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15 maio 2012

Codex Argenteus





























O Codex Argenteus ou "Livro de Prata", por ter sido escrito com tinta prateada, é um manuscrito do Século VI, que originalmente continha cópia de parte da Bíblia traduzida no Século IV da Língua grega para a Língua gótica pelo bispo godo ariano Úlfilas.


O famoso palimpsesto Códice Argenteus, é um evangeliário, um livro sagrado cristão contendo partes dos quatro evangelhos (não chega a ser uma Bíblia, nem mesmo um Novo Testamento). Das 336 folhas originais do Codex, se conservam 188, incluindo o fragmento descoberto em 1970 na Catedral de Speyer, contendo a tradução da maior parte dos quatro evangelhos em língua gótica, sendo o texto mais conhecido neste idioma extinto, e uma das principais fontes de conhecimento da mais antiga língua germânica que se tem evidência escrita, o idioma gótico.

Algumas letras de ouro embelezam as primeiras três linhas de cada evangelho, na ordem de Mateus, João, Lucas e Marcos, bem como os inícios das diferentes seções. Os nomes dos escritores dos Evangelhos também aparecem em ouro no alto de quatro "arcadas" paralelas, assentadas ao pé de cada coluna de escrita. Essas fornecem referências a passagens paralelas nos Evangelhos.[1] A maior parte do Codex Argenteus (187 folhas) está em exibição permanente na biblioteca Carolina Rediviva da Universidade de Uppsala, Suécia. A última folha se encontra na Catedral de Speyer, Alemanha.

História

Origem

A Bíblia de prata foi escrita provavelmente em Rávena no começo do século VI para o Rei dos ostrogodos, Teodorico o Grande. Foi produzida como um livro sagrado especial para a corte do Rei dos godos e dos romanos, com algumas letras escritas com tinta de ouro. As partes das copias dos evangelhos correspondem ao cânon ou regra do o bispo Eusébio de Cesareia e nas Tabelas de Concordância dos quatro evangelistas que aparecem nos quatro arcos de prata desenhados em cada página. O restante das letras escritas com tinta de prata (daí o nome argenteus, de prata em latim), em pergaminho de alta qualidade colorido de púrpura com tintas vegetais, adornado e provavelmente encadernado com pérolas e pedras preciosas. Depois da morte de Teodorico no ano 526 a Bíblia de prata não foi mencionada em inventários ou listas de livros durante mais de mil anos, quando foi redescoberta na Abadia beneditina de Werden, perto de Essen, na Renânia, Alemanha por dois teólogos de Colônia, Georg Cassander e Cornelius Wouters (segundo a correspondência do século XVI que cruzaram mediantes outros estudiosos).

O Mistério dos mil anos

Cerca de trinta anos depois da morte de Teodorico o Grande, o reino ostrogodo na Itália chegou a seu fim com a conquista do mesmo pelo Império Bizantino de Justiniano, que veio de Rávena sua capital na Itália. Visto que o Codex Argenteus era Pertencente a uma fé perseguida por heréticos, escrito num idioma que já não era usado, os estudiosos se perguntam como chegou à abadia de Werden, em Renânia desde Rávena, na Padania, e sobretudo, como uma folha se separou e chegou a Speyer.

Existem três teorias principais:

• A separação temporã em que a folha teria se separado do Códice na temporã Idade Média e seguindo a distintas relíquias de santos da Igreja. Enaquanto isso, os restos do manuscrito passariam pela Europa, chegando aos lugares de culto de seus portadores;

• A separação posterior. Supõe-se que a folha de Speyer teria permanecido junto com o restante do Códice em Werden por volta do século XV. Quando seus detentores separaram a última folha do códice para enviá-la a Mainz, pediram informações sobre a natureza do códice que estava num idioma desconhecido. Em Moguncia, a folha solta teria sido posta junto com as relíquias de São Erasmo. As folhas teriam sido reunidas novamente pelo principal arcebispo de Moguncia Alberto de Brandeburgo por volta de 1545, ano da sua morte.

• A via carolíngia. Supõe-se que o Códice argenteus esteve em Rávena quando foi tomado por Carlos Magno e levado a sua capital em Aachen, a pouca distãncia da Abadia de Werden.[2]

Redescobrimento

Por volta do ano 799, as 187 folhas do pergaminho estavam preservadas na Abadia beneditina de Werden guardada entre os monastérios mais ricos do Sacro Império Romano-Germânico, cujos abades possuíam o título de príncipes imperiais. A parte restante do livro apareceu na biblioteca do imperador Rodolfo II em sua sede imperial de Praga. Em 1648, no fim da Guerra dos Trinta Anos, foi tomado como botín de guerra e levado a Estocolmo, para a biblioteca da rainha Cristina da Suécia. Depois de sua conversão ao catolicismo e sua posterior abdicação (1654), o livro desaparece de sua biblioteca e é levado aos Países Baixos pelo bibliotecário da rainha, Isaac Vossius. Em 1662, foi comprado pelo Chanceler sueco Magnus Gabriel De la Gardie, que proporcionou a atual encadernação e o resguardou na Universidade de Uppsala.[3] Olof Rudbeck, que foi reitor da universidade nessa época, foi suspeito da falsificação do manuscrito ocorrida na década de 1670, com o objetivo de aumentar a confiabilidade de documentos antigos que provariam suas teorias políticas sobre a Grande Suécia.[4]

Hoje em dia, o códice permanece na biblioteca Carolina Rediviva da da Universidade de Uppsala, Suécia. Em Março de 1995, a capa e algumas folhas do Códice foram roubados da exposição pública na Biblioteca Carolina Rediviva, aproveitando falhas de segurança. Apareceu um mês depois numa na Estação Central de Ferroviária de Estocolmo, Suécia. Desconhece-se se o resto do livro sobreviveu, mas o paradeiro dos outros fragmentos continuam sendo um mistério.

