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14 setembro 2013

Salomão

Salomão é um personagem da Bíblia (mencionado, sobretudo, no Livro dos Reis), filho de David com Bate-Seba, que teria se tornado o terceiro rei de Israel, governando durante cerca de quarenta anos (segundo algumas cronologias bíblicas, de 1009 a 922 a.C.).

Salomão na tradição bíblica


O nome Salomão ou Shlomô (em hebraico:שלמה), deriva da palavra Shalom, que significa "paz" e tem o significado de "Pacifico". Também chamado de Jedidias (em árabe سليمان Sulayman) pelo profeta Natã, nome que em hebraico significa "Amado de Jeová". (II Samuel 12:24, 25)

Idealização do Templo de Salomão

Foi quem ordenou a construção do Templo de Jerusalém, no seu 4.º ano, também conhecido como o
Templo de Salomão, levado a efeito por Hiram Abiff, segundo a Bíblia, em Reis e em Crônicas. Depois disso, mandou construir um novo Palácio Real para o Sumo Sacerdote, o Palácio da Filha de Faraó, a Casa de Cedro do Líbano e o Pórtico das Colunas. A descrição do seu Trono era exemplar único em seus dias. Mandou construir fortes muralhas na cidade de Jerusalém, bem como diversas cidades fortificadas e torres de vigia.

Salomão se notabilizou pela sua grande sabedoria, prosperidade e riquezas abundantes, bem como um longo reinado sem guerras. Foi após a sua morte, que ocorre o previsto cisma nas Tribos de Israel, originando o Reino de Judá (formado pelas 2 Tribos), ao Sul, e o Reino de Israel Setentrional (formado pelas 10 Tribos), ao Norte.

Riquezas de Salomão


Taça de Ouro.

"O peso do ouro que se trazia a Salomão cada ano era de seiscentos e sessenta e seis talentos de ouro” 1 (equivalente a cerca de 10 toneladas de ouro) de tributos, além das outras fontes que não eram o próprio povo.2 "Todas as taças de que se servia o rei Salomão eram de ouro,[...]não havia nelas prata, porque nos dias de Salomão não se dava a ela estimação nenhuma"3 , ou seja, a riqueza em ouro do rei era tamanha que não precisava demonstrar sua riqueza em prata. Uma hipérbole bíblica: "Fez o rei que, em Jerusalém, houvesse prata como pedras e cedros (madeira nobre) em abundância como os sicômoros (espécie de árvore comum na região) que estão nas planícies."4

"O rei tinha no mar uma frota de Társis, com as naus de Hirão; de três em três anos, voltava a frota de Társis, trazendo ouro, prata, marfim, bugios e pavões. Assim, o rei Salomão excedeu a todos os reis do mundo, tanto em riqueza como em sabedoria. Todo o mundo procurava ir ter com ele para ouvir a sabedoria que Deus lhe pusera no coração. Cada um trazia o seu presente: objetos de prata e de ouro, roupas, armaduras, especiarias, cavalos e mulas, assim, ano após ano."5

O rei Salomão realizou uma expedição a Ofir, terra cuja localização é imprecisa. "Dentre as sugestões apresentadas estão o oeste da Árabia, o Cabo Horn, na África, a Índia e até mesmo o Peru."6 Nesta expedição ele contou com o apoio de seu amigo, o rei de Tiro, Hirão, que enviou-lhe marinheiros experientes.7 A descrição da expedição é "Chegaram a Ofir e tomaram de lá quatrocentos e vinte talentos de ouro (equivalente a cerca de 16 toneladas de ouro), que trouxeram ao rei Salomão".8

Templo de Salomão


Salomão ordenou a construção do primeiro Templo de Jerusalém, o qual começou a ser construído no quarto ano de seu governo, no segundo mês do ano 480 depois da saída de Israel do Egito. Foram necessários 30.000 trabalhadores para serrar a madeira no Líbano, 70.000 para o transporte das cargas e 80.000 que talhavam as pedras nas montanhas, além de 3.300 chefes-oficiais.9

O Templo media sessenta côvados de comprimento, vinte de largura e trinta de altura.10 Era todo revestido em seu interior por cedro, madeira nobre, e nenhuma pedra se via; o chão era de tábuas de cipreste, também madeira nobre; posteriormente cobriu-se todo o interior do templo de ouro puro.11 O Santo dos Santos, câmara mais especial, que guardava a Arca da Aliança, era revestido totalmente de ouro, e era um cubo cuja aresta media vinte côvados.12 O altar também foi coberto de ouro. O Templo também apresentava enormes átrios (pátios) exteriores13

Reinado de Salomão


Rei Salomão,filho de David, em seu trono.

Existem diferentes datas para divisão do reino de Israel.

Adonias, o filho primogénito de David, proclamou-se pretendente ao Trono e sucessor de seu pai. Segundo os profetas, era da vontade Divina que o sucessor fosse Salomão, filho de David e Bate-Seba. Visto que Salomão não era o herdeiro imediato ao Trono, isso levou a intrigas e conspirações pelos partidários de Adonias. O direito de Salomão ao trono é assegurado mediante ação decidida de sua mãe, do Sumo Sacerdote Zadoque e do profeta Natã, com aprovação do idoso Rei David. Logo que se tornou rei, Salomão eliminou todos os conspiradores e consolidou o seu reinado.

Diferentemente de seu pai, Salomão não se tornou um líder guerreiro, pois isso não foi preciso. Soube manter a grande extensão territorial que herdara de seu pai. Mostrou, de acordo com a tradição judaica, ser um grande governante e um juiz justo e imparcial. Soube habilmente desenvolver o comércio externo e da indústria, as relações diplomáticas com países vizinhos, o que levou a um progresso considerável das cidades israelitas.

Salomão casou com uma filha de Faraó (Anelise) e recebeu como dote de casamento a cidade cananéia de Gezar. Renovou a aliança comercial com Hirão, Rei de Tiro. Ficou conhecido por ter ordenado a construção do Templo de Jerusalém (também conhecido como o Templo de Salomão), no Monte Moriá. Isto ocorreu no seu 4º ano de reinado, exatamente no 480.º ano (479 anos completos mais alguns dias ou meses) após o Êxodo de Israel do Egipto. (Os historiadores e exegetas bíblicos consideram esta data como artificial, embora haja alguns biblistas que a consideram uma sincronização autêntica.)

Após isso mandou construir fortes muralhas na cidade de Jerusalém, bem como mandou reconstruir e fortificar diversas cidades (como por exemplo, Megido, Bete-Seã, Hazor…) e construir cidades-armazém.

