A Bíblia Curiosa reúne temas fascinantes relacionados às Escrituras, explorando sua origem, formação, autores, contexto histórico e os diversos acontecimentos que tornam a Bíblia um livro extraordinário. Além disso, apresenta artigos, estudos bíblicos, reflexões e curiosidades que ajudam a ampliar o conhecimento e fortalecer a fé. Porém, nosso objetivo não é apenas trazer entretenimento ou curiosidades, mas apresentar conteúdos relevantes para o crescimento espiritual e a preparação do caráter para a salvação. Afinal, o maior propósito do ser humano não é apenas adquirir conhecimento, mas conhecer a Deus e preparar-se para a eternidade. Essa preparação acontece através de Jesus Cristo, Seu amor e o sacrifício realizado na cruz, onde encontramos perdão, restauração e esperança de uma nova vida. Desejamos que cada estudo aqui apresentado seja uma oportunidade para aproximar você de Deus e permitir que Sua Palavra transforme sua vida. Desejamos a você uma excelente leitura!

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18 junho 2020

VIDA DE JESUS GEOGRAFICAMENTE

FONTE: https://www.youtube.com/watch?v=bq2_Uu1pZ8M

A BÌBLIA ERROU!!! SERÁ??

       

INERRÂNCIA BÍBLICA: PODEMOS CONFIAR NA BÍBLIA?

Quando você abre a Bíblia, provavelmente parte de uma convicção fundamental: está diante da Palavra de Deus. Mas surge uma pergunta importante: o que significa dizer que a Bíblia é inspirada por Deus? Significa que cada palavra foi ditada por Deus? Significa que os escritores bíblicos simplesmente registraram pensamentos humanos sobre Deus? Ou significa que Deus revelou sua mensagem por meio de homens que escreveram utilizando sua própria linguagem, conhecimento, experiência e contexto? Essa questão está diretamente relacionada ao debate sobre a inerrância bíblica.

Durante muitos séculos, os cristãos reconheceram a autoridade das Escrituras sem necessariamente formular essa crença usando a palavra “inerrância”. A discussão ganhou força especialmente a partir do século XIX, quando diferentes correntes de crítica bíblica passaram a questionar a origem, a composição e a confiabilidade das Escrituras. Como você deve reagir diante dessas questões? Antes de aceitar qualquer definição de inerrância, precisamos voltar à própria Bíblia e perguntar: o que ela diz sobre sua origem, sua autoridade e sua finalidade?

O que significa inerrância bíblica?

A palavra “inerrância” significa, em sentido amplo, ausência de erro. Mas existem diferentes maneiras de compreender esse conceito. Por isso, é importante distinguir pelo menos duas posições bastante conhecidas: a inerrância absoluta e a inerrância limitada.

Inerrância absoluta

Se você adota a posição da inerrância absoluta, entende que a Bíblia, em seus manuscritos originais, é totalmente livre de erros em tudo aquilo que afirma. Nessa perspectiva, a Bíblia seria correta não apenas em questões de fé e salvação, mas também em suas afirmações relacionadas à história, geografia, cronologia, astronomia, ciência e qualquer outro assunto sobre o qual faça uma afirmação.

Para os defensores dessa posição, a autoridade da Bíblia está diretamente ligada à sua completa ausência de erros. O raciocínio é simples: se a Bíblia pudesse apresentar erros em assuntos aparentemente secundários, como poderíamos ter certeza de que ela está correta quando fala sobre assuntos espirituais? Por isso, alguns entendem que negar a inerrância absoluta comprometeria a própria autoridade das Escrituras.

Mas será que essa conclusão é necessariamente exigida pela Bíblia?

Inerrância limitada

Existe outra posição conhecida como inerrância limitada. Segundo essa perspectiva, a inspiração divina está relacionada principalmente àquilo que Deus deseja revelar para nossa salvação, fé e vida prática. Nessa compreensão, a Bíblia não precisaria ser considerada inerrante em absolutamente todas as informações históricas, científicas ou culturais para continuar sendo confiável naquilo que ensina sobre Deus, pecado, salvação, fé e vida cristã.

Aqui surge uma questão fundamental: a Bíblia afirma que é inerrante em absolutamente todos os seus detalhes, ou afirma algo diferente sobre sua inspiração e finalidade? Para responder, precisamos examinar a própria Escritura.

A inspiração das Escrituras

Paulo escreveu: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça.” (2 Timóteo 3:16). Observe o que o texto realmente afirma. Ele diz que a Escritura é inspirada por Deus. Também explica sua finalidade: ensinar, repreender, corrigir e educar. No versículo seguinte, Paulo acrescenta: “A fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (2 Timóteo 3:17). Portanto, quando você pergunta qual é a finalidade da Escritura, o próprio texto responde: ela prepara o ser humano para viver diante de Deus.

Pedro acrescenta outra informação importante: “Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.” (2 Pedro 1:21). Aqui encontramos dois elementos. De um lado, Deus. De outro, homens. Os homens falaram, mas falaram da parte de Deus e foram movidos pelo Espírito Santo. Isso nos conduz ao conceito de uma Escritura que possui uma dimensão divina e uma dimensão humana.

A Escritura é divina e humana

Se você observar cuidadosamente os livros bíblicos, perceberá que seus autores possuem estilos diferentes. Lucas escreve de maneira diferente de João. Paulo escreve de maneira diferente de Pedro. Os livros poéticos possuem características diferentes dos livros históricos. Os profetas possuem uma linguagem própria. Os Evangelhos também apresentam diferentes formas de organizar os acontecimentos.

Isso não significa que a Bíblia seja simplesmente uma coleção de opiniões humanas. A própria Bíblia afirma que seus escritores falaram “da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:21). Mas também não significa que os escritores deixaram de ser seres humanos.