O fragmento de Speyer

A folha final do códice, a folha 336, foi descoberta em outubro de 1970 por Franz Haffner, na Catedral de Speyer, Alemanha. Foi encontrada na capela de Santa Afra de Augsburgo enrolada em volta de um marco de madeira, contendo um pequeno relicário originário de Aschaffenburg. A folha contém os nove últimos versículos do capítulo 16 do Evangelho de Marcos.

Conteúdo do inteiro codex

• Evangelho de Mateus: 5:15-48; 6:1-32; 7:12-29; 8:1-34; 9:1-38; 10:1,23-42; 11:1-25; 26:70-75; 27:1-19,42-66.
• Evangelho de João: 5:45-47; 6:1-71; 7:1-53; 8:12-59; 9:1-41; 10:1-42; 11:1-47; 12:1-49; 13:11-38; 14:1-31; 15:1-27; 16:1-33; 27:1-26; 28:1-40; 29:1-13.
• Evangelho de Lucas 1:1-80; 2:2-52; 3:1-38; 4:1-44; 5:1-39; 6:1-49; 7:1-50; 8:1-56; 9:1-62; 10:1-30; 14:9-35; 15:1-32; 16:1-24; 17:3-37; 18:1-43; 19:1-48; 20:1-47.
• Evangelho de Marcos: 1:1-45; 2:1-28; 3:1-35; 4:1-41; 5:1-5; 5-43; 6:1-56; 7:1-37; 8:1-38; 9:1-50; 10:1-52; 11:1-33; 12:1-38; 13:16-29; 14:4-72; 15:1-47; 16:1-12 (+ 16:13-20).

Publicações

Logo após o reaparecimento deste códice, os eruditos passaram a estudar sua escrita para descobrir o sentido da língua gótica morta. A primeira publicação que menciona o códice apareceu em 1569, por Johannes Goropius Becanus de Amberes (provavelmente, devido a seus contactos com Georg Cassander e Cornelius Wouters). Em 1597, Bonaventura Vulcanius, outro neerlandês, publicou o texto, sendo a primeira publicação do texto gótico que leva o nome de Codex Argenteus. Franciscus Junius, tio de Isaac Vossius, imprimiu na Holanda a Primeira Edição do códice em 1665. Em 1737, Lars Roberg, médico de Uppsala, fez uma Xilogravura de una página do manuscrito; foi incluído na edição de Benzelius de 1750, e a prancha xilográfica se preserva na Biblioteca Diocesana e Regional de Linköping. A edição estandarte foi produzida pelo professor da Universidade de Uppsala Anders Uppström, entre 1854 e 1857. Recorrendo aos manuscritos disponíveis e a anteriores tentativas de restauração do texto, o erudito alemão Wilhelm Streitberg compilou e publicou em 1908 "Die gotische Bibel" (A Bíblia Gótica), com o texto grego e gótico em páginas opostas. Em 1927 realizou-se a última e mais importante edição tipo fac-símile do códice pelo professor de Química e premio Nobel Theodor Svedberg e também pelo Dr. Hugo Andersson.[5]

Referências

1. ↑ w94 15/5 página 8 A Bíblia gótica, uma notável realização
2. ↑ Munkhammar, Lars, Codex argenteus. From Ravenna to Uppsala – the wanderings of a Gothic manuscript from the early sixth century, 64ª Conferência Geral da IFLA, de 16 a 21 de agosto de 1998 64th IFLA General Conference
3. ↑ Universidade de Uppsala
4. ↑ Landau, David, The study of old texts with the aid of digital technology: the Gothic manuscripts, Tampere University of Technology-Institute of Software Systems, Informe del 26 de octubre de 2001, descrito en página 25
5. ↑ w94 15/5 página 9, Manuscritos que sobreviveram
• Bologna, Giulia, Illuminated Manuscripts: The Book before Gutenberg, New York: Crescent Books, 1995. pg. 50.

Ligações externas

• O Codex Argenteus Online (em inglês)
• Wulfila Project (em inglês) Biblioteca digital dedicado ao estudo gótico
• Site oficial do Codex Argenteus (em inglês) em Língua sueca)
• Lars Munkhammar, Uppsala University Library, "Codex Argenteus" (em inglês)
• Bibliografia do Codex Argenteus (em inglês)
• [The Gothic Bible gotische Bibel] (em inglês) ] on Wikisource, Streitberg's edition
• the Gothic New Testament (em inglês) on wikisource, Patrologia Latina edition

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Codex_Argenteus
Imagem: http://www.unesco-ci.org/photos/showphoto.php/photo/6257/title/codex-argenteus-2c-an-op/cat/1037

Codex Angelicus ou Codex Passionei

Codex Angelicus designado por Lap ou 020 (Gregory-Aland), α 5 (von Soden), é um manuscrito uncial grego do Novo Testamento. A paleografia tem datado ele para o século 9.[1] Outrora era conhecido como Codex Passionei.

