A Bíblia Curiosa reúne temas fascinantes relacionados às Escrituras, explorando sua origem, formação, autores, contexto histórico e os diversos acontecimentos que tornam a Bíblia um livro extraordinário. Além disso, apresenta artigos, estudos bíblicos, reflexões e curiosidades que ajudam a ampliar o conhecimento e fortalecer a fé. Porém, nosso objetivo não é apenas trazer entretenimento ou curiosidades, mas apresentar conteúdos relevantes para o crescimento espiritual e a preparação do caráter para a salvação. Afinal, o maior propósito do ser humano não é apenas adquirir conhecimento, mas conhecer a Deus e preparar-se para a eternidade. Essa preparação acontece através de Jesus Cristo, Seu amor e o sacrifício realizado na cruz, onde encontramos perdão, restauração e esperança de uma nova vida. Desejamos que cada estudo aqui apresentado seja uma oportunidade para aproximar você de Deus e permitir que Sua Palavra transforme sua vida. Desejamos a você uma excelente leitura!

Pesquisar este blog

09 agosto 2014

Serpente que fala? Como?

A descrição de Gênesis 3, fala de uma sutil criatura que fala com Eva, quando ela se aproximou da árvore conhecida como "Arvore do conhecimento do bem e do mal", este ser é uma das criaturas criadas por Deus no Jardim do Éden. Este animal, assim como os outros não falava, não vemos nenhuma descrição de outros animais falando com Adão e Eva.

A serpente seduz Eva a comer o fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal e nega que ela morrerá disso. A serpente tem a habilidade de falar e demonstrar razão, e é identificada com a Sabedoria: "A serpente é a mais sutil de todos os animais que o Senhor tenha criado" (Gênesis 3:1).

Fisiologicamente, a possibilidade de uma serpente falar é impossível, visto que este ser é surdo, mudo, por não possuir cordas vocais e tem a língua bifurcada, impossibilitaria de falarem por si só. A possibilidade de uma serpente falar seria algo sobrenatural, e aí que entra Lúcifer.

O fato desta serpente falar, não veio do animal em si, mas de um ser que estava usando o animal: "Lúcifer"(nome dado a ele pelo Criador, um anjo que ao cometer pecado se tornou Diabo e Satanás). Após uma revolta provocada por Lúcifer no céu, ele e banido para a Terra, onde no princípio, ele só tinha seu domínio na árvore, tanto é que Deus proíbe Adão e Eva de tocar ou comer do seu fruto.

Johnny Cleber Francisco
Teólogo e Autor do Blog "Bíblia Curiosa"

O termo

Serpente é o termo usado para traduzir uma variedade de palavras na Bíblia Hebraica, a mais comum delas no hebraico: נחש‎, (nahash), uma palavra genérica para serpente.

A mais famosa serpente bíblica é aquela que conversa no Jardim do Éden e que seduz Eva a comer o fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal e nega que ela morrerá disso. A serpente tem a habilidade de falar e demonstrar razão, e é identificada com a Sabedoria: "A serpente é a mais sutil de todos os animais que o Senhor tenha criado" (Gênesis 3:1). Não há indicação no Livro do Gênesis que a serpente seja uma divindade, embora ela seja um dos dois únicos casos em que animais falem no Pentateuco (a jumenta de Balaão é o outro).
Em Gênesis, a serpente é retratada como uma criatura enganadora ou trapaceira, que promove como bom aquilo que Deus proibiu, e demonstra perspicácia ao fazê-lo (cf. Gen. 3:4–5 and 3:22). O Novo Testamento identifica a serpente do Gênesis como Satanás e nesse processo redefine pela Bíblia Hebraica o conceito de Satanás ("O Adversário, um membro da Corte dos Céus atuando em nome de Iavé para testar a fé de Jó"), de tal forma que Satanás/Serpente se torna parte de um plano divino para afastar da Criação o Cristo e o Segundo Advento.

Fonte: Wikipédia

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Serpente_(B%C3%ADblia)
Imagem:  http://www.ivb.rj.gov.br/imagens/jiboia2.jpg

UM ALERTA SOBRE O FILME "NOÉ"

Cartaz do filme Noé
Eu assisti o filme "NOÉ", lançado agora em 2014, e confesso que para uma pessoa que fez Teologia, assistir um filme como este até o fim, foi muito difícil. Falo isso, por que o filme fala de coisas que não estão na Bíblia, eu fiquei empolgado e também curioso, para assistir o filme, mas fiquei desapontado ao ver o desenrolar da história.

Não é a primeira vez que alguém faz um filme sobre Noé, e que foge a realidade da Bíblia.

Tudo demostra que o autor do filme, preservou algumas passagens a respeito do dilúvio e Noé, mas muita coisa foi criada provavelmente pela imaginação do autor.

Meu Objetivo não é criticar o filme em si, o autor tem o direito de expressar sua imaginação a respeito do filme, mas acaba torcendo a realidade do que está nas escrituras, e infelizmente muitos ao assistirem o filme, em vez de analisarem nas Escrituras sobre a história, terão o filme como fato verdadeiro.

Isso é um fato, tendo em vista que muitos filmes no passado trazem cenas que não estão em harmonia com as escrituras. Exemplo disso é o filme antigo "Sansão e Dalila" de Cecil B. Demille's, que apresenta Dalila cortando os cabelos de Sansão, que levou muitos a acreditarem que Dalila é que cortou, mas a Bíblia descreve que foi um homem, não sabemos o nome, por que a Escritura não relata.

Outro filme é o "Manto Sagrado" escrito por Philip Dunne, o filme relata sobre o manto que Jesus usou nos momentos finais de sua vida e que foi apostado entres os soldados romanos, onde um tribuno chamado Galio ganha, e supostamente acha-se enfeitiçado pelo manto, mas a Bíblia só fala que o manto de Jesus foi lançado sortes, não trazendo nada de miraculoso ou sobrenatural.

Por isso, me sinto na responsabilidade de apresentar o que a escritura fala a respeito do filme, para que o leitor saiba discernir entre o certo e o errado. A história de Noé tem um objetivo, o qual quero cita-lo mais adiante.

O inimigo de nossas almas, de acordo com as escrituras, mistura a verdade de Deus com o erro. É importante, querido leitor, que saibamos o que a Bíblia fala sobre a história de Noé, para que não sejamos confundidos com as idéias imaginarias que um filme ou qualquer outra invenção que o homem possa apresentar seja documentário, filme, drama, teatro, novelas, revistas, jornais, ou até sermões.

Nos dias de hoje, há uma profunda necessidade de analisarmos em detalhes o que nos é apresentado como sendo "verdadeiro", pois detalhes podem tirar a salvação de muitas pessoas.

Por isso quero apresentar os fatos que a Bíblia apresenta sobre a história de Noé. Por que o filme apresentado não está em harmonia com as escrituras.

Partes enumeradas são comentários a respeito do filme, em negrito, o que a Bíblia fala a respeito.

1 - O filme começa afirmando que Adão teve três filhos, Caim, Abel e Sete.

 A afirmação está correta, mas não somente eles, mas depois de Sete, Adão e Eva tiveram mais filhos, conforme Gen. 5:4: "Depois que gerou a Sete, viveu Adão oitocentos anos e TEVE FILHOS E FILHAS". 

2 - Relata que Caim foge para o Oriente e é acolhido por guardiões.

Ele realmente vai para o Oriente, para a Terra de Node, mas a Bíblia não relata nada sobre guardiões recebendo Caim. Gen.4:16

3 - O filme relata que os guardiões ajudaram a construir um civilização desenvolvida, apresentando no inicio da imagem, uma torre alta no meio da cidade, que da a impressão para quem conhece a história, que seria a torre de Babel.

Caso você tenha esta impressão, lembre-se que a torre de Babel só foi construida depois do dilúvio. Gen. 11

 4 - Afirma que a descendência de Caim se multiplica, constrói cidades e propagaram o mal devastando a terra e que só os filhos de Sete e que a preservavam.

As Escrituras não traz dessa forma, ela fala que Deus ordenou ao homem que "Que multiplicasse e enchesse a Terra, e isso realmente aconteceu, conforme relatado em Gen. 4:17-26(Genealogia de Caim) e Gen 5:1-32(Genealogia de Adão). O homem realmente começou a povoar a Terra, a construção de cidades também é verdadeira, pois encontramos relatos de cidades construídas na época, como a cidade chamada "Enoque", construída por Caim provavelmente para honrar o filho Enoque que havia nascido. 

5 - Os guardiões, os anjos caidos.

Os anjos que cairam por terra(Isa. 14:12), foram anjos que desobedeceram a Deus, ou seja, Satanás e seus anjos, o filme dá a compreensão, de que Noé tinha amizade com esses seres, mas esses seres são inimigos de Deus, que vieram para roubar, matar e destruir(Jo.10:10), é por causa deles que o mundo está cheio de violência.

No filme, os anjos são gigantes, talvez em referência a Gen. 6:4 que menciona que havia gigantes sobre a Terra, mas a Bíblia não menciona que esses gigantes eram anjos caídos.

6 - Os mesmos anjos caídos no final do filme, retornam a Deus, após salvarem a arca e Noé com sua família.

Não há nenhum relato bíblico, que diga tal afirmação, a Bíblia fala que tais seres serão destruídos(Apoc. 20:10), por que sua rebeldia permanecerá até o dia do retorno de Cristo a Terra.