Lucas, por exemplo, explica ao leitor como trabalhou na elaboração de seu Evangelho: “Visto que muitos houve que empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares e ministros da palavra, igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem.” (Lucas 1:1-3)

Perceba a linguagem utilizada por Lucas. Ele fala de testemunhas oculares. Fala de informações que foram transmitidas. Fala de investigação. Fala de escrever uma exposição em ordem. Isso demonstra participação humana na produção do relato. Ao mesmo tempo, isso não contradiz a afirmação de que a Escritura é inspirada por Deus.

A humanidade presente nas Escrituras

Você também pode perceber características humanas na Bíblia quando observa seus diferentes gêneros literários, estilos e formas de expressão. Os escritores bíblicos registraram acontecimentos históricos, genealogias, poesias, cânticos, profecias, cartas e relatos pessoais.

Os Salmos, por exemplo, expressam emoções humanas profundas. Veja o Salmo 137: “Filha de Babilônia, que hás de ser destruída! Feliz aquele que te der o pago do que nos fizeste a nós! Feliz aquele que pegar teus filhos e esmagá-los contra a pedra!” (Salmo 137:8-9).

O texto registra a dor, a indignação e o sofrimento de pessoas que haviam sido levadas para o cativeiro. A Bíblia não esconde emoções humanas. Ela registra lágrimas, medo, tristeza, indignação, arrependimento, esperança e alegria. Isso faz parte da própria maneira como Deus escolheu comunicar sua mensagem através da história humana.

A divindade das Escrituras

Ao mesmo tempo, existe uma unidade extraordinária na mensagem bíblica. Os livros foram escritos em diferentes períodos, por diferentes autores, em diferentes circunstâncias e utilizando diferentes gêneros literários. Apesar disso, existe uma grande linha temática que atravessa as Escrituras: criação, queda, promessa, redenção e restauração.

Desde Gênesis até Apocalipse, encontramos a história do relacionamento de Deus com a humanidade e o desenvolvimento do plano da redenção. O próprio Jesus ensinou que as Escrituras apontavam para Ele: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.” (João 5:39).

Depois de sua ressurreição, Jesus explicou aos discípulos: “E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras.” (Lucas 24:27). Portanto, existe uma unidade central na Bíblia: Cristo está no centro da mensagem das Escrituras.

A finalidade da Bíblia

Isso nos ajuda a compreender uma questão importante no debate sobre a inerrância. Qual é o propósito principal da Bíblia? Ela foi dada para funcionar como um manual técnico de astronomia? Como um tratado científico? Como uma enciclopédia de geografia? Como um livro de cronologia?

Não. A própria Bíblia apresenta sua finalidade de maneira diferente. Paulo diz que as Escrituras tornam o ser humano “sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus”. “Desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.” (2 Timóteo 3:15).

Isso não significa que a Bíblia não possa fazer afirmações históricas ou relacionadas ao mundo físico. Ela certamente faz. A questão é outra: a principal finalidade das Escrituras é revelar o caminho da salvação e conduzir o ser humano a Deus.

Primeira objeção à inerrância absoluta: os escritores participaram

Existe uma primeira dificuldade quando alguém tenta definir a inerrância absoluta. Os autores bíblicos participaram efetivamente da produção de seus escritos. Lucas investigou acontecimentos e consultou testemunhas (Lucas 1:1-3). João escreveu aquilo que havia visto, ouvido e tocado: “O que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam.” (1 João 1:1).

Paulo escreveu cartas para situações específicas das igrejas. Os autores dos livros históricos registraram acontecimentos relacionados à história de Israel. A Bíblia, portanto, não apresenta seus escritores como máquinas que simplesmente reproduziram palavras. Eles eram homens reais, vivendo em épocas reais, escrevendo para pessoas reais.

Ao mesmo tempo, Pedro afirma que esses homens falaram “da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”. A Bíblia apresenta, portanto, uma combinação entre participação humana e direção divina.

Segunda objeção: os relatos dos Evangelhos

Outra questão aparece quando comparamos os relatos dos Evangelhos. Existem acontecimentos que são narrados com diferenças de detalhes. Por exemplo, os relatos da negação de Pedro apresentam diferenças na maneira como os acontecimentos são descritos.

Mateus registra: “E, logo, cantou o galo.” (Mateus 26:74). Marcos registra: “E logo, pela segunda vez, cantou o galo.” (Marcos 14:72). Lucas registra: “E, imediatamente, enquanto ele ainda falava, cantou o galo.” (Lucas 22:60). João também registra o anúncio de Jesus: “Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.” (João 13:38).

Esses relatos devem ser analisados cuidadosamente. Não é necessário presumir imediatamente que qualquer diferença de descrição destrói a confiabilidade do testemunho. Por outro lado, também não devemos criar explicações extremamente complexas apenas para eliminar toda diferença existente entre os relatos.

Os Evangelhos podem apresentar diferentes perspectivas de acontecimentos reais. A pergunta importante é: essas diferenças anulam a mensagem central que os quatro Evangelhos apresentam? Os quatro testemunham que Pedro negou Jesus e que a palavra de Cristo sobre sua negação se cumpriu.

Terceira objeção: a função principal da Escritura

Outro ponto precisa ser considerado. Quando você lê a Bíblia, precisa perguntar qual é o propósito do texto. A Escritura foi dada para revelar Deus, revelar o problema do pecado, apresentar o plano da redenção e conduzir o ser humano à fé.

Paulo afirma: “As sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.” (2 Timóteo 3:15).

A Bíblia também revela a condição humana: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” (Romanos 3:23). Apresenta a solução: “Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus.” (Romanos 3:24). E apresenta a esperança: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16).

Esse é o centro da mensagem bíblica.

Quarta objeção: a Bíblia afirma inspiração, mas afirma inerrância absoluta?

