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14 maio 2012
Os Rolos do Mar Morto
escavadas próximo a Qumran. Nessas grutas, os essênios, seita religiosa judaica que existiu por volta da época de Cristo, haviam guardado sua biblioteca. Somando tudo, os milhares de fragmentos de manuscritos
constituíam os restos de seiscentos manuscritos.
Os manuscritos que trazem o texto do Antigo Testamento são os de maior interesse para nós. A Gruta 1 é a que havia sido descoberta pelo jovem árabe, a qual continha sete rolos mais ou menos completos e alguns
fragmentos, dentre os quais o mais antigo livro que se conhece da Bíblia (Isaías Á), um Manual de disciplina, um Comentário de Habacuque, um Apócrifo de Gênesis, um texto incompleto de Isaías {Isaías B), a Regra da guerra e cerca de trinta Hinos de ação de graça. Na Gruta 2 foram encontrados outros manuscritos; essa gruta havia sido descoberta por beduínos que roubaram alguns artigos, Descobriram-se ali fragmentos de cerca de cem manuscritos; nenhum desses achados, porém, foi tio espetacular como o que se descobriu nas demais grutas. Na Gruta 3 foram achadas duas metades de um rolo de cobre que dava instruções sobre como achar sessenta ou mais lugares que continham tesouros escondidos, a maior
parte dos quais em Jerusalém ou em seus arredores.
A Gruta 4 (a Gruta da Perdiz) também havia sido pilhada por beduínos, antes de ser escavada em setembro de 1952. No entanto, verificou-se que haveria de ser a gruta mais produtiva de todas, visto que literalmente milhares de fragmentos foram recuperados e reconstituídos, quer mediante compra dos beduínos, quer em decorrência da peneiração arqueológica da poeira do solo da gruta. Um fragmento de Samuel que se encontrou aqui é tido como o mais antigo trecho de hebraico bíblico conhecido, pois data do século IV a.C. Na Gruta 5 acharam-se alguns livros bíblicos e outros apócrifos em avançado estado de deterioração. A
Gruta 6 revelou a existência de mais fragmentos de papiro que de couro.
As Grutas de 7 a 10 forneceram dados de interesse para o arqueólogo profissional, nada, porém, de interesse relevante ao estudo que estamos empreendendo. A Gruta 11 foi a última a ser escavada e explorada, em começos de 1956. Ali se encontrou uma cópia do texto de alguns salmos, incluindo-se o salmo apócrifo 151, que até essa data só era conhecido em textos gregos. Encontrou-se, ainda, um rolo muito fino que continha parte de Levítico e um Targum (paráfrase) aramaico de Jó.
Estimulados por essas descobertas originais, os beduínos insistiram nas buscas e descobriram outras grutas a sudoeste de Belém. Aqui, em Murabba'at, descobriram alguns manuscritos que traziam a data e alguns documentos da segunda revolta judaica (132-135 d.C). Esses documentos ajudaram a confirmar a antigüidade dos rolos do mar Morto. Descobriu-se também outro rolo dos profetas menores (de Joel a Ageu), cujo texto se aproxima muito do texto massorético. Além disso, descobriu-se ali um palimpsesto, o papiro semítico (o primeiro texto havia sido raspado) mais antigo de que se tem notícia. O segundo texto nele gravado era em hebraico antigo, dos séculos VII e VIII a.C. Vários tipos de evidências tendem a dar apoio às datas dos rolos do mar Morto. Em primeiro lugar está o processo do carbono 14, que dá a
esses documentos a idade de 1917 anos, com margem de variação de 200 anos (10%). Isso significa que tais documentos datam de 168 a.C. a 233 d.C. A paleografia (estudo da escrita antiga e de seus materiais) e a ortografia (redação correta das palavras) marcam a data de alguns desses manuscritos anterior a 100 a.C. A arqueologia trouxe mais algumas evidências paralelas, mediante o estudo da cerâmica encontrada nas grutas: descobriu-se que era da baixa Era Helenística (150-163 a.C.) e da alta Era Romana (63 a.C-100 d.C). For fim, as descobertas de Murabba'at corroboraram as descobertas de Qumran.
