A Bíblia Curiosa reúne temas fascinantes relacionados às Escrituras, explorando sua origem, formação, autores, contexto histórico e os diversos acontecimentos que tornam a Bíblia um livro extraordinário. Além disso, apresenta artigos, estudos bíblicos, reflexões e curiosidades que ajudam a ampliar o conhecimento e fortalecer a fé. Porém, nosso objetivo não é apenas trazer entretenimento ou curiosidades, mas apresentar conteúdos relevantes para o crescimento espiritual e a preparação do caráter para a salvação. Afinal, o maior propósito do ser humano não é apenas adquirir conhecimento, mas conhecer a Deus e preparar-se para a eternidade. Essa preparação acontece através de Jesus Cristo, Seu amor e o sacrifício realizado na cruz, onde encontramos perdão, restauração e esperança de uma nova vida. Desejamos que cada estudo aqui apresentado seja uma oportunidade para aproximar você de Deus e permitir que Sua Palavra transforme sua vida. Desejamos a você uma excelente leitura!

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21 setembro 2012

A Midia e a Espiritualidade



A INFLUÊNCIA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Os meios de comunicação podem conduzir a atitudes e pensamentos contrários ao evangelho

RAEstamos na era das Telecomunicações. Até que ponto podemos ser influenciados pela mídia? Ela altera comportamentos?

VSL Mídia é a somatória dos meios de comunicação: rádio, TV, jornal, revista, outdoor, propagandas em geral, etc. ela é necessária a qualquer sociedade civilizada e não há como viver hoje sem estar envolvido com ela. A maneira como é utilizada, entretanto, nem sempre é de forma eticamente aceitável. Ela nos atinge passiva ou ativamente, positiva ou negativamente. E como vivemos em um mundo capitalista, que necessita de consumo para o crescimento e sobrevivência, a mídia é o veículo adequado para impulsionar o processo que tende a visualizar mais as coisas do que as pessoas.
 
Não é necessário ligar o aparelho para estar envolvido com a propaganda. Basta dirigir na cidade, que os outdoors estão lá de plantão, basta vestir um tênis que a marca está lá... e pior, na época da Copa de 98, apontar o indicador para cima já era fazer, inconscientemente, propaganda de cerveja.

Na propaganda, o que há de mais importante é ser o primeiro a chegar a sua mente e fazer de você um cliente. E se o elemento em questão é a mente, o assunto é realmente sério. As pessoas que lidam com a mídia sabem que o ser humano tem desejos, ansiedades, sonhos, e que, se relacionarem seus produtos a essas necessidades materiais (e mesmo espirituais), conseguirão consumidores em potencial.

Exemplo: “Kolinos, o gosto da vitória!” Não há vitória em Kolinos; há uma associação de um bem espiritual (vitória) com um bem material (creme dental). O fato de que o creme dental previne as cáries não é relevante para as pessoas, portanto, não se vende prevenção, vendem-se ilusões de realização.

Assim, podemos ser influenciados pela mídia porque ela entra em nossa mente sem pedir licença.

A propaganda privilegia o fracasso, a carência, a necessidade, porque sabe que uma pessoa realizada não necessita de consumo para se afirmar. O comportamento se molda a partir de impressões cristalizadas pelo tempo. Hábitos formados por sugestões da mídia podem facilmente alterar seus valores de forma inconsciente. Você não precisa decidir para que sua mente seja influenciada e aqui está a diferença entre a mídia e o evangelho, que é também comunicação por excelência. Para aceitar um novo comportamento cristão, você precisa tomar decisões conscientes. A mídia não pede licença para entrar em sua vida. Jesus, sim. Aquele que pregou a liberdade, Aquele que é a Liberdade em Pessoa diz: “Eis que estou à porta e bato, se você abrir...” Veja, “se você abrir”, Jesus não força; Ele quer alterar nosso comportamento também, mas com a nossa escolha, com a nossa decisão.

 RAOs pontos no IBOPE são o alvo dos meios de comunicação. Isso parece estar causando um rebaixamento da moral e dos bons costumes. Qual deve ser a postura do cristão diante disso?

VSL – Excetuando-se alguns poucos programas, ninguém faz TV por amor ao próximo (aliás, parece que não se faz mais quase nada por amor ao próximo). A programação é parte de uma máquina que visa dinheiro, muito dinheiro. Quanto mais qualidade se aplica, maior o preço cobrado. Um filme pode custar 200 milhões, como no caso do Titanic, mas o retorno é certo (e que retorno!). as propagandas podem custar milhares de reais por segundo em horários nobre e por que são tão caras? Simples, porque têm retorno. Portanto, se a opinião pública demonstra não apreciar certo produto, ele estará fora de circulação ou sofrerá significativas alterações (procedimento muito frequente em novelas). A arte imita a vida que imita os cofres dos produtores.

            Portanto, quando um produto não rende o esperado, ocorrem mudanças que, com toda certeza, não serão feitas com base no crescimento moral da população, mas nos índices do IBOPE. E para isso vale tudo: sexo, violência, etc.

            Há algum tempo, a rede OM de televisão (hoje, CNT) resolveu pôr um filme obsceno no ar. Várias sociedades protestaram: “Onde já se viu colocar pornografia na televisão!” A reação da Rede foi a mais previsível possível: “Estamos quase no século XXI e não há censura. Não gostam do filme? Vocês são livres, mudem de canal!” Por que é que a TV usa essa argumentação? Ironicamente, porque extraíram da Bíblia um conceito que, usado às avessas, conduz sua filosofia: “O bem que quero fazer, esse não faço; o mal que não quero fazer, esse faço.” Esse texto do apóstolo Paulo mostra a angústia que o homem passa quanto às suas intenções e seus atos. A psicologia da TV, portanto, é a seguinte: “o bom filme a que a sociedade gostaria de ver, a esse ela não vê; mas o mau filme, a baixaria que ela gostaria de evitar, a esse/essa ela vê. E se as pessoas assistem a esses programas, mesmo sem querer, dão-nos IBOPE; e é isso que nos interessa.”

RAComo os pais devem agir com os filhos em relação à TV? Censurar, simplesmente?

VSL – A concorrência é desleal. Pesquisas indicam que os pais gastam muito pouco tempo com os filhos por semana. Somos transformados ou moldados por aquilo que passamos mais tempo contemplando. O problema é que o televisor reveste a mensagem com uma beleza incomum, irreal. Tanto cria, como acaricia nossas necessidades e nosso ego para obter cada vez mais nossa atenção e aprovação; molda seus programas a essas necessidades e carências. E com as crianças não é diferente. E o pior é que para elas o bombardeamento se apresenta em suas piores cores. Elas são um tremendo mercado hoje e mais ainda, um mercado futuro em potencial.