Salomão organizou uma nova estrutura administrativa, dividindo as terras em 12 distritos administrativos governados por funcionários nomeados diretamente pela administração central. No exército, deu especial importância a cavalaria e aos carros de guerra. Dispunha no porto de Eziom-Geber, no Golfo de Aqaba de uma frota de navios comerciais de longo curso, chamados de "navios de Társis".

Segundo I Reis 11:3, Salomão tinha setecentas mulheres e trezentas concubinas, e "suas mulheres lhe perverteram o coração e o seu coração não era perfeito para com o Jeová seu Deus, como o coração de Davi, seu pai".

Divisão do Reino


Com a sua morte, Roboão, seu filho, sucedeu-lhe no trono. Em vez de ouvir o conselho sábio dos anciãos das tribos de Israel para aliviar a carga tributária e os trabalhos compulsórios impostos por seu pai, ele mandou aumenta-los. Isso levou à rebelião das tribos setentrionais e à divisão do Reino em dois novos reinos: o Reino de Israel Setentrional (ou Reino das 10 Tribos, tendo como Rei Jeroboão I), e o Israel Meridional (tendo por capital Jerusalém e como rei, Roboão).

Tradição posterior


A tradição posterior imputaria a Salomão grande sabedoria e ao seu reinado o status de época áurea. Ele é considerado dentro da tradição judaico-cristã, como o homem mais sábio que já viveu até então. A Bíblia nos relata que no seu reinado diversos reis e governantes vinham a Israel fazer perguntas e receber conselhos do Rei Salomão, incluindo a rainha de Sabá. Durante os séculos posteriores, diversas obras de outros autores eram imputadas a Salomão, para dar-lhes valor.

História do Bebê


A Salomão é atribuída a famosa história de que duas mulheres foram ao seu palácio. Duas mulheres tiveram filhos juntos, um dos filhos morreu e a mãe do que morreu, pegou a da outra mãe. De manhã, ela percebeu que aquele que tinha morrido não era seu filho e começaram a discutir. Foram até o palácio do Rei Salomão e contaram-lhe a história. Ele mandou chamar um dos guardas e lhe ordenou: "Corte o bebê ao meio e dê um pedaço para cada uma". Falado isso, uma das mães começou a chorar e disse: "Não, eu prefiro ver meu filho nos braços de outra do que morto nos meus", enquanto a outra disse: "Pra mim é justo". Salomão, reconhecendo a mãe na primeira mulher, mandou que lhe entregassem o filho.14

Salomão na tradição islâmica


O Rei Salomão aparece no Corão com o nome de Sulayman ou Suleiman. No Islão, é considerado como um profeta e um grande legislador da parte de Alá .

Salomão à luz da História e da Arqueologia


Até o presente, não há comprovação capaz de conferir autenticidade histórica à figura do rei Salomão, além da própria Bíblia, nem que Jerusalém tenha sido, por volta do século X a.C., o centro de um reino amplo e próspero, conforme descrito no Livro dos Reis. Ademais, tendo sido Salomão um rei famoso por sua sabedoria e riqueza (como mostrado na Bíblia), era de se esperar que seu nome fosse referido por outros povos daquela região, sobretudo pelos fenícios de Tiro, com quem o reino de Salomão manteria intenso comércio. A ausência de quaisquer achados arqueológicos dessa natureza parece indicar que Salomão é, na verdade, o símbolo de um passado glorioso (ainda que legendário) que a maioria dos povos antigos apreciava se atribuir.15 Entretanto, as menções acerca da riqueza de Salomão e do reino de Israel presentes na Bíblia não são apenas superficiais, mas relatam expressivas fortunas, como a adquirida na expedição a Ofir, onde o lucro foi de cerca de dezesseis toneladas de ouro (precisamente 420 talentos de ouro)16 , e a necessária para a construção do Templo de Salomão (veja os tópicos: Templo de Salomão e Riquezas de Salomão). A construção do templo, aliás, é comprovada arqueologicamente com ruínas encontradas no subsolo do monte Sião. Ademais, a visita da rainha de Sabá comprova que Salomão era conhecido por sua sabedoria e riqueza em todo o Oriente Próximo, pois, para "averiguar se o rei fazia jus à sua reputação", ela partiu de uma terra mui distante, Sabá, que provavelmente se localizava no atual Iêmen.17

31 agosto 2013

Quem são os Espíritos do Espiritismo?

Irmãs Fox

O Espiritismo à luz da Bíblia

O espiritismo moderno surgiu em 1848, nos Estados Unidos, a partir de acontecimentos relatados pela família Fox, em Hydesville, Nova Iorque. O movimento se expandiu rapidamente para a Europa e encontrou grande divulgação na França por meio de Hippolyte Léon Denizard Rivail, conhecido como Allan Kardec.

De forma resumida, o espiritismo ensina a existência de espíritos desencarnados (pessoas mortas) e a possibilidade de comunicação entre vivos e mortos. Também apresenta uma visão específica do ser humano, composto por corpo físico, alma espiritual e um elemento intermediário, geralmente chamado de corpo astral.

Ao analisar essa crença, é importante perguntar: o que a Bíblia ensina sobre a morte, a consciência após ela e a comunicação com os mortos?

O que a Bíblia ensina sobre a morte

Segundo as Escrituras, a morte é um estado de inconsciência, frequentemente comparado a um sono. A Bíblia afirma claramente que os mortos não têm participação ativa no mundo dos vivos:

“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma.” (Eclesiastes 9:5)

“Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.”(Eclesiastes 9:6)

Outros textos confirmam esse ensino:

  • Salmos 6:5

  • Salmos 115:17

  • Salmos 146:3–4

  • Isaías 38:18–19

Essas passagens mostram que a Bíblia não descreve os mortos como conscientes ou comunicáveis.

Jesus e a morte: o ensino do Criador da vida

A Bíblia ensina que Jesus participou da criação de todas as coisas e é eterno:

“Nele foram criadas todas as coisas… tudo foi criado por meio dele e para ele.”(Colossenses 1:16–17)

Por ser o Autor da vida, Jesus sabe exatamente o que é a morte. Ao falar sobre Lázaro, Ele declarou:

“Nosso amigo Lázaro adormeceu.”(João 11:11)

E, em seguida, esclareceu:

“Lázaro morreu.”(João 11:14)

Aqui, Jesus compara a morte a um sono, uma imagem usada dezenas de vezes na Bíblia. Isso indica um estado temporário, do qual a pessoa será despertada pela ressurreição.