Referências

1. ↑ Kurt Aland and Barbara Aland, "The Text of the New Testament: An Introduction to the Critical Editions and to the Theory and Practice of Modern Textual Criticism", transl. Erroll F. Rhodes, William B. Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, Michigan, 1995, p. 113.

Leitura recomendada

• Bernard Montfaucon, „Palaeographia Graeca", (Paris, 1708).
• G. Mucchio, "Studi italiani di filologia classica" 4, Index Codicum Bibliothecae no. 39 (Florence, 1896), pp. 7–184.

Ligações externas

• Codex Angelicus Lap (020): at the Encyclopedia of Textual Criticism.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Codex_Angelicus
Imagem: http://digilander.libero.it/gregduomocremona/angelica_123.htm

Codex Alexandrinus





























O Codex Alexandrinus é um dos manuscritos bíblicos mais importantes da história do cristianismo. Ele pertence ao grupo dos chamados “quatro grandes códices”, que são as cópias mais antigas e completas da Bíblia em grego que sobreviveram. Sua importância está no fato de que ele preserva um estágio muito antigo do texto bíblico, anterior à padronização medieval.

Data de produção

O códice foi produzido aproximadamente entre 400 e 440 d.C., ou seja, no início do século V.

Essa data não está escrita no manuscrito. Ela é calculada por especialistas que analisam:

  • o estilo da escrita (paleografia),
  • o tipo de pergaminho usado,
  • e comparações com outros manuscritos da mesma época.

Isso significa que não há uma data exata, mas sim uma estimativa muito bem fundamentada.

Onde foi produzido (origem)

A origem mais aceita é a cidade de Alexandria, no Egito.

Alexandria era um dos maiores centros intelectuais do mundo antigo, especialmente para estudos bíblicos e cópias da Septuaginta (tradução grega do Antigo Testamento).

No entanto, alguns estudiosos admitem que ele pode ter passado ou sido finalizado em Constantinopla, o grande centro do Império Bizantino.

👉 Em resumo:

  • Origem provável: Egito (Alexandria)
  • Possível circulação posterior: Constantinopla

Quem escreveu

O Codex Alexandrinus não tem autor conhecido.

Ele foi produzido por vários escribas profissionais, ou seja, não foi escrito por uma única pessoa.

Os estudiosos identificam isso porque:

  • o estilo da letra muda levemente em diferentes partes,
  • há variações na forma de escrever certas letras,
  • e existem correções feitas por revisores posteriores.

Isso mostra que ele foi um grande projeto de cópia, provavelmente feito em um ambiente institucional (como um centro religioso ou scriptorium).

Como ele foi escrito 

O texto foi escrito em:

  • grego antigo (koiné),
  • letras maiúsculas contínuas chamadas unciais,
  • sem separação entre palavras como temos hoje.

Além disso, usa abreviações sagradas chamadas nomina sacra, como formas reduzidas para palavras como “Deus” e “Jesus”, indicando reverência ao texto.

Material e estrutura

O códice é feito de:

  • pergaminho (pele de animal tratada) de alta qualidade.

Ele possui:

  • cerca de 773 fólios (páginas duplas),
  • texto em duas colunas por página,
  • aproximadamente 50 linhas por coluna.

Esse formato mostra que ele era um manuscrito de grande custo e importância.

Onde foi encontrado e sua trajetória histórica

Diferente de outros manuscritos descobertos em escavações, o Codex Alexandrinus não foi “encontrado enterrado”.

Sua história é de preservação contínua:

  1. Circulou no mundo cristão oriental por séculos
  2. Estava em posse de autoridades eclesiásticas no Oriente
  3. No século XVII, estava com o patriarca Cirilo Lucaris
  4. Em 1627, foi oferecido ao rei Carlos I da Inglaterra
  5. Desde então, permaneceu na Inglaterra
  6. Sobreviveu a um incêndio em 1731 que destruiu parte de outros manuscritos

Ou seja: ele não foi descoberto como ruína, mas sim transferido historicamente até o Ocidente.

Onde está guardado hoje

Atualmente, o Codex Alexandrinus está preservado na:

British Library (Biblioteca Britânica), em Londres

Ele faz parte do acervo de manuscritos gregos antigos e é tratado como uma das peças mais valiosas da coleção.

Conteúdo do códice

O códice contém praticamente toda a Bíblia grega antiga:

Antigo Testamento

  • Baseado na Septuaginta (versão grega do AT)
  • Inclui livros que hoje são considerados deuterocanônicos

Novo Testamento

  • Quase completo
  • Algumas partes estão faltando devido ao desgaste do tempo

Textos adicionais (muito importante)

Inclui também livros que não fazem parte do Novo Testamento atual:

  • 1 Clemente
  • 2 Clemente
  • Salmo 151
  • 3 Macabeus

Isso mostra que, naquela época, o “cânon bíblico” ainda não estava totalmente fixado como hoje.