            É sabido que o comportamento não se altera pela verdade científica. As pessoas não são transformadas pela verdade da ciência, mas pela beleza. A verdade exige decisão, tomada de atitude consciente. Quando uma criança está na frente do televisor, ela não precisa exercitar o poder de decisão. As mensagens já vêm decididas (não se iluda com o programa Você Decide; muita coisa vital já vem decidida). A beleza e graça das personagens que imitam a vida real são imbatíveis. É como a visita de um tio que dá presentes, beijinhos e sorvete, mas quem tem que punir os erros é o pai. A parte difícil da educação compete aos pais. Assim é com a TV: mostra só o “belo”, prende a atenção da garotada e os pais, que já dispõem de pouco tempo para a educação dos filhos, quando querem colocá-los nos trilhos, têm de apresentar a dolorida verdade. É óbvio que as crianças inconscientemente preferirão a Xuxa ou a Angélica; afinal, “elas não brigam com a gente”.

            Lembre-se: a batalha é vencida por aquele que chega primeiro à mente. Quem está ocupando o primeiro lugar na mente de seus filhos?

RA –
Há um conflito evidente entre o que os jovens ouvem nos cultos e os valores e costumes que lhes são transmitidos pela mídia. Como fica a mente deles diante disso?

VSL – Se cremos em tudo o que é dito na Igreja e aceitamos as lições extraídas da Bíblia, mas vivemos de forma oposta àquilo com que concordamos, estaremos criando uma diferença muito grande entre a teoria e a prática. Viveremos em constante estado de desarmonia interior; e esta divisão gera sofrimento. Isso é bíblico: “O homem de coração dobre é inconstante em todos seus caminhos.” Nossa vida parece estar segmentada em duas partes distintas: a espiritual, no sábado, e a material, que se inicia sábado à noite e vai até o pôr do sol de sexta.

James A. Shlemberg apresenta uma teoria chamada “Dissonância Cognitiva.” Essa teoria se divide em três partes: (1) você vive de acordo com o que crê, ou (2) você crê naquilo que vive. (3) Se você não viver de acordo com qualquer desses dois princípios, fatalmente perderá o equilíbrio mental.

Quem chega primeiro à nossa mente altera nossos hábitos. Quanto tempo dedico à Bíblia e à meditação? Se não dedico nada, meu testemunho será negativo, mesmo que eu não queira. Só minhas convicções não adiantam. Uma vez que minha vida é susceptível às influências, só posso testemunhar daquilo que acredito e vivo.

A mídia nos olha como consumidores, clientes, lucro em potencial. Até mesmo o

tão atual processo de Qualidade Total tem limites. Segundo a Bíblia. Temos que olhar o homem não como cliente, mas como nosso próximo.

RA  Uma vez que há uma flagrante diferença entre aquilo que a sociedade secular nos propõe e o caminho cristão, ser jovem adventista é ser “rebelde”?

VSL – Em certo sentido sim. Deus não muda; Seus princípios são eternos. Já a sociedade está em constante movimento, alterando suas normas de comportamento e, junto, está alterando também seus princípios morais. Aquilo que era errado, não é mais. Na sociedade, há sempre constante adaptação às necessidades de cada tempo, mesmo que para isso sejam sacrificadas algumas normas de conduta. “Como o homem veio do macaco,” – dizem – “a moral divina não importa.” A lei moral é uma “bela lenda.” E deve ser seguida com ressalvas, pois as necessidades dos tempos modernos nos obrigam a constantes adaptações. O problema é que a sociedade mudou tanto que obriga os seres humanos a se comportarem adaptando-se aos novos tempos. Temos que nos curvar aos apelos modernos para garantir a sobrevivência. Assim, adiamos muitas vezes nosso compromisso com o Céu, porque parece que seus apelos não se adaptam aos nossos dias. Curvamo-nos perante as exigências da sociedade, porém, quando o assunto é obediência a Deus, solicitamos que Ele nos entenda; afinal, “estamos bem intencionados”. “Trabalhei demais nesta semana para garantir minha sobrevivência e a de meus filhos, portanto, neste sábado não irei à Igreja. O motivo é justo e bom; Deus há de entender.”- pensamos. Assim, curvamo-nos perante os apelos do mundo e nos esquecemos de nos curvar perante os apelos de Deus, achando que Ele, em sua bondade, há de entender nossas “justas” necessidades”. Mas Deus não aceita que O coloquemos em segundo plano. “Buscai primeiro o reino de Deus e a Sua justiça”, é o que Ele diz.

Deus nos criou à Sua imagem e parece que o homem quer criar Deus à sua imagem e semelhança. É a criatura querendo fazer Deus se sujeitar às suas necessidades. Deus é bom, sim, e temos que seguir os Seus planos.

Os três jovens hebreus foram altamente rebeldes: “e fica sabendo, ó rei, que não nos curvaremos...” Paulo foi rebelde. Basta lembrarmos de onde suas cartas foram escritas: da prisão. Ele se rebelou por uma causa. Essa “rebeldia” é necessária hoje. Homens que não se comprem nem se vendam por sua natureza rebeldes em relação às causas injustas.        


Fonte: Revista Adventista

20 agosto 2012

O Pastor

Quando um pastor finalmente recupera a sua ovelha insignificante, tola e errante, ele não a repreende imediatamente ou a espanca por ter lhe causado tantos problemas e trabalho adicional. Não! O pastor observa como é grande o cansaço daquela ovelha, como esteve perdida por entre espinhos e cortou-se no meio das pedras, olha ternamente para suas feridas e a carrega de volta para o rebanho em seus próprios braços.

Miserável e vacilante pecador, o evangelho tem chegado intensamente sobre você e você não pode mais correr adentrando nos caminhos do pecado, a Graça parou a sua carreira insana e fez você estremecer com a culpa do pecado. Você tem medo de Jesus porque sabe como o tem afligido severamente. Você teme que Ele te censure severamente e talvez te despreze e expulse de Sua presença. Não pense isso do Bom Pastor! Ele está olhando agora para o sangue em suas feridas e preparando o curativo. Logo ele irá se compadecer de suas fraquezas e te carregar nos braços dEle. Confiai a Ele, miserável pecador, como a insignificante ovelha confia no pastor. Um homem é muito mais precioso do que uma ovelha e Jesus é muito mais gentil do que o mais cuidadoso pastor e é realmente amável aos pecadores que se achegam a Ele. Quando o filho pródigo chegou todo esfarrapado e sujo seu pai amoroso não o colocou em quarentena até que ele estivesse purificado e limpo. Ele pulou sobre seu pescoço e o beijou sem ao menos dizer uma palavra de repreensão. O filho pródigo veio direto do curral para os braços do Pai. Aquele pródigo acolhido é o tipo de pecador como você é. À você também são todos os beijos e não o olhar carrancudo, todo o amor e não a ira, toda a benevolência e não a severidade. Oh! Se você conhecesse o Salvador você não se atrasaria. Agora, misero e abatido pecador, confie no Senhor Jesus e viva. Ele nunca tratou um filho pródigo que retorna com aspereza e Ele não pode mudar, Ele irá te tratar da mesma forma generosa com que trata os outros filhos. Quer você confie nEle ou não – eu irei – eu confio. Misero pecador, que o Espirito Santo guie teu olhar para Jesus e viva.