Aqui chegamos ao ponto central. A Bíblia afirma claramente que a Escritura é inspirada por Deus. “Toda a Escritura é inspirada por Deus.” (2 Timóteo 3:16). A Bíblia afirma que homens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo: “Homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.” (2 Pedro 1:21).

Mas onde a Bíblia afirma, explicitamente, que todos os seus detalhes históricos, científicos, cronológicos e geográficos são absolutamente livres de qualquer possibilidade de erro?

Essa é uma pergunta que precisa ser feita com honestidade. Não devemos simplesmente colocar na Bíblia uma definição que ela mesma não apresenta. Ao mesmo tempo, também não devemos usar qualquer dificuldade textual como motivo para abandonar a autoridade das Escrituras.

Precisamos permitir que a própria Bíblia estabeleça os limites de suas afirmações.

A preservação da Palavra

Existe ainda outra questão importante: a transmissão do texto bíblico. A Bíblia foi copiada e transmitida ao longo de gerações. Isso significa que precisamos distinguir entre os autógrafos originais, os manuscritos posteriormente copiados e as traduções que chegaram até nós.

Mesmo quando existem diferenças entre manuscritos, isso não significa automaticamente que a mensagem bíblica tenha sido perdida. A própria Bíblia apresenta a Palavra de Deus como permanente: “Seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente.” (Isaías 40:8).

Pedro repete: “A palavra do Senhor, porém, permanece eternamente.” (1 Pedro 1:25). Portanto, a existência de uma história de transmissão textual não elimina a importância ou a autoridade da Palavra.

A Bíblia deve ser examinada

A própria Bíblia incentiva o exame cuidadoso das Escrituras. Os bereanos foram elogiados porque examinavam diariamente as Escrituras para verificar se aquilo que Paulo ensinava estava de acordo com elas: “Examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” (Atos 17:11).

Isso é significativo. A fé bíblica não exige que você abandone o exame. Pelo contrário, você é convidado a estudar. Paulo aconselhou: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” (2 Timóteo 2:15).

A pergunta, portanto, não deve ser simplesmente: “Eu consigo explicar todas as dificuldades da Bíblia?” Uma pergunta mais importante é: “Estou permitindo que a própria Bíblia determine aquilo que devo crer?”

Não devemos adorar o Livro, mas aquele para quem ele aponta

Existe ainda uma distinção fundamental. A Bíblia é a Palavra de Deus e deve ser recebida com reverência. Mas o próprio Jesus advertiu que alguém poderia estudar as Escrituras e, ainda assim, não ir a Ele.

Jesus disse: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim; contudo, não quereis vir a mim para terdes vida.” (João 5:39-40).

Essa declaração é extremamente importante. Você pode conhecer o texto e não conhecer aquele para quem o texto aponta. Pode conhecer versículos e não conhecer Cristo. Pode defender a Bíblia e, ainda assim, deixar de viver a mensagem que ela apresenta.

A Bíblia não foi dada para ocupar o lugar de Cristo. Ela aponta para Cristo. João explicou o propósito de seu registro: “Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” (João 20:31).

Conclusão

A discussão sobre a inerrância bíblica não deve nos levar a dois extremos. De um lado, não devemos reduzir a Bíblia a um simples produto humano, ignorando seu próprio testemunho de que ela é inspirada por Deus. De outro, também precisamos ter cuidado para não impor às Escrituras uma definição de inerrância que vá além daquilo que a própria Bíblia afirma.

A Bíblia apresenta uma realidade extraordinária. Deus falou. Homens escreveram. O Espírito Santo esteve envolvido. A mensagem foi transmitida em linguagem humana. As Escrituras testemunham de Cristo. E seu propósito está diretamente relacionado à salvação.

“Toda a Escritura é inspirada por Deus.” (2 Timóteo 3:16). “Homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.” (2 Pedro 1:21). “A tua palavra é a verdade.” (João 17:17). “A palavra do Senhor, porém, permanece eternamente.” (1 Pedro 1:25). E, acima de tudo: “São elas mesmas que testificam de mim.” (João 5:39).

Portanto, quando você estudar a inerrância bíblica, não comece tentando proteger uma teoria. Comece ouvindo o que a própria Bíblia diz sobre si mesma. Ela é inspirada por Deus. Ela revela a verdade. Ela conduz à salvação. Ela testemunha de Cristo. E seu objetivo não é fazer você simplesmente admirar um livro, mas levá-lo a conhecer, confiar e seguir Jesus Cristo.

“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17:3)

Fonte Bibliografica:
BACCHIOCCHI, Samuele. Inerrância Bíblica.
APOLINÁRIO, Pedro. História do Texto Bíblico: Crítica Textual. 4. ed. São Paulo, 1990.
BÍBLIA SAGRADA. Almeida Revista e Atualizada (ARA). Sociedade Bíblica do Brasil.

02 maio 2020

A MASTURBAÇÃO É PECADO?

Somos ensinados pela Palavra de Deus que o sexo,
 em vez de ser usufruído egoisticamente,
 deve ser compartilhado exclusivamente 
dentro do relacionamento matrimonial.
Pr. Alberto R. Timm, Ph.D.*
A Bíblia não fala explicitamente sobre masturbação, mas apresenta vários princípios que nos ajudam na compreensão do assunto. Somos ensinados pela Palavra de Deus que o sexo, em vez de ser usufruído egoisticamente, deve ser compartilhado exclusivamente dentro do relacionamento matrimonial. O plano divino não é “que o homem esteja só” (Gênesis 2:18), mas que se realize sexualmente no casamento (ver Gênesis 2:24; Êxodo 20:14; Provérbios 5:18; 6:20-35; 7:1-27).
A despeito de ser encarada positivamente por muitos médicos e sexólogos contemporâneos, a masturbação é uma negação direta do princípio bíblico de que “a mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher” (1 Coríntios 7:4). Além disso, ao se masturbar, a pessoa geralmente contempla fotos pornográficas ou imagina cenas eróticas, não condizentes com os elevados princípios de pureza moral e espiritual do cristianismo (ver 1 Pedro 2:11).
Cristo foi claro em afirmar que o adultério condenado pelas Escrituras (Êxodo 20:14) não se restringe meramente às relações sexuais fora do casamento, mas envolve também os próprios pensamentos imorais, “que contaminam o homem” (Mateus 15:19 e 20). Ele asseverou no Sermão do Monte: “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mateus 5:27 e 28). E no Salmo 24:3 e 4 lemos: “Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no Seu santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração…”
Apesar de não ser fácil romper com o vício da masturbação, a graça de Cristo é poderosa para nos dar a vitória sobre todo e qualquer hábito pecaminoso (ver 1 Coríntios 15:57; Filipenses 2:13; 4:7; 1 João 1:7-9) e para desenvolver em nossa vida o ideal divino enunciado nas seguintes palavras: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Filipenses 4:8).
Fonte: Equipe Biblia.com.br
_______________
*Alberto Ronald Timm, Sinais dos Tempos, setembro de 1998, p. 29.