Características que o tornam único

Aqui está o que realmente distingue o Codex Alexandrinus dos outros códices antigos:

1. Mistura de tradições textuais

Ele não segue um único tipo de texto bíblico.

  • Nos Evangelhos → aproxima-se do texto bizantino
  • Em outras partes → segue tradição alexandrina
  • Em alguns livros → mistura das duas tradições

Isso o torna um manuscrito “híbrido”, mostrando como o texto bíblico ainda estava em evolução.

2. Inclusão de livros extras

Ele contém textos adicionais como 1 e 2 Clemente.

Isso é extremamente importante porque mostra que, no século V, alguns cristãos ainda consideravam esses escritos como edificantes ou até quase canônicos.

3. Elementos decorativos

Diferente de outros códices antigos mais “simples”, ele possui:

  • iniciais em tinta vermelha,
  • letras destacadas no início dos livros,
  • pequenos elementos ornamentais.

Isso indica que ele não era apenas funcional, mas também um manuscrito de prestígio.

4. Correções ao longo do tempo

O texto foi revisado por diferentes pessoas ao longo dos séculos.

Isso mostra que ele foi usado ativamente e não apenas guardado como peça estática.

5. Importância para o Antigo Testamento grego

Em muitos livros da Septuaginta, ele é um dos melhores manuscritos existentes.

Em alguns casos, ele é até mais importante que outros códices famosos.

Importância histórica

O Codex Alexandrinus é fundamental porque:

  • ajuda a reconstruir o texto bíblico mais antigo possível,
  • mostra como a Bíblia era transmitida antes da padronização,
  • revela que o cânon bíblico ainda estava em formação,
  • e é uma das principais bases da crítica textual moderna.

Resumo final

O Codex Alexandrinus não é apenas um livro antigo. Ele é um testemunho vivo de como a Bíblia foi transmitida, copiada e preservada durante os primeiros séculos do cristianismo, em um período em que o texto ainda estava em processo de consolidação.1883.

Bibliografia:

Metzger, Bruce M.; Ehrman, Bart D. The Text of the New Testament: Its Transmission, Corruption, and Restoration. Oxford University Press.

Aland, Kurt; Aland, Barbara. The Text of the New Testament. Eerdmans.

Kenyon, Frederic G. Our Bible and the Ancient Manuscripts. Harper & Brothers.

Parker, D. C. An Introduction to the New Testament Manuscripts and Their Texts. Cambridge University Press.

Hurtado, Larry W. The Earliest Christian Artifacts: Manuscripts and Christian Origins. Eerdmans.

Scrivener, Frederick H. A. A Plain Introduction to the Criticism of the New Testament. George Bell & Sons.

Lake, Kirsopp; Lake, Silva. Studies and Facsimiles of Codex Alexandrinus.

Skeat, T. C. The Codex Sinaiticus, Codex Vaticanus and Codex Alexandrinus in the British Library.

Diringer, David. The Book Before Printing: Ancient, Medieval and Oriental. Dover Publications.

Roberts, Colin H. Manuscript, Society and Belief in Early Christian Egypt. Oxford University Press.

Turner, Eric G. Greek Manuscripts of the Ancient World. University of London.

Nestle-Aland. Novum Testamentum Graece (28ª edição). Deutsche Bibelgesellschaft.

United Bible Societies. The Greek New Testament (5th Revised Edition).

British Library. Manuscript Collections — Codex Alexandrinus. https://www.bl.uk/manuscripts

Center for the Study of New Testament Manuscripts (CSNTM). https://www.csntm.org

Institute for New Testament Textual Research (INTF). https://www.uni-muenster.de/INTF/

British Library Digitised Manuscripts. https://www.bl.uk/manuscripts/online-gallery



Imagem: http://www.newworldencyclopedia.org/entry/Muratorian_fragment

14 maio 2012

Codex do Cairo

O códice do Cairo (também chamado: Codex Prophetarum Cairensis, Cairo Codex dos Profetas) é considerado o mais antigo manuscrito hebraico existente, contém o texto completo profetas do Antigo Testamento de Nevi'im.


Historia

De de acordo com seu colofão, completo com a sua pontuação escrita por Moisés ben Asher em Tiberíades "no final do ano 827, depois da destruição do Segundo Templo" (Ec = 895). Foi um presente para a comunidade Karaite de Jerusalém, e tomada como despojo pelos cruzados em 1099. Mais tarde, entrou na posse da comunidade Karaite no Cairo, onde está ainda hoje.

Quando o Codex atingiu Israel em 1985, caraíta judeus formaram uma comissão que decidiu manter o códice temporariamente sob a custódia da Universidade Hebraica de Jerusalém. Qualquer decisão futura para o códice foi nas mãos do Conselho de Anciãos Karaite judeus de Israel. Em 2006, David e Albert Marzouk Gamill visitou a Universidade Hebraica de Jerusalém e inspecionou o Codex para a autenticidade ea capacidade de digitalizar examinado em nome de Karaite judeus de Israel. A Universidade Hebraica no momento em que ressaltou que qualquer decisão é e sempre será até o Conselho Karaite de Israel.