A natureza e o número dessas descobertas do mar Morto produziram as seguintes conclusões gerais a respeito da integridade do texto massorético. Os rolos fornecem espantosa confirmação da fidelidade do texto massorético. Millar Burrows, em sua obra The Dead Sea scrolls [Os rolos do mar Morto], mostra que existiram pouquíssimas alterações do texto, num período aproximado de mil anos. R. Laird Harris, em sua obra Inspiration and canonicity ofthe Bible [A inspiração e a canonicidade da Bíblia], sustenta que existem menos diferenças nessas duas tradições, em mil anos, do que em duas famílias de manuscritos do Novo Testamento.
Gleason Archer, autor de A survey of Old Testament introduction [Pesquisa para introdução ao Antigo Testamento] apóia a integridade do texto massorético ao declarar que tal texto concorda com o manuscrito de Isaías encontrado na Gruta 1 em 95% de seu conteúdo. Os restantes 5% compreendem lapsos óbvios da pena e variações de grafia que ocorreram naquele ínterim.
Texto Massorético
Até recentemente, só uns poucos manuscritos hebraicos do Antigo Testamento eram conhecidos. Aliás, antes da descoberta dos manuscritos Cairo Certeza, em 1890, só 731 manuscritos hebraicos haviam sido publicados. É por isso que a edição corrente da Bíblia hebraica, de Kittel, baseia-se em apenas quatro principais manuscritos, mas sobretudo em um deles (o Códice do Leningrado). Nessa tradição, os principais textos foram copiados durante o período massorético, como comprovam as seguintes amostras.
O manuscrito Códice do Cairo ou Códice cairota (c) (895 d.C.) talvez seja o manuscrito massorético mais antigo dos profetas, e contém tanto os profetas antigos como os posteriores, mais recentes.
O Códice deLeningrado dos profetas ou Códice babilônia dos profetas posteriores (MX B 3), também conhecido como Códice de [São] Petersburgo (916 d.C), contém apenas os últimos profetas (Isaías Jeremias, Ezequiel e os Doze), tendo sido escrito com vocalização babilônica.
O Códice Aleppo (930 d.C.) do Antigo Testamento já não está mais completo. Deve ser a principal
autoridade em Bíblia hebraica a ser publicada em Jerusalém, tendo sido corrigida e vocalizada por Aaron ben Asher, em 930 d.C. O Códice do Museu Britânico (Oriental 4445) data de 950 d.C; trata-se de um
manuscrito incompleto do Pentateuco. Contém apenas de Gênesis 39.20 a Deuteronômio 1.33.
O Códice de Leningrado (B 19 A OU L) (1008 d.C.) é o maior manuscrito do Antigo Testamento, o mais completo. Foi escrito em velino, com três colunas de 21 linhas por página. Os sinais vocálicos e os acentos seguem o padrão babilônico, colocados acima da linha.
O Códice Reuchlin (MS Ad. 21161) dos profetas (1105 d.C.) contém um texto revisto que atesta a fidelidade do Códice de Leningrado. Os fragmentos de Cairo Geneza (500-800 d.C), descobertos em 1890, no Cairo, estão espalhados por diversas bibliotecas. Ernst Wurthwein afirma existirem cerca de 10 mil manuscritos bíblicos e fragmentos de manuscritos desse depósito.
O número relativamente reduzido de antigos manuscritos do Antigo Testamento, com exceção do Cairo Geneza, pode ser atribuído a vários fatores. O primeiro e mais óbvio é a própria antigüidade dos manuscritos, combinada com sua inerente destrutibilidade; esses dois fatores concorrem para o desaparecimento dos manuscritos. Outro fator que militou contra a sobrevivência dos manuscritos foi a deportação dos israelitas à Babilônia e ao domínio estrangeiro após o retorno à Palestina. Jerusalém foi
conquistada 47 vezes, em sua história, só no período de 1800 a 1948 d.C.