7 - O autor no inicio do filme, dá de entender que Noé era um dos últimos da linhagem de Sete. mostrando a morte de Lameque quando Noé ainda era uma criança.

Se você tiver tempo para calcular a genealogia de Adão em Gen. 5, você perceberá que havia outros da linhagem de Sete que estava vivos na época que Noé recebeu a ordem para construir a Arca. Os irmãos de Noé( que a Bíblia não cita dos nomes), também estavam vivos na época.
No filme, Lameque morre com Noé ainda criança, este é outro erro, pois a Bíblia relata que Lameque tinha 182 anos quando gerou Noé, e depois que gerou Noé viveu 595 anos, num total de 777 anos.

8 -  O filme retrata sobre Tubalcaim, lider de um grupo de homens, possivelmente da genealogia de Caim, o
Tubalcaim - Filme Noé
filme relata Tubalcaim, matando o pai de Noé, e posteriormente desafiando Noé, lutando para tomar a arca, e entrando na arca.

 Nas ESCRITURAS, o único relato sobre Tubalcaim, está em Gen. 4:22, onde fala que Tubalcaim foi um ferreiro, artífice de todo instrumento cortante, de bronze e de ferro. Se Tubalcaim viveu na época de Noé, a Bíblia não traz nenhum relato a respeito disso, nem que ele tenha matado o pai de Noé, e muito menos que ele tenha entrado na arca.

9 - No inicio do filme Noé já adulto é apresentado como um homem que respeita a natureza, ensinando ao filho até sobre um flor que é arrancada da Terra. Mas em seguida vemos a cena de Noé lutando e matando para se defender.

A Bíblia relata que Noé era justo e integro entre seus contemporâneos, Noé andava com Deus( Gen. 6:9), ou seja ele tinha comunhão com Deus, o qual infelizmente é mencionado apenas como Criador.
Noé era uma pessoa que amava Deus, e obedecia suas ordens, e ja tinha conhecimento sobre os mandamentos de Deus, não se esqueça que os mandamentos de Deus, foram escritos pelo próprio dedo Deus em duas tábuas de pedra(Exo. 31:18). Os mandamentos que eram passados de pai para filho, tanto é que os mandamentos, embora ainda não escritos em tábuas de pedra por Moisés, já estavam em vigor por Deus, pois na ocasião que Caim mata Abel, o assassinato do irmão é algo hediondo, o qual Deus já reprovava(Gen. 4:11) e que o próprio Caim não pode suportar estar diante dos pais, fugindo para a terra de Node.

Uma evidência clara e simples de que o mandamento divino é implícito está na ordem de Deus para que o homem se una à sua mulher, tornando-se ambos uma só carne. Deus ordenou que o homem se unisse à SUA mulher, e não AS SUAS MULHERES, como fez Lameque, filho de Metusael e descendente de Caim (não confundir com o outro Lameque, filho de Matusalém), que tomou para si duas mulheres, Ada e Zilá, sendo conhecido como o primeiro bígamo mencionado na Bíblia.


Deus não aprova atos que são contrários as suas ordens.  

10 - No filme a esposa de Noé fala: " Descanse, talvez você encontre um modo de fazer as coisas certas"

Essa declaração parece afirmar que Noé só faz coisas erradas ou não vive uma vida coerente a vontade de Deus, esta declaração entra em oposição com a vida de Noé, que segundo a Bíblia, era justo e reto.

11 - Noé acaba tendo sonhos e alucinações do que havia de acontecer na terra e a missão que Noé deveria ter, construir a arca.

A Bíblia afirma que Deus falou com Noé, ele não deu a ele sonhos e alucinações. Gen 6:13

12 - Noé sai a procura de Matusalém, seu avô, para buscar orientações do que fazer.

Nesta época, que Deus falou com Noé, Matusalém está vivo mesmo, mas a Bíblia não fala que ele foi atrás de Matusalém para saber o que fazer, em Gen 6 a partir do verso 11, Deus fala com Noé, e diz detalhadamente como a arca deve ser construída.

Outro fato interessante, é que Noé não tinha filhos quando Deus lhe deu a ordem construir a arca. "Seus filhos nasceram 23 anos depois da ordem de Deus."(Estudo realizado por Victor H. Vizcarra,  PHD e professor de física da UEM ).

13 - O filme conta que Noé recebeu ajuda dos guardiões para construir a arca.

A Bíblia não conta quem ajudou Noé a construir a arca, há algumas idéias possiveis: 

a. Os parentes de Noé(irmãos, tios e avós tenham ajudado).
b. Ele tenha contratado trabalhadores para ajudar.
c. Amigos de Noé.

Seus filhos quando cresceram ajudaram a construir. Mas a Bíblia não relata como foi a construção(técnicas, métodos, ferramentas).

14 - No filme apenas Noé, sua esposa, seus três filhos e uma menina adotada entram na arca.

Quando Deus falou com Noé, Deus disse a ele quem entraria na arca: Noé, sua esposa, seus filhos e as mulheres de seus filhos. Gen. 6:18  Lembrando que neste momento, Noé ainda não tinha filhos.

15 - O filme apresenta Noé tendo claramente a ideia de que Deus apenas usaria eles para ajudar os animais na arca, e que os animais deveriam povoar a Terra, agora sem a interferência dos humanos.

Esta ideia não é apresentada na Bíblia, Deus preservou Noé, para que através dele, surgisse um novo povo, obediente a Deus.

16 - O filme torna Noé um ser disposto a fazer qualquer coisa para seguir as ordens de Deus, até matar se for preciso.

Essa atitude se opõe ao próprio mandamento de Deus. Mostrando que o autor do filme realmente não tem ideia de como seria Noé na realidade. E torna Noé um homem frio, calculista, sem amor, destruindo a imagem de um homem reto e integro, conforme relatado na Bíblia.

Matusalém - Filme Noé
17 - Matusalém morre no Dilúvio.

Outro erro por falta de conhecimento, Matusalém só não entrou na Arca por que morreu um ano antes do dilúvio.(veja o artigo "Curiosidades sobre Noé e a Arca") 
Outros parentes como o pai de Noé, também morreu antes do dilúvio.

18 - O filme diz que Tubalcaim, luta para conquistar a arca.

A Bíblia não traz nenhum relato desses, possivelmente Noé tenha enfrentado injúrias, piadinhas, humilhações e até ser taxado de louco, por fazer um barco, e esperar uma inundação sendo que nem a chuva existia ainda.

19 - Tubalcaim entra na arca e fica escondido se alimentando dos animais.

Os únicos que entram na arca e Noé, sua esposa, seus filhos e a esposa de seus filhos. A Bíblia relata que o homem se tornou carnal, a maldade do homem havia se multiplicado na terra e era continuamente mau todo o desígnio do coração humano.(Gen. 6:5)

A terra estava corrompida e cheia de violência(Gen. 6: 11)

Os únicos que acharam graça diante de Deus, foram Noé e sua família.

Informações Interessantes sobre Noé e a Arca.

Quanto tempo levou para construir a arca??? Comentaristas mencionam cerca de 100 anos, no filme foi feito em 10 anos, mas estudos revelam que Noé levou cerca de 120 anos para construir a arca. O tempo que foi levado não é relatado na Bíblia. Como se sabe disso??

Algumas evidências são apresentadas na Bíblia, Noé tinha 500 anos quando gerou Cam, Sem e Jafé(Gen.6:32) e tinha 600 anos quando as águas do dilúvio encheram a terra, temos que lembrar que 22 anos antes dos filhos nascerem, Noé recebeu a ordem de Deus para a construção do Dilúvio. Chegasse a 22 anos quando se calcula a genealogia de Adão.

É uma pena que o filme não tenha buscado a fidelidade bíblica, pois é muito bom ter um bom filme bíblico para assistir e relembrar quando quiser, mas não foi desta vez.

Johnny Cleber Francisco
Teológo e autor da Biblia Curiosa

Fonte imagens:
http://www.hcnoar.com/image.axd?picture=2014%2F5%2Fno%C3%A9-filme.jpg
http://imguol.com/blogs/88/files/2014/04/noe_09.jpg
http://www.guiadasemana.com.br/system/pictures/2014/3/110211/cropped/noah-3.jpg


29 março 2014

A MEDICINA NOS TEMPOS BIBLICOS

Os judeus tinham promessa de saúde se obedecessem às leis de Deus (Êx 15.6). Eles receberam também várias leis com relação à saúde (descanso e relaxamento regulares, comida adequada, evitar a água contaminada, regras para o casamento, limpeza, separação das doenças contagiosas), as quais, quando seguidas, promoviam um alto nível de boa saúde. Quando as leis eram desobedecidas, a doença surgia (Dt 28.60,61). Ninguém chamava um médico e os que recorriam a eles eram criticados por contrariarem a vontade de Deus. Isso aconteceu ao rei Asa em 2 Crônicas 16.12. O procedimento correto no caso de doença era a oração a Deus (Nm 21.7; 2Rs 20; 2Cr 6.28-30; Sl 6; 107.17-21).

