Webster: "Se existe algo nos meus pensamentos ou no meu estilo que se possa elogiar, devo-o aos meus pais que instilaram em mim, desde cedo, o amor pelas Escrituras. Se nos ativermos nos princípios ensinados na Bíblia, nosso País continuará prosperando sempre. Mas se nós e nossa posteridade negligenciarmos suas instruções e sua autoridade, ninguém poderá prever a catástrofe súbita que nos poderá sobrevir, para sepultar toda a nossa glória em profunda obscuridade."

9. Patrick Henry: "A Bíblia vale a soma de todos os outros livros que já se imprimiram."

10. John Quincy Adams: "Tão grande é a minha veneração pela Bíblia que, quanto mais cedo meus filhos começam a lê-Ia, tanto mais confiado espero que eles serão cidadãos úteis à pátria e membros respeitáveis da sociedade. Há muitos anos que adoto o costume de ler a Bíblia toda uma vez por ano."

11. Dorace Greeley: "E impossível escravizar mental ou socialmente um povo que lê a Bíblia. Os princípios são os fundamentos da liberdade humana."

12. Robert E. Lee: "Em todas as minhas perplexidades e angústias a Bíblia nunca deixou de me fornecer luz e vigor."

13. Isaac Newton: "Há mais indícios seguros de autenticidade na Bíblia do que em qualquer história profana."

14. Thomas Huxley : "A Bíblia tem sido a carta magna dos pobres e oprimidos. A raça humana não está em condições de dispensá-la."

15. George Müller: "O vigor de nossa vida espiritual está na proporção exata do lugar que a Bíblia ocupa em nossa vida e em nossos pensamentos. Faço esta declaração, solenemente, baseado na experiência de cinqüenta e quatro anos.
Nos primeiros três anos após minha conversão, negligenciei a Palavra de Deus. Desde que comecei a pesquisá-la diligentemente, tenho sido maravilhosamente abençoado.
Já li a Bíblia cem vezes, e sempre com maior deleite. Cada vez se me apresenta um livro novo.
Grande tem sido a bênção recebida do seu estudo seguido, diligente e quotidiano. “Considero perdido o dia em que não me detive a meditá-la.
”

16. H. M. S. Richards, orador emérito da Voz da Profecia,
escreveu muitos pensamentos sobre a Bíblia, como estes dois: "A Bíblia é o mais poderoso instrumento que o pregador pode ter. Com ela falo com confiança à mais sofisticada ou mais degradada
ou mais incrédula das pessoas
". "O alimentar-se da Palavra realmente faz o Pregador".

17. As Santas Escrituras devem ser aceitas como autorizada, e infalível revelação . " Elas são a norma do caráter, o revelador das doutrinas, a pedra de toque da experiência religiosa." (O Grande
Conflito, pp. 8 e 10).

18. Papa Pio VI: "lias fiéis devem ser incitados à leitura das Sagradas Escrituras, porque é a fonte mais abundante da verdade, e que deve permanecer aberta a todas as pessoas, para que dela tirem a pureza de moralidade e de doutrina, para destruir inteiramente os erros que se espalham tão largamente nestes tempos corruptos."

19. J. J. Rosseau: "Eu confesso que a majestade das Escrituras me abisma, e a santidade dos evangelhos fala ao meu coração. Vede os livros dos filósofos com toda a sua pompa, quanto são pequenos à vista deste! Pode-se crer que um livro tão sublime e, às vezes, tão simples, seja obra dos homens."

20. Napoleão Bonaparte: "O evangelho não é simplesmente um livro, mas uma força viva - um livro que sobrepuja a todos os outros. A alma jamais pode vaguear sem rumo, se tomar este livro para seu guia."