Charles H. Spurgeon

FONTE: http://respirandodeus.blogspot.com.br/2010/07/o-pastor.html
Imagem: http://blogdopcamaral.blogspot.com.br/2012/04/ovelhas-ne.html
Spurgeon.org
tradução: Vitor Higo Cid

27 junho 2012

Como se Livrar de um Pastor Fraco


Um grupo de crentes procurou o pastor de uma outra igreja, numa cidade vizinha, e perguntou-lhe:


- Pastor, estamos tentando achar um jeito diplomático de dispensar o nosso pastor. O senhor tem alguma sugestão de como podemos fazer isso sem sermos indelicados com ele?

- Mas, por que vocês querem se livrar dele?

- É que a nossa igreja está estagnada e infeliz. O nosso pastor não tem visão nem liderança, não sabe pregar e não é um homem de oração.

Após refletir uns instantes, o pastor aconselhou-os a agir da seguinte maneira:

a) Cada vez que ele pregar, recitem para ele os pontos do sermão, na saída do culto. Isso vai obrigá-lo a se preparar cada vez mais, pois agora ele sabe que vocês estão acompanhado atentamente as suas mensagens.

b) Cada vez que ele trouxer uma nova idéia, dêem a ele todo o apoio de que a sua idéia precisa para dar certo. E faça isso com entusiasmo. Em breve a sua visão vai se abrir, pois agora ele sabe que pode "sonhar", pois tem o apoio entusiástico da igreja.

c) Reunam um bom grupo de irmãos e comecem a orar por ele. Em breve ele vai estar orando com vocês e por vocês.

- Logo, logo, assim que ele estiver pregando melhor, tiver adquirido ampla visão de ministério e vida de oração, uma grande igreja o convidará e tirará ele de vocês.

28 maio 2012

Quando os anjos se alegram




LINDO TESTEMUNHO DO SR. PERSONA

Fonte: youtube

Fatos Fantásticos da Bíblia: Conheça a Complicada História de Sansão


Os Filisteus

Os filisteus, no período de Sansão, eram um dos principais povos em conflito com os israelitas e exerciam forte influência na região costeira do sul de Canaã, especialmente na faixa conhecida como Pentápolis Filisteia, formada por cidades como Gaza, Asdode, Ascalom, Gate e Ecrom.

Eles eram um povo de origem possivelmente ligada aos chamados “povos do mar”, que se estabeleceram na região por volta do século XII a.C. Diferente dos israelitas, que viviam em aldeias e zonas mais rurais do interior, os filisteus eram altamente urbanizados, organizados em cidades-estados bem estruturadas, cada uma governada por seus próprios líderes.

Um dos aspectos mais marcantes dos filisteus era seu avanço tecnológico para a época, especialmente no trabalho com o ferro. Enquanto os israelitas ainda dependiam amplamente de ferramentas de bronze, os filisteus já dominavam a metalurgia do ferro, o que lhes dava vantagem militar significativa em batalhas e na produção de armas.

Essa superioridade bélica ajudou a consolidar seu domínio sobre várias regiões de Israel durante o período dos juízes, criando uma situação de opressão constante. A narrativa bíblica descreve esse período como um tempo em que “os filisteus dominavam Israel por quarenta anos”, o que explica o contexto de conflito contínuo em que Sansão foi levantado.

Religiosamente, os filisteus eram politeístas e cultuavam deuses como Dagom, associado à fertilidade e ao grão, além de outras divindades ligadas à guerra e prosperidade. O templo de Dagom, citado no final da história de Sansão, era um dos centros religiosos importantes desse povo, funcionando também como espaço político e social.

Além disso, os filisteus eram estrategicamente organizados em alianças entre suas cidades, o que lhes permitia coordenar campanhas militares e resistir aos ataques de povos vizinhos. Isso os tornava um inimigo formidável para Israel, que ainda estava em processo de formação como nação unificada.

Dentro da narrativa de Sansão, eles aparecem não apenas como inimigos militares, mas também como um povo com forte identidade cultural, capaz de influenciar costumes, relações sociais e até conflitos pessoais, como no caso de seus relacionamentos com mulheres filisteias, que tiveram papel decisivo em sua história.

Em resumo, os filisteus da época de Sansão representavam uma potência regional organizada, tecnologicamente avançada para o contexto da Idade do Ferro inicial e politicamente estruturada em cidades independentes, o que explica por que o conflito entre eles e Israel foi tão intenso e duradouro.

A História de Sansão

A história de Sansão é uma das narrativas mais marcantes do livro de Juízes (capítulos 13 a 16), em um período em que Israel vivia um ciclo repetido de afastamento de Deus, opressão por povos inimigos e libertações realizadas por líderes chamados juízes.

Sansão foi um desses juízes, levantado por Deus em um tempo de grande crise espiritual e política, quando os filisteus dominavam parte de Israel.

O nascimento prometido

Em meio à opressão, um homem chamado Manoá, da tribo de Dã, e sua esposa — que era estéril — receberam a visita do Anjo do Senhor. A mensagem foi extraordinária: ela teria um filho, e esse menino seria separado por Deus desde o ventre materno.

Foi anunciado que ele deveria viver como nazireu, uma consagração especial que incluía não beber vinho ou bebida fermentada, não tocar em cadáveres e nunca cortar o cabelo. Essa consagração simbolizava separação e dedicação total a Deus.

O menino nasceu e recebeu o nome de Sansão. Desde cedo, “o Espírito do Senhor começou a agir nele”, indicando que sua vida seria marcada por uma força sobrenatural e uma missão específica contra os filisteus.

O início da força e os primeiros conflitos

Ao crescer, Sansão começou a demonstrar uma força extraordinária. Em uma de suas viagens, foi atacado por um leão, e, sem armas, o despedaçou com as próprias mãos — um dos primeiros sinais de sua força incomum.

Mais tarde, ele se envolveu com uma mulher filisteia, o que gerou tensões entre ele e esse povo. Durante a festa de casamento, propôs um enigma aos convidados. Incapazes de resolvê-lo, os filisteus pressionaram sua esposa, que revelou a resposta. Isso levou Sansão a um ato de vingança violento, marcando o início de uma série de confrontos diretos contra os filisteus.

Em outra ocasião, ele capturou trezentas raposas, amarrou tochas em suas caudas e as soltou nas plantações inimigas, destruindo as colheitas e provocando grande retaliação.

Conflitos crescentes e feitos impressionantes

A violência entre Sansão e os filisteus aumentou progressivamente. Após a morte de sua esposa e de seu sogro pelos filisteus, ele respondeu com ainda mais ataques.

