A Bíblia Curiosa reúne temas fascinantes relacionados às Escrituras, explorando sua origem, formação, autores, contexto histórico e os diversos acontecimentos que tornam a Bíblia um livro extraordinário. Além disso, apresenta artigos, estudos bíblicos, reflexões e curiosidades que ajudam a ampliar o conhecimento e fortalecer a fé. Porém, nosso objetivo não é apenas trazer entretenimento ou curiosidades, mas apresentar conteúdos relevantes para o crescimento espiritual e a preparação do caráter para a salvação. Afinal, o maior propósito do ser humano não é apenas adquirir conhecimento, mas conhecer a Deus e preparar-se para a eternidade. Essa preparação acontece através de Jesus Cristo, Seu amor e o sacrifício realizado na cruz, onde encontramos perdão, restauração e esperança de uma nova vida. Desejamos que cada estudo aqui apresentado seja uma oportunidade para aproximar você de Deus e permitir que Sua Palavra transforme sua vida. Desejamos a você uma excelente leitura!

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13 novembro 2009

A Bíblia é machista?



Gostaria de saber a razão para a ordem de Paulo em 1 Coríntios 14:34, 35. Será que a mulher não pode falar na igreja? – W.

Os versos 34-36 de 1 Coríntios fazem parte da seção sobre a ordem no culto (14:26-40), e devem ser analisados à luz desse contexto. Ao olharmos essa seção, podemos ver o que estava perturbando a adoração pública na igreja de Corinto: (1) muitas partes e muitos oradores em um mesmo culto – 14:26; (2) diversas pessoas falando em línguas estrangeiras, ao mesmo tempo e sem intérprete – 14:27, 28; (3) vários profetas tentando transmitir sua mensagem, e todos ao mesmo tempo – 14:29-33; e (4) mulheres falando e perguntando durante o culto – 14:34, 35.

Reconhecemos que poucos versos bíblicos têm causado tanta discussão quanto esses, dirigidos à igreja de Corinto. Mas devemos estar certos de uma coisa: quando Paulo fala contra determinada prática na igreja é porque a mesma estava sendo prejudicial à comunidade cristã. E esse é o caso das mulheres falarem na igreja de Corinto.

Como se sabe, as mulheres no tempo de Paulo não falavam em público. Elas não deviam falar em público nem mesmo com o marido.

Então, o evangelho chegou à importante cidade de Corinto e muita gente se converteu, inclusive mulheres. Parece que elas interpretaram mal as palavras de Paulo de que “onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (2Co 3:17), e acharam que essa liberdade cristã lhes dava o direito de romper com os costumes aceitos pela sociedade em que viviam.

Essa prática de mulheres falarem no culto, nos dias de Paulo, era considerada “indecorosa” ou “vergonhosa” (14:35) “porque os costumes dos gregos e judeus ordenavam que as mulheres se retirassem quando se discutiam assuntos públicos. A violação desse costume era considerada uma desonra e estava trazendo vergonha para a igreja” (F. D. Nichol, Comentario Bíblico Adventista del Séptimo Dia, v. 6, p. 788).

As mulheres eram tidas em baixa conta, não só entre os gregos, mas também entre os judeus. “Muitos rabinos duvidavam que as mulheres tivessem alma. Se um escravo do sexo masculino podia ler as escrituras na sinagoga, uma mulher judia não tinha permissão para tanto. Nenhuma mulher podia frequentar as escolas de teologia. Na realidade, os rabinos afirmavam: ‘É preferível queimar a lei a ensiná-la a uma mulher!’” (R. N. Champlin, O Novo Testamento Interpretado, v. 4, p. 230).

Quando Paulo diz que às mulheres “não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina” (14:34), ele tem em mente a lei mosaica como um todo, especialmente Gênesis 3:16 e Números 30:8-12, passagens que fazem a mulher depender totalmente do marido, por estar sujeita a ele.

1 Coríntios 14:35 diz que, se a mulher quisesse aprender alguma coisa, perguntasse em casa ao marido. O fato é que nas sinagogas os homens podiam disputar, dialogar e fazer perguntas, as mulheres não. Fazer isso seria considerado ousado demais para os costumes dos judeus e gregos da época de Paulo.

Palavras tão enfáticas quanto às de 1 Coríntios 14:34 e 35 são as de 1 Timóteo 2:11 e 12: “A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio.” A sociedade daquele tempo esperava que o homem ensinasse e a mulher aprendesse. Pelo visto, se uma mulher pretendesse ensinar, isso seria considerado como desempenho de um papel masculino e uma usurpação em relação ao papel do homem (O Novo Testamento Interpretado, v. 4, p. 231). É nesse contexto que as palavras do apóstolo Paulo devem ser entendidas, e não à luz dos costumes de hoje, especialmente nos países ocidentais, onde as mulheres atuam, praticamente, em todas as áreas, e isso não é considerado “vergonhoso”, nem “indecente”.

O problema em Corinto parece que tinha mais que ver com a fala das mulheres no culto público. Elas deviam ficar caladas “na igreja” (14:34), pois, pelo que podemos perceber ao longo das páginas do Novo Testamento, elas poderiam falar em reuniões particulares, até mesmo ensinando, como aconteceu com Priscila, que, juntamente com o marido Áquila, ensinou, com mais exatidão o “caminho de Deus” a Apolo (At 18:24-26). Também digno de menção é o nome de Febe, diaconisa de Cencréia, um porto de Corinto, provável portadora da epístola de Paulo aos Romanos (ver Rm 16:1). O fato de ela ser uma “diaconisa” (no grego diákonos) pode indicar sua participação ativa, usando a voz na pregação do evangelho, tal como os diáconos escolhidos pela igreja em Atos 6, dentre os quais se destacam Estêvão, que pregava o evangelho com palavras cheias de sabedoria e poder do Espírito Santo (At 6:10) e Filipe, o evangelista (At 8:4-8; 21:8), cujas quatro filhas eram profetisas (At 21:9).

E hoje, como aplicar as palavras de Paulo quanto ao silêncio das mulheres no culto público? Como os tempos mudaram e a situação das mulheres na sociedade também (ao menos nos países ocidentais), devemos atentar agora ao princípio que está contido nas palavras do apóstolo aos gentios, que é o de se buscar a decência e a ordem (1Co 14:40) em tudo quanto fizermos, especialmente no culto, “pois Deus não é Deus de confusão” (1Co 14:33). E isso vale tanto para as mulheres quanto para os homens.

E, por último, uma palavra de apreço às mulheres por sua inestimável atuação em todas as áreas, especialmente às professoras (de ensino religioso, na igreja, e de matérias seculares, nas escolas) e outras que lideram departamentos da igreja, que usam a voz para abençoar os membros do corpo de Cristo e à comunidade em geral.

(Ozeas Caldas Moura, doutor em Teologia Bíblica e editor na Casa Publicadora Brasileira.)
 
 
Fonte: http://michelsonperguntas.blogspot.com/2009/03/biblia-e-machista.html

10 novembro 2009

Salmo 15

Salmo 67

Salmo 5

Salmo 6

Salmo 4

Sorria

Salmo 3

Salmos Abertura

Salmo 1

Medo! Por que?

A Solicitude da vida

Salmo 19

Salmo 91

06 novembro 2009

Se alma perece no inferno, ela não é imortal – Mateus 10:28



by leandro.quadros on 25/08/09 at 4:10 pm

Gostei tanto da resposta do Pr. Francis D. Nichol (um dos melhores apologistas adventistas que já pisaram nesse mundo) sobre Mateus 10:28 que resolvi transcrevê-la para você. Se quiser estudar sobre outros textos, recomendo a leitura do livro de onde extraí a explicação a seguir. O título é “Respostas a Objeções”, publicado pela editora Casa Publicadora Brasileira. Ligue para 0800 -979 0606 ou acesse o site: www.cpb.com.br

Ótima leitura – e, sempre firme nas Verdades de Cristo!

Leandro Quadros.

Cristo disse: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo”. Mateus 10:28. Isso prova que a alma e o corpo são duas coisas distintamente diferentes. O corpo pode ser destruído e a alma permanece. Portanto, a alma é uma entidade separada, que vive para sempre depois da morte do corpo.

Aqueles que ensinam a doutrina da imortalidade da alma ensinam não somente que as almas dos justos vivem. Ensinam que, embora o corpo seja destruído, a alma não é. Mas este texto explicitamente diz que é possível “fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo”. Em outras palavras, é possível “matar a alma”. Certamente, este é o último texto no mundo que o defensor da alma imortal deveria apresentar para apoiar sua crença.