Conteudo

O códice contém, de acordo com a terminologia judaica, os livros dos profetas prentenecen Jeremias, Isaías, assim como Isaías, o livro dos Profetas Menores (mas não Daniel), os profetas antigos e anteriormente chamado Josué, Juízes , Samuel e Reis. Pele também contém 13 páginas.

Avaliação científica

De acordo com seu colofão o códice foi escrito por um membro da família Ben Asher, Lazar Lipschutz e outros perceberam que dentro da tradição Massorético, a Cairensis Codex parece ser mais próxima da de Ben Naftali Ben Asher .

Enquanto alguns estudiosos consideram que este é um argumento contra sua autenticidade, Moshe Goshen-Gottstein Ben Naftali supostamente mais fortemente ligados ao sistema do próprio Filho de Moisés ben Asher que Aaron ben Moses ben Asher (Aaron Ben-Asser) , corrigiu e acrescentou Aleppo Codex pontuação.

Mais recentemente, as dúvidas sobre sua autenticidade ter sido excluída por rádio de datação por carbono e outras técnicas científicas.

Umberto Cassuto foi baseado em grande parte, este códice para produzir sua edição do Texto Massorético, o que significa que a edição de profetas está mais próximo da tradição ben Naftali na Torá e os Escritos.

Referencias

  • Ernst Würthwein, Der des Alten Testamentos Texto, Stuttgart 1974 (quarta edição), ISBN 3-438-06006-X
  • A Universidade Hebraica Bíblia Projeto: Ezequiel, ed. S. Talmon, pub. A Universidade Hebraica Magnes Press, Jerusalém, 2004, ISBN 965-493-186-9

 
Obtido em http://es.wikipedia.org/w/index.php?title=C% C3% 54033554 B3dice_de_El_Cairo MLA

Fonte: http://es.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3dice_de_El_Cairo

 

 

 

 

 

Codex Vaticanus






































O Codex Vaticanus é um dos manuscritos mais antigos e importantes da Bíblia em grego já preservados. Ele é considerado, junto com o Codex Sinaiticus e o Codex Alexandrinus, um dos três grandes códices fundamentais da crítica textual do cristianismo primitivo.

Seu valor está no fato de preservar um texto extremamente antigo da Bíblia grega, muito próximo das formas iniciais de transmissão do Antigo e Novo Testamento.

Data de produção

O Codex Vaticanus foi produzido aproximadamente entre 325 e 350 d.C., ou seja, no século IV.

Essa data não aparece no manuscrito, sendo estabelecida por especialistas com base em:

  • estilo da escrita (paleografia),
  • características do pergaminho,
  • comparação com outros códices contemporâneos.

Ele pertence ao período em que o cristianismo já havia sido legalizado no Império Romano, após o Édito de Milão (313 d.C.), o que permitiu a produção de grandes códices bíblicos.

Onde foi produzido (origem)

A origem exata não é totalmente certa, mas a maioria dos estudiosos aponta para o Egito, provavelmente Alexandria ou região próxima.

Isso é sugerido porque:

  • o tipo de texto é fortemente associado à tradição alexandrina,
  • há semelhanças com outros manuscritos produzidos no Egito,
  • o estilo de escrita segue padrões usados naquele centro intelectual cristão.

Quem escreveu

O Codex Vaticanus não tem autor identificado.

Ele foi produzido por escribas profissionais anônimos, provavelmente em um ambiente institucional de cópia (scriptorium).

Os estudiosos identificam isso porque:

  • a escrita é extremamente uniforme,
  • há pouca variação de estilo ao longo do texto,
  • não há assinatura ou colofão indicando autoria.

Como ele foi escrito

O texto foi copiado em:

  • grego koiné (língua do período helenístico e cristão primitivo),
  • letras maiúsculas chamadas unciais,
  • escrita contínua, sem separação entre palavras.

Também utiliza:

  • nomina sacra, abreviações reverentes para termos sagrados como Deus, Jesus e Senhor,
  • um padrão extremamente regular de escrita, indicando alto nível de controle editorial.

Material e estrutura

O códice foi produzido em:

  • pergaminho (velino de alta qualidade).

Características físicas:

  • originalmente cerca de 820 fólios, dos quais cerca de 759 sobrevivem
  • escrita em três colunas por página (característica marcante)
  • formato mais compacto e uniforme que outros grandes códices

👉 O uso de três colunas é uma das marcas visuais mais distintas do Vaticanus.

Onde foi encontrado e sua história

O Codex Vaticanus não foi descoberto em escavações modernas. Ele já estava preservado há séculos.

Data de presença conhecida: pelo menos desde o século XV no Vaticano

Principais etapas históricas:

  • já estava na Biblioteca do Vaticano no século XV
  • aparece em catálogos da biblioteca por volta de 1475
  • permaneceu praticamente inacessível por séculos aos estudiosos ocidentais
  • só começou a ser estudado amplamente no século XIX
  • tornou-se uma das bases fundamentais da crítica textual moderna

👉 Diferente do Sinaiticus, ele não foi “descoberto”, mas sempre esteve guardado na Biblioteca Vaticana desde a Idade Média tardia.

Onde está guardado hoje

O Codex Vaticanus está preservado na:

Biblioteca Apostólica Vaticana (Vaticano), em Roma

Ele é identificado pelo código:

  • Vat. gr. 1209

É um dos manuscritos mais protegidos e estudados do acervo do Vaticano.