No entanto, a atitude em outros países era diferente. No Egito e na Babilônia, a doença era considerada como resultado da atividade de espíritos malignos e os médicos chamados para agir contra ela. Embora o trabalho dos médicos fosse às vezes uma espécie de prática da magia, eles também promoveram a cirurgia e o desenvolvimento da medicina mediante o uso de ervas. Havia até leis controlando o trabalho desses profissionais.

O Código de Hamurabi dizia que se um homem operasse o olho de outro usando um a lanceta de cobre e esse perdesse a vista, o olho do médico deveria ser também arrancado com uma lanceta de cobre. Os egípcios eram hábeis em cirurgia craniana. Eles perfuravam orifícios no crânio, para "deixar sair o espírito maligno", mas ao fazer isso aliviavam a pressão interna, o que levava algumas vezes à cura; em Laquis havia também essa prática. Os egípcios eram igualmente adeptos da odontologia, e alguns dos fenícios tinham dentes de ouro. Apesar da atitude teológica dos judeus, grande parte da atitude das nações vizinhas parece tê-los influenciado. Em nível popular, as pessoas parecem ter usado amuletos para afastar os maus espíritos e havia médicos, como sabia o rei Asa. Êxodo 21.9 parece indicar o uso de uma muleta quando um membro estava machucado e Ezequias fez um emplastro para tratar seu furúnculo (2 Rs 20.7).

Quando o livro de Jó foi escrito, o comportamento estava mudando, porque um dos pontos importantes do livro é que a doença de Jó não resultou do pecado. No segundo século antes de Cristo, o livro de Eclesiástico diz que embora Deus seja o médico, Ele dá dons de cura aos homens. Isaías disse que a condição de Judá exigia purificação, curativos e unguento (Is 1.6); vinho misturado com mirra era usado para tirar a dor ( Mt 27.34); as raízes de mandrágora eram consideradas como servindo para ajudar a concepção (Gn 30), e as parteiras eram conhecidas durante todo o período bíblico ( Êx 1.15; Ez 16.4). A medicina nos dias de Jesus Quando Jesus nasceu, a atitude em relação à medicina era portanto hesitante. Marcos 1.32-34 parece indicar que a doença era um grande problema. As enfermidades incluíam a lepra, problemas de alimentação e poluição (disenteria, cólera, febre tifóide, beri-beri [hidropsia]), cegueira (por causa do excesso de pó), surdez e doenças que causavam paralisia. A epilepsia e outras desordens nervosas se achavam também presentes. Referência a essas moléstias pode ser encontrada em 2 Samuel 12.15; 1 Reis 17.17; 2 Reis 4.20;5.1-14; Daniel 4.33.

Ao observar essa situação, vemos que os judeus continuavam hesitantes quanto aos médicos. Eles acreditavam que havia uma ligação entre a doença e o pecado (Jo 9.2) e citavam frases como " Médico, cura-te a ti mesmo" (Lc 4.23). Mas, apesar de tudo isso, toda cidade tinha obrigação de ter um médico (sendo essa a razão da mulher com hemorragia poder consultar vários deles, Mc 5.26) e havia sempre um médico no templo para cuidar dos sacerdotes que pegavam doenças por causa do seu hábito de andar descalços. Marcos não tinha claramente os médicos em bom conceito ( veja acima Mc 5.26).

A atitude de Jesus não contradisse o Antigo Testamento. Ele parecia considerar a doença como resultado da atividade maligna de Satanás neste mundo e que, como tal, devia ser combatida. Todavia, Jesus não acreditava que a doença fosse necessariamente resultado do pecado do indivíduo. isso fica claro em João 9.2-4a, se mudarmos a pontuação da sentença: "E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este, ou seus pais, para que nascesse cego?" Jesus respondeu: "Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus".

Jesus aceitou o fato de que algumas enfermidades eram devidas à possessão demoníaca e tratou delas nessa conformidade ( por, exemplo, Mt 12.27), Mas Ele não tratou todas as doenças por esse método. Foi essa atitude para com as moléstias que acelerou a aceitação dos médicos entre os cristãos da primeira igreja. Lucas acompanhou Paulo em suas viagens na condição de médico (Cl 4.14). Ele era, naturalmente, um médico grego, e na Grécia a medicina se desenvolvera de forma considerável. Depois de ensinados por Hipócrates, os médicos faziam um juramento de que a vida do paciente vinha em primeiro lugar, que eles nunca abusariam das mulheres, que nunca fariam deliberadamente abortos e que jamais revelariam informações confidenciais. havia uma grande escola de medicina em Alexandria. Poucos judeus tinham, portanto, probabilidade de se tornarem médicos, mas geralmente apreciavam os serviços desses profissionais apesar das muitas apreensões.

Referência Bibliográfica: GOWER, Ralph; Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos, 1 ed, 2002, Casa Publicadora das Assembleias de Deus, Rio de Janeiro.

Fonte: http://peregrinodecristo.blogspot.com.br/2011/12/medicina-dos-tempos-biblicos.html Imagens: http://peregrinodecristo.blogspot.com.br/2011/12/medicina-dos-tempos-biblicos.html

02 novembro 2013

Claudia Prócula está na Biblia, quem é ela!!!

Claudia - Filme Paixão de Cristo de Mel Gibson
As tradições cristãs geralmente a identificam como Santa Prócula ou Santa Cláudia, sendo a combinação Cláudia Prócula a mais utilizada, a esposa ou mulher de Pôncio Pilatos (em latim: uxor Pilati; em grego: γυνη Πιλατου - gunē Pilātou) é uma mulher sem nome citada no Novo Testamento uma única vez em Mateus 27:19.

Narrativa bíblica

A única referência à esposa de Pilatos se encontra em Mateus 27:19, em que ela manda uma mensagem a seu marido pedindo a ele que não condene Jesus Cristo à morte, dizendo:
«Não te envolvas no caso desse justo, porque muito sofri, hoje, em sonhos, por causa dele.» (Mateus 27:19)

Referências no cristianismo primitivo e interpretações teológicas


O sonho da Esposa de Pilatos, por Alphonse François
Fonte: Wikipedia
Em sua "Homilia sobre Mateus", do século II, Orígenes sugere que ela teria se tornado cristã ou, pelo menos, que Deus enviado a ela o sonho mencionado por Mateus para que ela se tornasse uma. Esta interpretação foi compartilhada por diversos teólogos da Antiguidade e da Idade Média. Os adversários da tese defendem que o sonho teria sido enviado por Satã numa tentativa de atrapalhar a salvação que resultaria da morte de Cristo.
A esposa de Pôncio Pilatos é também mencionada no apócrifo do Novo Testamento "Atos de Pilatos"  (também conhecido como "Evangelho de Nicodemos", escrito provavelmente em meados do século IV) , que nos apresenta uma versão mais elaborada do sonho do que a do Evangelho de Mateus. O nome Prócula deriva de versões traduzidas deste texto. Já a crônica de Pseudo-Dexter (1619) é o primeiro texto conhecido onde ela é chamada de Cláudia .

Suposta carta escrita pela esposa de Pilatos

Uma carta, supostamente escrita em latim pela esposa de Pilatos de "uma pequena cidade montanhosa na Gália" muitos anos após Pilatos ter deixado Jerusalém, foi publicada em inglês pela Pictorial Review Magazine em 1929 . Ela afirma que a esposa de Pilatos procurou com sucesso a ajuda de Jesus para curar o pé aleijado de seu filho Pilo .

Influência

Nos filmes modernos, ela é chamada de Cláudia Prócula.(Fonte Wikipédia)