Mas o crente na imortalidade da alma nos lembrará que o texto no mínimo deixa claro que o corpo é uma coisa e a alma outra; e, portanto, a alma deve ser considerada uma entidade separada. A palavra grega aqui traduzida por “alma” é psiquê. Isso ocorre em cada exemplo onde a palavra “alma” é encontrada no Novo Testamento na Versão King James. Mas, há muitos exemplos onde psique é traduzida por “vida”. Os tradutores, que não eram inspirados, mas eram crentes em uma alma imortal, variaram a tradução de psiquê de acordo com sua melhor compreensão, e inevitavelmente através dos olhos de sua teologia. Não questionamos sua honestidade; somente sua exatidão.

Note as seguintes palavras de Cristo conforme traduzidas na Versão Almeida Revista e Atualizada: “Porquanto, quem quiser salvar a sua vida [psiquê] perdê-la-á; e quem perder a vida [psiquê] por minha causa achá-la-á. Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma [psiquê]? Ou que dará o homem em troca da sua alma [psiquê]?” Mateus 16:25, 26.

Obviamente, os tradutores não podiam traduzir psiquê no verso 25 como “alma” sem criar um dilema teológico de primeira ordem.

No verso 26, “perder a psiquê” significa perdê-la no fogo do juízo que devorará os condenados. Mas, no verso 25, Cristo diz que é possível um homem “perder a psiquê” por Sua causa! Os tradutores resolveram um dilema e salvaram sua doutrina da imortalidade da alma traduzindo psiquê como “vida” no verso 25 e como “alma” no verso 26. Poderíamos acrescentar que os tradutores da American Standard Version e os tradutores da Revised Standard Version traduzem psiquê como “vida” em ambos os versos.

Voltemos agora a Mateus 10:28: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma [psiquê]; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma [psiquê] como o corpo”.

Quando a palavra “alma” é substituída por “vida”, como pode adequadamente ser, qualquer aparência de um argumento para a doutrina da imortalidade da alma desaparece. De fato, o texto torna-se um dos mais fortes em apoio da doutrina de que virá o dia em que os ímpios terão sua própria vida destruída. E, se isso não significa aniquilamento final, não sabemos como este significado poderia ser transmitido em palavras.

O relato do rico e Lázaro – Lucas 16:19-31



by leandro.quadros on 25/08/09 at 4:42 pm

Uma pessoa escreveu-me dizendo ser a parábola do rico e Lázaro uma narrativa literal e também afirmou: “Os Adventistas estão mal assessorados na compreensão de Lucas 16:19-31″.

A seguir, a resposta:

Em uma parábola, pode-se dar nomes aos personagens. Não há uma regra literária que proíba ou mesmo condene o uso de nomes próprios em uma parábola, sendo que o objetivo desta é apenas ensinar uma lição moral e não servir de doutrina.

O fato de Jesus ter dado nome aos personagens não indica que ambos existiram e que o relato seja literal. “Sendo uma alegoria, os personagens não podem ser reais, por isso cremos, que nem o rico nem lázaro existiram. Se a declaração fosse real, nela haveria idéias pagãs, conceitos de tradição talmúdica e metáforas judaicas” . – Pedro Apolinário, Leia e Compreenda Melhor a Bíblia, [Instituto Adventista de Ensino, agosto de 1985. 2a Edição Ampliada], pág. 219.

Jesus contou esta história após uma seqüência de parábolas; por que este único relato não o seria? Com base nas melhores regras de interpretação do texto, se no mesmo bloco de assunto ( – Lucas 15 a 17:10 – perícope) há uma séria de parábolas, é claro que a do rico e Lázaro também o é!

O prezado amigo disse que “neste aspecto os Adventistas, ao contrário do que foi dito, não estão bem assessorados… quem compartilha com esta idéia são as Testemunhas de Jeová que nem na divindade de Cristo acreditam”. Com todo o respeito, está equivocado.

Comentaristas não adventistas (conquanto sejam imortalistas) crêem que este relato de Lucas 16:19-31 é uma parábola, entre eles: Hastings, Rand, Smith, Davis, Angus, entre muitos. Vamos a algumas citações:

“A narrativa por certo não foi engendrada por Jesus para a circunstância que a motivou. Isto porque há casos análogas e paralelos na literatura rabínica, e o Prof. Gressman os identifica como de origem egípcia, representados principalmente pelo conto SI-USIRE, o qual relata, com o realismo de quem conhece os segredos do além, como um mendigo de Mênfis, queimado sem honras, foi visto vestido de linho real no reino de Osíris, enquanto um homem rico que recebera suntuoso sepultamento na terra fora conduzido ao Hades.” – William Manson, The Gospel of Luke, The Moffatt New Testament Commentary (Harper and Brothers), pág. 190.

“Não há, na parábola, o propósito de dar informações acerca do mundo invisível. Nela é mantida a idéia geral de que a glória e a miséria depois da morte são determinadas pela conduta do homem antes da morte; mas os pormenores da história são extraídos das crenças judaicas relacionadas com a situação de almas no Sheol, e devem ser entendidas de conformidade com essas crenças. As condições dos corpos dos personagens são atribuídas a almas a fim de nos permitir compreender o enredo da narrativa.” – Rev. Alfred Plummer, Critical and Exegetical Commentary on the Gospel According St. Luke – New York – Scribners – 1920, pág. 393.

“Não há evidência clara de que os judeus nos dias de Jesus cressem num estado intermediário, e é inseguro ver nesta expressão [seio de Abraão] uma referência a tal crença.” – Sailer Mathews, art. “Seio de Abraão”, Dictionary of the Bible, James Hastings, pág. 6.

Smith, em seu conhecido dicionário bíblico, conclui: “É impossível firmar a prova de uma importante doutrina teológica numa passagem que reconhecidamente é abundante em metáforas judaicas.” – Dr. William Smith, Dictionary of the Bible, vol. 2, pág. 1038.

Edershein, em seu livro Life and Times of Jesus the Messiah, afirma categoricamente que a doutrina da vida além da morte não pode ser extraída desta parábola.

Diz um outro autor evangélico:

“Coisas omitidas da narrativa: o sangue que faz remissão, a graça que perdoa os arrependidos e a fé que descansa numa obra expiatória.” – S. E. Mc Nair. Guia do Pregador, vol. 1, pág. 36

O estudioso Charles L. Lewis, (evangélico) pondera:

“Não se admite, como pretendem muitos, que o seio de Abraão seja uma expressão figurativa da mais elevada felicidade celestial, pois o próprio Abraão em pessoa aparece na cena. Se, pois, ele próprio se acha presente numa cena literal, é incorreto usar seu seio, ao mesmo tempo, em sentido figurativo. Se seu seio é figurado, então o próprio Abraão também o é, e também a narrativa inteira” – Charles B. Ives, The Bible Doctrine of the Soul, 1877, págs. 54 e 55.

“Jesus serve-Se da concepção e crença comuns de Seu povo, a respeito de um estado intermediário entre a morte e a ressurreição final, para, num diálogo sublime e simbólico mantido no mundo invisível entre Abraão e o rico…” – Sátilas Amaral Camargo, Ensinos de Jesus Através de Suas Parábolas, pág. 165.

Conforme exposto pelo Professor Pedro Apolinário, “Bloomfield declarou com segurança: ‘Os melhores comentadores, tanto antigos, como modernos, com razão consideram-na uma parábola’”.

Como pôde ver, não estamos mal assessorados… O relato de Lucas 16, quando examinado pormenorizadamente, evidencia claramente que o mesmo deve se tratar de uma parábola; caso fosse literal, muitos absurdos (um “espírito” sente sede, proximidade entre o Céu e o inferno a ponto de os mortos poderem conversar, Abraão seria o intercessor ao invés de Jesus, Deus não está presente no Céu, etc) teriam de ser aceitos como doutrina.

Analisando a parábola

É oportuno deter-nos em alguns aspectos da narração de Jesus a fim de que compreendamos se a mesma era literal ou seria apenas uma ilustração. O objetivo de Cristo certamente não era dar um estudo sobre a morte, pois Ele acreditava ser esta um “sono” (cf. João 11:11-14). Se o Senhor tivesse o propósito de falar acerca do mundo dos mortos teríamos de aceitar que:

Verso 23: o inferno está tão próximo do paraíso que de lá os ímpios podem enxergar os justos, inclusive conversar com eles;

Verso 24: um espírito bebe água, possui dentes e língua. Na verdade, isto mais parece um corpo humano do que um “espírito” (não poderia ser um corpo espiritual, pois a ressurreição ainda não ocorreu – cf. Verso 31);

Versos 24 e 27: Abraão é o intercessor entre Deus e os homens, ao invés do Senhor Jesus (ler 1 Timóteo 2:5);

Verso 25: Lázaro foi salvo por ser pobre, ou seja, pelas suas obras (ver Efésios 2:8 e 9);

Há na história contada por Jesus outros aspectos que nos levam a crer que a mesma não era literal: (1) por que a presença de Deus não foi notada no Céu, sendo que Ele está lá? (2) Se o “seio de Abraão” é o lugar para onde vão os salvos por ocasião da morte, para onde foram aqueles que morreram antes de Abraão sendo que ele morreu uns dois mil anos antes de Jesus ter vindo? (antes de Abraão morrer, muitos já não existiam…).