30 abril 2020

DIA E HORA DO FIM DO MUNDO. SABE QUANDO?

Primeiramente, vou direto ao ponto desta questão, baseando-me em Marcos 13:32 que diz: "Mas daquele dia ou daquela hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão só o Pai.

Mas por falta de conhecimento bíblico, ou outra razão qualquer, o ser humano insiste em marcar dia e hora para o fim do mundo.


Bom, como disse o texto, o ÚNICO que sabe o dia e a hora é DEUS, que está no céu e ele não revelou nem para Jesus que é seu filho, muito menos para qualquer ser humano.


Mas trouxe abaixo uma lista de todas as previsões do fim do mundo que foram marcadas até o dias de hoje, e as marcadas para o futuro, para você ter uma idéia.


(CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR)











Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_datas_previstas_para_eventos_apocal%C3%ADpticos

ÉTICA E VERGONHA NA CARA

Em uma corrida de Cross-country, o queniano Abel Muttai estava a poucos metros da linha de chegada, quando se confundiu com a sinalização, pensando que já havia completado a prova. Logo atrás, vinha o espanhol Iván Anaya que, vendo a situação, começou a gritar para que o queniano ficasse atento, mas Muttai não entendia o que o colega dizia. O espanhol, então, o empurrou em direção à vitória. Um jornalista perguntou a Iván: " - Por que o senhor fez isso?" Iván respondeu com outra pergunta: " - Isso o que?" Ele não havia entendido a pergunta… O meu sonho é que um dia possamos ter um tipo de vida comunitária, em que a pergunta feita pelo jornalista não seja mesmo entendida, pois não pensou que houvesse outra coisa a ser feita do que aquilo feito por ele. Veja o restante da entrevista: " - Por que o senhor deixou o queniano ganhar?" " - Eu não o deixei ganhar, ele ia ganhar." " - Mas o senhor podia ter ganhado!" " - Mas qual seria o mérito da minha vitória? Qual seria a honra dessa medalha? O que minha mãe iria achar disso?" Honra, ética e vergonha na cara são princípios passados de geração em geração. Não deixe que esses princípios se percam!

Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3078414582219692&set=a.205240656203780&type=3&theater

21 fevereiro 2020

Quarteto Inspirasom - Lirio do Vale

Quarteto Está Escrito - Veio Até Mim

Salmo 23

JULGAR OU SER JULGADO - Romanos 2



Romanos 2:1: "Portanto, és indesculpável, ó homem, qualquer que sejas, quando julgas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, praticas as mesmas coisas."

Neste verso, Paulo está abordando a hipocrisia. Ele está falando com uma pessoa genérica (chamada de "ó homem" sem especificar um grupo específico) e está dizendo que essa pessoa é "indesculpável" ao julgar os outros. A razão para isso é que, ao julgar alguém por algo, a pessoa está, na verdade, condenando a si mesma, pois ela mesma faz as mesmas coisas pelas quais está julgando os outros. Ou seja, a crítica que fazemos aos outros frequentemente reflete nossas próprias falhas e pecados.

Paulo, neste texto, adverte contra o julgamento precipitado e hipócrita, enfatizando que quem julga os outros está sujeito ao mesmo padrão de julgamento. Ele destaca que o julgamento de Deus é justo e imparcial, baseado na verdadeira natureza e intenções dos corações humanos. 

Mateus 7:3-5 reforça: "Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho de teu irmão."

Aquele que julga os outros, se esquece de olhar para si mesmo, culpa os outros, tentando encobrir os próprios pecados. Assim, a pessoa que ouve a condenação do acusador, conhecendo este texto, saberá que o acusador é o verdadeiro culpado. Pois faz a mesma coisa que condenam nos outros.


Romanos 2:2: "Sabemos, porém, que o juízo de Deus é segundo a verdade sobre os que praticam tais coisas."
Aqui Paulo está contrastando o julgamento humano com o juízo de Deus. Ele está dizendo que Deus julga de acordo com a verdade, sem parcialidade ou hipocrisia. Portanto, ao invés de julgar os outros com base em nossos próprios padrões falíveis, devemos lembrar que Deus julgará corretamente todos aqueles que praticam essas ações.



Romanos 2:3: "E tu, ó homem, que julgas os que praticam tais coisas, pensas que te livrarás do juízo de Deus, praticando-as tu também?"

Este verso é uma pergunta retórica direcionada à pessoa que julga os outros. Paulo está desafiando essa pessoa a considerar se ela acredita que escapará do juízo de Deus ao praticar as mesmas coisas pelas quais está julgando os outros. Ele está enfatizando a hipocrisia e a inconsistência moral dessa atitude. Julgar os outros sem reconhecer nossos próprios pecados é arrogância e falta de entendimento da justiça de Deus.