Isso também explica por que os textos massoréticos foram descobertos fora da Palestina. Outro fator que influi na escassez de manuscritos do Antigo Testamento diz respeito às leis sagradas dos escribas, que exigiam que os manuscritos gastos pelo uso ou com erros fossem enterrados. Segundo uma tradição talmúdica, todo manuscrito que contivesse erro ou falha e todo aquele que estivesse demasiado gasto pelo uso eram sistemática e religiosamente destruídos. Tais práticas sem dúvida alguma fizeram diminuir o número de manuscritos que se poderiam encontrar algures. Por fim, durante os séculos V e VI d.C, quando os massoretas (escribas judeus) padronizaram o texto hebraico, acredita-se que de modo sistemático e
completo destruíram todos os manuscritos que discordassem do sistema de vocalização (adição de letras vocálicas) e de padronização do texto das Escrituras. Muitas evidências arqueológicas e a ausência de manuscritos mais antigos tendem a dar apoio a esse julgamento. O resultado é que o texto massorético impresso do Antigo Testamento, como o temos hoje, baseia-se nuns poucos manuscritos, nenhum dos quais com origem anterior ao século X d.C
Ainda que haja relativamente poucos manuscritos massoréticos primitivos, a qualidade dos manuscritos disponíveis é muito boa. Isso também se deve atribuir a vários fatores. Em primeiro lugar, há pouquíssimas variantes nos textos disponíveis, visto serem todos descendentes de um tipo de texto estabelecido por volta de 100 d.C. Diferentemente do Novo Testamento, que baseia sua fidelidade textual na multiplicidade de cópias de manuscritos, o texto do Antigo Testamento deve sua exatidão à habilidade e à confiabilidade dos escribas que o transmitiram. Com todo o respeito às Escrituras judaicas, só a exatidão dos escribas, no entanto, não basta para garantir o produto genuíno. Antes, a reverência quase supersticiosa que dedicavam às Escrituras é de primordial importância. Segundo o Talmude, só determinados tipos de peles podiam
ser utilizados, o tamanho das colunas era controlado por regras rigorosas, o mesmo acontecendo com respeito ao ritual que o escriba deveria seguir ao copiar um manuscrito. Se se descobrisse que determinado manuscrito continha um único erro, a peça era descartada e destruída. Tão severo formalismo dos escribas foi responsável, pelo menos em parte, pelo extremo cuidado aplicado no processo de copiar as Escrituras Sagradas.
Outra categoria de evidências quanto à integridade do texto massorético encontra-se na comparação de passagens duplas do próprio texto massorético do Antigo Testamento. O salmo 14, por exemplo, reaparece de novo como salmo 53; grande parte de Isaías 36— 39 reaparece em 2Reis 18.20; Isaías 2.2-4 corresponde a Miquéias 4.1-3, e grande parte de Crônicas se encontra de novo em Samuel e em Reis.
Um exame dessas passagens, bem como de outras, revela não só substancial acordo textual, mas também, em certos casos, igualdade quase absoluta, palavra por palavra. Resulta disso a conclusão de que os textos do Antigo Testamento não sofreram revisões radicais, ainda que as passagens paralelas tenham origem em fontes idênticas.
Outra prova substancial quanto à exatidão do texto massorético procede da arqueologia. Robert Dick Wilson e William F. Albright, por exemplo, fizeram numerosas descobertas que confirmam a exatidão histórica dos documentos bíblicos, até mesmo no que concerne aos nomes obsoletos de reis estrangeiros. A obra de Wilson, A scientific investigation of the Old Testament [Investigação científica do Antigo Testamento], e a de Albright, From the Stone Age to Christianity [Da Idade da Pedra ao cristianismo], podem ser consultadas em busca de apoio para essa concepção. Talvez o melhor tipo de evidências em apoio à integridade do texto massorético é encontrada na tradução grega do Antigo Testamento, conhecida como Septuaginta ou LXX. Esse trabalho foi executado durante os séculos II e III a.C, em Alexandria, no Egito. Na maior parte, é praticamente uma reprodução livro por livro, capítulo por capítulo do texto massorético e contém diferenças estilísticas e idiomáticas comuns. Além disso, a Septuaginta foi a Bíblia que Jesus e os apóstolos usaram, e a maior parte das citações no Novo Testamento foram tiradas diretamente dessa tradução. No todo, a Septuaginta constitui-se correspondente do texto massorético e tende a confirmar a fidelidade do texto hebraico do século x d.C. Se não houvesse nenhuma outra evidência, a comprovação da fidelidade ao texto massorético poderia ser aceita com confiança, em razão das evidências aqui apresentadas.
Fonte: Como a Biblia chegou até nós, autor Norman Geisler e William Nix, pg. 140-143
13 maio 2012
Texto Cesareense
O manuscrito padrão deste grupo é o Coridete ou B. Apresentam características semelhantes ao Coridete as Famílias 1 e 13 dos minúsculos.