A esperança bíblica: a ressurreição

A solução apresentada por Deus para a morte não é a comunicação com os mortos, mas a ressurreição:

“Os teus mortos viverão… despertai e exultai, os que habitais no pó.”(Isaías 26:19)

O apóstolo Paulo reforça essa esperança:

“Os mortos ressuscitarão incorruptíveis.”(1 Coríntios 15:52)

A Bíblia ensina que a ressurreição ocorrerá no último dia, quando Cristo voltar:

“Esta é a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho… eu o ressuscitarei no último dia.”(João 6:40)

“Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.”(1 Tessalonicenses 4:16)

O próprio Jesus declarou:

“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.”(João 11:25)

Se os mortos já estivessem vivos em outro plano, a ressurreição prometida perderia seu sentido. A esperança cristã está na volta de Cristo, não na continuidade consciente após a morte.

Quem são os espíritos que se manifestam?

Diante do ensino bíblico de que os mortos estão inconscientes, surge uma pergunta legítima: quem são os espíritos que se manifestam em práticas espíritas?

A Bíblia afirma que existem seres espirituais que não são humanos e que podem realizar sinais:

“São espíritos de demônios, operadores de sinais.”(Apocalipse 16:14)

Esses seres são descritos como anjos caídos que se rebelaram contra Deus. Por isso, as Escrituras advertem claramente contra qualquer tentativa de comunicação com o mundo espiritual fora da orientação divina:

“Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos.”(Levítico 19:31)

Essa advertência não é uma ameaça, mas um ato de cuidado, pois Deus deseja proteger Seus filhos do engano espiritual.


Cena do filme Ghost - do outro lado da vida

A advertência bíblica sobre a consulta aos mortos

A Bíblia é clara ao alertar sobre práticas espirituais que envolvem a tentativa de contato com os mortos. Em Levítico, o próprio Deus declara:

“Quando alguém se voltar para os necromantes e feiticeiros, para se prostituir com eles, eu me voltarei contra essa pessoa e a eliminarei do meio do seu povo.”(Levítico 20:6)

Esse texto mostra que Deus leva esse assunto com seriedade. Não se trata de rejeição às pessoas, mas de rejeição às práticas que afastam o ser humano da confiança plena n’Ele.

O propósito do engano espiritual

Segundo a Bíblia, o objetivo de Satanás é enganar. Jesus afirmou:“Ele é mentiroso e pai da mentira.” (João 8:44)

A estratégia do engano espiritual consiste em levar a pessoa a acreditar que pode obter orientação, consolo ou revelação por meio dos mortos. Ao aceitar essa ideia, a confiança que deveria estar em Deus e em Sua Palavra é gradualmente substituída por outras vozes.

O profeta Isaías faz um alerta direto:

“Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos… acaso não consultará o povo ao seu Deus?”(Isaías 8:19–20)

A Bíblia ensina que buscar orientação espiritual fora de Deus conduz à confusão e ao afastamento da verdade.

Como Deus vê a prática de consultar mortos

As Escrituras não deixam dúvida quanto à posição divina:

“Não se achará entre ti… quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor.”(Deuteronômio 18:10–12)

A palavra “abominação” indica algo que Deus rejeita por causar dano espiritual. Se tais práticas fossem benéficas, Deus não as proibiria, pois a Bíblia afirma:

“O Senhor não nega bem algum aos que andam retamente.”(Salmo 84:11)

Importante ressaltar: Deus rejeita a prática, mas ama as pessoas. Seu desejo é libertar, não condenar.

Por que as manifestações parecem tão reais?

A Bíblia ensina que existem seres espirituais que não são humanos — anjos fiéis a Deus e anjos caídos. Esses seres possuem grande capacidade de observação e podem se manifestar de formas surpreendentes.

As Escrituras mostram que anjos podem assumir aparência humana (Gênesis 18:1–2; Hebreus 13:2) e até falar por meio de outros seres (Números 22:28; Gênesis 3:1). Isso explica por que certas manifestações parecem tão convincentes, inclusive imitando vozes, lembranças e características pessoais.

Contudo, a Bíblia afirma que tais manifestações não vêm de pessoas falecidas, mas de seres espirituais que não dizem a verdade.

Um chamado bíblico à confiança em Deus

A Palavra de Deus nos convida a buscar segurança, consolo e direção somente n’Ele. A esperança cristã não está na comunicação com o além, mas na graça oferecida por meio de Jesus Cristo.

“Eis agora o tempo aceitável, eis agora o dia da salvação.”(2 Coríntios 6:2)

A salvação não é comprada nem conquistada por méritos humanos; ela é um presente de Deus:

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé… é dom de Deus.”(Efésios 2:8)

Deus continua chamando cada pessoa com amor, paciência e misericórdia. Ele deseja restaurar, perdoar e conduzir à vida verdadeira.


Como a Bíblia explica as chamadas “experiências pós-morte”?

Relatos de experiências chamadas de “pós-morte” são conhecidos em muitas culturas e despertam curiosidade. A Bíblia, porém, nos convida a analisar essas experiências com discernimento, à luz da razão e da Palavra de Deus. A seguir, alguns pontos importantes.

1. Essas pessoas não estavam realmente mortas

A medicina distingue dois conceitos importantes:

  • Morte clínica: ocorre quando o coração para de bater temporariamente. Nessa fase, ainda há possibilidade de reversão.

  • Morte biológica: ocorre quando cessam de forma irreversível as funções do cérebro e de todo o organismo.

Uma pessoa só é considerada realmente morta quando ambas acontecem. Os relatos de “experiência pós-morte” envolvem pessoas que passaram apenas por morte clínica, não por morte biológica. Portanto, do ponto de vista médico, elas não estavam mortas.

Em situações de trauma, coma, falta de oxigênio ou grande estresse, o cérebro pode produzir sensações muito vívidas, que parecem reais, mas não correspondem a uma saída literal do corpo.

2. O papel da mente e das percepções alteradas

A mente humana é capaz de criar experiências intensas em situações extremas. Sonhos, pesadelos e alucinações mostram isso claramente. Quem nunca sonhou estar caindo, sendo perseguido ou vivendo algo que parecia absolutamente real?

A ciência reconhece que:

  • Falta de oxigênio no cérebro

  • Uso de medicamentos ou substâncias

  • Estados de choque ou coma

  • Experimentos médicos

podem induzir a sensação de estar fora do corpo, observando a si mesmo ou atravessando ambientes irreais.