Conteúdo do códice

O Codex Vaticanus contém uma das mais antigas versões da Bíblia grega:

Antigo Testamento

  • quase toda a Septuaginta (LXX)
  • algumas partes estão faltando devido a perdas ao longo do tempo

Novo Testamento

  • contém os Evangelhos, Atos, Epístolas gerais e cartas paulinas
  • o texto termina em Hebreus 9:14 (faltam partes finais em algumas seções)
  • o livro do Apocalipse não está presente

Características que o tornam único

1. Texto extremamente antigo e “puro”

O Vaticanus é considerado um dos manuscritos mais fiéis ao texto grego antigo.

👉 Muitos estudiosos o consideram um dos melhores representantes do texto bíblico primitivo.

2. Ausência de ornamentação

Diferente do Alexandrinus, o Vaticanus é extremamente simples:

  • não possui decoração
  • não possui ilustrações
  • não possui letras ornamentadas

👉 Isso sugere um foco mais “técnico” e menos artístico.

3. Sistema textual altamente consistente

O texto é muito uniforme ao longo de todo o códice.

👉 Isso indica um trabalho de cópia altamente controlado e padronizado.

4. Base da crítica textual moderna

O Vaticanus é uma das principais bases usadas em:

  • edições modernas do Novo Testamento grego
  • reconstrução do texto original da Bíblia
  • comparação com outros códices antigos

5. Diferenças importantes com outros códices

Ele apresenta variações em relação a:

  • Codex Sinaiticus
  • Codex Alexandrinus

👉 Essas diferenças ajudam os estudiosos a entender como o texto bíblico evoluiu ao longo dos séculos.

Importância histórica

O Codex Vaticanus é fundamental porque:

  • preserva um texto bíblico do século IV extremamente antigo,
  • é uma das bases mais importantes da crítica textual moderna,
  • ajuda a reconstruir a forma mais antiga possível da Bíblia grega,
  • representa uma tradição textual muito próxima do cristianismo primitivo.

Resumo final

O Codex Vaticanus não é apenas um manuscrito antigo. Ele é um testemunho direto da forma mais antiga preservada da Bíblia grega, sendo uma das peças mais importantes para entender como o texto bíblico foi transmitido nos primeiros séculos do cristianismo.


Bibliografia

Metzger, Bruce M.; Ehrman, Bart D. The Text of the New Testament: Its Transmission, Corruption, and Restoration. Oxford University Press.

Aland, Kurt; Aland, Barbara. The Text of the New Testament. Eerdmans.

Kenyon, Frederic G. Our Bible and the Ancient Manuscripts. Harper & Brothers.

Parker, D. C. An Introduction to the New Testament Manuscripts and Their Texts. Cambridge University Press.

Hurtado, Larry W. The Earliest Christian Artifacts: Manuscripts and Christian Origins. Eerdmans.

Scrivener, Frederick H. A. A Plain Introduction to the Criticism of the New Testament. George Bell & Sons.

Lake, Kirsopp; Lake, Silva. Studies and Facsimiles of Codex Vaticanus.

Skeat, T. C. The Codex Sinaiticus, Codex Vaticanus and Codex Alexandrinus in the British Library.

Diringer, David. The Book Before Printing: Ancient, Medieval and Oriental. Dover Publications.

Roberts, Colin H. Manuscript, Society and Belief in Early Christian Egypt. Oxford University Press.

Turner, Eric G. Greek Manuscripts of the Ancient World. University of London.

Nestle-Aland. Novum Testamentum Graece (28ª edição). Deutsche Bibelgesellschaft.

United Bible Societies. The Greek New Testament (5th Revised Edition).

Tischendorf, Konstantin von. Editions and Studies on Codex Vaticanus (século XIX, relatórios e análises).

Biblioteca Apostólica Vaticana. Manuscript Collection — Codex Vaticanus (Vat. gr. 1209). https://www.vaticanlibrary.va

Institute for New Testament Textual Research (INTF). https://www.uni-muenster.de/INTF/

Center for the Study of New Testament Manuscripts (CSNTM). https://www.csntm.org

British Library Manuscript Studies (contextual comparativo). https://www.bl.uk/manuscripts


Fonte imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Codex_Vaticanus

Codex Sinaiticus


O Codex Sinaiticus é um dos manuscritos bíblicos mais antigos e importantes já descobertos. Ele é considerado o mais antigo códice que contém praticamente todo o Novo Testamento em grego, sendo essencial para o estudo da história da Bíblia e da transmissão do texto cristão primitivo.

Ele pertence ao mesmo grupo dos grandes códices antigos, ao lado do Codex Vaticanus e do Codex Alexandrinus, e é uma das principais fontes usadas pela crítica textual moderna para reconstruir o texto bíblico mais antigo possível.

Data de produção

O Codex Sinaiticus foi produzido aproximadamente entre 330 e 360 d.C., ou seja, no século IV.

Essa data não é escrita no manuscrito, mas é estabelecida por especialistas com base em:

  • estilo da escrita (paleografia),
  • formato das letras gregas,
  • comparação com outros códices do mesmo período.