A recensão do tipo cesareense de texto tem sido atribuída a Panfílio, grande admirador de Orígenes, que por defender a multiplicação das cópias das Escrituras foi martirizado em 309.
Este estudo é difícil, complexo, e mesmo as idéias apresentadas foram simplificadas, para que até pessoas não muito relacionadas com a Crítica Textual o pudessem compreender razoavelmente.
O agrupamento de manuscritos em famílias simplificou bastante o trabalho da Crítica Textual, que não se baseia mais no número de manuscritos, mas no número de famílias e suas características predominantes. É muito mais fácil e apresenta melhores resultados consultar cinco manuscritos de famílias diferentes do que uma centena pertencentes à mesma família.
O texto perfeito, ideal, ainda não foi encontrado, os problemas vão sendo superados e os esforços de muitos devot
ados trabalhadores, neste campo, merecem nosso respeito e consideração.(vide fonte)
O texto cesareense é uma das várias famílias de textos do Novo Testamento em grego que foram identificadas por estudiosos da crítica textual. Esta família de textos é considerada menos conhecida e menos influente do que as famílias Alexandrina, Bizantina e Ocidental, mas ainda possui importância para a compreensão da transmissão do texto do Novo Testamento. Aqui estão os principais aspectos do texto cesareense:
Origens e Características
Origem Geográfica:
- O nome "cesareense" deriva de Cesareia Marítima, uma cidade na antiga Palestina onde, segundo a tradição, esse tipo de texto teria sido usado e preservado.
- Orígenes, um dos primeiros teólogos e estudiosos cristãos, que se mudou para Cesareia por volta de 231 d.C., é frequentemente associado a esta família de textos. Após seu trabalho em Alexandria, ele continuou seus estudos e escrita em Cesareia, e acredita-se que ele tenha influenciado a forma como o texto do Novo Testamento foi copiado e transmitido lá.
Características Textuais:
- O texto cesareense apresenta características que o diferenciam das outras famílias de textos, embora essas diferenças não sejam tão marcadas como entre os textos Alexandrino, Bizantino e Ocidental.
- Ele é visto como um tipo misto de texto, contendo elementos de outras famílias de textos, mas com suas próprias leituras únicas.
Manuscritos Representativos:
- Alguns dos principais manuscritos associados ao texto cesareense incluem os códices Θ (Codex Koridethi), 565 (Codex Emilianus), e alguns manuscritos minúsculos como 700.
- Esses manuscritos são mais notavelmente evidentes nos evangelhos, onde a presença do texto cesareense é mais pronunciada.
Significância na Crítica Textual
Importância:
- O estudo do texto cesareense ajuda os estudiosos a entender a diversidade e a evolução do texto do Novo Testamento.
- Ele oferece uma visão sobre como o texto do Novo Testamento foi transmitido e adaptado em diferentes regiões e contextos da igreja primitiva.
Interação com Outras Famílias de Texto:
- O texto cesareense é frequentemente comparado com os textos Alexandrino, Bizantino e Ocidental para ajudar a reconstruir o texto original do Novo Testamento.
- Diferenças e semelhanças entre essas famílias de texto são analisadas para entender melhor quais variantes textuais podem representar a forma mais antiga e autêntica do texto.
Conclusão
Embora o texto cesareense não seja tão amplamente reconhecido ou influente quanto outras famílias de texto, ele desempenha um papel significativo na crítica textual do Novo Testamento. O estudo dessas variantes textuais e dos manuscritos associados ao texto cesareense proporciona uma compreensão mais profunda da história e da transmissão do texto do Novo Testamento, enriquecendo o conhecimento sobre a preservação e a interpretação das escrituras cristãs ao longo dos séculos.
Fonte: História do Texto Bíblico, autor Pedro Apolinário
Textus Receptus
Textus Receptus (em latim "texto recebido") é o nome subsequentemente dado por Bonaventura Elzevir à série de impressões, em grego, do Novo Testamento que serviu de base para a Bíblia Luther, a Bíblia Rei James e para a maioria das traduções do Novo Testamento da reforma protestante, inclusive a tradução portuguesa por João Ferreira de Almeida.