Sendo assim, é impossível crer na existência de um inferno com base na parábola do Rico e Lázaro.

Cristo apenas usou uma crença popular da época a fim de ensinar aos seus ouvintes que uma pessoa não irá para o Céu por ser rica, pois os fariseus achavam que aqueles que eram prósperos eram abençoados por Deus e os pobres, amaldiçoados (leia João 9:1-3).

Jesus inverteu os papeís para mostrar que a riqueza não é uma prova de que Deus está no comando da vida de alguém ou indicação de que esta pessoa será salva. E que a pobreza não determina a perdição.

E, a principal lição do Senhor está no final da parábola: “Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.” Lucas 16:31. Se a pessoa não ouvir e crer na mensagem de Moisés e dos profetas (em todo o Antigo Testamento), não será convencida de que precisa ser salva mesmo que ressuscite uma pessoa dos mortos.

Extrair da parábola algo além do que ela quer ensinar é desconsiderar o contexto bíblico e a opinião majoritária (não que isso seja fundamento para uma verdade) de que Lucas 16:19-31 não é uma prova de que existe um “inferno”. É apenas um relato parabólico.

Um abraço carinhoso, na graça,

Leandro Quadros.

Há quem ensine que o evangelho foi pregado aos mortos – 1 Pedro 4:6



by leandro.quadros on 25/08/09 at 5:10 pm

“Pois, para este fim, foi o evangelho pregado também a mortos, para que, mesmo julgados na carne segundo os homens, vivam no espírito segundo Deus”.

A Bíblia é muito clara em afirmar que “os mortos não sabem coisa nenhuma” (Eclesiastes 9:5, 6, 19) e que eles estão dormindo (João 11:11-14; 1 Coríntios 15:18, etc). Também nos ensina que, para poderem ter vida novamente e irem para o céu, as pessoas que morreram têm de ser ressuscitadas primeiro (Lucas 14:14; 1 Coríntios 15:16-19,51-54; 1 Tessalonicenses 4:14-16, etc.).

A Palavra de Deus afirma que a ressurreição só ocorrerá na Segunda vinda de Jesus (1 Coríntios 15:23), “no último dia” (João 6:40).

Por que, então, o texto de 1 Pedro 4:6 “diz” que o evangelho “foi pregado a mortos”?

Utilizando-se do princípio exegético de que textos acerca de um mesmo assunto devem ser analisados em conjunto a fim de compreendermos uma doutrina; e que o contexto em que o mesmo foi escrito deve ser levado com conta, tudo ficará claro.

Pedro aqui não estava querendo dizer que o evangelho estava sendo pregado às “almas” dos mortos, como alguns ensinam. Ele disse (segundo o contexto) que o evangelho foi pregado para aqueles que agora estão mortos. A pregação foi feita quando eles ainda estavam vivos, e eles serão julgados com base nas obras deles feitas em vida. O verso 5 do mesmo capítulo comprova:

“os quais hão de prestar contas àquele que é competente para julgar vivos e mortos”. Os mortos (mencionados neste texto) serão julgados por que um dia (quando estavam vivos) o evangelho foi pregado a eles.

Sem dúvida, Pedro está falando sobre os mortos cristãos, por que ele refere-se a eles ressuscitando novamente “de acordo com Deus, no espírito”. Em outras palavras, eles irão receber a imortalidade na ressurreição.

Assim podemos entender este verso: O evangelho foi pregado àqueles que agora estão mortos para que eles possam ser julgados de acordo com os homens na carne, ou seja, pelo que viveram na carne; mas, viverão de acordo com Deus no espírito, ou seja, terão uma vida semelhante à vida de Deus.

Esta é a nossa esperança: se viermos a morrer, tendo vivido uma vida de comunhão com Jesus, no julgamento seremos aprovados e vamos ressuscitar com um corpo glorioso, como Jesus Cristo (Filipenses 3:20, 21). Não teremos um espírito sem corpo, mas, um corpo espiritual (Mesmo texto citado anteriormente).

A Bíblia nega o ensino de uma “segunda oportunidade de salvação após a morte” (Leia Romanos 14:12; 2 Co 6:1-2; Hebreus 3:7-8; 6:4-6; 9:27; Romanos 2:6).

Nenhum cristão ortodoxo aceitaria uma barbaridade dessas – de que após a morte é possível ter chance de arrependimento.

Portanto, Pedro não está ensinando que os mortos podem ouvir o evangelho.

Na Verdade de Cristo,

Leandro Quadros.

João 5:24 afirma que os cristãos NÃO serão julgados por Deus?



By leandro.quadros on 26/08/09 at 9:52 am

“Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.”

A doutrina do juízo é uma das mais importantes da Bíblia, pois, nos conclama ao preparo para a volta de Jesus Cristo (Apocalipse 14:6, 7; 2 Pedro 3). Vemos em diversos textos que um dia Deus pedirá contas aos seres humanos de tudo aquilo que fizeram com a vida e com o corpo que Ele lhes deu (Eclesiastes 12:13 e 14; Mateus 16:27; Romanos 14:12; 2 Coríntios 5:10, etc.).

A Palavra de Deus também ensina que os filhos de Deus, antes da volta de Jesus, serão julgados (este é o chamado Juízo de Investigação ou Juízo Investigativo) a fim de que o universo possa comprovar que eles e Deus são justos (Deus será justificado ao mostrar que lidou corretamente com o pecado – ver Romanos 3:4). Tal juízo não é uma condenação, mas sim uma vindicação do caráter de Deus (das acusações de satanás) e de Seus filhos (ver Daniel 7:9 e 10; 2 Coríntios 5:10; 1 Pedro 4:17; Apocalipse 3:14-22; 1 Coríntios 15:51 e 52 (se essas pessoas foram consideradas dignas de receber a vida eterna, um julgamento tem de ter sido feito antes da volta de Jesus); Apocalipse 14:7, etc.) Antes de Jesus vir para “retribuir a cada um segundo as suas obras” (Apocalipse 22:12) Ele terá de fazer uma avaliação prévia na presença dos anjos (Daniel 7:9, 10) para mostrar-lhes quem permaneceu fiel a Ele até o fim. (no íntimo, que só Deus pode ver).

Como podemos harmonizar este ensino com João 5:24? Estudando a palavra grega para “juízo” neste texto, tudo ficará esclarecido. O termo usado é krisis e se refere ao Juízo Condenatório, aquele no qual os ímpios serão condenados, separados de Deus para todo o sempre. A versão bíblica Almeida Revista e Corrigida traduz corretamente este verso: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou não entra em condenação…”. (Grifo acrescentado).

Deste modo, podemos concluir que o texto de João 5:24 não contradiz o ensino bíblico do Juízo Investigativo que ocorre antes da volta de Jesus, pois o tipo de juízo mencionado por Jesus neste verso é o Juízo Condenatório, do qual o crente não faz parte.

Um abraço,

Leandro Quadros.

Romanos 9:13-18 e a predestinação



by leandro.quadros on 23/09/09 at 2:18 pm

Como afirmei no programa (09/09/2009), biblicamente todos são predestinados para a salvação (Efésios 1:5) e só se perderá quem assim o escolher (na cruz, Cristo devolveu o livre-arbítrio do ser humano para poder decidir a quem irá seguir – 1 Pedro 1:2).

Os textos a seguir são muito claros em afirmar que Deus não predestina para a perdição eterna: Jeremias 21:8, Ezequiel 18:23 e 32; Mateus 7:21, Atos 10:34, 35, 17:30, 2 Pedro 3:9, Apocalipse 2:10, 22:17, etc. (Você lerá outros versos no presente estudo).

Para entender Romanos 9:13-18 – texto usado pelos Calvinistas “a favor” da predestinação (a não- bíblica), é importante seguir alguns passos (aprendi a fazer tal análise com o Dr. Reinaldo Siqueira, professor de Teologia no Centro Universitário Adventista em Artur Nogueira, SP):

1) Analisar a perícope (bloco de um texto que trata do mesmo assunto), que vai do capítulo 9 ao 11. É importante ler os três capítulos que tratam do mesmo tema, pois, é ao considerar o todo que podemos entender o específico (nesse caso, a mensagem que a Bíblia quer transmitir sobre a predestinação).

2) Ficar atento(a) às seguintes palavras-chave: “eleição” e “coração endurecido”.

Isso ajudará sua mente a entender o uso de tais termos no contexto bíblico.

3) Relacionar as seguintes informações e ideias contidas nos capítulos:

(1) Paulo está falando do povo de Israel;

(2) Deus e Sua Palavra não falharam em relação às promessas ao povo;

(3) Israel errou;

(4) A justiça vem de Deus, nas das obras;

(5) Não há diferença entre judeus e gentios (10:12). Deus abençoa a todos;

(6) Israel era rebelde e desobediente (10:21).