Ele foi produzido poucas décadas após o fim das perseguições romanas aos cristãos e no período em que o cristianismo começava a se organizar oficialmente no Império Romano.

Onde foi produzido (origem)

A origem exata não é totalmente confirmada, mas há forte consenso acadêmico de que ele foi produzido em um ambiente cristão culto do mundo greco-oriental.

As principais hipóteses são:

  • Cesareia (Palestina) — hipótese tradicional
  • Egito (Alexandria ou região próxima) — hipótese moderna forte

O que se sabe com mais segurança é que ele foi produzido em um grande centro de cópia de textos bíblicos (scriptorium), onde escribas profissionais trabalhavam na produção de manuscritos religiosos.

Quem escreveu

O códice não tem autor único.

Ele foi produzido por cerca de quatro escribas principais, além de revisores posteriores.

Isso é identificado porque:

  • há diferenças no estilo da caligrafia,
  • variações na ortografia,
  • mudanças no padrão de escrita ao longo do texto,
  • correções feitas por diferentes mãos em épocas posteriores.

Ou seja: foi um grande projeto coletivo, não uma obra individual.

Como ele foi escrito

O texto foi copiado em:

  • grego koiné (língua comum do mundo helenístico),
  • letras maiúsculas chamadas unciais,
  • escrita contínua, sem separação de palavras.

Além disso, contém:

  • nomina sacra (abreviações sagradas para palavras como Deus, Jesus, Senhor),
  • sinais de revisão feitos por diferentes corretores ao longo do tempo.

Material e estrutura

O Codex Sinaiticus foi feito em:

  • pergaminho (pele de animal tratada) de alta qualidade.

Características físicas:

  • originalmente cerca de 1.400 páginas, das quais cerca de 800 sobrevivem
  • páginas grandes, com cerca de 38 cm de altura
  • escrita em quatro colunas por página (algo raro e muito característico)
  • organização cuidadosa e padronizada

Esse formato de quatro colunas é uma das suas características mais únicas entre os códices antigos.

Onde foi encontrado e sua história

O Codex Sinaiticus não foi descoberto em uma escavação moderna. Ele estava guardado há séculos no:

Mosteiro de Santa Catarina, no Monte Sinai (Egito)

Data da descoberta moderna: 1844 (primeiro contato identificado por Konstantin von Tischendorf)

Sua redescoberta moderna aconteceu no século XIX:

  • 1844: o estudioso Konstantin von Tischendorf encontra partes do códice no mosteiro
  • 1853 e 1859: novas visitas resultam na obtenção de mais partes
  • o manuscrito é gradualmente levado para a Europa
  • no século XX, suas partes são distribuídas entre diferentes países

Ele não foi “escavado”, mas revelado a estudiosos modernos após séculos de preservação monástica.

Onde está guardado hoje

O Codex Sinaiticus está hoje dividido entre quatro instituições:

  • British Library (Londres) — maior parte do manuscrito
  • Universidade de Leipzig (Alemanha)
  • Biblioteca Nacional da Rússia (São Petersburgo)
  • Mosteiro de Santa Catarina (Monte Sinai, Egito)

Ele é um dos poucos manuscritos antigos importantes que estão fisicamente divididos entre vários países.

Conteúdo do códice

O Codex Sinaiticus contém:

Antigo Testamento

  • grande parte da Septuaginta (Bíblia grega do AT)
  • porém incompleto (parte inicial perdida)

Novo Testamento

  • o Novo Testamento completo mais antigo conhecido

Textos adicionais

Inclui também dois textos cristãos antigos:

  • Epístola de Barnabé
  • O Pastor de Hermas

Isso mostra que, naquela época, alguns escritos cristãos ainda circulavam junto com as Escrituras.

Características que o tornam único

1. O mais antigo Novo Testamento completo

O Codex Sinaiticus é o mais antigo manuscrito que preserva o Novo Testamento praticamente completo.

Isso o torna uma base fundamental para reconstruir o texto bíblico original.

2. Sistema de revisão complexo

O códice foi corrigido por vários revisores ao longo dos séculos.

Isso significa que ele não é apenas uma cópia, mas um texto que foi:

  • revisado,
  • ajustado,
  • e “atualizado” ao longo do tempo.

3. Distribuição entre quatro instituições

É um dos poucos manuscritos antigos divididos fisicamente entre países diferentes.

Isso ocorreu devido à sua retirada gradual do mosteiro e negociações históricas no século XIX e XX.

4. Estrutura em quatro colunas

Diferente da maioria dos manuscritos antigos (que usam duas colunas), ele possui:

  • quatro colunas por página

Isso é extremamente raro e indica um projeto editorial muito organizado.

5. Forte influência na crítica textual moderna

O Sinaiticus, junto com o Vaticanus, é uma das principais bases para:

  • edições modernas do Novo Testamento grego,
  • reconstrução do texto original,
  • comparação de variantes antigas.

Importância histórica

O Codex Sinaiticus é fundamental porque:

  • preserva o texto bíblico do século IV,
  • mostra como o Novo Testamento era copiado antes da padronização medieval,
  • revela diferenças textuais importantes entre manuscritos antigos,
  • permite reconstruir etapas muito antigas da Bíblia cristã.