Prezado amigo, você conhece a Bíblia?
Lê diariamente alguma porção deste maravilhoso livro?
Crê que é através dela que chegamos a Cristo, que nos dá a salvação e a vida eterna?
Amemos a Bíblia, fazendo nossas as palavras do salmista: "Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra, e luz para o meu caminho" Sal. 119: 105)."
Encontrei algures os seguintes pensamentos sobre o Livro sagrado que nos serão úteis:

A Bíblia foi escrita por quarenta homens diferentes, de pescadores e lavradores a profetas e reis, num período de aproximadamente 1.600 anos. Embora esses escritores diferissem em cultura e posição social, e tivessem vivido em países e épocas diferentes, escreveram apenas um livro, o qual revela unidade e harmonia
do começo ao fim. A mensagem desse livro, embora moldada segundo o estilo e a individualidade dos homens que Deus usou, é uma mensagem divina, não do homem. Somente no Velho Testamento os escritores bíblicos utilizaram mais de 2.600 vezes a expressão "Assim diz o Senhoril. Essa insistência demonstra de modo inequívoco a sua convicção de que estavam falando não por si mesmos, mas inspirados por Deus.

O Novo Testamento confirma tais afirmações em textos como estes: II S. Pedro 1: 21 ... , II Tim. 3:16.

Isto significa que quando lemos a Bíblia, ouvimos Deus falando a nós, como se estivéssemos ouvindo-O audivelmente. Significa que se rejeitamos a Bíblia, rejeitamos a voz de Deus. E rejeitar sua voz é rejeitar o amoroso oferecimento que Ele nos faz - vida eterna através de Jesus Cristo, Seu filho.

Aproximadamente uma quarta parte da Bíblia é profética e há mais de mil profecias separadas e distintas nela registradas. A maioria delas já se cumpriu, com exatidão absoluta. Outras estão se cumprindo em nossa geração, ou se cumprirão no futuro.

Fonte imagem: Fonte imagem: Gemini IA

16 setembro 2009

Conceitos sobre a Bíblia



A Bíblia é um livro muito antigo. Ela é o resultado de longa experiência religiosa do povo de Israel. É o registro de várias pessoas, em diversos lugares, em contextos diversos. Acredita-se que tenha sido escrita ao longo de um período de 1.600 anos por cerca de 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais.

Os cristãos acreditam que estes homens escreveram a Bíblia inspirados por Deus e por isso consideram a Bíblia como a Escritura Sagrada. No entanto, nem todos os seguidores da Bíblia a interpretam de forma literal, e muitos consideram que muitos dos textos da Bíblia são metafóricos ou que são textos datados que faziam sentido no tempo em que foram escritos, mas foram perdendo seu sentido dentro do contexto da atualidade.

Para a maior parcela do cristianismo a Bíblia é a Palavra de Deus, portanto ela é mais do que apenas um bom livro, é a vontade de Deus escrita para a humanidade. Para esses cristãos, nela se encontram, acima de tudo, as respostas para os problemas da humanidade e a base para princípios e normas de moral.

"Além das Escrituras: Como as Diferentes Denominações Cristãs Enxergam a Bíblia"



A Bíblia é o texto religioso central tanto para o judaísmo quanto para o cristianismo, desempenhando um papel fundamental nas práticas e crenças dessas tradições. O termo "Bíblia" vem do grego "βίβλια" (bíblia), que significa "rolo" ou "livro". Foi São Jerônimo, o tradutor da Vulgata latina, quem primeiro denominou o conjunto dos livros do Antigo e Novo Testamento como "Biblioteca Divina", refletindo sua visão da Escritura como uma coleção sagrada de textos inspirados por Deus.

Para as três grandes religiões abraâmicas — judaísmo, cristianismo e islamismo — a Bíblia (ou Tanakh no judaísmo, que corresponde ao Antigo Testamento cristão) é considerada divinamente inspirada e é por isso que essas religiões são frequentemente chamadas de "religiões do Livro". No cristianismo, a Bíblia é também conhecida como as "Escrituras Sagradas" e a "Palavra de Deus", destacando sua importância e autoridade espiritual.

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