A série que iniciou com a primeira impressão publicada do Novo Testamento em Grego, foi organizada pelo filósofo e humanista Erasmo de Roterdã em 1516. Sob pressão do seu editor, que queria que a obra fosse publicada antes da Bíblia Poliglota Complutense, Erasmo criou o Textus Receptus a partir de cerca de seis manuscritos, que não continham no seu total a completude do Novo Testamento. Dentre estes manuscritos datados do século XII ou posteriores, apenas um não era do estilo Bizantino, apesar disso a obra de Erasmo possui várias diferenças marcantes em relação à versão clássica deste texto, a de Hodges e Farstad.
Origem
A primeira edição de Erasmo foi criada apressadamente, pois seu editor Johann Froben queria se antecipar à versão em grego do Novo Testamento que estava sendo elaborada na Espanha, como parte do grande projeto da Bíblia Poliglota Complutense. Erros tipográficos, atribuídos à pressa em completar o trabalho, eram abundantes no texto publicado. Erasmo também não possuía uma versão completa do Apocalipse de João e foi forçado a traduzir para o grego seis versos da Vulgata em latim. Erasmo alterou o texto grego em vários locais para que correspondesse ao texto da Vulgata ou às citações dos Pais da Igreja, em consequência disso, apesar do Textus Receptus ser classificado como um texto Bizantino ele possui várias diferenças marcantes em relação à versão clássica de Hodges e Farstad.
A edição, que contava com um acordo de exclusividade por quatro anos do Maximiliano I, Sacro Imperador Romano-Germânico e Papa Leão X foi um sucesso comercial, sendo reimpressa por Erasmo em 1519 com a maioria dos erros tipográficos corrigidos.
Erasmo vinha estudando manuscritos do Novo Testamento em Grego por vários anos, na Holanda, França, Inglaterra e Suíça, notando suas diversas variantes, mas na época da feitura do Textus Receptus possuía apenas seis manuscritos à sua disposição.[1] Todos eles eram do século XII ou mais novos, sendo apenas um fora da corrente Bizantina. Consequentemente, a maioria dos estudiosos modernos considera seu texto de qualidade dúbia.[2]
Na terceira edição, de 1522, Erasmo incluiu o Comma Johanneum porque um único manuscrito continha este trecho, apesar disso Erasmo expressou dúvida sobre a autenticidade da passagem em suas anotações. A demanda popular pelo Novo Testamento em Grego gerou uma série de edições autorizadas e não-autorizadas baseadas em seu trabalho, incorporando sua versão do Novo Testamento, embora tipicamente incluindo várias alterações particulares. São também denominadas Textus Receptus as reimpressões de Estéfano em 1546; Beza em 1598 e também a dos irmãos Elzevir em 1633.
Nome
O nome "Textus Receptus" provém do prefácio da edição de 1633 (dos irmãos Bonnaventura e Abraão Elzevir) que diz: Textum ergo habes nunc ab omnibus receptum, in quo nihil immutatum aut corruptum damus (Tens, portanto, o texto agora recebido por todos, no qual nada oferecemos de alterado ou corrupto). As palavras "textum" e "receptum" foram utilizadas no caso nominativo para formar "Textus Receptus".
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Textus_Receptus
Texto Bizantino
O chefe da recensão deste tipo de texto foi Luciano. Trabalho feito nos últimos anos do século terceiro, levando-se em conta que foi martirizado em 312, por ordem do imperador Maximino. O principal objetivo desta recensão foi fundir passagens paralelas para que nada se perdesse do texto sagrado e aclarar o texto, fazendo com que passagens difíceis se tornassem mais fáceis.
Como um exemplo da fusão de variantes pode ser citado Lucas 24:53, que aparece em alguns manuscritos - "e estavam sempre no templo louvando a Deus", mas em outros se encontra - "orando a Deus". O texto bizantino reuniu as duas expressões, aparecendo: "e estavam sempre no templo louvando e orando a Deus".
Este é o texto da grande quantidade de unciais e cursivos. Nele está baseado o Novo Testamento de Erasmo, o Textual Receptus e todas as edições do Novo Testamento anteriores à de W. H. em 1881. Dentre seus unciais destacam-se A, E, L, F e o W.
O Bizantino tem sido classificado pelos entendidos como bastante deficiente.