Perceba que o assunto já se torna mais fácil de entender: o endurecimento do coração veio da parte deles. Todo estudioso sabe que Deus é apresentado na Bíblia fazendo coisas que Ele não impede de acontecerem. Portanto, o Senhor não pode ser acusado pelo “endurecimento” do coração do povo (e muito menos de faraó – ver Êxodo 7, 8).

(7) Deus não rejeitou Israel (11:1);

(8) Deus conheceu o Seu povo de antemão (11:2);

(9) Alguns “ramos” (Israelitas) foram cortados por causa da incredulidade deles! (11:20).

Depois dessas informações, podemos concluir que:

(1) O “fazer vasos para a ira” da parte Divina depende da resposta negativa do pecador ao plano de Salvação. A pessoa se torna “vaso de ira” se rebelar-se e se desviar dos caminhos do Criador (11:22 e 23).

(2) Deus não faz ninguém ser um “vaso para ira” (1 Tessalonicenses 5:9), a não ser que a pessoa queira se perder (ver 1ª Timóteo 2:4; Apocalipse 22:17).

(3) O Senhor permitiu que todos, Israelitas e gentios, fossem pecadores (Romanos 3:23) para que todos recebessem a misericórdia (11:32).

Não é por acaso que Paulo finaliza do assunto com um hino de louvor a Deus por Sua Salvação disponibilizada a todas as raças! (compare com Mateus 24:14):

“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” Romanos 11:36.

E, para finalizar: o texto que “resume a Bíblia” é suficiente (existem muitos outros, como demonstrei no programa) para derrubar a tese de que Deus predestina algumas pessoas “para a perdição”:

“Porque Deus amou ao mundo >[todos] de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê [não somente os “predestinados” no conceito de João Calvino] não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16.

Um grande abraço,

Leandro Quadros.

Efésios 4:8, 9: outro texto usado para colocar o Senhor Jesus no inferno…



by leandro.quadros on 09/10/09 at 12:05 pm

As pessoas não se cansam de colocar Cristo no inferno. Isso mesmo: como se não bastasse distorcerem 1 Pedro 3:19, usam esse texto de Efésios para ensinar que, por ocasião da Sua morte, o Salvador desceu ao inferno para pregar aos “espíritos” que lá estavam. Em seguida, teria levado-os para o Céu…

Isso não tem cabimento, pois, sendo Cristo perfeito, sem pecado (Hebreus 4:15; 7:25), jamais iria para o “inferno” (mesmo porque um lago de fogo para castigar e depois destruir os injustos só existirá após o milênio – ver Apocalipse 20)

O que Efésios 4:8, 9 quer nos ensinar? Vou transcrever o texto na Nova Versão Internacional para facilitar a leitura e chegarmos à conclusão de que tais versos tratam de outro assunto:

“Por isso é que foi dito: ‘Quando ele subiu em triunfo às alturas, levou cativos muitos prisioneiros, e deu dons aos homens’. Que significa ‘ele subiu’, senão que também havia descido às profundezas da terra?”

Vamos analisar por partes:

1) Sendo que a Bíblia nega a possibilidade de salvação depois da morte (2 Coríntios 6:1, 2; Hebreus 3:13), aqueles que Cristo levou do cativeiro não foram “espíritos de pecadores arrependidos”. Os “prisioneiros” eram pessoas justas que foram ressuscitadas (ver Mateus 27:51-53). Elas haviam sido libertas da morte para testemunharem que o Salvador havia ressuscitado e, depois, irem para o Céu como troféus da vitória dEle sobre a morte!

Quando Cristo subiu ao Céu com os justos ressuscitados (não precisaram de uma pregação, pois, morreram na fé em Deus), deu dons espirituais aos homens. A presença de Cristo no Santuário Celestial (Hebreus 8:1, 2) possibilitou a morada do Espírito Santo em nosso Planeta para que a igreja receba dons e prepare as pessoas para a Volta gloriosa de Cristo (João 16:7-11; Mateus 24:42, 44; Apocalipse 1:7).

2) A descida de Cristo “às profundezas da terra” não se refere a uma “viagem” que Ele fez ao inferno, pois, a Bíblia diz que na morte Cristo ficou na sepultura no dia de Sábado (Lucas 23:54-56) e que Ele “não foi para o Céu naquele dia” (João 20:19). Se ele repousou e nem foi para o Céu, a possibilidade de “ir para o inferno” não existe.

A expressão (descer às profundezas da terra) simplesmente se refere à morte e ressurreição de Cristo (Mateus 27:52, 53).

Portanto, Efésios 4:8, 9 não coloca o Salvador num lugar que Ele não merece e muito menos apóia a ideia grega de que “a alma é imortal”.

Um abraço,

Leandro Quadros.

Calça comprida, corte e pintura do cabelo – Deut. 22:5 e 1 Cor. 11:3-15


By leandro.quadros on 08/10/09 at 6:40 pm

Veja uma das perguntas que recebi por e-mail e que tive a oportunidade de responder também no Programa:

“Sou evangélica, mas não acredito que o que mais importe para Deus seja a roupa… O que você diz sobre isto? Meu pastor afirmou que não devo vestir-me como homem e também pintar meus cabelos brancos, que tanto me incomodam… Será que ao fazê-lo estarei pecando contra Deus?” R.B., por e-mail.

Vamos à resposta bíblica, levando-se em conta o contexto cultural de Deuteronômio 22:5 e 1 Coríntios 11 – capítulos que geram (não por culpa da Bíblia, mas, do ser humano) controvérsias desnecessárias:

As normas existentes em muitas igrejas quanto ao uso da calça para mulheres e do corte de cabelo originaram-se devido às equivocadas interpretações de Deuteronômio 22:5 e 1 Coríntios 11:3-15. Tais textos, quando estudados à luz do contexto histórico, de modo algum apóiam a ideia de que o tipo de roupa usado pelas mulheres cristãs não possa variar com o passar dos anos; ou, que o cabelo delas não possa ser cortado. Farei uma breve análise com você a respeito do assunto para que tire suas próprias conclusões:

Deuteronômio 22:5 foi escrito numa época em que não existiam calças compridas, muito menos para mulheres. Naquele tempo, nem se cogitava a fabricação de tal produto. Portanto, Moisés não está tratando da calça comprida.

Moisés está orientando as mulheres para que não se vistam como homens. Lembremos que naquela época (e também nos tempos de Jesus), os homens usavam uma vestimenta que mais se assemelhava a uma saia…. O que diferenciava a vestimenta da mulher era uma espécie de cinto para prender a roupa na cintura (o homem usava um cinto de cor mais neutra. A mulher, algo mais colorido). É bem provável que o assunto tratado aqui seja o do travesti.

Na escócia, por exemplo, é costume os homens usarem saia. Será que Deus deixará de amar e salvar os escoceses por isto? De modo algum. Tal vestimenta faz parte da cultura deles (assim como nos tempos bíblicos). Assim, se algum pastor quiser fundamentar uma doutrina a respeito do vestuário na Bíblia, sem levar em conta o contexto histórico, terá também que ensinar aos irmãos da própria igreja a voltar a usar túnicas, parecidas com saias… O problema todo seria resolvido se levassem em conta que a roupa e o corte do cabelo são questões que variam de um tempo para outro.

Esses conceitos iniciais nos ajudam a entendermos o próximo texto bíblico.

1 Coríntios 11:3-15 foi escrito noutro contexto social. Na cidade de Corinto, uma mulher que cortasse o cabelo ou deixasse de usar o véu estava dizendo perante a sociedade que não mais estava sob a responsabilidade do marido, pai ou irmão mais velho e que, dali em diante, se tornara uma prostituta. Assim, para que as irmãs não fossem confundidas com as prostitutas e o testemunho delas se tornasse uma pedra de tropeço para a pregação do evangelho, Paulo pediu a elas que acatassem àquele costume da cidade de Corinto. Seria horrível para a igreja cristã se as irmãs fossem rotuladas por aquela cultura como sendo prostitutas. Já nos dias do Antigo Testamento, uma mulher prostitua foi identificada por encobrir o rosto com um véu (Gênesis 38:15). Percebeu o fator cultural?

O mesmo se dava em relação aos homens: em Corinto, todo aquele que deixasse o cabelo crescer era considerado homossexual. Já na época de Jesus (e do Antigo Testamento), o homem usava cabelo comprido normalmente. Era em Corinto que havia tal preconceito.

Assim, podemos ver que o assunto da calça comprida e do corte de cabelo não são princípios, mas questões culturais. Há na Bíblia costumes, que podem variar com o tempo por que foram dados apenas para um povo, de forma local. Existem também princípios, que são eternos, por terem sido transmitidos a todos e não a um povo específico. Nisto se enquadra o Sábado como dia de adoração e culto. Sendo que esse mandamento consta no Decálogo e que foi ordenado a todas as pessoas, não apenas para os judeus (ver Gênesis 2:1-3, Isaías 56:1-7, Marcos 2:28, etc.), deve ser observado para sempre em memorial ao Deus Criador. É importante diferenciarmos na Bíblia um PRINCÍPIO de um COSTUME.