Essas experiências não provam que a pessoa morreu, mas revelam como o cérebro reage em condições extremas.

3. O ensino bíblico sobre a morte contradiz essas experiências

Mais importante que qualquer relato humano é o que a Bíblia ensina. As Escrituras afirmam claramente que os mortos não retornam para relatar experiências:

“Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir.”(Jó 7:9)

“Dentro de poucos anos, seguirei o caminho de onde não tornarei.”(Jó 16:22)

A Bíblia ensina que a morte é um estado definitivo até a ressurreição, e não uma ida consciente a outro plano com posterior retorno.

Além disso, lemos:

“Aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disso, o juízo.”(Hebreus 9:27)

Esse texto ensina duas verdades fundamentais:

  • A vida humana não segue um ciclo de múltiplas mortes e retornos.

  • A morte ocorre uma única vez, seguida do juízo de Deus.

Se alguém tivesse realmente morrido e retornado, essa afirmação bíblica não faria sentido.

A esperança bíblica não está na experiência, mas na ressurreição

A Bíblia não fundamenta a fé em experiências subjetivas, mas na promessa segura de Deus. A esperança cristã não é “voltar da morte”, mas ressuscitar quando Cristo voltar:

“Os mortos ressuscitarão incorruptíveis.”(1 Coríntios 15:52)

“Eu o ressuscitarei no último dia.”(João 6:40)

Por isso, a Bíblia nos chama a confiar mais na Palavra de Deus do que em relatos impressionantes, por mais sinceros que pareçam.


4º) Sobre experiências pós-morte

Muitas experiências relatadas por pessoas que afirmam ter passado pela morte podem transmitir uma ideia equivocada sobre Deus e o Céu. Frequentemente, essas pessoas descrevem serem envolvidas por uma luz, que seria Deus. No entanto, a Bíblia nos mostra que Deus não é apenas uma luz ou uma energia, mas um ser pessoal, com rosto e presença real. Ele é alguém que podemos abraçar, conversar e nos relacionar (Gênesis 1:27; Êxodo 3:1-15; Êxodo 33:17-23; Números 12:5-8; Atos 7:56; Apocalipse 21:2-5).

Não é maravilhoso saber que nosso Deus é um ser que nos ama e que poderemos estar com Ele para sempre? Quando formos para o Céu, não seremos “luzes” flutuando, mas teremos corpos reais. Essa é a vontade de Deus para a humanidade.

Algumas pessoas também descrevem terem passado por um “túnel brilhante”, envolvidas por luz. Mas Jesus nos oferece algo muito mais grandioso: o Céu. O lugar que Cristo está preparando para nós (João 14:1-3; Hebreus 11:10) é maravilhoso. As ruas são de ouro, as portas de pérola, e os fundamentos da cidade são feitos de pedras preciosas. Há rios, árvores, flores delicadas e muitos outros detalhes que a Bíblia descreve (Apocalipse 21:9-27; 22:1-5).

Mesmo que possamos imaginar a paisagem mais linda do mundo, ela não se compara ao que Deus preparou para nós. Como diz a Escritura: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado

O que são Espírito e Alma?

A Bíblia usa as palavras “espírito” e “alma” para descrever diferentes aspectos da vida humana, e é importante compreender o significado correto de cada termo para não confundir conceitos.

Espírito

No Antigo Testamento, a palavra hebraica para “espírito” é ruach (רוּחַ). Ela aparece 377 vezes e é traduzida de formas diferentes, dependendo do contexto:

  • Vento – Gênesis 8:1

  • Princípio vital – Gênesis 6:17; 7:22

  • Coragem – Josué 2:1

  • Vitalidade ou força – Juízes 15:19

  • Ânimo ou disposição – Jó 17:1; Isaías 54:6

  • Caráter moral – Ezequiel 11:19

  • Espírito de Deus – Isaías 63:10

  • Sede das emoções – 1 Samuel 1:15

Perceba que o “espírito” ou “fôlego” de uma pessoa é o mesmo que o dos animais (Eclesiastes 3:19): trata-se do fôlego de vida, que Deus dá a todos os seres viventes.

No Novo Testamento, a palavra grega é pneuma (πνεῦμα). Ela aparece 220 vezes e pode significar:

  • Espírito

  • Respiração

  • Atitude ou estado de espírito – Romanos 8:15; 2 Timóteo 1:7

  • Hálito ou sopro de Deus – 2 Tessalonicenses 2:8

  • Consciência – 1 Coríntios 2:11

  • Anjos e demônios – Hebreus 1:14; 1 Timóteo 4:1

  • A divindade ou natureza de Cristo – Romanos 1:4; 2 Coríntios 3:17

  • O Espírito Santo – Efésios 4:30; Romanos 8:9-11

O espírito, portanto, não é uma entidade independente. É o “sopro” ou “fôlego de vida” que Deus coloca no corpo (Gênesis 2:7). É isso que nos mantém vivos.

Em Eclesiastes 12:7, lemos:

“E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.”

Na língua original, “espírito” significa fôlego de vida. Ele não pensa nem julga; simplesmente retorna a Deus, que o concedeu. Isso significa que tanto o “fôlego” dos justos quanto o dos ímpios volta a Deus – mas sem consciência ou recompensa imediata.

Conclusão: sem o corpo, o espírito (fôlego) não produz vida. A união de corpo + fôlego é essencial para a existência.

Alma

No Antigo Testamento, a palavra hebraica para “alma” é nephesh (נֶפֶשׁ); no Novo Testamento, a palavra grega é psyche (ψυχή). Ambas aparecem centenas de vezes e têm significados variados:

  • Vida – Gênesis 35:18; 9:4-5; Salmo 31:13

  • Pessoa – Gênesis 14:21; Deuteronômio 10:22; Atos 27:37

  • Cadáver – Números 9:6

  • Apetite – Eclesiastes 6:7

  • Coração ou emoções – Êxodo 23:9

  • Ser vivente – Apocalipse 16:3

  • Pronomes pessoais – Salmo 3:2; Mateus 26:38

A palavra “alma” nunca se refere a uma entidade imortal separada do corpo. A Bíblia deixa claro que somente Deus é imortal:

“…o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver.”(1 Timóteo 6:15-16)

Por que “espírito” e “alma” têm tantos sentidos?

A língua hebraica possui um vocabulário limitado:

  • Sem vogais

  • Poucas preposições e conjunções

Por isso, uma única palavra pode assumir vários significados dependendo do contexto. É preciso estudar cada passagem com cuidado para não confundir conceitos.