Os sonhos da romana Claudia

Em uma época politicamente efervescente, onde o pensamento masculino  ditava as regras, Cláudia Prócula surge para fazer a diferença e posteriormente ser citada, ainda que sua palavra não tenha sido levada em conta a quem foi destinada. Mas essa mulher provou "que Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes" (1 Co 1: 27b).
Não temos muitos detalhes a respeito de sua vida, mas podemos observar, por suas atitudes, que ela possuía o temor do Senhor.     
Em certo livro apócrifo, escrito por alguém cognominado Nicodemos, encontra-se a descrição da esposa de Pôncio Pilatos, governador romano na Judéia, por ocasião da crucificação de Jesus Cristo; sendo neta do imperador Augusto. Este livro afirma que ela era prosélita do Judaísmo, ou convertida ao Judaísmo, pertencendo à classe alta de mulheres da época.        
Cláudia Prócula teve papel importantíssimo nos últimos dias de Jesus Cristo, mas ficou quase que completamente de fora dos evangelhos. Apenas o evangelho de Mateus fala sobre ela. Em Mateus 27:19, lemos:          
"E estando assentado no tribunal, sua mulher mandou dizer-lhe: Não te envolvas na questão desse justo, porque muito sofri hoje em sonho por causa dele".                         
Deus se revela a ela, possivelmente num sonho marcante, e lhe mostra que o "Rabi da Galiléia" era um homem justo. A alma dela angustiou-se ao pensar qual o destino dado a Jesus de Nazaré.          
Sabemos que Deus manifestou seu plano a homens no passado, trazendo revelações importantíssimas a reis e profetas. Assim foi com José no Egito, com o rei Nabucodonosor e José, marido de Maria. Entretanto, a única mulher citada na Bíblia que teve um sonho especial foi a mulher de Pôncio Pilatos. E os sonhos de Deus são importantes. Eles se cumprem, e levam o homem às reflexões e decisões na carreira da vida.          
Quem sabe se ela teria mostrado ao seu marido que Jesus estava sendo entregue pelos principais dos judeus por motivo de inveja? Quem sabe se ela teria conversado com o seu marido sobre a esperança dos judeus a respeito do seu "Messias", que seria rei de Israel, rei dos judeus, e que aquele seria o tempo referido pelas Escrituras para a Sua vinda entre o seu povo? Quem sabe ela não temia pela própria vida de seu marido, por condenar um justo chamado "O Cristo"?    
Cláudia Prócula já presenciara tremendas maldades do governo de Roma em tantas condenações injustas e cruéis. A esposa de Pilatos sabia que era necessário ao seu marido o uso de bom senso e um coração sensível, apesar da dureza inquestionável no cumprimento da lei romana pelo exército sob seu comando.              
Podemos supor que o motivo que levou Pilatos apenas mandar açoitar o prisioneiro Jesus, e soltá-lo logo em seguida, tenha sido por influência do conselho de sua esposa.  Até o ato de "lavar as mãos", indicando considerar-se isento de responsabilidade sobre o destino dele.        
A esposa de Pilatos mostrou ser uma mulher humilde e ágil em tomar decisões. Demonstrou submissão e respeito ao marido e procurou ajudá-lo naquele momento tão difícil, já que este exercia a autoridade romana sobre a Palestina. Ela não se omitiu, e a Bíblia relata o seu sonho de sofrimento com o "Justo Jesus de Nazaré".  
A Bíblia nos mostra personagens anônimos, como a esposa de Pilatos, que agiram corretamente na família e não se omitiram de suas responsabilidades. Apesar de não sabermos muito sobre ela, percebemos que era uma mulher presente na vida do marido, e ousava ajudá-lo com conselhos. Pelo menos ela tinha acesso a ele em suas decisões.            
Pilatos era duro e inflexível, mas aparentemente permitia que sua esposa expusesse suas opiniões. Tomou decisões brutais na Judéia. O povo judeu não gostava dele, como também não aceitava o domínio de Roma. Era algo difícil de engolir. Entretanto, Pilatos deixou uma pergunta no ar que alcançou a todas as gerações depois dele: "Que farei de Jesus, chamado o Cristo?".        
É certo que nem ele, nem sua esposa poderiam se omitir. Lavar as mãos publicamente e dizer-se inocente daquela morte não o isentaria da sua resposta para a eternidade.  
Podemos concluir que Deus revela seus segredos a quem Ele quer, quando Ele quer, onde Ele quer e para o propósito que Ele quer. "O Senhor não vê como vê o homem; Ele vê o coração" (1 Sm 16: 7). Os religiosos da época estavam mais dispostos a defenderem suas razões egoístas do que identificarem o "Messias" prometido naquele humilde homem de Nazaré.
Deus usou uma mulher fora do Seu povo, mas que aparentemente O temia. Ele lhe confiou uma revelação: A justiça de Cristo. Ela anunciou o que recebeu do Senhor. E quanto a nós? Temos anunciado o que temos recebido do Senhor? Temos falado de Cristo, mesmo em ambientes adversos? Ou temos "lavado as mãos" e nos omitido como Pilatos? Precisamos aprender com o exemplo da romana Cláudia! (Fonte: guiame.com.br)

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Esposa_de_P%C3%B4ncio_Pilatos
http://www.guiame.com.br/noticias/colunistas/monica-valentim/os-sonhos-da-romana-claudia.html
Imagens: http://www.saltoquantico.com.br/wp-content/uploads/Claudia_Procula.jpg
http://desmanipulador.blogspot.com.br/2012/10/biografia-poncio-pilatos.html

01 novembro 2013

Quem era Barrabás e o aconteceu com ele depois da morte de Jesus


Após assistir este filme, comecei a pensar o que se passou com ele depois da cruz, e pesquisando achei o que se segue na internet:

Barrabás (do aramaico: Bar Abbas, "filho do pai") nasceu na cidade de Jopa, ao sul da Judeia. Tinha a profissão de remador de botes e foi contemporâneo de Jesus Cristo. É um personagem citado no Novo Testamento, no episódio do julgamento de Jesus por Pôncio Pilatos.

Narrativa bíblica

Era integrante de um partido judeu que lutava contra a dominação romana denominado zelote.
Seu grupo agia através de ataques às legiões como meio de fustigar as forças invasoras dominantes. Foi preso após um ataque a um grupo de soldados romanos na cidade de Cafarnaum, onde possivelmente um soldado foi morto. «E havia um chamado Barrabás, que, preso com outros amotinadores, tinha num motim cometido uma morte.» (Marcos 15:7)
Segundo o texto bíblico, quando Jesus foi acusado pelos sacerdotes judeus perante Pôncio Pilatos, o governador da Judeia, depois de interrogá-lo, não encontrou motivos para sua condenação. Mas como o populacho, presente ao julgamento, vociferava contra o prisioneiro exigindo sua crucificação, Pilatos mandou flagela-lo e depois exibi-lo, ensanguentado, acreditando que a multidão se comoveria (um episódio conhecido como Ecce homo). Mas tal não aconteceu.
Pressionado, o governador tentou um último recurso: mandou trazer um condenado à morte, tido como ladrão e assassino, chamado Barrabás, e, valendo-se de uma (suposta) tradição judaica, concedeu ao povo o direito de escolher qual dos dois acusados deveria ser solto e o outro crucificado. Então, o povo manifestou-se pela libertação de Barrabás.(fonte: Wikipédia)

Os textos apócrifos falam sobre o destino de Barrabás
Na literatura apócrifa encontramos alguns textos que indicam o destino de Barrabás, mas nada de verdadeiro.
Especulam-se entre os biblistas do Novo Testamento e Historiadores, que em alguns manuscritos apócrifos falam de Barrabás, o citam e revelam como o filho de Rabás, conhecido como Barrabás e que posteriormente converteu-se ao cristianismo e seguiu recontando a sua história as gentes de que houve alguém que morreu em seu lugar.(Fonte: a bíblia.org)

Quanto ao filme

Sinopse Barrabás tenta compreender a missão de Jesus aqui na Terra, ele é um homem cético e incapaz de compreender a fé cristã, entra em contato com os discípulos de Cristo. Eles dão a Barrabás a sua própria visão sobre quem era o Mestre, o que deixa Barrabás ainda mais confuso. Ele busca entender o que Jesus queria dizer: "O meu reino não é deste mundo", e por que Jesus morreu em seu lugar, em busca de respostas, ele liga tudo o que foi falado sobre Jesus, até que ele chega a Roma e compreende por que Jesus morreu em seu lugar. O mais, você precisa assistir o filme, serve para refletirmos e perguntarmos: "O que farei de Jesus, chamado O Cristo em minha vida?"

Narrativa de um sermão

Aprecio muito a narrativa de um sermão feita pelo pastor Alejandro Bullon, o qual ele menciona sobre Barrabás, e o significado da morte de Jesus na cruz, deixo a narração para reflexão:(sermão na integra, ide fonte abaixo)