Infelizmente, muitos se apegam a um costume cultural e deixam de lado um princípio universal e moral como o Sábado do Criador.

É lícito e correto o cristão se vestir decentemente e com modéstia (1 Timóteo 2:9), pois inclusive em nosso modo de vestir podemos refletir o caráter de Jesus. Porém, isto não significa que devamos ser desleixados com nossa aparência ou com o corpo, pois isso desagrada a Deus. Aqui podemos tratar do pintar o cabelo. Se a pessoa o faz por uma necessidade, para corrigir um problema ocasionado pelo pecado (Deus não criou o ser humano para envelhecer) qual o problema nisto? O errado seria pintar o cabelo com cores chamativas, que não levam a atenção dos outros para Deus.

Sendo que o corpo é o “templo do Espírito Santo” (1 Coríntios 3:16-17, 6:19-20) e o cabelo faz parte dele, também deve ser cuidado. Entretanto, tal questão (de cortar ou não o cabelo) deve ser analisada por cada um, individualmente, respeitando a opinião daqueles que pensam diferente. Também nesse tipo de atitude nosso cristianismo é manifesto.

Espero que essas reflexões lhe ajudem.

Um abraço,

Leandro Quadros.

A Menor Bíblia do Mundo


Exatamente. Este pontinho preto no meio do dedo do cientista na foto.

Quando o Sagrado Encontra a Ciência do Futuro: A Fascinante Nano Bíblia

Já imaginou carregar a história e as palavras de um dos textos mais antigos da humanidade inteirinha na ponta de um alfinete? Isso não é feitiçaria, é alta tecnologia! A Nano Bíblia é uma das criações mais impressionantes do século XXI, unindo a grandiosidade espiritual milenar à precisão microscópica da nanotecnologia.

O Menor Livro do Mundo

Desenvolvida por cientistas do Instituto Technion, em Israel, essa obra-prima da engenharia desafia os limites do visível. Trata-se de um chip de silício de apenas 0,5 milímetros quadrados — do tamanho exato de um grão de açúcar ou da ponta de uma caneta.

  • O conteúdo completo: Os mais de 1,2 milhão de caracteres do Antigo Testamento foram esculpidos com total precisão.

  • O revestimento de ouro: O minúsculo chip de silício é coberto por uma camada de ouro de apenas 20 nanômetros de espessura.

  • O segredo da leitura: Para conseguir enxergar as letrinhas gravadas, é necessário o uso de um microscópio potente com aumento de 10.000 vezes.

Como a Mágica Acontece?

Escrever em uma escala tão minúscula exige uma precisão cirúrgica. Os pesquisadores utilizaram um feixe de íons de gálio focados. Esse canhão de íons atua como uma ferramenta atômica, disparando partículas capazes de vaporizar o ouro camada por camada, desenhando cada letra individualmente sobre a superfície do silício. O objetivo original dos cientistas era nobre e curioso: despertar o interesse dos jovens pela física e pela nanociência de forma lúdica.

Um Legado entre a Terra e o Espaço

O impacto dessa inovação ultrapassou os laboratórios israelenses. Cópias especiais e versões inspiradas nessa tecnologia ganharam o mundo, sendo exibidas em museus de prestígio internacional — como a Smithsonian Libraries — e até mesmo viajando em missões espaciais. É o registro mais antigo da nossa cultura escrito com a tecnologia mais avançada do presente.

Fonte: http://www.mundogump.com.br/a-menor-biblia-do-mundo/

Quem tem tatuagens será salvo?

by leandro.quadros on 19/05/09 at 3:04 pm

“O que diz a Bíblia sobre o uso de tatuagens?” C. R., ouvinte da rádio Novo Tempo, por e-mail.

Podemos ver na Palavra de Deus pelos menos dois textos objetivos que tratam a respeito (há outros versos que podem ser bem analisados):

“Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” Gênesis 1:27.

Aqui vemos que o ser humano, coroa da criação de Deus, foi feito “à imagem e semelhança do Criador”. Isso indica que não precisa de “enfeites” em seu corpo, pois já foi feito semelhante ao Ser mais perfeito e belo do universo. Fazer algum tipo de marca que mude essa imagem e que traga dor naquilo que é considerado o “santuário do Espírito Santo” (o corpo – ver 1 Coríntios 3:16-17, 6:19-20) é demonstrar um certo descontentamento com a imagem de Deus, desrespeitando-O. O desejo de tatuar o corpo pode ser um indicativo de que a auto-estima precisa ser mais bem trabalhada.

Veja outro versículo a seguir:

“Pelos mortos não ferireis a vossa carne; nem fareis marca nenhuma sobre vós. Eu sou o SENHOR.” Levítico 19:28.


Foto: Infecção pelo uso de piercing.











Sobre esse texto, assim se posiciona o Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, no vol. 1:

“Provavelmente se refira a tatuagens (assim traduz a versão da Bíblia de Jerusalém – BJ), costume que em si não é imoral, porém certamente indigno do povo de Deus, pois tende a danificar a imagem do Criador”.

A tradução na “Nova Versão Internacional” apoia a opinião do referido comentário:

“Não façam cortes no corpo por causa dos mortos, nem tatuagens em si mesmos. Eu sou o Senhor”.

Do mesmo modo que o apóstolo Paulo, as únicas marcas que deveríamos trazer em nós deveriam ser aquelas em favor de Cristo: “Quanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as marcas de Jesus.” Gálatas 6:17.


Se você tem uma (ou mais) tatuagem, não se atormente: Jesus apaga o seu passado. Ao demonstrar arrependimento (Atos 3:19) e aceitação pelos ensinos da Bíblia (Apocalipse 1:3), Deus lhe perdoa (Salmo 32:5) e o (a) considera como se NUNCA tivesse feito tatuagem alguma! (1 João 1:9). O perdão de Deus é maravilhoso e Ele coloca a sua disposição todos os recursos para melhorar a sua auto-estima (Filipenses 2:13) a fim de que consiga se sentir bem (e feliz) sem “desenhos” pelo corpo.

E, não esqueça: você é o desenho mais lindo que Deus já fez!

Podendo ajudar em mais alguma coisa, estou à disposição.

Com estima,

Leandro Soares de Quadros

Jornalista – consultor bíblico

Café da manhã no McDonald's



Esta é uma história emocionante e real.

Como mãe de três filhos (de 14, 12 e 3 anos), recentemente concluí a faculdade. Na minha última aula de sociologia, o professor nos inspirou de uma forma que eu gostaria que todos pudessem experimentar.

O último projeto do curso foi intitulado "Sorrir". Nossa tarefa era sair e sorrir para três estranhos, documentando suas reações. Sendo uma pessoa naturalmente amigável, pensei que seria uma tarefa simples.

Na manhã fria de março, fui com meu marido e o filho mais novo ao McDonald's para passar um tempo agradável juntos. Enquanto esperávamos na fila, notei que todos ao nosso redor começaram a recuar. Meu marido também fez o mesmo, mas eu permaneci imóvel. Um pânico súbito tomou conta de mim. Ao me virar, percebi dois homens em pé na fila, um deles exalando um odor forte, evidenciando que não tomava banho há vários dias. Eram dois homens sem-teto.

O homem mais próximo a mim, com olhos azuis brilhantes, estava "sorrindo". Seus olhos refletiam uma busca sincera por aceitação. Ele me cumprimentou com um "Bom dia!" enquanto contava as poucas moedas que tinha juntado. O outro homem tremia e parecia precisar de cuidados mentais; o homem dos olhos azuis parecia ser seu apoio.

Lutei para conter as lágrimas enquanto os observava. A atendente do balcão perguntou o que eles gostariam de pedir. O homem dos olhos azuis respondeu que um café seria suficiente, pois era tudo o que podiam pagar com suas moedas. Ele só queria um pouco de calor naquele frio dia de março.

Naquele momento, senti uma forte necessidade de ajudar. Olhei ao redor e percebi que todos no restaurante estavam observando cada movimento meu. Então, pedi à atendente que me trouxesse duas refeições de café da manhã em uma bandeja separada. Dirigi-me até a mesa onde os dois homens estavam sentados e coloquei a bandeja na mesa. Coloquei minha mão sobre a do homem dos olhos azuis, que me olhou com lágrimas nos olhos e agradeceu sinceramente.

Respondi que não era eu quem fazia aquilo, mas que Deus estava trabalhando através de mim para dar-lhes esperança. Chorei enquanto me afastava para sentar com meu marido e filho. Meu marido sorriu para mim e disse: "Esta é a razão pela qual Deus me deu você, querida, para que eu pudesse ter esperança."