Em um episódio posterior, Sansão foi capturado por homens de Judá, que o entregaram aos filisteus para evitar represálias. Porém, quando chegou ao inimigo, o Espírito do Senhor se apoderou dele, e ele rompeu as cordas que o prendiam.

Encontrando uma queixada de jumento, derrotou mil homens, mostrando novamente sua força extraordinária.

Depois disso, exausto e sedento, clamou a Deus, e milagrosamente surgiu água de uma rocha, sustentando sua vida.

Em outra ocasião, em Gaza, foi cercado por inimigos durante a noite. Sansão arrancou as portas da cidade com seus batentes e as carregou até o topo de uma colina, demonstrando humilhação total ao sistema de segurança filisteu.

Dalila e a queda de Sansão

O ponto mais conhecido de sua história envolve Dalila, mulher usada pelos líderes filisteus para descobrir a origem de sua força.

Ela insistiu várias vezes para que Sansão revelasse seu segredo. Ele a enganou inicialmente, mas, com o tempo, sua insistência o desgastou.

Por fim, Sansão revelou que sua força estava ligada ao seu voto de nazireu e ao fato de nunca ter tido seu cabelo cortado.

Enquanto ele dormia, Dalila mandou cortar seu cabelo. Nesse momento, segundo o texto bíblico, o Senhor se retirou dele, e sua força o abandonou.

Sansão foi capturado, teve os olhos furados e passou a ser escravo dos filisteus.

O templo de Dagom e o fim de Sansão

Com o tempo, o cabelo de Sansão começou a crescer novamente, enquanto ele permanecia preso e humilhado.

Durante uma grande celebração no templo do deus Dagom, os filisteus o trouxeram para ser ridicularizado diante da multidão.

Cego e enfraquecido, Sansão pediu a Deus uma última oportunidade de força.

Colocado entre as duas colunas principais do templo, ele as empurrou com toda sua força, fazendo a estrutura desabar. O templo ruiu, matando Sansão e milhares de filisteus reunidos ali.

Assim, segundo a narrativa bíblica, Sansão matou mais inimigos em sua morte do que em toda a sua vida.

A lição da história de Sansão

A vida de Sansão revela a tensão entre chamado divino e escolhas humanas. Ele foi separado por Deus desde o nascimento, dotado de força extraordinária e chamado para libertar Israel, mas muitas vezes agiu movido por impulsos, paixões e decisões precipitadas.

Sua história mostra que dons espirituais não substituem caráter, disciplina e obediência. Ao mesmo tempo, revela que, mesmo após falhas graves, ainda há espaço para arrependimento e para o agir de Deus.

A principal lição é que a verdadeira força não está apenas no poder físico ou em capacidades extraordinárias, mas na dependência de Deus, na fidelidade ao propósito e na sabedoria para permanecer firme diante das tentações.


Imagem: chatgpt

Referências Bibliográficas

  • BÍBLIA SAGRADA. Tradução de João Ferreira de Almeida. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.
  • BÍBLIA DE ESTUDO NVI. São Paulo: Editora Vida.
  • BÍBLIA DE ESTUDO ARQUEOLÓGICA NVI. São Paulo: Editora Vida.
  • HENRY, Matthew. Comentário Bíblico de Matthew Henry. Rio de Janeiro: CPAD.
  • MACARTHUR, John. Bíblia de Estudo MacArthur. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.
  • LOPES, Hernandes Dias. Juízes: O povo, seus juízes e seu Deus. São Paulo: Hagnos.
  • CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. São Paulo: Hagnos.
  • KEIL, Carl Friedrich; DELITZSCH, Franz. Comentário do Antigo Testamento. Peabody: Hendrickson Publishers.
  • JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD.
  • ELLISEN, Stanley. Conheça Melhor o Antigo Testamento. São Paulo: Vida.

15 maio 2012

Os Lecionários

Livros Litúrgicos

Outra testemunha do texto do Novo Testamento que em geral tem sido subvalorizada são os numerosos lecionários (livros usados no culto da igreja), que continham textos selecionados para leitura, tirados da própria Bíblia. Esses lecionários serviam de manuais, sendo usados nos cultos ao longo de um ano. A maior parte desses manuais teria surgido talvez entre os séculos VII e XII, e deles sobreviveram dezenas de folhas e fragmentos de folhas, datados dos séculos iv e vi. Só cinco ou seis lecionários sobreviveram intactos, copiados em papiro, com letras unciais, ainda que essas houvessem sido substituídas pelo tipo de grafia denominado minúsculo.

Embora Caspar René Gregory houvesse relacionado cerca de 1 545 lecionários gregos, em seu Canon and text of the New Testament [Cânon e texto do Novo Testamento] (1912), cerca de 2 000 foram utilizados na obra crítica da United Bible Societies [Sociedades Bíblicas Unidas], The Greek New Testament (1966). A grande maioria dos lecionados consiste de textos para leitura tomados dos evangelhos. Os demais consistem de textos de Atos, às vezes ao lado de trechos das cartas. Ainda que fossem ornamentados com muita elaboração e às vezes até contivessem notações musicais, é preciso que se admita que os lecionários têm apenas valor secundário no estabelecimento do texto genuíno do Novo Testamento, No entanto, desempenham papel importante na compreensão de passagens específicas das Escrituras, como João 7.53— 8.11 e Marcos 16.9-20.(ide fonte no final do blog)

Estudos do Autor

Os lecionários são coleções de passagens selecionadas das Escrituras que são designadas para serem lidas durante os serviços religiosos, especialmente nas celebrações litúrgicas cristãs. Eles são organizados de forma a proporcionar uma sequência de leituras ao longo do ano litúrgico, geralmente seguindo um ciclo anual.

Importância dos Lecionários para a Formação da Bíblia:

  1. Preservação e Transmissão Textual:

    • Os lecionários ajudaram na preservação e transmissão dos textos bíblicos ao longo dos séculos, pois muitas vezes incluem passagens completas ou parciais das Escrituras. Isso é especialmente relevante porque algumas cópias individuais dos livros bíblicos podem ter se perdido ao longo do tempo, mas as leituras litúrgicas continuaram a garantir a exposição regular dos textos sagrados.
  2. Padrões de Leitura e Uso Litúrgico:

    • Os lecionários estabelecem padrões para quais partes da Bíblia são lidas em diferentes períodos litúrgicos, como Advento, Natal, Quaresma, Páscoa, entre outros. Isso influencia a prática e a adoração da comunidade cristã ao longo do ano, proporcionando um contexto específico para a interpretação e reflexão das Escrituras.
  3. Seleção de Passagens Significativas:

    • A seleção cuidadosa das passagens nos lecionários enfatiza temas e eventos-chave da fé cristã, como a vida de Jesus, sua morte e ressurreição, e a mensagem dos apóstolos. Isso ajuda a moldar a compreensão teológica e espiritual da comunidade cristã através da repetição e contemplação regular das mesmas passagens ao longo dos anos.
  4. Influência na Liturgia e na Teologia:

    • Os lecionários não apenas influenciam a prática litúrgica, mas também contribuem para o desenvolvimento da teologia cristã ao enfatizar certos temas, relações simbólicas e a conexão entre o Antigo e o Novo Testamento. Eles ajudam a manter a coesão e a continuidade na interpretação das Escrituras dentro da tradição cristã.