Uns dias antes da morte de Cristo, a polícia de Jerusalém prendeu um marginal chamado Barrabás. O delinqüente foi julgado e condenado à pena de morte. Devia ser cravado numa cruz. Esta era uma morte cruel. Ninguém morre por causa de feridas nas mãos e nos pés. A morte por crucificação é lenta e cruel. O sangue vai se acabando gota a gota. Às vezes o marginal ficava cravado vários dias. O sol de dia e o frio a noite, a fome, a sede e a perda paulatina de sangue iam acabando pouco a pouco com sua vida.
Depois do julgamento e da condenação de Barrabás, as autoridades chamaram um carpinteiro para preparar a cruz que seria dele. Ali estava o delinqüente e ali estava sua cruz, preparada especialmente para ele, com suas medidas, com seu nome. Mas naquele dia os judeus prenderam Jesus. Ele também foi julgado e condenado. A história conta que um homem chamado Pilatos, tentando defendê-lo, apresentou perante o povo Cristo e Barrabás e disse: "...Qual quereis que vos solte? Barrabás ou Jesus, chamado Cristo? ... E eles disseram: Barrabás. Disse-lhes Pilatos: Que farei então com Jesus, chamado Cristo? Disseram-lhe todos: Seja crucificado" (Mateus 27:17, 21 e 22).
Acho que se alguém entendeu alguma vez na plenitude do sentido a expressão, "Cristo morreu em meu lugar", foi Barrabás. Ele não podia acreditar. Talvez beliscasse sua pele para saber se realmente estava acordado. Ele, o marginal, o homem mau, estava livre. E aquele Jesus, manso e simples, que só viveu semeando amor, devolvendo saúde aos doentes e vida aos mortos estava ali para morrer em seu lugar. Eu imagino que Barrabás pensou: "Eu nunca terei palavras para agradecer a Cristo por ter aparecido. Se Ele não tivesse vindo, eu estaria condenado irremediavelmente".
Já não havia mais tempo para chamar o carpinteiro e preparar uma cruz para Cristo. Além do mais, ali havia uma cruz vaga, apesar de ter as medidas de outro, o nome de outro, e de ter sido preparada para outro... Naquela tarde, meu amigo, quando Cristo subiu o monte do Calvário carregando uma pesada cruz - eu gostaria que você entendesse bem isto - aquela tarde triste, Jesus estava carregando uma cruz alheia, porque nunca ninguém preparou uma cruz para Cristo. Sabe por quê? Simplesmente porque Ele não merecia uma cruz. Aquela tarde Cristo estava carregando minha cruz. Era eu quem merecia morrer, mas Ele me amou, me amou tanto que decidiu morrer em meu lugar e assim me oferecer o direito à vida.
Finalmente os homens chegaram lá no topo da montanha. Deitaram a cruz no chão e com enormes pregos atravessaram as mãos e os pés de Jesus. A cruz foi levantada e com o peso do corpo Suas carnes se rasgaram. Um soldado tinha lhe colocado na fronte uma coroa de espinhos. O sangue escorria lentamente pelo rosto. Um outro soldado lhe feriu o lado com uma lança. Ali estava o Deus-homem morrendo por amor. O sol ocultou seu rosto para não ver a miséria dos homens, o Céu chorou numa torrente de chuva. Até as aves dos céus e as bestas do campo corriam de um lado para outro sentindo em sua irracionalidade que alguma coisa estranha estava acontecendo. Só o homem, a mais bela e inteligente das criaturas, parecia ignorar que naquele instante seu destino eterno estava em jogo.
Horas depois, quando os judeus voltaram para casa, lá naquela montanha solitária, em meio a dois ladrões, pendia agonizante o maravilhoso Jesus, que estava entregando Sua vida pela humanidade.
Alguma vez você se deteve a pensar no significado daquele ato de amor? Não foi um louco suicida que morreu na cruz. Não foi um revolucionário social que pagou por sua ousadia. Era um Deus feito homem e como homem tinha medo de morrer. Possuía o instinto de conservação. Ele tinha tanto medo de morrer que, na noite anterior, no Getsêmani, disse a Seu Pai: "... Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres" (Mateus 26:39).
E eu tenho certeza que Deus disse:
- Ainda está em tempo de voltar atrás, Meu Filho.
A vida de toda a humanidade estava em Suas mãos. Ele tinha medo de morrer, mas Seu amor era maior do que o medo, maior do que a vida. Como abandonar o homem no mundo de desespero e de morte? É isso que talvez eu nunca consiga entender: "Por que Ele me amou tanto? Você entende o significado de sua vida?" Você é a coisa mais importante que Cristo tem. Ele o ama de tal maneira que mesmo tendo medo da morte, aceitou-a para vê-lo feliz. Não apenas para vê-lo tornar-se membro de uma igreja, mas para vê-lo realizado e feliz.
O homem pecou e merece morrer. Mas diz a Deus:
- Pai, perdoa-me.
Em outras palavras:
- Eu não quero morrer.
- Filho, Eu não posso mudar uma lei: "O salário do pecado é a morte". Não tem outra saída - disse Deus.
- Pai, perdoa-me, por favor, perdoa-me - continua clamando o homem em seu desespero.
O Pastor H. M. S. Richards conta uma pequena história de quando era garoto.
Ele diz que gostava de pular a cerca e colher as maçãs do vizinho. Um dia a mãe o chamou e mostrando-lhe uma vara verde, disse:
- Você está vendo esta vara verde?
- Sim, mãe.
- Se você colher mais uma maçã do vizinho, vou castigá-lo cinco vezes com esta vara, entendeu?
- Sim, mãe.
Os dias passaram. As maçãs estavam cada dia mais vermelhas e o menino não conseguiu resistir à tentação. Pulou a cerca e comeu maçãs até ficar satisfeito. O que ele não podia esperar era que ao voltar para casa a mãe estivesse esperando-o com a vara verde na mão. Tremeu. Sabia o que iria acontecer. Quase sem pensar suplicou:
- Mãe, me perdoe.
- Não, filho - disse a mãe - eu fiz uma promessa e terei que cumpri-la.
- Mãe, por favor, eu prometo que nunca mais tornarei a fazer isso.
- Não posso filho, você terá que receber o castigo.
- Por favor mãe, por favor - continuou suplicando com olhos lacrimejantes.
Que mãe pode ficar insensível vendo o filho amado suplicando perdão?
Ela tomou entre as suas, as mãos do filho e perguntou:
- Você não quer receber o castigo?
- Não, mãe.
- Então, só existe uma saída meu filho.
- Qual é?
A mãe estendeu a vara para ele e disse:
- Segura a vara meu filho. Em lugar de eu castigar você com esta vara você vai me castigar. O castigo tem que se cumprir, porque a falta existiu. Você não quer receber o castigo, mas eu o amo tanto que estou disposta a receber o castigo por você.
"Até aquele momento eu tinha chorado com os olhos - contou Richards - naquele momento eu comecei a chorar com o coração. Como teria coragem de bater na minha mãe por um erro que eu havia cometido?"
Você entendeu a mensagem? É isso que acontece entre Deus e nós quando, depois de pecar, suplicamos perdão. Ele olha com amor para nós e diz:
- Filho, você pecou e merece a morte, mas você não quer morrer. Então, só resta uma saída, Meu filho.
- Qual é? - perguntamos ansiosos.
- Em lugar de você morrer pelo pecado que cometeu, estou disposto a sofrer a conseqüência de seu erro - responde Ele com sua voz mansa.
Richards não teve coragem de castigar sua mãe por um erro que ele tinha cometido. Mas nós tivemos coragem de crucificar o Senhor Jesus na cruz do Calvário. Continuamos crucificando-O cada dia com as nossas atitudes. E Ele não diz nada. Como um cordeiro é levado ao matadouro e como ovelha muda diante dos Seus tosquiadores, não abre a boca, não reclama, não exige direitos, não pensa em justiça. Apenas morre, morre lentamente consumido pelas chamas de um amor misterioso, incompreensível, infinito.
Não, eu nunca terei palavras para agradecer o que Ele fez por mim. Eu nunca poderei entender a plenitude de Seu amor por mim. Mas ao levantar os olhos para a montanha solitária e ver pendurado na cruz um Deus de amor, meu coração se enternece e exclamo como a garota da faculdade: "Como teria coragem de não amar alguém que me ama tanto?"
E quanto a você? Correrá aos braços de Jesus dizendo: "Senhor, porque me amas tanto? Estou aqui e Te entrego a minha vida, ou o que resta dela. Te entrego meu coração manchado de egoísmo. Toma-o, Senhor, e transforma-o." (Fonte: Jesusvoltara.com.br)
 
Comentários do autor do blog: Embora não tenhamos informações do fim de Barrabás, sabemos que o que aconteceu com ele foi para o seu bem, pois "todas as coisas colaboram para o bem...", Deus tinha um propósito salvifico na vida de Barrabás, pois ele busca a todos, não importa se você o aceita ou o rejeita, Jesus nunca desistirá de você, por que ele te ama, você é único, ele tem um propósito especial, na vida de cada um dos seus filhos.(Johnny Cleber Francisco, Autor do blog Biblia Curiosa)


Fonte:
Imagem: http://www.google.com.br/imgres?sa=X&biw=1152&bih=603&tbm=isch&tbnid=dgIORU_bRL5yIM:&imgrefurl=http://veja.abril.com.br/blog/temporadas/tag/barrabas/&docid=-8PW9AO6NX8a8M&imgurl=http://veja.abril.com.br/blog/temporadas/files/2013/03/BarrabasCartaz.jpg&w=731&h=1000&ei=FF90Ut3kDM-dkAfyuoEQ&zoom=1&ved=1t:3588,r:8,s:0,i:112&iact=rc&page=1&tbnh=194&tbnw=186&start=0&ndsp=10&tx=96&ty=106.60000610351562
Pesquisa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Barrab%C3%A1s
http://www.abiblia.org/ver.php?id=5056#.UnReXclTtok
http://www.jesusvoltara.com.br/sermoes/bullon65_coragem_amar.htm

14 setembro 2013

Salomão

Salomão é um personagem da Bíblia (mencionado, sobretudo, no Livro dos Reis), filho de David com Bate-Seba, que teria se tornado o terceiro rei de Israel, governando durante cerca de quarenta anos (segundo algumas cronologias bíblicas, de 1009 a 922 a.C.).

Salomão na tradição bíblica


O nome Salomão ou Shlomô (em hebraico:שלמה), deriva da palavra Shalom, que significa "paz" e tem o significado de "Pacifico". Também chamado de Jedidias (em árabe سليمان Sulayman) pelo profeta Natã, nome que em hebraico significa "Amado de Jeová". (II Samuel 12:24, 25)

Idealização do Templo de Salomão

Foi quem ordenou a construção do Templo de Jerusalém, no seu 4.º ano, também conhecido como o
Templo de Salomão, levado a efeito por Hiram Abiff, segundo a Bíblia, em Reis e em Crônicas. Depois disso, mandou construir um novo Palácio Real para o Sumo Sacerdote, o Palácio da Filha de Faraó, a Casa de Cedro do Líbano e o Pórtico das Colunas. A descrição do seu Trono era exemplar único em seus dias. Mandou construir fortes muralhas na cidade de Jerusalém, bem como diversas cidades fortificadas e torres de vigia.

Salomão se notabilizou pela sua grande sabedoria, prosperidade e riquezas abundantes, bem como um longo reinado sem guerras. Foi após a sua morte, que ocorre o previsto cisma nas Tribos de Israel, originando o Reino de Judá (formado pelas 2 Tribos), ao Sul, e o Reino de Israel Setentrional (formado pelas 10 Tribos), ao Norte.