Seguramos as mãos por um momento, gratos por podermos oferecer algo aos outros, pois Deus nos dá muito. Embora não frequentemos a igreja com regularidade, acreditamos em Deus. Aquele dia, senti a luz do amor divino de maneira profunda.

Na última noite de aula, entreguei meu projeto ao professor. Ele leu a história e perguntou se poderia compartilhá-la com a classe. Concordei, e ao ler para os colegas, percebi que, como seres humanos e partes de Deus, temos a necessidade de curar e sermos curados.

Através dessa experiência, toquei algumas pessoas no McDonald's, meu filho, o professor e cada pessoa na sala naquela noite. Concluí minha graduação com uma das maiores lições que aprendi: aceitação incondicional.

A Bíblia nos ensina sobre a importância de ajudar ao próximo e mostrar compaixão. Em Mateus 25:40, Jesus diz: "Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes." Esta passagem reflete a essência de oferecer amor e ajuda aos necessitados, independentemente de quem sejam.

Que muito amor e compaixão sejam enviados a todos que lerem esta mensagem, e que aprendam a:

AMAR AS PESSOAS E USAR AS COISAS E NÃO AMAR AS COISAS E USAR AS PESSOAS.

Um anjo foi enviado para te assistir. Para que esse anjo possa trabalhar, compartilhe esta mensagem com aqueles que também precisam de anjos em suas vidas.

Um anjo escreveu:

"Muitas pessoas entrarão e sairão de sua vida, mas apenas os verdadeiros amigos deixarão pegadas em seu coração. Para controlar a si mesmo, use a mente; para controlar os outros, use o coração. Deus dá a cada pássaro seu alimento, mas não joga nenhum alimento em seus ninhos."

QUE DEUS ESTEJA PRESENTE EM SEU CORAÇÃO!

O apóstolo Paulo praticava a meditação transcendental? 2 Coríntios 12:1-4.



by leandro.quadros on 09/10/09 at 12:26 pm

É isso o que muitos cristãos têm insinuado ao usar tal texto como “prova” de que a pessoa tem um “espírito” que “sai do corpo”. Se esses versos mostram que foi o “espírito” de alguém que saiu do corpo, então não podemos ser contra a prática da meditação transcendental, pois, o apóstolo estava vivo quando afirmou que um homem foi “arrebatado ao terceiro Céu”.

Nos versos 2-5 Paulo escreve na primeira pessoa do singular, indicando que ele se referia a si mesmo. O “terceiro céu” é o paraíso (v. 4); o “primeiro”, a atmosfera (camada gasosa que envolve a Terra) e o “segundo” o dos astros (lua, estrelas, planetas, Sol).

Quando ele menciona que foi “arrebatado”, está falando de visões proféticas. O profeta tinha a sensação de estar em outros lugares quando estava em visão (Apocalipse 1:10). Nada no texto dá a entender que a “alma” ou “espírito” é imortal e capaz de sobreviver fora do corpo. Esse não é o tema do capítulo.

Por meio da visão de Paulo podemos aprender que Deus tem uma morada no Céu para nós – algo muito real. Ele quer nos levar para lá como disse Jesus em João 14:1-3.

Para isto acontecer basta aceitarmos a Cristo como nosso Salvador pessoal, a fim de que na Sua gloriosa volta possamos ouvir lindas palavras registradas em Mateus 25:34:

“Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.”

Fique com Deus,

Leandro Quadros.

Fonte: http://www.novotempo.org.br/namiradaverdade/?p=500

“O Sábado não é tão importante assim. Você não acha?” Romanos 14:2, 4 e 5

Essa foi a conclusão de um irmão que tentou me levar ao mesmo posicionamento dele, “baseando-se” em Romanos 14. Pretendo fazer um estudo com você sobre o texto, especialmente dos versos 2 e 5, usados para “ensinar” que “a Bíblia considera débil na fé quem não come carnes imundas e quem ainda se preocupa em guardar o Sábado”. Acrescentarei alguns grifos:

VERSOS 1 e 2: “Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões. Um crê que de tudo pode comer, mas o débil come legumes”

O problema na igreja de Roma não é a questão das carnes imundas e muito menos a dieta vegetariana. Pelos seguintes motivos:

1) Na mesa de um judeu não havia carne de porco (Deuteronômio 14:8). Portanto, Paulo não poderia estar nessa carta tratando do assunto;

2) A dieta vegetariana (que cada pessoa escolhe segundo as instruções que Deus dá) foi dada pelo próprio Deus, em um mundo sem pecado (Gênesis 1:29). Se uma pessoa é “débil na fé” por ser vegetariana, então teremos de dizer o mesmo sobre Deus – o que seria uma blasfêmia. Contradiria a ciência, que prova serem os vegetarianos as pessoas que têm uma média de vida maior.

Além disso, seria um contraposto com a vida do profeta Daniel. Ele não comeu as comidas imundas que havia na mesa do rei de babilônia (Daniel 1:8) e teve excelentes resultados! Veja:

“No fim dos dez dias, a sua aparência era melhor; estavam eles mais robustos do que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei.” Daniel 1:15.

“Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria; mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos. Vencido o tempo determinado pelo rei para que os trouxessem, o chefe dos eunucos os trouxe à presença de Nabucodonosor. Então, o rei falou com eles; e, entre todos, não foram achados outros como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por isso, passaram a assistir diante do rei. Em toda matéria de sabedoria e de inteligência sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino.” Daniel 1:17-20.

Alguém terá coragem de negar a eficácia da alimentação saudável na vida de Daniel, sem o uso de carnes imundas?

Voltando a Romanos 14, o “débil na fé” mencionado no segundo verso é o mesmo cristão de 1 Coríntios 8, mencionado especialmente no verso quatro. A maioria dos estudiosos acredita que Paulo escreveu aos Romanos quando estava em Corinto. E, sabe-se que tanto as cartas de Romanos quanto a de 1 Coríntios foram escritas na mesma década. Isso indica que para entendermos o problema enfrentado em Roma precisamos saber que a mesma dificuldade estava havendo em Corinto (um pouco antes).

Por isso, quando lemos 1 Coríntios 8:4 chegamos facilmente à conclusão de que o “débil na fé” era aquela pessoa que tinha tanto medo de comer uma carne que tivesse sido sacrificada a um ídolo que só comia legumes. No açougue (ou mercado) a pessoa ficava num impasse tão grande em não comprar uma carne que pudesse ter sido dedicada a um deus pagão que acaba decidindo viver só à base de vegetais.

Portanto, o apóstolo não está “abolindo” uma lei dietética (de não comer carnes imundas) sendo que ele mesmo a seguia (Atos 25:8).

VERSO 5: “Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente.”

Precisamos considerar algumas coisas e o contexto histórico judaico para sabermos o que Paulo quis dizer nesse verso.

1) O termo “iguais” não se encontra no original grego. O tradutor, na boa intenção de tornar o texto mais claro, colocou a palavrinha. Mas, não era a ideal. No original, a segunda parte do verso 5 é assim: “outro julga… todos os dias”. Veja que no grego não é possível definir com base apenas nesse verso a que dias o escritor se refere.

2) Levando-se em consideração textos como Atos 16:13; 17:2, 18:3-4 e 11, de forma alguma podemos supor que Paulo estivesse tratando do dia de repouso em Romanos 14:4 e 5. Se o fizesse, estaria indicando ter algum tipo de problema mental, pois, em certos lugares (mesmo em territórios não judeus, como lemos em Atos 16:13) ele guardava o Sábado e depois ensinava que não deveria fazer isso… Uma contradição sem tamanho…

Se Romanos 14:4, 5 estivesse abolindo o quarto mandamento (Êxodo 20:8-11) da eterna Lei de Deus (Salmo 119:152), os próprios irmão que observam o primeiro dia da semana teriam que deixar de guardar o domingo (pois, o texto “diz” que um dia em si não é importante…).

O dominguista Russel N. Champlin em seu comentário reconhece que não é possível provar que a guarda do Sábado esteja sendo questionada em Romanos 14:5: “Não dispomos de meios para julgar, com base neste texto, nem com toda a certeza, se Paulo queria incluir ou não o sábado na lista dos vários dias especiais que os irmãos ‘débeis na fé’ insistiam em observar”. (CHAMPLIN, Russel Norman. “O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo”, vol. 3, p. 839. Citado por Alberto Ronald Timm em O Sábado Nas Escrituras, p. 69.)

3) Se lermos o verso 6 de Romanos 14, veremos que “os dias” mencionados no verso 5 estão relacionados a comer ou não:

“Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus.”

Lendo o Didaquê (obra judaica) não fica difícil sabermos que os “dias” citados por Paulo, em conexão com as expressões “quem come” e “quem não come”, se referem a dias de jejum!