Lembre-se de Rom 14:10-12: "Você, então, por que julga seu irmão? E por que despreza seu irmão? Pois todos compareceremos diante do tribunal de Deus. Está escrito: 'Por mim mesmo juro', diz o Senhor, 'diante de mim todo joelho se dobrará e toda língua confessará que sou Deus'. Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus"

Esses versículos são parte de um argumento mais amplo de Paulo em Romanos, onde ele está expondo a necessidade universal de salvação por meio de Cristo, independentemente do status ou da posição de alguém. Ele está mostrando que todos, tanto judeus quanto gentios, são pecadores e estão sujeitos ao juízo de Deus, e que a justificação vem somente pela fé em Jesus Cristo.

É essencial lembrar que este texto não é uma simples opinião humana; está registrado na Bíblia. Quando alguém acusa ou julga sem evidências concretas, é importante considerar quem está realmente cometendo o erro. 

Experiência Pessoal

Uma vez, um ancião da igreja trouxe à minha atenção acusações infundadas contra mim. Não deixei abalar pela acusação, falei para o ancião:

__Como não posso provar que a acusação que o senhor trouxe para mim é uma mentira. Vou fazer um propósito neste instante: Vou pedir que nesta noite, o Senhor nosso Deus, mostre quem está errado, pois nessa noite, quero que o Senhor nosso Deus, mostre o culpado, Ele vai disparar uma flecha no peito de quem está em pecado, uma dor forte no peito, para mostrar quem está errado, se sou eu ou se é meu acusador.

Na mesma noite o fato aconteceu, e logo pela manhã, o ancião me ligou dizendo:

__Pastor, o propósito que o senhor falou, aconteceu, o acusador teve uma dor intensa no peito, sua mulher achou que ele fosse morrer, chorava de desespero, uma dor insuportável, foi atendido as pressas no hospital.

Os homens podem julgar você, te injuriarem, falarem todo o mal a seu respeito, mas Deus, nosso pai, sempre fará justiça aos que lhe são fieis. Deus não deixará que seus filhos sejam julgados, sem que os acusadores fiquem sem punição.

Para refletir

"Você já parou para pensar no peso do julgamento? Quando apontamos o dedo para os outros, muitas vezes esquecemos que também estamos sob o olhar de Deus. Nos versículos de Romanos 2:1-3, Paulo nos lembra da fragilidade da hipocrisia e da inevitabilidade do juízo divino. É fácil apontar falhas nos outros, mas e quanto às nossas próprias falhas?

Imagine um mundo onde cada um de nós escolhe olhar para si mesmo antes de julgar o próximo. Um mundo onde a compaixão substitui a crítica e a humildade supera o orgulho. Deus não nos chama para julgar, mas para amar e cuidar uns dos outros.

Hoje, quero desafiar você a refletir profundamente sobre suas atitudes. Será que estamos verdadeiramente livres do julgamento de Deus ao condenar os outros? Que possamos escolher a compaixão sobre a condenação e a empatia sobre o julgamento.

Que nossas vidas reflitam a verdadeira justiça, aquela que vem do coração transformado pelo amor de Cristo. Que possamos todos buscar a paz e a reconciliação, sabendo que o julgamento é para Deus e o amor é para nós.

Vamos juntos, ser agentes de perdão e reconciliação neste mundo necessitado de graça. Que nossas ações falem mais alto do que nossas palavras, e que o amor de Cristo nos guie em cada passo. Este é o apelo: escolha o amor, escolha a compaixão, e escolha a paz. O mundo ao nosso redor pode mudar quando mudamos a forma como vemos e interagimos com ele. Vamos começar hoje!"

Portanto, querido leitor, não se deixe enganar por acusações vazias. Confie na palavra de Deus, que sempre revela a verdade no tempo certo.

Johnny C. Francisco
Autor Bíblia Curiosa





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15 fevereiro 2020

O Amor Que Deus Espera de Nós


Falar sobre ajudar ao próximo dentro do cristianismo não é confortável — é confrontador. Porque expõe uma realidade que muitos preferem ignorar: não é possível dizer que ama a Deus enquanto se vive indiferente à dor das pessoas. A fé bíblica não permite neutralidade. Ela exige posicionamento, atitude e renúncia. Em um mundo onde o egoísmo é normalizado, o evangelho continua sendo um chamado radical ao amor prático.

Jesus não deixou espaço para interpretações convenientes. Ele foi direto ao ligar o amor a Deus com o amor ao próximo: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração… e amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:37-39). Não são dois caminhos separados, mas um só. Quem afirma amar a Deus, mas ignora o próximo, está vivendo uma contradição espiritual. E essa contradição não é pequena — ela revela uma fé superficial, muitas vezes apenas religiosa, mas não transformadora.

O apóstolo João é ainda mais incisivo ao declarar: “Se alguém disser: Eu amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso” (1 João 4:20). Isso desmonta qualquer tentativa de espiritualidade baseada apenas em palavras, cultos ou aparência. O cristianismo não se mede pelo quanto alguém fala de Deus, mas pelo quanto vive como Ele ensinou. E viver como Cristo viveu significa, inevitavelmente, se importar com pessoas.

A grande questão é que ajudar o próximo custa. Custa tempo, custa conforto, custa recursos e, muitas vezes, custa orgulho. É mais fácil ignorar, justificar ou terceirizar a responsabilidade. Mas a Palavra de Deus não valida essas desculpas. Em “Se um irmão ou irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?” (Tiago 2:15-16), somos confrontados com uma cena comum. A pergunta é direta — que proveito há nisso? A resposta implícita é clara: nenhum.

A fé que não se manifesta em ação é considerada morta: “Assim também a fé, se não tiver obras, por si só está morta” (Tiago 2:17). Isso significa que não basta crer intelectualmente, nem sentir emocionalmente — é necessário agir. A omissão, diante da necessidade, não é neutralidade; é falha espiritual. É escolher não viver aquilo que se diz acreditar.