Riquezas de Salomão


Taça de Ouro.

"O peso do ouro que se trazia a Salomão cada ano era de seiscentos e sessenta e seis talentos de ouro” 1 (equivalente a cerca de 10 toneladas de ouro) de tributos, além das outras fontes que não eram o próprio povo.2 "Todas as taças de que se servia o rei Salomão eram de ouro,[...]não havia nelas prata, porque nos dias de Salomão não se dava a ela estimação nenhuma"3 , ou seja, a riqueza em ouro do rei era tamanha que não precisava demonstrar sua riqueza em prata. Uma hipérbole bíblica: "Fez o rei que, em Jerusalém, houvesse prata como pedras e cedros (madeira nobre) em abundância como os sicômoros (espécie de árvore comum na região) que estão nas planícies."4

"O rei tinha no mar uma frota de Társis, com as naus de Hirão; de três em três anos, voltava a frota de Társis, trazendo ouro, prata, marfim, bugios e pavões. Assim, o rei Salomão excedeu a todos os reis do mundo, tanto em riqueza como em sabedoria. Todo o mundo procurava ir ter com ele para ouvir a sabedoria que Deus lhe pusera no coração. Cada um trazia o seu presente: objetos de prata e de ouro, roupas, armaduras, especiarias, cavalos e mulas, assim, ano após ano."5

O rei Salomão realizou uma expedição a Ofir, terra cuja localização é imprecisa. "Dentre as sugestões apresentadas estão o oeste da Árabia, o Cabo Horn, na África, a Índia e até mesmo o Peru."6 Nesta expedição ele contou com o apoio de seu amigo, o rei de Tiro, Hirão, que enviou-lhe marinheiros experientes.7 A descrição da expedição é "Chegaram a Ofir e tomaram de lá quatrocentos e vinte talentos de ouro (equivalente a cerca de 16 toneladas de ouro), que trouxeram ao rei Salomão".8

Templo de Salomão


Salomão ordenou a construção do primeiro Templo de Jerusalém, o qual começou a ser construído no quarto ano de seu governo, no segundo mês do ano 480 depois da saída de Israel do Egito. Foram necessários 30.000 trabalhadores para serrar a madeira no Líbano, 70.000 para o transporte das cargas e 80.000 que talhavam as pedras nas montanhas, além de 3.300 chefes-oficiais.9

O Templo media sessenta côvados de comprimento, vinte de largura e trinta de altura.10 Era todo revestido em seu interior por cedro, madeira nobre, e nenhuma pedra se via; o chão era de tábuas de cipreste, também madeira nobre; posteriormente cobriu-se todo o interior do templo de ouro puro.11 O Santo dos Santos, câmara mais especial, que guardava a Arca da Aliança, era revestido totalmente de ouro, e era um cubo cuja aresta media vinte côvados.12 O altar também foi coberto de ouro. O Templo também apresentava enormes átrios (pátios) exteriores13

Reinado de Salomão


Rei Salomão,filho de David, em seu trono.

Existem diferentes datas para divisão do reino de Israel.

Adonias, o filho primogénito de David, proclamou-se pretendente ao Trono e sucessor de seu pai. Segundo os profetas, era da vontade Divina que o sucessor fosse Salomão, filho de David e Bate-Seba. Visto que Salomão não era o herdeiro imediato ao Trono, isso levou a intrigas e conspirações pelos partidários de Adonias. O direito de Salomão ao trono é assegurado mediante ação decidida de sua mãe, do Sumo Sacerdote Zadoque e do profeta Natã, com aprovação do idoso Rei David. Logo que se tornou rei, Salomão eliminou todos os conspiradores e consolidou o seu reinado.

Diferentemente de seu pai, Salomão não se tornou um líder guerreiro, pois isso não foi preciso. Soube manter a grande extensão territorial que herdara de seu pai. Mostrou, de acordo com a tradição judaica, ser um grande governante e um juiz justo e imparcial. Soube habilmente desenvolver o comércio externo e da indústria, as relações diplomáticas com países vizinhos, o que levou a um progresso considerável das cidades israelitas.

Salomão casou com uma filha de Faraó (Anelise) e recebeu como dote de casamento a cidade cananéia de Gezar. Renovou a aliança comercial com Hirão, Rei de Tiro. Ficou conhecido por ter ordenado a construção do Templo de Jerusalém (também conhecido como o Templo de Salomão), no Monte Moriá. Isto ocorreu no seu 4º ano de reinado, exatamente no 480.º ano (479 anos completos mais alguns dias ou meses) após o Êxodo de Israel do Egipto. (Os historiadores e exegetas bíblicos consideram esta data como artificial, embora haja alguns biblistas que a consideram uma sincronização autêntica.)

Após isso mandou construir fortes muralhas na cidade de Jerusalém, bem como mandou reconstruir e fortificar diversas cidades (como por exemplo, Megido, Bete-Seã, Hazor…) e construir cidades-armazém.

Salomão organizou uma nova estrutura administrativa, dividindo as terras em 12 distritos administrativos governados por funcionários nomeados diretamente pela administração central. No exército, deu especial importância a cavalaria e aos carros de guerra. Dispunha no porto de Eziom-Geber, no Golfo de Aqaba de uma frota de navios comerciais de longo curso, chamados de "navios de Társis".

Segundo I Reis 11:3, Salomão tinha setecentas mulheres e trezentas concubinas, e "suas mulheres lhe perverteram o coração e o seu coração não era perfeito para com o Jeová seu Deus, como o coração de Davi, seu pai".

Divisão do Reino


Com a sua morte, Roboão, seu filho, sucedeu-lhe no trono. Em vez de ouvir o conselho sábio dos anciãos das tribos de Israel para aliviar a carga tributária e os trabalhos compulsórios impostos por seu pai, ele mandou aumenta-los. Isso levou à rebelião das tribos setentrionais e à divisão do Reino em dois novos reinos: o Reino de Israel Setentrional (ou Reino das 10 Tribos, tendo como Rei Jeroboão I), e o Israel Meridional (tendo por capital Jerusalém e como rei, Roboão).

Tradição posterior


A tradição posterior imputaria a Salomão grande sabedoria e ao seu reinado o status de época áurea. Ele é considerado dentro da tradição judaico-cristã, como o homem mais sábio que já viveu até então. A Bíblia nos relata que no seu reinado diversos reis e governantes vinham a Israel fazer perguntas e receber conselhos do Rei Salomão, incluindo a rainha de Sabá. Durante os séculos posteriores, diversas obras de outros autores eram imputadas a Salomão, para dar-lhes valor.

História do Bebê


A Salomão é atribuída a famosa história de que duas mulheres foram ao seu palácio. Duas mulheres tiveram filhos juntos, um dos filhos morreu e a mãe do que morreu, pegou a da outra mãe. De manhã, ela percebeu que aquele que tinha morrido não era seu filho e começaram a discutir. Foram até o palácio do Rei Salomão e contaram-lhe a história. Ele mandou chamar um dos guardas e lhe ordenou: "Corte o bebê ao meio e dê um pedaço para cada uma". Falado isso, uma das mães começou a chorar e disse: "Não, eu prefiro ver meu filho nos braços de outra do que morto nos meus", enquanto a outra disse: "Pra mim é justo". Salomão, reconhecendo a mãe na primeira mulher, mandou que lhe entregassem o filho.14

Salomão na tradição islâmica


O Rei Salomão aparece no Corão com o nome de Sulayman ou Suleiman. No Islão, é considerado como um profeta e um grande legislador da parte de Alá .

Salomão à luz da História e da Arqueologia


Até o presente, não há comprovação capaz de conferir autenticidade histórica à figura do rei Salomão, além da própria Bíblia, nem que Jerusalém tenha sido, por volta do século X a.C., o centro de um reino amplo e próspero, conforme descrito no Livro dos Reis. Ademais, tendo sido Salomão um rei famoso por sua sabedoria e riqueza (como mostrado na Bíblia), era de se esperar que seu nome fosse referido por outros povos daquela região, sobretudo pelos fenícios de Tiro, com quem o reino de Salomão manteria intenso comércio. A ausência de quaisquer achados arqueológicos dessa natureza parece indicar que Salomão é, na verdade, o símbolo de um passado glorioso (ainda que legendário) que a maioria dos povos antigos apreciava se atribuir.15 Entretanto, as menções acerca da riqueza de Salomão e do reino de Israel presentes na Bíblia não são apenas superficiais, mas relatam expressivas fortunas, como a adquirida na expedição a Ofir, onde o lucro foi de cerca de dezesseis toneladas de ouro (precisamente 420 talentos de ouro)16 , e a necessária para a construção do Templo de Salomão (veja os tópicos: Templo de Salomão e Riquezas de Salomão). A construção do templo, aliás, é comprovada arqueologicamente com ruínas encontradas no subsolo do monte Sião. Ademais, a visita da rainha de Sabá comprova que Salomão era conhecido por sua sabedoria e riqueza em todo o Oriente Próximo, pois, para "averiguar se o rei fazia jus à sua reputação", ela partiu de uma terra mui distante, Sabá, que provavelmente se localizava no atual Iêmen.17

31 agosto 2013

Quem são os Espíritos do Espiritismo?