Fonte: História do Texto Bíblico, autor Pedro Apolinário
O Tipo Textual Bizantino (também chamado Majoritário, Tradicional, Eclesiastico, Constantinopolitano, ou Sírio) é um dos diversos tipos textuais usados na crítica textual para descrever o carater textual do grego dos manuscritos do Novo Testamento. É a forma encontrada no amplo número de manuscritos sobreviventes, embora não o mais antigo. O texto do Novo Testamento da Igreja Ortodoxa Grega, a edição do Patriarcado de Constantinopla de 1904, foi baseado nesse tipo textual. Embora consideravelmente variado, ele também está sujeito ao Textus Receptus, o texto grego usado para a maioria da traduções do Novo Testamento em línguas vernáculas na época da Reforma. As traduções modernas usam principalmente edições ecléticas que se conformam mais frequentemente ao tipo textual Alexandrino.
A forma textual bizantina é marcada frequentemente com as abreviações M ou Byz.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Texto-tipo_Alexandrino
Texto Neutro
De acordo com o conceito destes eruditos, era o melhor texto por ser o mais primitivo e ter sido transmitido com pureza de forma. Denominaram-no de Neutro por não se desviar na direção seguida pelos outros grupos.
As idéias de W. H. marcaram época, e os princípios por eles defendidos ainda são válidos, mas o progresso da Crítica Textual e a descoberta de novos manuscritos mostraram a necessidade de revisão em seus métodos.
Quem se interessar por um conhecimento mais completo da teoria de Westcott e Hort deve estudar nas obras especializadas em Crítica Textual ou em Introduções ao Novo Testamento, como a de Everett F. Harrison, páginas 71 a 74.
A classificação mais usada e aceita por todos hoje pouco difere da de W. H. Ao estudá-la observe seus pontos afins e suas divergências.
Fonte: História do Texto Bíblico, Autor: Pedro Apolinário
Texto Alexandrino
Lista de manuscritos notáveis representado pelo tipo textual alexandrino:
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Texto-tipo_Alexandrino
Texto Siríaco
Neste grupo está a maioria dos manuscritos gregos do Novo Testamento, sendo muitos unciais do V século e quase todos os minúsculos.
Fonte: História do Texto Bíblico, Autor: Pedro Apolinário
Texto Ocidental
Ao contrário do siríaco, neste grupo se encontra um pequeno grupo de manuscritos, sendo liderado pelo Códice Beza ou D. Fazem também parte dele antigas traduções latinas e Pais da Igreja latinos, como Cipriano, Irineu e Tertuliano.
Fonte: História do Texto Bíblico, Autor: Pedro Apolinário
O Tipo Textual Ocidental é um dos vários tipos textuais usados na crítica textual para descrever e agrupar o carater textual do grego dos manuscritosdo Novo Testamento .
Outros manuscritos: 25, 29 (?), 41, 066, 0177, 36, 88, 181 (epístolas paulinas), 255, 257, 338, 383 (Atos), 440 (Atos), 614 (Atos), 913, 915, 917, 1108, 1245, 1518, 1611, 1739, 1836, 1874, 1898, 1912, 2138, 2298, 2412 (Atos).[1]
Notas e referências
1.↑ David Alan Black, New Testament Textual Criticism, Baker Books, 2006, p. 65.
Bibliografia
J. Rendel Harris, Four lectures on the western text of the New Testament (London 1894)
A. F. J. Klijn, A Survey of the Researches Into the Western Text of the Gospels and Acts (1949-1959), Novum Testamentum, Volume 3, Numbers 1-2, 1959, pp. 1–53.
Bruce M. Metzger, Bart D. Ehrman, The Text of the New Testament: Its Transmission, Corruption, and Restoration, Oxford University Press, New York, Oxford 2005, pp. 276–277.
Bruce M. Metzger, A Textual Commentary On The Greek New Testament: A Companion Volume To The United Bible Societies' Greek New Testament, 1994, United Bible Societies, London & New York, pp. 5*-6*.
Delobel J., Focus on the ‘Western’ Text in Recent Studies, Ephemerides Theologicae Lovanienses, 1997, vol.73, pp. 401–410.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Texto-tipo_Ocidental
06 fevereiro 2011
Papiro 25
O texto em grego deste códice não é classificável por que o conteúdo do manuscrito não é diretamente um livro do Novo Testamento e sim o Diatessarão, como também já ocorrera no caso do Dura Parchment 24 (Uncial 0212). Aland não o colocou em nenhuma das categorias dos manuscritos do Novo Testamento[1].
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Papiro_25
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