Sobre alma, espírito e curas sobrenaturais

Para entendermos melhor certos conceitos bíblicos, podemos fazer uma comparação com a língua portuguesa. Nossa língua é rica, com mais de 400.000 palavras, mas mesmo assim algumas palavras têm mais de um sentido. Por exemplo, “manga” pode significar a fruta ou a parte de uma roupa. Agora imagine o alfabeto hebraico, que é ainda mais complexo.

Na Bíblia, “alma” se refere à pessoa como um todo. Em Gênesis 2:7 lemos:

“Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.”

Ou seja:
Pó da terra (corpo) + fôlego de vida (espírito) = alma vivente

O espírito é o fôlego que Deus soprou em nós, o princípio vital que nos mantém vivos (Gênesis 2:7). Portanto, nem “alma” nem “espírito” têm, no sentido bíblico, existência fora do corpo.

Sobre curas sobrenaturais

Hoje, assim como no passado, ocorrem curas milagrosas atribuídas a forças sobrenaturais. Mas é importante ter cuidado, porque nem toda cura é necessariamente de Deus. A Bíblia é o critério seguro para avaliarmos qualquer fenômeno sobrenatural, pois é a palavra de Deus, suficiente para nos guiar.

Por exemplo, na história de Moisés diante do Faraó: Deus realizou milagres para mostrar seu poder, como transformar a vara em serpente e a água em sangue, ou fazer surgirem rãs (Êxodo 7 e 8). Porém, os sábios e encantadores do Egito conseguiram imitar alguns desses sinais com suas artes ocultas (Êxodo 7:11-12; 7:22; 8:7).

Isso mostra que Satanás também pode produzir sinais sobrenaturais (Apocalipse 13:13-14). Mas qual é o objetivo dele ao fazer o “bem” aparente? Ele quer enganar as pessoas, prendê-las em práticas que afastam de Deus, e controlar suas vidas, com consequências presentes e futuras.

A escritora cristã Ellen White relata casos em que pais confiavam a filhos a médiuns ou curadores, sem perceber que estavam sob influência satânica, o que podia trazer sérios efeitos duradouros. Por isso, é muito perigoso envolver-se com espiritismo, principalmente quando se trata de crianças. A melhor proteção é ensinar os filhos a frequentar a igreja e seguir a Deus.

Cuidado com os enganos

A Bíblia adverte que Satanás se apresenta como “anjo de luz” e que seus ministros podem parecer “ministros de justiça” (II Coríntios 11:14-15). Nos últimos tempos, ele aumentará seus esforços para enganar as pessoas com espíritos enganadores e ensinamentos falsos (1 Timóteo 4:1; II Tessalonicenses 2:9). Ele sabe que seu tempo é curto (II Tessalonicenses 2:8) e busca levar o máximo de pessoas à perdição.

Portanto, o espiritismo é perigoso, porque muitas vezes se apresenta de forma atraente e inofensiva, mas seu objetivo real é afastar as pessoas de Deus. Nossa luta não é contra pessoas, mas contra poderes espirituais do mal (Efésios 6:12).


Fonte: http://www.advir.com.br/sermoes/sermao_c_espiritismo_vp.htm
Fotos: http://setimodia.wordpress.com/2011/12/19/teria-ellen-white-se-equivocado-ao-identificar-as-batidas-misteriosas-na-casa-das-irmas-fox-com-o-surgimento-do-espiritismo-moderno/
http://scrapetv.com/News/News%20Pages/Entertainment/pages-4/Patrick-Swayze-death-puts-Ghost-sequel-on-fast-track-Scrape-TV-The-World-on-your-side.html
Autor: Leandro Quadros

Cuidado com a Feitiçaria

Deus proíbe a feitiçaria. A Bíblia diz em Deuteronômio 18:9-13 “Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás para com o Senhor teu Deus.”
Aqueles que estão envolvidos na feitiçaria não entrarão no reino de Deus. A Bíblia diz em Gálatas 5:19-21 “Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, a lascívia, a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus.
Só Deus é que sabe o futuro e não os feiticeiros. A Bíblia diz em Isaías 8:19 “Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? acaso a favor dos vivos consultará os mortos?"

Fonte: http://www.jesusvoltara.com.br/info/feiticaria.htm
Negrito e sublinhado: Biblia curiosa

26 julho 2013

Planetas na Bíblia???

Você Sabia que antes do Rei Josias ser Rei, o povo de Israel adorou planetas? é o que está escrito em II Reis 23:5.
Desde aquela época o povo já tinha conhecimento do planetas. Interessante!!! Não?










Fonte Imagem: http://louvandoaorei.blogspot.com.br/2011/11/adorar-deus.html

22 junho 2013

O que aconteceu com as 30 moedas de Judas Iscariotes?

Judas Iscariotes após ter traído Jesus, comovido pelo remorso jogou as moedas no tabernáculo, assumindo que traiu sangue inocente, saindo para se enforcar.

Os sacerdotes não colocaram o dinheiro junto com as ofertas, pois o dinheiro estava manchado com sangue.

Os sacerdotes usaram o dinheiro para comprar um campo de oleiro, do qual ficou chamado "Campo de Sangue" por ter sido comprado com dinheiro usado para derramar sangue inocente.

03 abril 2013

As 10 descobertas arqueológicas de 2012

A cada ano dezenas de instituições realizam escavações arqueológicas nas terras citadas da Bíblia. Algumas dessas escavações chamam a atenção permitir organizar melhor informações importantes que nos ajudam a entender melhor o mundo bíblico em seu contexto social.

Em 2012 várias dessas descobertas foram feitas, e algumas delas foram listadas pelo Christian Messenger. 10 das mais importantes entre essas descobertas encontram-se listadas abaixo:

1) Mosaico Huqoq Synagogue: Localizado na pequena vila de Huqoq, a oeste do Mar da Galileia, esse
artefato foi encontrado pelo arqueólogo Jodi Magness, que também é professor de judaísmo na Universidade Chapel Hill, no estado norte americano da Carolina do Norte. O mosaico retrata Sansão amarando as caudas das raposas e também mostra duas faces em torno de uma inscrição. Essa sinagoga data de vários séculos depois da época de Cristo. Os estudiosos esperam que através dela possam obter mais informações sobre o desenvolvimento das sinagogas na região da Galileia.