Irmãs Fox

O Espiritismo à luz da Bíblia

O espiritismo moderno surgiu em 1848, nos Estados Unidos, a partir de acontecimentos relatados pela família Fox, em Hydesville, Nova Iorque. O movimento se expandiu rapidamente para a Europa e encontrou grande divulgação na França por meio de Hippolyte Léon Denizard Rivail, conhecido como Allan Kardec.

De forma resumida, o espiritismo ensina a existência de espíritos desencarnados (pessoas mortas) e a possibilidade de comunicação entre vivos e mortos. Também apresenta uma visão específica do ser humano, composto por corpo físico, alma espiritual e um elemento intermediário, geralmente chamado de corpo astral.

Ao analisar essa crença, é importante perguntar: o que a Bíblia ensina sobre a morte, a consciência após ela e a comunicação com os mortos?

O que a Bíblia ensina sobre a morte

Segundo as Escrituras, a morte é um estado de inconsciência, frequentemente comparado a um sono. A Bíblia afirma claramente que os mortos não têm participação ativa no mundo dos vivos:

“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma.” (Eclesiastes 9:5)

“Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.”(Eclesiastes 9:6)

Outros textos confirmam esse ensino:

  • Salmos 6:5

  • Salmos 115:17

  • Salmos 146:3–4

  • Isaías 38:18–19

Essas passagens mostram que a Bíblia não descreve os mortos como conscientes ou comunicáveis.

Jesus e a morte: o ensino do Criador da vida

A Bíblia ensina que Jesus participou da criação de todas as coisas e é eterno:

“Nele foram criadas todas as coisas… tudo foi criado por meio dele e para ele.”(Colossenses 1:16–17)

Por ser o Autor da vida, Jesus sabe exatamente o que é a morte. Ao falar sobre Lázaro, Ele declarou:

“Nosso amigo Lázaro adormeceu.”(João 11:11)

E, em seguida, esclareceu:

“Lázaro morreu.”(João 11:14)

Aqui, Jesus compara a morte a um sono, uma imagem usada dezenas de vezes na Bíblia. Isso indica um estado temporário, do qual a pessoa será despertada pela ressurreição.

A esperança bíblica: a ressurreição

A solução apresentada por Deus para a morte não é a comunicação com os mortos, mas a ressurreição:

“Os teus mortos viverão… despertai e exultai, os que habitais no pó.”(Isaías 26:19)

O apóstolo Paulo reforça essa esperança:

“Os mortos ressuscitarão incorruptíveis.”(1 Coríntios 15:52)

A Bíblia ensina que a ressurreição ocorrerá no último dia, quando Cristo voltar:

“Esta é a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho… eu o ressuscitarei no último dia.”(João 6:40)

“Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.”(1 Tessalonicenses 4:16)

O próprio Jesus declarou:

“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.”(João 11:25)

Se os mortos já estivessem vivos em outro plano, a ressurreição prometida perderia seu sentido. A esperança cristã está na volta de Cristo, não na continuidade consciente após a morte.

Quem são os espíritos que se manifestam?

Diante do ensino bíblico de que os mortos estão inconscientes, surge uma pergunta legítima: quem são os espíritos que se manifestam em práticas espíritas?

A Bíblia afirma que existem seres espirituais que não são humanos e que podem realizar sinais:

“São espíritos de demônios, operadores de sinais.”(Apocalipse 16:14)

Esses seres são descritos como anjos caídos que se rebelaram contra Deus. Por isso, as Escrituras advertem claramente contra qualquer tentativa de comunicação com o mundo espiritual fora da orientação divina:

“Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos.”(Levítico 19:31)

Essa advertência não é uma ameaça, mas um ato de cuidado, pois Deus deseja proteger Seus filhos do engano espiritual.


Cena do filme Ghost - do outro lado da vida

A advertência bíblica sobre a consulta aos mortos

A Bíblia é clara ao alertar sobre práticas espirituais que envolvem a tentativa de contato com os mortos. Em Levítico, o próprio Deus declara:

“Quando alguém se voltar para os necromantes e feiticeiros, para se prostituir com eles, eu me voltarei contra essa pessoa e a eliminarei do meio do seu povo.”(Levítico 20:6)

Esse texto mostra que Deus leva esse assunto com seriedade. Não se trata de rejeição às pessoas, mas de rejeição às práticas que afastam o ser humano da confiança plena n’Ele.

O propósito do engano espiritual

Segundo a Bíblia, o objetivo de Satanás é enganar. Jesus afirmou:“Ele é mentiroso e pai da mentira.” (João 8:44)

A estratégia do engano espiritual consiste em levar a pessoa a acreditar que pode obter orientação, consolo ou revelação por meio dos mortos. Ao aceitar essa ideia, a confiança que deveria estar em Deus e em Sua Palavra é gradualmente substituída por outras vozes.

O profeta Isaías faz um alerta direto:

“Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos… acaso não consultará o povo ao seu Deus?”(Isaías 8:19–20)

A Bíblia ensina que buscar orientação espiritual fora de Deus conduz à confusão e ao afastamento da verdade.

Como Deus vê a prática de consultar mortos

As Escrituras não deixam dúvida quanto à posição divina:

“Não se achará entre ti… quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor.”(Deuteronômio 18:10–12)

A palavra “abominação” indica algo que Deus rejeita por causar dano espiritual. Se tais práticas fossem benéficas, Deus não as proibiria, pois a Bíblia afirma:

“O Senhor não nega bem algum aos que andam retamente.”(Salmo 84:11)

Importante ressaltar: Deus rejeita a prática, mas ama as pessoas. Seu desejo é libertar, não condenar.

Por que as manifestações parecem tão reais?

A Bíblia ensina que existem seres espirituais que não são humanos — anjos fiéis a Deus e anjos caídos. Esses seres possuem grande capacidade de observação e podem se manifestar de formas surpreendentes.

As Escrituras mostram que anjos podem assumir aparência humana (Gênesis 18:1–2; Hebreus 13:2) e até falar por meio de outros seres (Números 22:28; Gênesis 3:1). Isso explica por que certas manifestações parecem tão convincentes, inclusive imitando vozes, lembranças e características pessoais.

Contudo, a Bíblia afirma que tais manifestações não vêm de pessoas falecidas, mas de seres espirituais que não dizem a verdade.

Um chamado bíblico à confiança em Deus

A Palavra de Deus nos convida a buscar segurança, consolo e direção somente n’Ele. A esperança cristã não está na comunicação com o além, mas na graça oferecida por meio de Jesus Cristo.

“Eis agora o tempo aceitável, eis agora o dia da salvação.”(2 Coríntios 6:2)

A salvação não é comprada nem conquistada por méritos humanos; ela é um presente de Deus:

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé… é dom de Deus.”(Efésios 2:8)

Deus continua chamando cada pessoa com amor, paciência e misericórdia. Ele deseja restaurar, perdoar e conduzir à vida verdadeira.


Como a Bíblia explica as chamadas “experiências pós-morte”?

Relatos de experiências chamadas de “pós-morte” são conhecidos em muitas culturas e despertam curiosidade. A Bíblia, porém, nos convida a analisar essas experiências com discernimento, à luz da razão e da Palavra de Deus. A seguir, alguns pontos importantes.

1. Essas pessoas não estavam realmente mortas

A medicina distingue dois conceitos importantes:

  • Morte clínica: ocorre quando o coração para de bater temporariamente. Nessa fase, ainda há possibilidade de reversão.

  • Morte biológica: ocorre quando cessam de forma irreversível as funções do cérebro e de todo o organismo.

Uma pessoa só é considerada realmente morta quando ambas acontecem. Os relatos de “experiência pós-morte” envolvem pessoas que passaram apenas por morte clínica, não por morte biológica. Portanto, do ponto de vista médico, elas não estavam mortas.

Em situações de trauma, coma, falta de oxigênio ou grande estresse, o cérebro pode produzir sensações muito vívidas, que parecem reais, mas não correspondem a uma saída literal do corpo.

2. O papel da mente e das percepções alteradas

A mente humana é capaz de criar experiências intensas em situações extremas. Sonhos, pesadelos e alucinações mostram isso claramente. Quem nunca sonhou estar caindo, sendo perseguido ou vivendo algo que parecia absolutamente real?

A ciência reconhece que:

  • Falta de oxigênio no cérebro

  • Uso de medicamentos ou substâncias

  • Estados de choque ou coma

  • Experimentos médicos

podem induzir a sensação de estar fora do corpo, observando a si mesmo ou atravessando ambientes irreais.

Essas experiências não provam que a pessoa morreu, mas revelam como o cérebro reage em condições extremas.

3. O ensino bíblico sobre a morte contradiz essas experiências

Mais importante que qualquer relato humano é o que a Bíblia ensina. As Escrituras afirmam claramente que os mortos não retornam para relatar experiências:

“Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir.”(Jó 7:9)

“Dentro de poucos anos, seguirei o caminho de onde não tornarei.”(Jó 16:22)

A Bíblia ensina que a morte é um estado definitivo até a ressurreição, e não uma ida consciente a outro plano com posterior retorno.

Além disso, lemos:

“Aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disso, o juízo.”(Hebreus 9:27)

Esse texto ensina duas verdades fundamentais:

  • A vida humana não segue um ciclo de múltiplas mortes e retornos.