“O Didaquê 8:1 era incisivo em admoestar os cristãos a “não jejuarem com os hipócritas no segundo e quinto dia da semana, mas no quarto e sexto dias”. (“Consultoria Doutrinária”. SP: Casa Publicadora Brasileira, 1979, p. 142.)

A questão era jejuar ou não em certos dias da semana e não se o Sábado deveria ou não ser guardado. Paulo argumentou: “cada um escolha os dias que quiser para fazer o próprio jejum”.

Como a Bíblia se torna simples quando permitimos que ela mesma se explique!

CONCLUSÃO

Romanos 14:4, 5 não pode ser usado em apoio à doutrina antinomista (contra a lei – nomos, no grego). E, com base nessas conclusões apoiadas pela Bíblia respondo à “pergunta” que faz parte do título desse artigo: “Irmão: o Sábado é bem importante, pois, é um memorial do Criador (Êxodo 20:8-11), do Deus Salvador (Deuteronômio 5:15), do descanso na graça que podemos desfrutar todos os dias (Hebreus 4) e um sinal de fidelidade a Ele nos últimos dias (Apocalipse 14:6, 7; compare com Êxodo 20:11 e Ezequiel 20:12, 20, 21).”

Finalizo com um testemunho de fidelidade a Deus que derruba qualquer “argumento” contra os mandamentos do Criador. Foi registrado no blog por Giselle B. Oliveira, do RS:

Sou Adventista desde 2008 e tenho um testemunho que mudou definitivamente minha postura em relação ao Sábado.

Estava na faculdade e havia uma cadeira muito difícil de entender. Por isso, havia aulas com monitores em horários diferentes para os alunos que quisessem aprender mais, e consequentemente, ire bem na prova.

As melhores aulas de monitoria ocorriam no Sábado, das 8h às 12h. Apenas uma delas caía na segunda-feira, com duração de uma hora. Eu precisava muito participar e todos os meus colegas participavam. Já estava ficando nervosa e ainda não era batizada, mas frequentava a igreja algumas vezes. Então me surgiu a dúvida: “Será que vou? Acho que devo ir porque todos estão indo e dizendo que é ótimo”. Pensei que se eu não fosse, não conseguiria ser aprovada.

Meu noivo, que também ainda não era batizado na época, mas, estava congregando na igreja comigo, me mostrou João 15:7 (“Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito”). Quando li isso eu disse na hora: “não vou ir às aulas [no Sábado]”.

Não nenhuma aula de Sábado, mesmo tendo sido ministradas várias. Fiz apenas uma matéria na segunda-feira.

Quando chegou o dia da prova – por mais incrível que pareça – eu estava tranquila. Não sei como e de onde vinha a tranqüilidade, enquanto meus colegas, que haviam estudado bem mais, estavam muito nervosos.

Resultado: somente eu e mais um colega acertamos todas as questões da prova. Todos os que haviam aceitado aulas aos Sábados acertaram pouquíssimas questões. Foram mal nesta prova e alguns até choraram.

Voltei sorrindo para casa como se tivesse certeza que Deus me ajudou. Só eu sei a certeza que tive naquele momento. Também não me restaram mais dúvidas de que devo guardar o Sábado.

Espero que o presente estudo e essa linda história de fé motivem você, amigo internauta, a ser fiel a Deus inclusive na guarda do Sétimo Dia, que Ele escolheu para Si (Gênesis 2:1-3; Êxodo 20:8-11).

Um abraço,

Leandro Quadros.

Fonte: http://www.novotempo.org.br/namiradaverdade/?p=538

O “inferno” no Salmo 9:17



by leandro.quadros on 05/11/09 at 11:20 am

Infelizmente, os tradutores colocaram a palavra “inferno” na Bíblia ao invés de preservar os termos originais ou traduzi-los da forma correta. A palavra inferno é latim (inferi) e significa inferior, que vai para baixo. O termo foi distorcido pela filosofia greco-romana e não faz parte do pensamento bíblico judaico.

Se a Bíblia original não foi escrita em latim, por que colocar um termo desses que gera mais confusão do que esclarecimento? Não questiono o lindo e sério trabalho dos tradutores, e sim a precisão deles. Queiramos ou não, somos influenciados por nossos pressupostos e isso, com certeza, interferiu na tradução dos termos hebraicos e gregos para “inferno”.

Mais, deixando isso de lado, vamos entender o Salmo 9:17. Veja como ele é apresentado na versão Almeida, Revista e Atualizada:

“Os perversos serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus.” Salmos 9:17.

A palavra hebraica no texto é “sheol” e se refere ao “mundo dos mortos”, “sepultura”, etc. Mas, JAMAIS ela é empregada na Bíblia com o sentido de lago de fogo (outros termos sim, mas, referindo-se ao fogo que castigará e consumirá os pecadores não arrependidos DEPOIS do milênio – ver Apocalipse 20).

Isso nos ajuda a entender o porquê de outras versões traduzirem o termo “sheol” de outras maneiras:

“Eles acabarão no mundo dos mortos; para lá irão todos os que rejeitam a Deus”. Salmo 9:17 (BLH – Bíblia Na Linguagem de Hoje)

“Os ímpios serão trasladados ao sheol, todas as nações que se olvidam de Deus”. Salmo 9:17 (RVA – Versão Reina Valera, Espanhola.)

“Os mais volverão ao sepulcro; todos os gentios que se olvidam de Deus” Salmos 9:17, (SEV – Las 1569 Sagradas Escrituras).

A Nova Versão Internacional (NVI) assim traduz o termo:

“Voltem os ímpios ao pó, todas as nações que se esquecem de Deus!”

Desta forma, o Salmo 9:17, assim como outros versos, deve ser traduzido por “sepultura” (forma literal), “mundo dos mortos” (forma figurada), “pó”, etc., pois tanto num lugar quanto noutro os mortos estão inconscientes (Eclesiastes 9:5, 6, 10; Salmo 6:5) e ambas as expressões equivalem-se.

Todos, bons e maus, vão para sepulcro depois da morte. Entretanto, a diferença está no fato de que os ímpios ficarão neste lugar (sepultura), em estado de inconsciência “para todo o sempre”, após o seu castigo (que varia em intensidade e duração – ver Lucas 12:47, 48), enquanto que os justos serão ressuscitados para a vida eterna (ver 1 Coríntios 15:23, 51-54; 1 Tessalonicenses 4:13-16).

Um abraço e conte comigo sempre.

Fonte: http://www.novotempo.org.br/namiradaverdade/?p=545

O “inferno” em Provérbios 15:24



by leandro.quadros on 05/11/09 at 11:37 am

“Para o sábio há o caminho da vida que o leva para cima, a fim de evitar o inferno [sheol, no hebraico], embaixo.”

Certa vez, um oponente distorceu o sentido do texto citado a fim de apoiar sua tese imortalista. Antes de atentar para o texto, é importante destacar a ideia que deixei implícita na explicação do Salmo 9:17: quando um termo original possui várias traduções, é importante analisarmos outras versões bíblicas que traduzem o mesmo verso.

Vejamos o texto em outras versões a fim de que seu sentido torne-se mais claro:

“A pessoa sábia não desce pelo caminho da morte, mas sobe pela estrada da vida.” - Nova Tradução Na Linguagem de Hoje – NTLH.

“O caminho da vida conduz para cima quem é sensato, para que ele não desça à sepultura” – Nova Versão Internacional – NVI.

Perceba que Provérbios 15:24, em conexão com o termo hebraico sheol, está afirmando que o sábio escolhe o bom caminho e não o mau, que conduz à morte prematura. “A forma de viver do sábio o conduz para cima. Poderá ser uma ascensão difícil, porém, tem suas recompensas” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3. p. 1014).

A pessoa justa não desce para o caminho da morte mais cedo (há exceções) por que não faz escolhas erradas. Ao invés disso, obedece a Deus e, conseqüentemente, vive bem. Provérbios 23:14 tem também este sentido, em especial: o de que a educação poderá salvar a vida da criança da morte antecipada em decorrência da desobediência, proporcionando-lhe longevidade.

Portanto, mais um texto bíblico que NADA tem a ver com a doutrina medieval do tormento eterno…

O “inferno” em Ezequiel 32:21



by leandro.quadros on 05/11/09 at 11:57 am

“Os mais poderosos dos valentes lhe falarão desde o meio do inferno, juntamente com os que a socorrem: Desceram e estão lá os incircuncisos, traspassados à espada.”