2) Santuários de culto em Khirbet Qeiyafa: Descoberta feita em 2011, mas anunciada no início da primavera de 2012, pelo arqueólogo Yosel Garfinkel, da Hebrew University (Universidade Hebraica). Os santuários são evidências de culto antes e o Templo de Salomão. Trata-se de santuários sem imagens de culto, que são diferentes dos santuários cananeus e em conformidade com as tradições do judaísmo. Khirbet Qeiyafa fica sobre o Vale de Elah, cerca de 20 km ao sudoeste de Jerusalém










3) Reservatório de água do período do Primeiro Templo: Esta cisterna está localizada a sudoeste do Monte
do Templo, em Arco de Robinson. Com sua capacidade de 66 mil litros, esta descoberta fornece novas informações sobre o consumo de água na época do Primeiro Templo de Jerusalém.





4) Belém Bullah: A impressão de selo com três linhas de script, esta é a primeira menção de Belém fora da Bíblia. Ele foi encontrado durante a peneiração de material de escavações na Cidade de Davi. Era um selo de uso fiscal, relacionado com a tributação dos embarques durante o reinado de um rei em torno do tempo de Ezequias, Manassés, ou Josias.



5) Selo de Jerusalém: Um selo real, que diz: “Pertencente a Matanyahu Ben Ho”, este selo foi encontrado perto de Arco de Robinson nas ruínas de um edifício do período do Primeiro Templo.














6) Um escaravelho egípcio: Este escaravelho foi encontrado em Jerusalém, pouco antes da Páscoa de 2012. Ele retrata a imagem de um pato, que é o nome do deus sol Amon-Ra. Ela é datada do século 13 a.C., logo após o período Amarna.








7) Kiryat Gat Hoard: Tesouro que foi encontrado perto de Ashkelon e contém 140 moedas romanas de ouro e prata que datam do século I d.C. e início do segundo. O tesouro inclui um brinco de ouro e um anel com um selo representando uma deusa alada.





8) A escultura hitita Neo, em Tel Tayinat: As inscrições da escultura registram eventos do reinado de Suppiluliuma, que provavelmente enfrentou Salmaneser III em 858 a.C. Tim Harrison, arqueólogo da Universidade de Toronto, acredita que este é o reino neo-hitita de Patina, que também pode ser Calno, citado em Isaías 10:9-10.







9) Trigo de 3.400 anos de Hazor: O trigo foi descoberto em 14 jarros de argila, queimados, mas não destruídas, há 3.400 anos. Este é uma das mais importantes escavações em curso em Israel, no local de uma das mais importantes cidades antigas do país.








10) Porto helenístico de Akko: Os arqueólogos estão escavando os restos do porto, que foi o mais importante de Israel nos séculos imediatamente antes do nascimento de Cristo.











Fonte: http://noticias.gospelmais.com.br/10-maiores-descobertas-arqueologia-biblica-2012-48227.html

07 março 2013

Óstraco de Samaria


Inscrição de um dos Ostracos de Samaria
 



















 
















Óstracos de Samaria é o nome dado a um conjunto de 64 óstracos de cerâmica, com inscrições em caracteres hebreus, encontrados na sala do tesouro do palácio de Acabe(algumas vezes grafado Ahab), em Samaria. O palácio foi destruido em c. 750 a.C.

Foram encontrados durante uma escavação em 1910, por um grupo de arqueólogos. Datam, provavelmente de 850 a.C. Os textos registram carregamentos de óleo e vinho trazidos para Samaria de vários lugares vizinhos.

“Os 63 óstracos encontrados em 1910 . . . [são], com justiça, tidos como um dos mais importantes conjuntos de material epigráfico do Israel antigo que sobreviveram. Essa importância não vem do conteúdo dos óstracos de Samaria . . . mas sim de seu extenso inventário de nomes de israelitas, nomes de clãs e designações geográficas.” —Ancient Inscriptions—Voices From the Biblical World (Antigas Inscrições — Vozes do Mundo Bíblico)

Além disso, os óstracos de Samaria parecem confirmar a situação religiosa dos israelitas conforme descrita na Bíblia. Na época da escrita dos óstracos de Samaria, os israelitas associavam a adoração de Jeová com a do deus cananeu Baal. Alguns nomes de pessoas encontrados nos óstracos de Samaria significam “Baal é meu pai”, “Baal canta”, “Baal é forte”, “Baal se lembra”, e outros parecidos. Para cada 11 nomes pessoais contendo alguma forma do nome Jeová, há 7 contendo “Baal”.(vide fonte)

Os óstracos de Samaria são fragmentos de cerâmica usados como material de escrita que datam do século VIII a.C. Esses fragmentos foram encontrados durante escavações na antiga cidade de Samaria, a capital do reino do norte de Israel. Eles são de grande importância para a compreensão da história bíblica e da vida cotidiana na antiga Samaria.

Conteúdo dos Óstracos de Samaria

Os óstracos de Samaria consistem principalmente em registros administrativos e econômicos. Eles documentam a entrega de bens como vinho e óleo a Samaria, provavelmente como tributo ou impostos. Aqui estão alguns detalhes específicos sobre o conteúdo:

  1. Registros de Tributo: Muitos dos óstracos listam os nomes dos remetentes e os tipos e quantidades de bens entregues. Isso inclui itens como vinho e óleo, indicando um sistema organizado de coleta e distribuição de recursos.

  2. Nomes de Pessoas e Clãs: Os óstracos contêm uma variedade de nomes pessoais e de clãs, muitos dos quais correspondem a nomes mencionados na Bíblia. Isso inclui nomes como Abiezer, Heleque, Asriel, Siquém, e Semida, entre outros. Esses nomes ajudam a confirmar a existência e a localização de certos clãs israelitas mencionados nas Escrituras.

  3. Designações Geográficas: Além dos nomes pessoais, os óstracos mencionam localidades e regiões que estavam envolvidas na entrega de tributos a Samaria. Isso fornece uma visão sobre a geografia e a organização política do reino de Israel.

Importância Histórica e Bíblica

Os óstracos de Samaria são valiosos por várias razões:

  1. Confirmação Histórica: Eles confirmam a precisão de certos detalhes históricos mencionados na Bíblia, como a existência de clãs e localidades específicas.

  2. Vida Cotidiana e Economia: Os óstracos oferecem uma janela para a vida econômica e administrativa do reino de Israel, mostrando como os recursos eram geridos e distribuídos.

  3. Contexto Religioso: Os nomes encontrados nos óstracos refletem práticas religiosas da época, incluindo a mistura da adoração de Jeová com deuses cananeus como Baal. Por exemplo, alguns nomes pessoais combinam elementos teofóricos, contendo tanto o nome de Jeová quanto de Baal, o que corrobora a descrição bíblica da sincretização religiosa em Israel.

