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29 outubro 2009

Até Onde Um Pai Iria Para Encontrar Um Filho?


"Se um homem tiver cem ovelhas, e uma delas se desviar e se perder, que fará? Não deixará as noventa e nove e irá pelos montes procurar a que se perdeu?" (Mateus 18:12 – A Bíblia Viva)

Louis Pasteur, o renomado microbiologista francês, entrou para a história por suas descobertas que revolucionaram a medicina, demonstrando que muitas doenças eram causadas por microrganismos. Embora fosse um cientista brilhante, jamais abandonou sua convicção de que existiam valores espirituais superiores ao conhecimento científico.

Em 1849, casou-se com Marie Laurent, uma de suas assistentes de laboratório. O casal teve cinco filhos, mas três deles morreram ainda na infância. Como se essa dor não bastasse, dezenove anos depois Pasteur sofreu um grave acidente vascular cerebral, consequência do excesso de trabalho, que lhe deixou sequelas e paralisia parcial.

Então veio a Guerra Franco-Prussiana, em 1870.

Seu único filho homem, Jean Baptiste, foi convocado para lutar pelo exército francês. Após a desastrosa derrota de Metz, semanas se passaram sem que qualquer notícia chegasse à família.

Sem saber se o filho ainda estava vivo, Pasteur tomou uma decisão extraordinária. Mesmo debilitado pela paralisia, deixou seu laboratório, onde realizava pesquisas que beneficiariam toda a humanidade, e partiu em busca do filho.

Mancando, percorreu estradas tomadas por soldados derrotados, refugiados, cavalos mortos e os horrores da guerra. Perguntava de acampamento em acampamento, de oficial em oficial, até localizar a unidade militar à qual Jean Baptiste pertencia.

Ao chegar, ouviu uma notícia devastadora.

Dos 1.200 soldados que compunham aquele batalhão, menos de 300 haviam sobrevivido.

Muitos, diante dessa informação, teriam perdido a esperança. Mas não Louis Pasteur.

Movido pelo amor de um pai, continuou sua busca. Caminhou por campos devastados, enfrentando o frio intenso, a fome, a exaustão e o cenário desolador deixado pela guerra.

Finalmente, avistou um soldado completamente envolto em um pesado sobretudo. O rosto quase não podia ser visto. O corpo estava debilitado, consumido pelo sofrimento e pela guerra. Era difícil até reconhecê-lo.

Era Jean Baptiste.

Pai e filho correram um para o outro. Não havia palavras capazes de expressar aquele momento. Apenas um longo abraço silencioso, onde o amor falou mais alto que qualquer discurso.

Essa emocionante história nos faz lembrar do maior Pai e do maior Pastor.

Vivemos em um mundo marcado por uma guerra espiritual. Milhões de filhos e filhas de Deus foram feridos pelo pecado. Muitos estão espiritualmente abatidos, presos aos vícios, à culpa, ao desespero ou à incredulidade. Alguns chegaram a um estado tão distante de Deus que quase já não podem ser reconhecidos como aqueles que um dia refletiram Sua imagem.

Há quem olhe para essas pessoas e conclua que não existe mais esperança.

Mas Deus nunca desiste dos Seus filhos.

Assim como Pasteur deixou a segurança do laboratório para procurar seu filho, Jesus deixou a glória do Céu para buscar a humanidade perdida. Ele atravessou o vale do sofrimento, enfrentou a rejeição, carregou a cruz e venceu a morte para resgatar aqueles que estavam condenados.

O Bom Pastor não mede esforços para encontrar uma única ovelha perdida.

Mesmo quando todos desistem de alguém, Deus continua procurando.

Mesmo quando o pecado desfigura a vida de uma pessoa, Cristo ainda vê nela alguém digno de ser salvo.

A Bíblia declara:

"Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti." (Isaías 49:15)

Essa é a esperança do evangelho: não importa quão longe alguém tenha ido ou quão profundas sejam suas feridas, o amor de Deus continua procurando, chamando e esperando pelo momento do reencontro.

O Pai nunca deixa de amar os Seus filhos. E o Bom Pastor jamais abandona uma ovelha perdida.

Fonte imagem: https://www.padrejoaocarlos.com/2019/11/ele-me-salvou.html

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