Jesus levou esse ensino a um nível ainda mais profundo ao afirmar: “Quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mateus 25:40). Isso muda completamente a perspectiva. A forma como tratamos as pessoas não é apenas uma questão social — é espiritual. Ignorar o necessitado é, em essência, ignorar o próprio Cristo. Ajudar o próximo, portanto, não é apenas bondade — é um ato direto de honra a Deus.

E se ajudar é honra, deixar de ajudar é o quê? Essa é a pergunta que muitos evitam, mas que precisa ser feita. “O que tapa o seu ouvido ao clamor do pobre também clamará e não será ouvido” (Provérbios 21:13). A indiferença tem consequências. Não se trata de perder a salvação por não ajudar alguém, mas de revelar um coração desalinhado com o caráter de Deus.

Outro ponto que confronta é a seletividade no amor. Muitos ajudam quando é conveniente, quando há reconhecimento ou quando a pessoa “merece”. Mas o evangelho não ensina um amor seletivo. “Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos…” (Gálatas 6:10). Isso inclui quem não pode retribuir, quem não agradece e até quem, humanamente falando, não parece digno. Porque o padrão não é o merecimento humano — é a graça divina.

Além disso, ajudar não deve ser um evento isolado, mas um estilo de vida. “E não nos cansemos de fazer o bem…” (Gálatas 6:9). Isso mostra que haverá cansaço, desgaste e até frustração. Mas o chamado não muda. O cristão não pratica o bem apenas quando sente vontade, mas porque entende que isso faz parte de quem ele é em Cristo.

No fundo, ajudar ao próximo revela a verdadeira condição do coração. Não é sobre ter muito ou pouco, mas sobre disposição. Há quem tenha pouco e ainda assim ajuda, e há quem tenha muito e vive fechado em si mesmo. Isso mostra que o problema nunca foi recurso — sempre foi prioridade.

Ajudar ao próximo é uma honra porque nos coloca no centro da vontade de Deus. Mas também é um teste — um teste de autenticidade da fé. Não se trata apenas de fazer o bem, mas de viver uma fé que não se esconde, não se acomoda e não se limita a palavras.

No final, o evangelho não será avaliado pelo que dizemos, mas pelo que vivemos. E a pergunta que permanece é simples, mas profunda: nossa fé tem sido vista nas nossas atitudes?

“Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade” (1 João 3:18).

08 fevereiro 2020

O poder de Um "Até Amanhã"


Juan trabalhava em uma empresa de distribuição de carnes. Certo dia, ao final do expediente, entrou em uma câmara frigorífica para fazer uma inspeção de rotina. Em um momento de descuido, a pesada porta se fechou, deixando-o preso lá dentro.

Desesperado, Juan começou a bater na porta e a gritar por socorro com todas as suas forças. Mas era inútil. A maior parte dos funcionários já havia ido embora, e o isolamento da câmara impedia que seus gritos fossem ouvidos. Com o passar das horas, o frio intenso foi consumindo suas forças, e a esperança de sair com vida diminuía a cada minuto.

Cinco horas depois, quando já estava à beira da morte, a porta finalmente se abriu. Era o segurança da empresa. Graças à sua iniciativa, Juan foi resgatado a tempo.

Ainda tentando entender o que havia acontecido, Juan perguntou:

— Como o senhor soube que eu estava aqui? Não fazia parte da sua rotina verificar esta câmara.

O segurança respondeu:

— Trabalho nesta empresa há 35 anos. Todos os dias vejo centenas de funcionários entrando e saindo, mas a maioria passa por mim como se eu nem existisse. Você, porém, sempre me cumprimenta pela manhã com um sorriso e, ao ir embora, nunca deixa de dizer: "Até amanhã."

— Hoje cedo você me cumprimentou como sempre. Mas, quando o expediente terminou, percebi que não ouvi sua despedida. Esperei alguns minutos, depois comecei a procurá-lo. Eu sabia que alguma coisa estava errada. Continuei procurando até encontrá-lo aqui.

Essa história nos ensina uma grande lição: pequenos gestos de gentileza podem produzir efeitos que jamais imaginamos. Um simples "bom dia", um sorriso, uma palavra de respeito ou um gesto de atenção podem fazer alguém sentir-se valorizado.

Vivemos em um mundo onde muitas pessoas se sentem invisíveis. Por isso, nunca subestime o poder da educação, da humildade e do amor ao próximo. Muitas vezes, aquilo que parece insignificante para nós pode representar tudo para outra pessoa.

A Bíblia nos ensina esse princípio ao dizer:

"Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam." (Mateus 7:12)

A origem dessa história é desconhecida, mas sua mensagem continua atual: trate as pessoas com dignidade, valorize quem está ao seu redor e nunca deixe de demonstrar bondade. Você pode estar mudando a vida de alguém sem sequer perceber.

Por que Jesus é chamado nazareno se ele nasceu em Belém da Judéia?




De fato Jesus nasceu em Belém (Mateus 2,1; Lucas 2,4), a cerca de 100 quilômetros de Nazaré. Porém, como sublinha a narração evangélica (veja Lucas 2), José era de Nazaré e, por causa de um censo, encontrava-se, com Maria, em Belém, quando Jesus nasceu.

Se buscamos “Nazareno” na Bíblia, aparece 17 vezes (Almeida), nos evangelhos e em Atos. O grego usa “nazoraios” (Mateus, João e Atos) e também “nazarênos” (em Marcos e Lucas, que usa também “nazoraios”). Nazaré também aparece diversas vezes e o vocábulo grego usado é “Nazaret”. Basicamente Jesus é apelidado de “Nazareno”. Também os primeiros cristãos eram chamados assim pelos judeus. No mundo grego prevaleceu o adjetivo “cristão” para designar os seguidores de Jesus.