Exemplos de Texto dos Óstracos

Embora a transcrição completa de cada óstraco não seja sempre disponível, aqui estão alguns exemplos resumidos de como esses textos podem ser estruturados:

  1. Óstraco de Tributo de Vinho:

    • "De [nome do remetente], [quantidade] de jarros de vinho, para [nome do destinatário] em Samaria."
  2. Óstraco de Registro de Óleo:

    • "Do clã de [nome do clã], [quantidade] de vasos de óleo, entregues a [nome do oficial] em Samaria."
  3. Óstraco de Registro Pessoal:

    • "[Nome], filho de [nome do pai], da cidade de [nome da cidade], entregou [quantidade] de vinho."

Os óstracos de Samaria, portanto, não apenas corroboram a narrativa bíblica, mas também enriquecem nossa compreensão da sociedade e cultura do antigo reino de Israel.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%93stracos_de_Samaria
Imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Ostraca_House_samaria.jpg

02 fevereiro 2013

CURIOSIDADES SOBRE NOÉ E A ARCA

Quando Noé recebeu a ordem para construir a arca, seus filhos ainda não haviam nascido? Eles só nasceram 22 anos depois. Quem construiu a arca se os filhos não haviam nascido?
Com certeza os parentes e amigos de Noé, que abraçaram a fé é que construiram a arca, pessoas relatadas na Bíblia ainda estavam vivos quando Deus deu a ordem a Noé. Exemplo: Matusalem e Lameque estavam vivos quando Noé recebeu a ordem de Deus. Nos dando a certeza que os filhos e filhas de Matusalem e Lameque ajudaram na construção da Arca, e com o passar do tempo desanimaram.
O livro "Patriarcas e Profetas" da autora Ellen G. White, declara na pagina 56: "Matusalém e seus filhos, que viveram até alcançar a pregação de Noé, ajudaram na construção da arca.
Infelismente Matusalém não entrou na arca por ter falecido um ano antes do dilúvio. Lameque também faleceu antes.
Os filhos de Noé ajudaram mais mais tarde na construção.

Fonte: Estudos realizados por Victor Enrique Vizcarra

21 setembro 2012

A Midia e a Espiritualidade



A INFLUÊNCIA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Os meios de comunicação podem conduzir a atitudes e pensamentos contrários ao evangelho

RAEstamos na era das Telecomunicações. Até que ponto podemos ser influenciados pela mídia? Ela altera comportamentos?

VSL Mídia é a somatória dos meios de comunicação: rádio, TV, jornal, revista, outdoor, propagandas em geral, etc. ela é necessária a qualquer sociedade civilizada e não há como viver hoje sem estar envolvido com ela. A maneira como é utilizada, entretanto, nem sempre é de forma eticamente aceitável. Ela nos atinge passiva ou ativamente, positiva ou negativamente. E como vivemos em um mundo capitalista, que necessita de consumo para o crescimento e sobrevivência, a mídia é o veículo adequado para impulsionar o processo que tende a visualizar mais as coisas do que as pessoas.
 
Não é necessário ligar o aparelho para estar envolvido com a propaganda. Basta dirigir na cidade, que os outdoors estão lá de plantão, basta vestir um tênis que a marca está lá... e pior, na época da Copa de 98, apontar o indicador para cima já era fazer, inconscientemente, propaganda de cerveja.

Na propaganda, o que há de mais importante é ser o primeiro a chegar a sua mente e fazer de você um cliente. E se o elemento em questão é a mente, o assunto é realmente sério. As pessoas que lidam com a mídia sabem que o ser humano tem desejos, ansiedades, sonhos, e que, se relacionarem seus produtos a essas necessidades materiais (e mesmo espirituais), conseguirão consumidores em potencial.

Exemplo: “Kolinos, o gosto da vitória!” Não há vitória em Kolinos; há uma associação de um bem espiritual (vitória) com um bem material (creme dental). O fato de que o creme dental previne as cáries não é relevante para as pessoas, portanto, não se vende prevenção, vendem-se ilusões de realização.

Assim, podemos ser influenciados pela mídia porque ela entra em nossa mente sem pedir licença.

A propaganda privilegia o fracasso, a carência, a necessidade, porque sabe que uma pessoa realizada não necessita de consumo para se afirmar. O comportamento se molda a partir de impressões cristalizadas pelo tempo. Hábitos formados por sugestões da mídia podem facilmente alterar seus valores de forma inconsciente. Você não precisa decidir para que sua mente seja influenciada e aqui está a diferença entre a mídia e o evangelho, que é também comunicação por excelência. Para aceitar um novo comportamento cristão, você precisa tomar decisões conscientes. A mídia não pede licença para entrar em sua vida. Jesus, sim. Aquele que pregou a liberdade, Aquele que é a Liberdade em Pessoa diz: “Eis que estou à porta e bato, se você abrir...” Veja, “se você abrir”, Jesus não força; Ele quer alterar nosso comportamento também, mas com a nossa escolha, com a nossa decisão.

 RAOs pontos no IBOPE são o alvo dos meios de comunicação. Isso parece estar causando um rebaixamento da moral e dos bons costumes. Qual deve ser a postura do cristão diante disso?

VSL – Excetuando-se alguns poucos programas, ninguém faz TV por amor ao próximo (aliás, parece que não se faz mais quase nada por amor ao próximo). A programação é parte de uma máquina que visa dinheiro, muito dinheiro. Quanto mais qualidade se aplica, maior o preço cobrado. Um filme pode custar 200 milhões, como no caso do Titanic, mas o retorno é certo (e que retorno!). as propagandas podem custar milhares de reais por segundo em horários nobre e por que são tão caras? Simples, porque têm retorno. Portanto, se a opinião pública demonstra não apreciar certo produto, ele estará fora de circulação ou sofrerá significativas alterações (procedimento muito frequente em novelas). A arte imita a vida que imita os cofres dos produtores.

            Portanto, quando um produto não rende o esperado, ocorrem mudanças que, com toda certeza, não serão feitas com base no crescimento moral da população, mas nos índices do IBOPE. E para isso vale tudo: sexo, violência, etc.