Em resumo, os lecionários desempenham um papel fundamental na formação da Bíblia como um texto sagrado que não apenas é lido e estudado, mas também é vivenciado e celebrado na vida litúrgica da igreja. Eles são uma parte vital da herança textual e espiritual cristã, conectando gerações ao redor do mundo através da leitura e reflexão das Escrituras durante o culto e celebração.


Fonte: Como a Biblia chegou até nós, autor Norman Geisler e William Nix
Imagem: http://angelusexverum.blogspot.com.br/2011/03/lecionario-jaharis.html

Códex Washingtoniano - também conhecido como Codex W ou Codex Freerianus ou Codex Washingtonianus





























O Códex Washingtoniano, também conhecido como Codex Washingtonianus ou simplesmente Codex W, é um importante manuscrito grego dos Evangelhos pertencente ao grupo dos códices unciais do Novo Testamento. Ele é identificado na crítica textual como W (Gregory-Aland 032).

O manuscrito é especialmente famoso porque preserva uma rara combinação de diferentes tradições textuais dentro do mesmo códice e por conter um trecho conhecido como o “Logion de Freer”, uma passagem adicional no Evangelho de Marcos encontrada em poucos manuscritos.

Seu nome “Washingtoniano” vem da cidade de Washington, nos Estados Unidos, onde o códice é preservado atualmente.

Data de produção

O Códex Washingtoniano é datado aproximadamente do:

  • final do século IV ou início do século V d.C.

Essa data é estabelecida por:

  • análise paleográfica da escrita uncial,
  • comparação com outros códices gregos antigos,
  • características do pergaminho e da estrutura textual.

👉 Ele pertence ao mesmo grande período dos famosos códices Sinaiticus e Vaticanus.

Onde foi produzido (origem)

A origem mais provável do manuscrito é:

  • o Egito cristão.

Isso é sugerido por:

  • o estilo da escrita,
  • características do pergaminho,
  • tradições textuais associadas ao códice,
  • e o histórico de descoberta no mercado de antiguidades egípcio.

👉 O Egito foi um dos maiores centros de preservação de manuscritos cristãos antigos.

Quem escreveu

O manuscrito não possui autoria identificada.

Ele foi produzido por:

  • escribas cristãos profissionais,
  • provavelmente ligados a um scriptorium monástico ou eclesiástico.

Características observadas:

  • escrita uncial relativamente regular,
  • presença de correções posteriores,
  • organização textual cuidadosa.

Como ele foi escrito

O texto foi copiado em:

  • grego koiné,
  • letras maiúsculas unciais,
  • escrita contínua (scriptio continua).

Características adicionais:

  • uso de nomina sacra,
  • divisão textual dos Evangelhos,
  • sinais litúrgicos posteriores em algumas partes.

👉 O códice mostra sinais de uso contínuo ao longo dos séculos.

Material e estrutura

O códice foi produzido em:

  • pergaminho (pele de animal tratada)

Características físicas:

  • contém os quatro Evangelhos,
  • formato códice,
  • uma coluna por página,
  • preservação relativamente boa em várias seções.

O que torna o manuscrito especial

1. Mistura de tradições textuais

O Códex Washingtoniano é famoso porque diferentes partes dele seguem diferentes famílias textuais.

Por exemplo:

  • Mateus → tradição bizantina
  • Marcos → texto misto com características ocidentais
  • Lucas → tradição alexandrina
  • João → tradição bizantina

👉 Isso faz dele um manuscrito extremamente importante para a crítica textual.

2. O “Logion de Freer”

O códice contém uma passagem rara adicionada em:

  • Marcos 16:14

Essa passagem é chamada:

  • Logion de Freer

Ela inclui uma expansão textual envolvendo:

  • Satanás,
  • pecado,
  • incredulidade,
  • e autoridade espiritual.

👉 Essa leitura é extremamente rara entre os manuscritos do Novo Testamento.

3. Manuscrito uncial antigo

Ele pertence ao grupo dos grandes códices gregos antigos preservados em pergaminho.

4. Valor para crítica textual

Ajuda os estudiosos a:

  • comparar tradições textuais,
  • entender a circulação dos Evangelhos,
  • analisar variantes antigas.

Onde foi encontrado e sua história

O manuscrito foi adquirido no início do século XX pelo colecionador americano:

  • Charles Lang Freer

Sua trajetória conhecida:

  • provavelmente preservado no Egito por muitos séculos
  • adquirido no mercado de antiguidades
  • levado para os Estados Unidos
  • estudado por especialistas modernos

👉 O códice passou a integrar a chamada:

  • Freer Collection

Onde está guardado hoje

O Códex Washingtoniano está preservado em:

Smithsonian Institution — Freer Gallery of Art / Freer Sackler Gallery, Washington D.C., EUA

Identificação:

  • Codex W (GA 032)

Conteúdo do códice

O manuscrito contém:

Novo Testamento

  • Evangelho de Mateus
  • Evangelho de Marcos
  • Evangelho de Lucas
  • Evangelho de João

👉 Algumas partes possuem lacunas e danos históricos.

Características que o tornam único

1. Texto híbrido

Poucos manuscritos misturam tantas tradições textuais diferentes.

2. Logion de Freer

Preserva uma das expansões textuais mais raras do Evangelho de Marcos.

3. Importância para os Evangelhos

É um dos principais manuscritos para estudo comparativo dos Evangelhos gregos.

4. Preservação excepcional

Apesar da antiguidade, muitas partes permanecem legíveis.

Importância histórica

O Códex Washingtoniano é importante porque:

  • preserva múltiplas tradições textuais antigas,
  • ajuda a estudar a evolução dos Evangelhos,
  • contém variantes raras do Novo Testamento,
  • é um testemunho importante da transmissão textual cristã antiga.

Resumo final

O Códex Washingtoniano é um manuscrito grego uncial dos Evangelhos, produzido entre os séculos IV e V, famoso por combinar diferentes famílias textuais e por preservar o raro Logion de Freer. Atualmente preservado em Washington D.C., ele é um dos mais importantes códices para o estudo da crítica textual do Novo Testamento.

Bibliografia

Metzger, Bruce M.; Ehrman, Bart D. The Text of the New Testament: Its Transmission, Corruption, and Restoration. Oxford University Press.

Aland, Kurt; Aland, Barbara. The Text of the New Testament. Eerdmans.

Parker, D. C. An Introduction to the New Testament Manuscripts and Their Texts. Cambridge University Press.

Scrivener, Frederick H. A. A Plain Introduction to the Criticism of the New Testament. George Bell & Sons.