Normalmente se identifica o adjetivo “nazareno” ao nome da localidade onde teria vivido Jesus com sua família, antes de sua missão pública. Há algumas hipóteses, baseadas sobretudo em Mateus 2,23, que defendem outra origem para esse adjetivo. O texto de Mateus diz: “E chegou, e habitou numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno.” Não sabemos a qual oráculo profético Mateus se refere. Alguns pensam em Isaías 11,1, onde o profeta usa “neçer” (rebento), ou em Isaías 42,6 e 49,8, onde é utilizado o vocábulo “naçar” (guardar), do qual deriva “naçur” (o resto).

Há algumas hipóteses alarmistas que falam que Nazaré nem existia e que portanto “Nazareno” teria a ver com “nazireu”, pessoas que faziam um voto a Deus. Os testemunhos históricos são inúmeros e confirmam a existência da cidadezinha da Galiléia. Provavelmente, no tempo de Cristo, era um lugar pequenino. Os cristãos, contudo, há muito tempo visitam o local e recordam ali a vida da infância e juventude de Cristo. Isso foi confirmado pelas descobertas arqueológicas feitas nos anos 60, quando foi construída a atual basílica da anunciação.

Creio que não há suficiente argumentação para questionar a ligação de “Nazareno” com “Nazaré”. Aquilo que poderíamos aceitar é o uso do adjetivo, por parte de Mateus, para sublinhar o aspecto messiânico de Jesus, anunciado pelos profetas.


"Justiça e Coragem: A Lição de um Professor"

Foto Ilustrativa

Era o primeiro dia de aula na USP São Francisco, e o clima de expectativa pairava no ar. O professor de "Introdução ao Direito" entrou na sala com uma expressão autoritária. Assim que avistou um aluno na primeira fila, disparou:

— Qual é o seu nome?
— Chamo-me Nelson, senhor.
— Saia da minha aula e não volte nunca mais! — gritou, de forma brusca.

Nelson ficou paralisado, atordoado pela agressividade. Quando conseguiu reagir, levantou-se rapidamente, apanhou seus materiais e saiu, deixando um rastro de desconforto. Os outros alunos, assustados e indignados, trocavam olhares cúmplices, mas a atmosfera de medo os impediu de se manifestar.

O professor, sem se importar com o clima tenso, prosseguiu:

— Agora sim! Vamos começar. — A voz dele ecoava na sala.
— Para que servem as leis? — perguntou, com um tom desafiador.

Os alunos, ainda impactados, hesitaram antes de responder. Um por um, começaram a murmurar respostas, tentando entender a lógica do professor:

— Para haver ordem em nossa sociedade.
— Não!
— Para cumpri-las.
— Não!
— Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
— Não!

A tensão aumentava. O professor parecia se divertir com a confusão. Então, sua voz ressoou novamente, quase em desespero:

— Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!

Uma garota, sentindo-se impulsionada pela pressão do momento, falou timidamente:

— Para que haja justiça.
— Finalmente! É isso. Mas agora, para que serve a justiça?

O desconforto se transformou em incômodo, e os alunos, apesar do medo, continuaram a tentar responder:

— Para salvaguardar os direitos humanos...
— Muito bem. E mais?
— Para diferenciar o certo do errado, para premiar quem faz o bem...
— Ok, não está mal. Mas agora me digam: "Agir corretamente ao expulsar Nelson da sala de aula foi justo?"

Um silêncio sepulcral tomou conta da sala. Ninguém ousava responder. O professor, impaciente, insistiu:

— Quero uma resposta clara e unânime!
— Não! — gritaram todos, em uníssono, revelando a indignação acumulada.

O professor, surpreso, continuou:

— Poderia se dizer que cometi uma injustiça?
— Sim!
— E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não temos a coragem de praticá-las? Cada um de vocês tem a obrigação de se manifestar diante da injustiça. Todos. Nunca mais fiquem calados! Vou buscar o Nelson — disse ele, lembrando que, afinal, era o professor, enquanto os alunos eram de outro período.

Aprendam: Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade, e dignidade não se negocia. O povo é forte; juntos somos mais do que aqueles que nos oprimem. Pagar o preço pelas injustiças que sofremos é demais.

Sei que poucos lerão isso, mas a mensagem é essencial para entendermos a realidade política do Brasil. Precisamos retomar as rédeas do nosso país. Estamos à deriva, abandonados, sem ninguém ao nosso lado, e é hora de nos unirmos em busca de mudança.

Reflexão

A história do professor e de Nelson serve como um poderoso alerta para as igrejas e suas comunidades. Muitas vezes, as instituições religiosas têm leis e diretrizes claras que definem o que é justo e correto, mas, na prática, muitas ficam em silêncio diante da injustiça, permitindo que situações inaceitáveis persistam. Essa inação transforma essas instituições em cúmplices, pois não agem quando deveriam defender os princípios que pregam.

Assim como os alunos se sentiram impotentes diante da agressividade do professor, muitas pessoas nas comunidades religiosas se sentem intimidadas a se manifestar contra injustiças, mesmo sabendo que a justiça é um valor central em suas crenças. A pergunta crucial que deve ser feita é: por que permanecer em silêncio?