            Há algum tempo, a rede OM de televisão (hoje, CNT) resolveu pôr um filme obsceno no ar. Várias sociedades protestaram: “Onde já se viu colocar pornografia na televisão!” A reação da Rede foi a mais previsível possível: “Estamos quase no século XXI e não há censura. Não gostam do filme? Vocês são livres, mudem de canal!” Por que é que a TV usa essa argumentação? Ironicamente, porque extraíram da Bíblia um conceito que, usado às avessas, conduz sua filosofia: “O bem que quero fazer, esse não faço; o mal que não quero fazer, esse faço.” Esse texto do apóstolo Paulo mostra a angústia que o homem passa quanto às suas intenções e seus atos. A psicologia da TV, portanto, é a seguinte: “o bom filme a que a sociedade gostaria de ver, a esse ela não vê; mas o mau filme, a baixaria que ela gostaria de evitar, a esse/essa ela vê. E se as pessoas assistem a esses programas, mesmo sem querer, dão-nos IBOPE; e é isso que nos interessa.”

RAComo os pais devem agir com os filhos em relação à TV? Censurar, simplesmente?

VSL – A concorrência é desleal. Pesquisas indicam que os pais gastam muito pouco tempo com os filhos por semana. Somos transformados ou moldados por aquilo que passamos mais tempo contemplando. O problema é que o televisor reveste a mensagem com uma beleza incomum, irreal. Tanto cria, como acaricia nossas necessidades e nosso ego para obter cada vez mais nossa atenção e aprovação; molda seus programas a essas necessidades e carências. E com as crianças não é diferente. E o pior é que para elas o bombardeamento se apresenta em suas piores cores. Elas são um tremendo mercado hoje e mais ainda, um mercado futuro em potencial.

            É sabido que o comportamento não se altera pela verdade científica. As pessoas não são transformadas pela verdade da ciência, mas pela beleza. A verdade exige decisão, tomada de atitude consciente. Quando uma criança está na frente do televisor, ela não precisa exercitar o poder de decisão. As mensagens já vêm decididas (não se iluda com o programa Você Decide; muita coisa vital já vem decidida). A beleza e graça das personagens que imitam a vida real são imbatíveis. É como a visita de um tio que dá presentes, beijinhos e sorvete, mas quem tem que punir os erros é o pai. A parte difícil da educação compete aos pais. Assim é com a TV: mostra só o “belo”, prende a atenção da garotada e os pais, que já dispõem de pouco tempo para a educação dos filhos, quando querem colocá-los nos trilhos, têm de apresentar a dolorida verdade. É óbvio que as crianças inconscientemente preferirão a Xuxa ou a Angélica; afinal, “elas não brigam com a gente”.

            Lembre-se: a batalha é vencida por aquele que chega primeiro à mente. Quem está ocupando o primeiro lugar na mente de seus filhos?

RA –
Há um conflito evidente entre o que os jovens ouvem nos cultos e os valores e costumes que lhes são transmitidos pela mídia. Como fica a mente deles diante disso?

VSL – Se cremos em tudo o que é dito na Igreja e aceitamos as lições extraídas da Bíblia, mas vivemos de forma oposta àquilo com que concordamos, estaremos criando uma diferença muito grande entre a teoria e a prática. Viveremos em constante estado de desarmonia interior; e esta divisão gera sofrimento. Isso é bíblico: “O homem de coração dobre é inconstante em todos seus caminhos.” Nossa vida parece estar segmentada em duas partes distintas: a espiritual, no sábado, e a material, que se inicia sábado à noite e vai até o pôr do sol de sexta.

James A. Shlemberg apresenta uma teoria chamada “Dissonância Cognitiva.” Essa teoria se divide em três partes: (1) você vive de acordo com o que crê, ou (2) você crê naquilo que vive. (3) Se você não viver de acordo com qualquer desses dois princípios, fatalmente perderá o equilíbrio mental.

Quem chega primeiro à nossa mente altera nossos hábitos. Quanto tempo dedico à Bíblia e à meditação? Se não dedico nada, meu testemunho será negativo, mesmo que eu não queira. Só minhas convicções não adiantam. Uma vez que minha vida é susceptível às influências, só posso testemunhar daquilo que acredito e vivo.

A mídia nos olha como consumidores, clientes, lucro em potencial. Até mesmo o

tão atual processo de Qualidade Total tem limites. Segundo a Bíblia. Temos que olhar o homem não como cliente, mas como nosso próximo.

RA  Uma vez que há uma flagrante diferença entre aquilo que a sociedade secular nos propõe e o caminho cristão, ser jovem adventista é ser “rebelde”?

VSL – Em certo sentido sim. Deus não muda; Seus princípios são eternos. Já a sociedade está em constante movimento, alterando suas normas de comportamento e, junto, está alterando também seus princípios morais. Aquilo que era errado, não é mais. Na sociedade, há sempre constante adaptação às necessidades de cada tempo, mesmo que para isso sejam sacrificadas algumas normas de conduta. “Como o homem veio do macaco,” – dizem – “a moral divina não importa.” A lei moral é uma “bela lenda.” E deve ser seguida com ressalvas, pois as necessidades dos tempos modernos nos obrigam a constantes adaptações. O problema é que a sociedade mudou tanto que obriga os seres humanos a se comportarem adaptando-se aos novos tempos. Temos que nos curvar aos apelos modernos para garantir a sobrevivência. Assim, adiamos muitas vezes nosso compromisso com o Céu, porque parece que seus apelos não se adaptam aos nossos dias. Curvamo-nos perante as exigências da sociedade, porém, quando o assunto é obediência a Deus, solicitamos que Ele nos entenda; afinal, “estamos bem intencionados”. “Trabalhei demais nesta semana para garantir minha sobrevivência e a de meus filhos, portanto, neste sábado não irei à Igreja. O motivo é justo e bom; Deus há de entender.”- pensamos. Assim, curvamo-nos perante os apelos do mundo e nos esquecemos de nos curvar perante os apelos de Deus, achando que Ele, em sua bondade, há de entender nossas “justas” necessidades”. Mas Deus não aceita que O coloquemos em segundo plano. “Buscai primeiro o reino de Deus e a Sua justiça”, é o que Ele diz.

Deus nos criou à Sua imagem e parece que o homem quer criar Deus à sua imagem e semelhança. É a criatura querendo fazer Deus se sujeitar às suas necessidades. Deus é bom, sim, e temos que seguir os Seus planos.

Os três jovens hebreus foram altamente rebeldes: “e fica sabendo, ó rei, que não nos curvaremos...” Paulo foi rebelde. Basta lembrarmos de onde suas cartas foram escritas: da prisão. Ele se rebelou por uma causa. Essa “rebeldia” é necessária hoje. Homens que não se comprem nem se vendam por sua natureza rebeldes em relação às causas injustas.        


Fonte: Revista Adventista

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