Hurtado, Larry W. The Earliest Christian Artifacts: Manuscripts and Christian Origins. Eerdmans.

Kenyon, Frederic G. Our Bible and the Ancient Manuscripts. Harper & Brothers.

Sanders, Henry A. The New Testament Manuscripts in the Freer Collection. Macmillan.

Diringer, David. The Book Before Printing: Ancient, Medieval and Oriental. Dover Publications.

Turner, Eric G. Greek Manuscripts of the Ancient World. University of London.

Nestle-Aland. Novum Testamentum Graece (28ª edição). Deutsche Bibelgesellschaft.

United Bible Societies. The Greek New Testament (5th Revised Edition).

Gregory, Caspar René. Textkritik des Neuen Testaments.

Smithsonian Institution — Freer Gallery Manuscript Collection. https://asia.si.edu

Institute for New Testament Textual Research (INTF), University of Münster. https://www.uni-muenster.de/INTF/

Center for the Study of New Testament Manuscripts (CSNTM). https://www.csntm.org


Fonte: Como a Biblia chegou até nós, autor Norman Geisler e William Nix
Imagem: http://www.asia.si.edu/collections/zoomObject.cfm?ObjectId=48653


O Códice efraimita (c) provavelmente se originou na Alexandria, no Egito, por volta de 345. Foi levado à Itália ao redor de 1500 por John Lascaris e depois vendido a Pietro Strozzi. Catarina de Mediei, italiana, mãe e esposa de reis franceses, o comprou em 1533. Após sua morte, o manuscrito foi colocado na Biblioteca Nacional de Paris, onde permanece até hoje. Falta a esse códice a maior parte do Antigo Testamento, constando dele partes de Jó, Provérbios, Eclesiastes, Cânticos dos Cânticos e dois livros apócrifos — Sabedoria de Salomão e Eclesiástico. Ao Novo Testamento faltam 2Tessalonicenses, 2João e parte de outros livros.

O manuscrito é um palimpsesto (raspado, apagado) reescrito em que originariamente estavam gravados o Antigo e o Novo Testamento. O texto sagrado foi apagado para que nesses pergaminhos se escrevessem sermões de Efraim, pai da igreja do século IV. Mediante reativação química, o conde Tischendorf foi capaz de decifrar as escritas quase invisíveis dos pergaminhos. Esse manuscrito está guardado na Biblioteca Nacional de Paris, e deixa à mostra sinais e evidências de duas fases de correções: a primeira, c2 ou cb, foi realizada na Palestina, no século vi, e a segunda, c3 ou Cc, foi acrescentada no século IX, em Constantinopla.

Fonte: Como a Biblia chegou até nós, autor Norman Geisler e William Nix

Codex Basilensis

O Codex Basilensis, também conhecido como Manuscrito Ee ou 07 (Gregory-Aland), ε 55 (von Soden), pertence provavelmente do século século VIII.

Descoberta

Codex contém o texto dos quatro Evangelhos em 318 folhas de pergaminho, com lacunas (Lucas 1,69-2,4; 3,4-15; 12,58-13,12; 15,8-20; 24,47-fin). O texto está escrito em uma coluna por página, em 21 linhas por página.[1]

Contém tábulas do κεφαλαια, κεφαλαια, τιτλοι, as Seções Amonianas, e os Cânones Eusebianos.[2]

Atualmente acha-se no Universidade de Basiléia (AN III 12).[1]

Texto

O texto grego desse códice é um representante do Texto-tipo Bizantino. Aland colocou-o na Categoria V.[1]

Referências

1. ↑ a b c ALAND & ALAND, Kurt & Barbara. The Text of the New Testament: An Introduction to the Critical Editions and to the Theory and Practice of Modern Textual Criticism: Trad. por Erroll F. Rhodes (em inglês). Grand Rapids, Michigan: William B. Eerdmans Publishing Company, 1995. 110 p.
2. ↑ GREGORY, Caspar René. Textkritik des Neuen Testaments, Vol. 1. Leipzig: Hinrichs, 1900. 48 p.

Bibliografia

• Russell Champlin, Family E and Its Allies in Matthew (Studies and Documents, XXIII; Salt Lake City, UT, 1967).
• J. Greelings, Family E and Its Allies in Mark (Studies and Documents, XXXI; Salt Lake City, UT, 1968).
• J. Greelings, Family E and Its Allies in Luke (Studies and Documents, XXXV; Salt Lake City, UT, 1968).
• F. Wisse, Family E and the Profile Method, Biblica 51, (1970), pp. 67–75.

Ligações externas

• O Commons possui uma categoria com multimídias sobre Codex Basilensis
• R. Waltz, Codex Basilensis E (07) (em inglês): na Encyclopedia of Textual Criticism

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Codex_Basilensis
Imagem: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Codex_Basilensis_08.jpg

Codex Augiensis

O Codex Augiensis, também conhecido como Manuscrito Fp ou 010 (Gregory-Aland), pertence provavelmente do século século IX. Contem 136 fólios dos Epístolas paulinas (23 x 19 cm).[1]


Atualmente acha-se no Trinity College (Cambridge) (Cat. number: B. XVII. 1).[1]

O texto é escrito em duas colunas por página, em 28 linhas por página.[1]

Texto

O texto grego desse códice é um representante do Texto-tipo Ocidental. Aland colocou-o na Categoria II.[1]

Referências

1. ↑ a b c d ALAND & ALAND, Kurt & Barbara. The Text of the New Testament: An Introduction to the Critical Editions and to the Theory and Practice of Modern Textual Criticism: Trad. por Erroll F. Rhodes (em inglês). Grand Rapids, Michigan: William B. Eerdmans Publishing Company, 1995. 110 p.

Bibliografia

• F. H. A. Scrivener, Contributions to the Criticism of the Greek New Testament bring the introduction to an edition of the Codex Augiensis and fifty other Manuscripts, Cambridge 1859.
• K. Tischendorf, Anecdota sacra et profana ex oriente et occidente allata sive notitia, Lipsiae 1861, pp. 209-216.
• W.H.P. Hatch, On the Relationship of Codex Augiensis and Codex Boernerianus of the Pauline Epistles, Harvard Studies in Classical Philology, Vol. 60, 1951, pp. 187–199.

Ligações externas

• Codex Augiensis (em inglês) na Trinity College Library Cambridge
• Codex Augiensis F (010) (em inglês): na Encyclopedia of Textual Criticism

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Codex_Augiensis
Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Codex_Augiensis

Codex Athous Lavrensis


Codex Athous Lavrensis designado por Ψ ou 044 (Gregory-Aland), δ 6 (von Soden), é um manuscrito uncial grego dos quatro evangelhos, datado pela paleografia como sendo do século IX.[1]


Actualmente acha-se no Grande Lavra (B' 52) em Monte Atos.[1]

Descoberta

Contém 261 folhas (21 x 15.3 cm) dos quatro evangelhos, Atos, Paulo, com várias lacunas (Mateus; Marcos 1,1-9,5; em Hebreus 8,11-9,19), e foi escrito com uma coluna por página, contendo 31 linhas cada.[1]

Ele contém respiração e acentos.[2]

Contém o κεφαλαια, as Seções Amonianas, ele necessita de Cânones Eusebianos.[2]

Texto

O texto grego desse códice é misto. Aland colocou-o na Categoria III.[1]

O texto grego do Evangelho segundo Marcos é um representante do Texto-tipo Alexandrino (semelhante ao Codex Regius).