  • A morte ocorre uma única vez, seguida do juízo de Deus.

Se alguém tivesse realmente morrido e retornado, essa afirmação bíblica não faria sentido.

A esperança bíblica não está na experiência, mas na ressurreição

A Bíblia não fundamenta a fé em experiências subjetivas, mas na promessa segura de Deus. A esperança cristã não é “voltar da morte”, mas ressuscitar quando Cristo voltar:

“Os mortos ressuscitarão incorruptíveis.”(1 Coríntios 15:52)

“Eu o ressuscitarei no último dia.”(João 6:40)

Por isso, a Bíblia nos chama a confiar mais na Palavra de Deus do que em relatos impressionantes, por mais sinceros que pareçam.


4º) Sobre experiências pós-morte

Muitas experiências relatadas por pessoas que afirmam ter passado pela morte podem transmitir uma ideia equivocada sobre Deus e o Céu. Frequentemente, essas pessoas descrevem serem envolvidas por uma luz, que seria Deus. No entanto, a Bíblia nos mostra que Deus não é apenas uma luz ou uma energia, mas um ser pessoal, com rosto e presença real. Ele é alguém que podemos abraçar, conversar e nos relacionar (Gênesis 1:27; Êxodo 3:1-15; Êxodo 33:17-23; Números 12:5-8; Atos 7:56; Apocalipse 21:2-5).

Não é maravilhoso saber que nosso Deus é um ser que nos ama e que poderemos estar com Ele para sempre? Quando formos para o Céu, não seremos “luzes” flutuando, mas teremos corpos reais. Essa é a vontade de Deus para a humanidade.

Algumas pessoas também descrevem terem passado por um “túnel brilhante”, envolvidas por luz. Mas Jesus nos oferece algo muito mais grandioso: o Céu. O lugar que Cristo está preparando para nós (João 14:1-3; Hebreus 11:10) é maravilhoso. As ruas são de ouro, as portas de pérola, e os fundamentos da cidade são feitos de pedras preciosas. Há rios, árvores, flores delicadas e muitos outros detalhes que a Bíblia descreve (Apocalipse 21:9-27; 22:1-5).

Mesmo que possamos imaginar a paisagem mais linda do mundo, ela não se compara ao que Deus preparou para nós. Como diz a Escritura: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado

O que são Espírito e Alma?

A Bíblia usa as palavras “espírito” e “alma” para descrever diferentes aspectos da vida humana, e é importante compreender o significado correto de cada termo para não confundir conceitos.

Espírito

No Antigo Testamento, a palavra hebraica para “espírito” é ruach (רוּחַ). Ela aparece 377 vezes e é traduzida de formas diferentes, dependendo do contexto:

  • Vento – Gênesis 8:1

  • Princípio vital – Gênesis 6:17; 7:22

  • Coragem – Josué 2:1

  • Vitalidade ou força – Juízes 15:19

  • Ânimo ou disposição – Jó 17:1; Isaías 54:6

  • Caráter moral – Ezequiel 11:19

  • Espírito de Deus – Isaías 63:10

  • Sede das emoções – 1 Samuel 1:15

Perceba que o “espírito” ou “fôlego” de uma pessoa é o mesmo que o dos animais (Eclesiastes 3:19): trata-se do fôlego de vida, que Deus dá a todos os seres viventes.

No Novo Testamento, a palavra grega é pneuma (πνεῦμα). Ela aparece 220 vezes e pode significar:

  • Espírito

  • Respiração

  • Atitude ou estado de espírito – Romanos 8:15; 2 Timóteo 1:7

  • Hálito ou sopro de Deus – 2 Tessalonicenses 2:8

  • Consciência – 1 Coríntios 2:11

  • Anjos e demônios – Hebreus 1:14; 1 Timóteo 4:1

  • A divindade ou natureza de Cristo – Romanos 1:4; 2 Coríntios 3:17

  • O Espírito Santo – Efésios 4:30; Romanos 8:9-11

O espírito, portanto, não é uma entidade independente. É o “sopro” ou “fôlego de vida” que Deus coloca no corpo (Gênesis 2:7). É isso que nos mantém vivos.

Em Eclesiastes 12:7, lemos:

“E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.”

Na língua original, “espírito” significa fôlego de vida. Ele não pensa nem julga; simplesmente retorna a Deus, que o concedeu. Isso significa que tanto o “fôlego” dos justos quanto o dos ímpios volta a Deus – mas sem consciência ou recompensa imediata.

Conclusão: sem o corpo, o espírito (fôlego) não produz vida. A união de corpo + fôlego é essencial para a existência.

Alma

No Antigo Testamento, a palavra hebraica para “alma” é nephesh (נֶפֶשׁ); no Novo Testamento, a palavra grega é psyche (ψυχή). Ambas aparecem centenas de vezes e têm significados variados:

  • Vida – Gênesis 35:18; 9:4-5; Salmo 31:13

  • Pessoa – Gênesis 14:21; Deuteronômio 10:22; Atos 27:37

  • Cadáver – Números 9:6

  • Apetite – Eclesiastes 6:7

  • Coração ou emoções – Êxodo 23:9

  • Ser vivente – Apocalipse 16:3

  • Pronomes pessoais – Salmo 3:2; Mateus 26:38

A palavra “alma” nunca se refere a uma entidade imortal separada do corpo. A Bíblia deixa claro que somente Deus é imortal:

“…o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver.”(1 Timóteo 6:15-16)

Por que “espírito” e “alma” têm tantos sentidos?

A língua hebraica possui um vocabulário limitado:

  • Sem vogais

  • Poucas preposições e conjunções

Por isso, uma única palavra pode assumir vários significados dependendo do contexto. É preciso estudar cada passagem com cuidado para não confundir conceitos.

Sobre alma, espírito e curas sobrenaturais

Para entendermos melhor certos conceitos bíblicos, podemos fazer uma comparação com a língua portuguesa. Nossa língua é rica, com mais de 400.000 palavras, mas mesmo assim algumas palavras têm mais de um sentido. Por exemplo, “manga” pode significar a fruta ou a parte de uma roupa. Agora imagine o alfabeto hebraico, que é ainda mais complexo.

Na Bíblia, “alma” se refere à pessoa como um todo. Em Gênesis 2:7 lemos:

“Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.”

Ou seja:
Pó da terra (corpo) + fôlego de vida (espírito) = alma vivente

O espírito é o fôlego que Deus soprou em nós, o princípio vital que nos mantém vivos (Gênesis 2:7). Portanto, nem “alma” nem “espírito” têm, no sentido bíblico, existência fora do corpo.

Sobre curas sobrenaturais

Hoje, assim como no passado, ocorrem curas milagrosas atribuídas a forças sobrenaturais. Mas é importante ter cuidado, porque nem toda cura é necessariamente de Deus. A Bíblia é o critério seguro para avaliarmos qualquer fenômeno sobrenatural, pois é a palavra de Deus, suficiente para nos guiar.

Por exemplo, na história de Moisés diante do Faraó: Deus realizou milagres para mostrar seu poder, como transformar a vara em serpente e a água em sangue, ou fazer surgirem rãs (Êxodo 7 e 8). Porém, os sábios e encantadores do Egito conseguiram imitar alguns desses sinais com suas artes ocultas (Êxodo 7:11-12; 7:22; 8:7).

Isso mostra que Satanás também pode produzir sinais sobrenaturais (Apocalipse 13:13-14). Mas qual é o objetivo dele ao fazer o “bem” aparente? Ele quer enganar as pessoas, prendê-las em práticas que afastam de Deus, e controlar suas vidas, com consequências presentes e futuras.

A escritora cristã Ellen White relata casos em que pais confiavam a filhos a médiuns ou curadores, sem perceber que estavam sob influência satânica, o que podia trazer sérios efeitos duradouros. Por isso, é muito perigoso envolver-se com espiritismo, principalmente quando se trata de crianças. A melhor proteção é ensinar os filhos a frequentar a igreja e seguir a Deus.

Cuidado com os enganos

A Bíblia adverte que Satanás se apresenta como “anjo de luz” e que seus ministros podem parecer “ministros de justiça” (II Coríntios 11:14-15). Nos últimos tempos, ele aumentará seus esforços para enganar as pessoas com espíritos enganadores e ensinamentos falsos (1 Timóteo 4:1; II Tessalonicenses 2:9). Ele sabe que seu tempo é curto (II Tessalonicenses 2:8) e busca levar o máximo de pessoas à perdição.

Portanto, o espiritismo é perigoso, porque muitas vezes se apresenta de forma atraente e inofensiva, mas seu objetivo real é afastar as pessoas de Deus. Nossa luta não é contra pessoas, mas contra poderes espirituais do mal (Efésios 6:12).


Fonte: http://www.advir.com.br/sermoes/sermao_c_espiritismo_vp.htm
Fotos: http://setimodia.wordpress.com/2011/12/19/teria-ellen-white-se-equivocado-ao-identificar-as-batidas-misteriosas-na-casa-das-irmas-fox-com-o-surgimento-do-espiritismo-moderno/
http://scrapetv.com/News/News%20Pages/Entertainment/pages-4/Patrick-Swayze-death-puts-Ghost-sequel-on-fast-track-Scrape-TV-The-World-on-your-side.html
Autor: Leandro Quadros

Postagens mais visitadas

Postagens mais visitadas em 2024