Esse texto é assim traduzido pela Almeida, Revista e Corrigida. Mas, é na Almeida, Revista e Atualizada que a tradução está correta, pois, o termo latim “inferno” não faz parte do original:

“Os mais poderosos dos valentes, juntamente com os que o socorrem, lhe gritarão do além: Desceram e lá jazem eles, os incircuncisos, traspassados à espada.” Ezequiel 32:21

Em vista do que vimos anteriormente (no post referente ao Salmo 9:17), especialmente em Eclesiastes 9:5-6 e 10, não podemos de forma alguma crer que no “além” (mundo dos mortos) há consciência. Sendo que o termo sheol é especialmente aplicado nas Escrituras num sentido figurado para descrever a morada dos mortos, a conclusão a que podemos chegar é que este “clamor” por parte dos ímpios ao Egito é simbólico. “A linguagem essencialmente figurativa e alegórica desta lamentação exclui a idéia de que o profeta nutrisse a crença de que os mortos não estivessem realmente mortos, mas que vivessem como sombra no sheol… E do mesmo modo que uma parábola, uma alegoria como esta não serve de fundamento para uma doutrina teológica” (APOLINÁRIO, Pedro. Explicação De Textos Difíceis da Bíblia. 4a edição corrigida, p.p. 134 e 135).

É comum na Bíblia os autores usarem o recurso da personificação para “dar vida” a seres ou objetos não conscientes, com o objetivo de gravar melhor na mente das pessoas o ensino espiritual que querem transmitir. Leia Juízes 9:7-21 e verá que árvores são personificadas.

Se dissermos como base em Ezequiel 32:21 que os mortos “falam”, então temos que fazer o mesmo em relação a Juízes 9 e chegarmos à conclusão horrorosa de que as árvores podem falar…

Fonte: http://www.novotempo.org.br/namiradaverdade/?p=552

31 outubro 2009

Dinheiro na Bíblia



Valores Monetários na Bíblia: Comparação com o Dólar

A Bíblia faz referência a várias moedas e unidades monetárias que eram usadas na antiguidade. Para ajudar a compreender melhor o valor dessas moedas, apresentamos uma comparação aproximada com o dólar americano, considerando o contexto histórico e econômico.

  • Siclo (Êxodo 30:13): O siclo era uma unidade de medida e moeda comum no antigo Israel. Seu valor aproximado em dólares seria de US$ 0,03.

  • Dracma (Lucas 15:8): A dracma era uma moeda de prata usada no mundo grego e romano. Equivaleria a cerca de US$ 0,11.

  • Estáter (Mateus 17:27): O estáter era uma moeda grega composta por quatro dracmas. Em termos atuais, seu valor seria aproximadamente US$ 0,44.

  • Mina (Lucas 19:13): A mina não era uma moeda específica, mas uma unidade de conta equivalente a cem dracmas. Seu valor seria em torno de US$ 11,00.

  • Talento (Mateus 18:24): O talento era uma unidade monetária muito valiosa, que pode ser comparada a cerca de US$ 1.500,00.

  • Asse (Mateus 10:29): O asse era uma moeda romana de baixo valor. Seu valor atual seria em torno de US$ 0,01.

  • Quadrante (Marcos 12:42): O quadrante era uma moeda romana de cobre com valor muito baixo, equivalente a aproximadamente US$ 0,0025.

  • Denário (Mateus 18:28): O denário era uma moeda de prata usada no Império Romano. Seu valor normal era de cerca de US$ 0,20, embora tenha sofrido desvalorização durante o domínio de Nero, chegando a valer aproximadamente US$ 0,11. Na parábola dos dois devedores, o servo não quis perdoar seu conservo que lhe devia cerca de US$ 11,00, enquanto o rei o perdoou de uma dívida equivalente a cerca de US$ 15.000.000,00.

  • Presente de Naamã a Eliseu (2 Reis 5:5, 2 Reis 5:23): O presente que Naamã ofereceu a Eliseu e que Geazi finalmente se apropriou é estimado em cerca de US$ 48.000,00.

  • Moedas de prata por Judas (Mateus 26:15): Judas traiu Jesus por trinta moedas de prata, o que seria aproximadamente US$ 20,00.

  • Preço de José vendido por seus irmãos (Gênesis 37:28): Os irmãos de José o venderam por uma quantia equivalente a cerca de US$ 13,00.

Essas comparações fornecem uma perspectiva sobre a magnitude dos valores financeiros mencionados na Bíblia e ajudam a entender melhor a importância econômica e social desses valores no contexto histórico das Escrituras.

A Agonia de Jesus

























Relato do Dr. Barbet, médico francês e professor de cirurgia, sobre a agonia de Jesus Cristo, descrevendo as dores que Ele suportou em nosso lugar:

"Como cirurgião com anos de experiência e professor de cirurgia, passei treze anos trabalhando com cadáveres e estudei anatomia em profundidade ao longo de minha carreira. Com base nesse conhecimento, posso abordar a morte de Jesus com um olhar clínico e objetivo, sem presunção."

"Jesus entrou em agonia no Getsêmani, e seu suor tornou-se como gotas de sangue que escorriam pela terra." Esse fenômeno é descrito com precisão pelo evangelista Lucas, o único dos escritores bíblicos que era médico. O fenômeno do suor misturado com sangue, conhecido como hematidrose, é extremamente raro e ocorre em condições excepcionais. Para que isso aconteça, é necessário um estado de fraqueza física combinado com um abatimento moral intenso, causado por uma profunda emoção ou um grande medo. A sensação terrível de carregar os pecados da humanidade deve ter esmagado Jesus. Essa tensão extrema pode romper as finíssimas veias capilares localizadas sob as glândulas sudoríparas, fazendo com que o sangue se misture ao suor, que então se concentra na pele e escorre pelo corpo até a terra.

Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes.


Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos. Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira e vem uma vertigem de náuseas, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto, pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.

Depois do escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que os de acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo ).


Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da cruz; pesa uns cinqüenta quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas. O percurso, é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando Ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso. Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la produz dor atroz. Quem já tirou uma atadura de gaze de uma grande ferida percebe do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva; ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Há um risco de toda aquela dor provocar uma síncope, mas ainda não é o fim.


O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos. Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), apóiam-no sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. O nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se pelos ombros, atingindo o cérebro. A dor mais insuportável que o homem pode provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos: provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não. O nervo é destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego, quando o corpo é suspenso na cruz, o nervo esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha. A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas.

O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; conseqüentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical. Os ombros da vítima esfregam dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos penetram o crânio. A cabeça de Jesus inclina-se para frente, uma vez que o diâmetro da coroa o impede de apoiar-se na madeira.


Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudas de dor. Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. Seu corpo é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enriquecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos, se curvam. É como acontece a alguém ferido de tétano. A isto que os médicos chamam titânia, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios. A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico.

Jesus é envolvido pela asfixia. Os pulmões cheios de ar não podem esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita. Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus toma um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforça-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial.

Por que este esforço? Porque Jesus quer falar: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".

Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça.

Foram transmitidas sete frases pronunciadas por Ele na cruz: cada vez que falou, elevou-se, tendo como apoio o prego dos pés. Inimaginável!

Atraídas pelo sangue que ainda escorre e pelo coagulado, enxames de moscas zunem ao redor do seu corpo, mas Ele não pode enxotá-las.

Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura diminui. Logo serão três da tarde, depois de uma tortura que dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancam um lamento: "Meu Deus, Meu Deus, porque me abandonastes?". Jesus grita: "Tudo está consumado !". Em seguida num grande brado diz: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito". E morre.

E morre, no meu lugar e no seu. Não façamos dessa morte, que trouxe nova vida a todos nós, uma morte sem nexo. Está em você, dentro de você o espírito de Jesus.

Ame-o e glorifique-o todos os dias da sua vida.

Colaboração de: Renato Ruy renatoruy@globo.com


O sacrifício de Jesus não deve ser apreciado tão-somente pela dolorosa expressão do Calvário.
O Calvário representou o coroamento da obra do Senhor, mas o sacrifício na sua exemplificação se verificou em todos os dias da sua passagem pelo planeta. E o cristão deve buscar, antes de tudo, o modelo nos exemplos do Mestre, porque o Cristo ensinou com amor e humildade o segredo da felicidade espiritual, sendo imprescindível que todos os discípulos edifiquem no intimo essas virtudes, com as quais saberão remontar ao calvário de suas dores, no momento oportuno.

Numerosos discípulos do Evangelho consideram que o sacrifício do Gólgota não teria sido completo sem o máximo de dor material para o Mestre Divino. Entretanto, a dor material é um fenômeno como o dos fogos de artifício, em face dos legítimos valores espirituais.
Homens do mundo, que morreram por uma idéia, muitas vezes não chegaram a experimentar a dor física,
sentindo apenas a amargura da incompreensão do seu ideal.

Imaginai, pois, o Cristo, que se sacrificou pela Humanidade inteira, e chegareis a contemplá-Lo na imensidão da sua dor espiritual, augusta e indefinível para a nossa apreciação restrita e singela.

De modo algum poderíamos fazer um estudo psicológico de Jesus, estabelecendo dados comparativos entre o Senhor e o homem.

Em sua exemplificação divina, faz-se mister considerar, antes de tudo, o seu amor, a sua humildade, a sua renúncia por toda a Humanidade.

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