Referências

1. ↑ a b c d Kurt und Barbara Aland, Der Text des Neuen Testaments. Einführung in die wissenschaftlichen Ausgaben sowie in Theorie und Praxis der modernen Textkritik. Deutsche Bibelgesellschaft, Stuttgart 1981, p. 123. ISBN 3-438-06011-6. (em alemão)
2. ↑ a b C. R. Gregory, "Textkritik des Neuen Testaments", Leipzig 1900, vol. 1, p. 94 (em alemão)

Bibliografia

• Kirsopp Lake, Texts from Mount Athos, Studia Biblica et Ecclesiastica, 5 (Oxford 1903), pp. 89–185.
• Kirsopp Lake, The Text of Codex Ψ in St. Mark, JTS I (1900), pp. 290–292.
• C. R. Gregory, Textkritik des Neuen Testaments (Leipzig 1900), vol. 1, pp. 94–95.
• Hermann von Soden, Die Schriften des Neuen Testaments in ihrer altesten erreibaren Textgestalt, I, III (Berlin, 1910), pp. 1664,-1666, 1841, 1921, 1928.
• M.-J. Lagrange, La critique rationnelle (Paris, 1935), pp. 109 f.

Ver também

• Lista de manuscritos unciais do Novo Testamento Grego
• Manuscrito bíblico
• Codex Petropolitanus Purpureus
• Crítica textual

Ligações externas

• Codex Athous Lavrentis Ψ (044): na Encyclopedia of Textual Criticism
• Kirsopp Lake, Texts from Mount Athos (Oxford 1903)

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Codex_Athous_Lavrensis

Codex Athous Dionysiou

Codex Athous Dionysiou, designado por Ω ou 045 (in the Gregory-Aland), ε 61 (von Soden), é um manuscrito uncial grego do Novo Testamento. A paleografia data o codex para o século 9.[1]

Crítica textual

Referências
1.↑ Kurt Aland and Barbara Aland, The Text of the New Testament: An Introduction to the Critical Editions and to the Theory and Practice of Modern Textual Criticism, trans. Erroll F. Rhodes, William B. Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, Michigan, 1995, p. 118.

Literatura

Compilações

Kirsopp Lake e Silva New, Six Collations of New Testament Manuscripts Harvard Theological Studies, XVII, (Cambridge, Massachusetts, 1932; 2007), pp. 3–25.

Artigos

Russell Champlin, Family E and Its Allies in Matthew (Studies and Documents, XXIII; Salt Lake City, UT, 1967).
J. Greelings, Family E and Its Allies in Mark (Studies and Documents, XXXI; Salt Lake City, UT, 1968).
J. Greelings, Family E and Its Allies in Luke (Studies and Documents, XXXV; Salt Lake City, UT, 1968).
Frederik Wisse, Family E and the Profile Method, Biblica 51, (1970), pp. 67–75.

Codex Argenteus





























O Codex Argenteus ou "Livro de Prata", por ter sido escrito com tinta prateada, é um manuscrito do Século VI, que originalmente continha cópia de parte da Bíblia traduzida no Século IV da Língua grega para a Língua gótica pelo bispo godo ariano Úlfilas.


O famoso palimpsesto Códice Argenteus, é um evangeliário, um livro sagrado cristão contendo partes dos quatro evangelhos (não chega a ser uma Bíblia, nem mesmo um Novo Testamento). Das 336 folhas originais do Codex, se conservam 188, incluindo o fragmento descoberto em 1970 na Catedral de Speyer, contendo a tradução da maior parte dos quatro evangelhos em língua gótica, sendo o texto mais conhecido neste idioma extinto, e uma das principais fontes de conhecimento da mais antiga língua germânica que se tem evidência escrita, o idioma gótico.

Algumas letras de ouro embelezam as primeiras três linhas de cada evangelho, na ordem de Mateus, João, Lucas e Marcos, bem como os inícios das diferentes seções. Os nomes dos escritores dos Evangelhos também aparecem em ouro no alto de quatro "arcadas" paralelas, assentadas ao pé de cada coluna de escrita. Essas fornecem referências a passagens paralelas nos Evangelhos.[1] A maior parte do Codex Argenteus (187 folhas) está em exibição permanente na biblioteca Carolina Rediviva da Universidade de Uppsala, Suécia. A última folha se encontra na Catedral de Speyer, Alemanha.

História

Origem

A Bíblia de prata foi escrita provavelmente em Rávena no começo do século VI para o Rei dos ostrogodos, Teodorico o Grande. Foi produzida como um livro sagrado especial para a corte do Rei dos godos e dos romanos, com algumas letras escritas com tinta de ouro. As partes das copias dos evangelhos correspondem ao cânon ou regra do o bispo Eusébio de Cesareia e nas Tabelas de Concordância dos quatro evangelistas que aparecem nos quatro arcos de prata desenhados em cada página. O restante das letras escritas com tinta de prata (daí o nome argenteus, de prata em latim), em pergaminho de alta qualidade colorido de púrpura com tintas vegetais, adornado e provavelmente encadernado com pérolas e pedras preciosas. Depois da morte de Teodorico no ano 526 a Bíblia de prata não foi mencionada em inventários ou listas de livros durante mais de mil anos, quando foi redescoberta na Abadia beneditina de Werden, perto de Essen, na Renânia, Alemanha por dois teólogos de Colônia, Georg Cassander e Cornelius Wouters (segundo a correspondência do século XVI que cruzaram mediantes outros estudiosos).

O Mistério dos mil anos

Cerca de trinta anos depois da morte de Teodorico o Grande, o reino ostrogodo na Itália chegou a seu fim com a conquista do mesmo pelo Império Bizantino de Justiniano, que veio de Rávena sua capital na Itália. Visto que o Codex Argenteus era Pertencente a uma fé perseguida por heréticos, escrito num idioma que já não era usado, os estudiosos se perguntam como chegou à abadia de Werden, em Renânia desde Rávena, na Padania, e sobretudo, como uma folha se separou e chegou a Speyer.