Aplicações para as Igrejas:

  1. Despertar a Coragem: Assim como o professor instigou os alunos a falarem, as igrejas devem incentivar seus membros a não apenas reconhecerem as injustiças, mas também a se manifestarem contra elas. É fundamental criar um ambiente onde a expressão de indignação e o clamor por justiça sejam bem-vindos. “Seja forte e corajoso. Não tema nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar.” (Josué 1:9)

  2. Praticar o que Pregam: As igrejas têm um papel fundamental na promoção da justiça e na defesa dos oprimidos. É necessário que as comunidades religiosas não apenas proclamem a justiça, mas que também a pratiquem ativamente, tomando posições claras e concretas diante de injustiças sociais. “Defendam a causa do oprimido e do pobre; façam justiça ao necessitado e ao aflito.” (Salmos 82:3)

  3. Educação e Conscientização: Assim como os alunos aprenderam sobre a função das leis e da justiça, as igrejas devem educar seus membros sobre seus direitos e deveres. Workshops, palestras e discussões em grupo podem ajudar a promover uma consciência crítica sobre questões sociais e éticas. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:32)

  4. Solidariedade e Ação Coletiva: O professor ressaltou que a força está na união. As igrejas devem promover a solidariedade entre seus membros e incentivar ações coletivas para enfrentar injustiças. Juntos, podem ser uma voz poderosa que desafia a opressão. “Se um cair, o outro levanta o seu companheiro.” (Eclesiastes 4:10)

  5. Responsabilidade Pessoal e Comunitária: Cada membro da comunidade deve entender que tem uma responsabilidade pessoal e coletiva em relação à justiça. O silêncio diante da injustiça é uma forma de consentimento. A igreja deve lembrar a todos que cada voz conta e que a ação é um imperativo moral. “Aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado.” (Tiago 4:17)

Situações Injustas e Inaceitáveis

  • Perseguição de Líderes Espirituais: Muitos pastores e líderes enfrentam perseguições dentro da própria congregação, frequentemente motivadas por ciúmes ou disputas de poder, o que não apenas prejudica os líderes, mas também divide a comunidade. “Não toquem nos meus ungidos, nem façam mal aos meus profetas.” (Salmos 105:15)

  • Manipulação da Humildade: Irmãos se aproveitam da humildade de outros, criando relações de dependência e manipulando em vez de promover um ambiente de apoio. “Portanto, se alguém pensa que está em pé, cuide-se para que não caia.” (1 Coríntios 10:12)

  • Engano e Falsidade: A presença de enganos e desonestidade cria um clima de desconfiança, ferindo a essência da comunidade cristã. “Não mintam uns aos outros, pois já vos despistes do velho homem com suas práticas.” (Colossenses 3:9)

  • Lutas pelo Poder: Rivalidades e disputas por controle substituem o amor e a solidariedade, minando a unidade da igreja. “Onde há inveja e ambição egoísta, aí há confusão e toda espécie de males.” (Tiago 3:16)

  • Julgamento e Condenação: Muitos irmãos preferem julgar e criticar em vez de oferecer apoio, criando um ambiente hostil. “Não julgueis, para que não sejais julgados.” (Mateus 7:1)

  • Críticas Destrutivas: Críticas feitas de maneira destrutiva ferem e desmotivam os membros, afastando-os da igreja. “A língua dos sábios é medicina, mas a boca dos tolos provoca calamidade.” (Provérbios 12:18)

  • Divisões na Comunidade: A formação de facções e rivalidades provoca desunião, afastando os irmãos e minando a força da comunidade. “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões.” (1 Coríntios 1:10)

  • Lobos na Pele de Ovelhas: Infelizmente, há aqueles que se infiltram nas comunidades com intenções maliciosas, agindo como "lobos na pele de ovelhas". Esses indivíduos podem manipular, enganar e causar divisões, visando seu próprio benefício em detrimento do bem coletivo. “Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm até vocês disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores.” (Mateus 7:15)

A Injustiça Não Deve Ser Ignorada

A injustiça não deve ser ignorada, especialmente dentro da igreja, que deve ser um baluarte da justiça e da verdade. Aqueles que escolhem permanecer em silêncio ou que ignoram essas situações se tornam coniventes com a injustiça, permitindo que ela se perpetue. “Examinai tudo. Retende o bem.” (1 Tessalonicenses 5:21) Se os membros são coniventes com a injustiça, a igreja sofre, o distrito sofre, a associação sofre, a união sofre; todos enfrentam as consequências. Assim como o povo de Israel, que, quando esteve em pecado e foi à luta, acabou perdendo:

  • Josué 7:1-5: Após a conquista de Jericó, Israel foi derrotado em Ai porque Acã desobedeceu e pecou ao tomar itens consagrados. A derrota foi um reflexo do pecado no meio do povo.

  • 1 Samuel 4:1-11: Israel foi derrotado pelos filisteus na batalha de Ebenézer. Eles trouxeram a arca da aliança como um amuleto, mas estavam em desobediência e sem buscar a orientação de Deus, resultando em uma grande derrota.

  • 2 Samuel 11-12: Embora não seja uma derrota em batalha imediata, o pecado de Davi com Bate-Seba e o subsequente assassinato de Urias resultaram em consequências severas para Israel, incluindo conflitos e perdas subsequentes. (2 Samuel 12:10-12)

  • 1 Crônicas 10:13-14: A morte de Saul é atribuída à sua desobediência e à busca de consulta a um espírito em vez de buscar a Deus, resultando em sua derrota na batalha contra os filisteus.

  • Isaías 30:1-5: Embora não mencione uma derrota específica em batalha, o texto fala sobre a rebelião de Israel e como isso traria consequências, inclusive em tempos de guerra.

Conclusão

Assim como os alunos finalmente se uniram em uma única voz, as igrejas e suas comunidades precisam se levantar contra as injustiças que testemunham. A dignidade e os direitos humanos são valores que não podem ser negociados. Que as igrejas se tornem faróis de justiça, desafiando suas comunidades a não apenas falar sobre justiça, mas a agir em prol dela, todos os dias. Quando a igreja se une para enfrentar essas injustiças, ela cumpre sua missão de ser uma luz no mundo, promovendo amor, unidade e verdadeira justiça. “Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte.” (Mateus 5:14)

Fonte: https://espelhosemaco.blogspot.com/2015/07/primeiro-dia-de-aula-na-usp-sao.html

Fonte imagem: https://editoraforum.com.br/noticias/curso-online-gratuito-de-formacao-docente-para-professores-de-direito-pela-fgv/

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