Existem três teorias principais:

• A separação temporã em que a folha teria se separado do Códice na temporã Idade Média e seguindo a distintas relíquias de santos da Igreja. Enaquanto isso, os restos do manuscrito passariam pela Europa, chegando aos lugares de culto de seus portadores;

• A separação posterior. Supõe-se que a folha de Speyer teria permanecido junto com o restante do Códice em Werden por volta do século XV. Quando seus detentores separaram a última folha do códice para enviá-la a Mainz, pediram informações sobre a natureza do códice que estava num idioma desconhecido. Em Moguncia, a folha solta teria sido posta junto com as relíquias de São Erasmo. As folhas teriam sido reunidas novamente pelo principal arcebispo de Moguncia Alberto de Brandeburgo por volta de 1545, ano da sua morte.

• A via carolíngia. Supõe-se que o Códice argenteus esteve em Rávena quando foi tomado por Carlos Magno e levado a sua capital em Aachen, a pouca distãncia da Abadia de Werden.[2]

Redescobrimento

Por volta do ano 799, as 187 folhas do pergaminho estavam preservadas na Abadia beneditina de Werden guardada entre os monastérios mais ricos do Sacro Império Romano-Germânico, cujos abades possuíam o título de príncipes imperiais. A parte restante do livro apareceu na biblioteca do imperador Rodolfo II em sua sede imperial de Praga. Em 1648, no fim da Guerra dos Trinta Anos, foi tomado como botín de guerra e levado a Estocolmo, para a biblioteca da rainha Cristina da Suécia. Depois de sua conversão ao catolicismo e sua posterior abdicação (1654), o livro desaparece de sua biblioteca e é levado aos Países Baixos pelo bibliotecário da rainha, Isaac Vossius. Em 1662, foi comprado pelo Chanceler sueco Magnus Gabriel De la Gardie, que proporcionou a atual encadernação e o resguardou na Universidade de Uppsala.[3] Olof Rudbeck, que foi reitor da universidade nessa época, foi suspeito da falsificação do manuscrito ocorrida na década de 1670, com o objetivo de aumentar a confiabilidade de documentos antigos que provariam suas teorias políticas sobre a Grande Suécia.[4]

Hoje em dia, o códice permanece na biblioteca Carolina Rediviva da da Universidade de Uppsala, Suécia. Em Março de 1995, a capa e algumas folhas do Códice foram roubados da exposição pública na Biblioteca Carolina Rediviva, aproveitando falhas de segurança. Apareceu um mês depois numa na Estação Central de Ferroviária de Estocolmo, Suécia. Desconhece-se se o resto do livro sobreviveu, mas o paradeiro dos outros fragmentos continuam sendo um mistério.

O fragmento de Speyer

A folha final do códice, a folha 336, foi descoberta em outubro de 1970 por Franz Haffner, na Catedral de Speyer, Alemanha. Foi encontrada na capela de Santa Afra de Augsburgo enrolada em volta de um marco de madeira, contendo um pequeno relicário originário de Aschaffenburg. A folha contém os nove últimos versículos do capítulo 16 do Evangelho de Marcos.

Conteúdo do inteiro codex

• Evangelho de Mateus: 5:15-48; 6:1-32; 7:12-29; 8:1-34; 9:1-38; 10:1,23-42; 11:1-25; 26:70-75; 27:1-19,42-66.
• Evangelho de João: 5:45-47; 6:1-71; 7:1-53; 8:12-59; 9:1-41; 10:1-42; 11:1-47; 12:1-49; 13:11-38; 14:1-31; 15:1-27; 16:1-33; 27:1-26; 28:1-40; 29:1-13.
• Evangelho de Lucas 1:1-80; 2:2-52; 3:1-38; 4:1-44; 5:1-39; 6:1-49; 7:1-50; 8:1-56; 9:1-62; 10:1-30; 14:9-35; 15:1-32; 16:1-24; 17:3-37; 18:1-43; 19:1-48; 20:1-47.
• Evangelho de Marcos: 1:1-45; 2:1-28; 3:1-35; 4:1-41; 5:1-5; 5-43; 6:1-56; 7:1-37; 8:1-38; 9:1-50; 10:1-52; 11:1-33; 12:1-38; 13:16-29; 14:4-72; 15:1-47; 16:1-12 (+ 16:13-20).

Publicações

Logo após o reaparecimento deste códice, os eruditos passaram a estudar sua escrita para descobrir o sentido da língua gótica morta. A primeira publicação que menciona o códice apareceu em 1569, por Johannes Goropius Becanus de Amberes (provavelmente, devido a seus contactos com Georg Cassander e Cornelius Wouters). Em 1597, Bonaventura Vulcanius, outro neerlandês, publicou o texto, sendo a primeira publicação do texto gótico que leva o nome de Codex Argenteus. Franciscus Junius, tio de Isaac Vossius, imprimiu na Holanda a Primeira Edição do códice em 1665. Em 1737, Lars Roberg, médico de Uppsala, fez uma Xilogravura de una página do manuscrito; foi incluído na edição de Benzelius de 1750, e a prancha xilográfica se preserva na Biblioteca Diocesana e Regional de Linköping. A edição estandarte foi produzida pelo professor da Universidade de Uppsala Anders Uppström, entre 1854 e 1857. Recorrendo aos manuscritos disponíveis e a anteriores tentativas de restauração do texto, o erudito alemão Wilhelm Streitberg compilou e publicou em 1908 "Die gotische Bibel" (A Bíblia Gótica), com o texto grego e gótico em páginas opostas. Em 1927 realizou-se a última e mais importante edição tipo fac-símile do códice pelo professor de Química e premio Nobel Theodor Svedberg e também pelo Dr. Hugo Andersson.[5]

Referências

1. ↑ w94 15/5 página 8 A Bíblia gótica, uma notável realização
2. ↑ Munkhammar, Lars, Codex argenteus. From Ravenna to Uppsala – the wanderings of a Gothic manuscript from the early sixth century, 64ª Conferência Geral da IFLA, de 16 a 21 de agosto de 1998 64th IFLA General Conference
3. ↑ Universidade de Uppsala
4. ↑ Landau, David, The study of old texts with the aid of digital technology: the Gothic manuscripts, Tampere University of Technology-Institute of Software Systems, Informe del 26 de octubre de 2001, descrito en página 25
5. ↑ w94 15/5 página 9, Manuscritos que sobreviveram
• Bologna, Giulia, Illuminated Manuscripts: The Book before Gutenberg, New York: Crescent Books, 1995. pg. 50.

Ligações externas

• O Codex Argenteus Online (em inglês)
• Wulfila Project (em inglês) Biblioteca digital dedicado ao estudo gótico
• Site oficial do Codex Argenteus (em inglês) em Língua sueca)
• Lars Munkhammar, Uppsala University Library, "Codex Argenteus" (em inglês)
• Bibliografia do Codex Argenteus (em inglês)
• [The Gothic Bible gotische Bibel] (em inglês) ] on Wikisource, Streitberg's edition
• the Gothic New Testament (em inglês) on wikisource, Patrologia Latina edition

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Codex_Argenteus
Imagem: http://www.unesco-ci.org/photos/showphoto.php/photo/6257/title/codex-argenteus-2c-an-op/cat/1037

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