Resumo final

O Codex Sinaiticus não é apenas um manuscrito antigo. Ele é um testemunho direto do cristianismo do século IV, preservando o texto bíblico em uma forma muito próxima das primeiras tradições de cópia da Bíblia grega.

Metzger, Bruce M.; Ehrman, Bart D. The Text of the New Testament: Its Transmission, Corruption, and Restoration. Oxford University Press.

Aland, Kurt; Aland, Barbara. The Text of the New Testament. Eerdmans.

Kenyon, Frederic G. Our Bible and the Ancient Manuscripts. Harper & Brothers.

Parker, D. C. An Introduction to the New Testament Manuscripts and Their Texts. Cambridge University Press.

Hurtado, Larry W. The Earliest Christian Artifacts: Manuscripts and Christian Origins. Eerdmans.

Scrivener, Frederick H. A. A Plain Introduction to the Criticism of the New Testament. George Bell & Sons.

Lake, Kirsopp; Lake, Silva. The Codex Sinaiticus: Studies and Facsimiles.

Skeat, T. C. The Codex Sinaiticus, Codex Vaticanus and Codex Alexandrinus in the British Library.

Diringer, David. The Book Before Printing: Ancient, Medieval and Oriental. Dover Publications.

Roberts, Colin H. Manuscript, Society and Belief in Early Christian Egypt. Oxford University Press.

Turner, Eric G. Greek Manuscripts of the Ancient World. University of London.

Nestle-Aland. Novum Testamentum Graece (28ª edição). Deutsche Bibelgesellschaft.

United Bible Societies. The Greek New Testament (5th Revised Edition).

Tischendorf, Konstantin von. Codex Sinaiticus: Its Discovery and History (relatos e edições do século XIX).

British Library. Manuscript Collections — Codex Sinaiticus. https://www.bl.uk/manuscripts

Codex Sinaiticus Project (Digital Edition). https://www.codexsinaiticus.org

Center for the Study of New Testament Manuscripts (CSNTM). https://www.csntm.org

Institute for New Testament Textual Research (INTF). https://www.uni-muenster.de/INTF/

British Library Digitised Manuscripts. https://www.bl.uk/manuscripts/online-gallery


Fonte imagem: Codex Sinaiticus | Earliest Known Biblical Manuscript | Britannica




Codex de Leningrado



O Códice de Leningrado ("Codex Leningradensis, L") catalogado com a sigla "Firkovich B 19", é um dos mais antigos e completos manuscritos do texto massorético da Bíblia hebraica, escrito em pergaminho e datado de 1008 EC, de acordo com o Colophon (book), é a cópia completa mais antiga das Escrituras Hebraicas do mundo. Este manuscrito serve como texto básico para modernas traduções da Bíblia, e encontra-se na famosa Biblioteca Pública de São Petersburgo Leningrado, Rússia.[1]


Atualmente, o Códice de Leningrado, é o mais importante texto Hebraico reproduzido na Rudolf Kittel's Biblia Hebraica (BHK),(1937) e na Bíblia Hebraica Stuttgartensia (BHS), (1977). Serve também como uma fonte para que eruditos trabalhem na recuperação de detalhes nas partes faltantes do Codex de Aleppo.

O texto bíblico encontrado no códice, contém a letra-texto hebraica, junto com os tiberianos Niqqud e Cantillation. Além disso, possui notas massoréticas em suas margens. Há também vários suplementos técnicos que tratam dos detalhes textuais e lingüísticos, muitos dos quais são pintados em formulários geométricos. O codex é escrito em pergaminho. A ordem dos livros no Códice de Leningrado segue a tradição textual Tiberiana (Sefardita), que combina também a tradição mais antiga de manuscritos biblicos.

A ordem de marcações para os livros difere da maioria de Bíblias hebraicas impressos para os livros do Ketuvim judaico. No Codex de Leningrado, a ordem de Ketuvim está: I Crônicas, Salmos, Jó, Provérbios, Rute, Cântico dos cânticos, Eclesiastes, Lamentações, Ester, Daniel, e Esdras-Neemias.

O Códice de Leningrado, foi bem conservado e está em excelentes condições, mesmo após um milênio. Fornece também base para a arte judaica medieval. Dezesseis de suas páginas contêm desenhos padrões geométricos decorativos que iluminam as passagens do texto. A página da assinatura mostra uma estrela com os nomes dos escritores nas bordas.

História

De acordo com o Colophon (book), o códice foi copiado em Cairo, sendo um dos manuscritos copiados em 1008 EC - "dos livros corrigidos, preparados e anotados por Aaron ben Moses ben Asher, o instrutor".[2]

Acredita-se ser um manuscrito bem mais fiel do que o tradicional Codex Aleppo. Seu proprietário anterior, o coletor Abraham Firkovich, não deixou nenhum indício em seus escritos, sobre como adquiriu o códice, por volta de 1838. Algum tempo depois, em 1863, foi transferido para a Biblioteca Nacional da Russia em São Petersburgo. Por volta de 1917, foi rebatizado de Codex Leningradensis, mesmo nome da cidade onde fica a biblioteca que o abriga.

Edições Modernas

Bíblia Hebraica

Em 1935, o Códice de Leningrado foi emprestado ao Seminário do Velho Testamento da Universidade de Leipzig, por dois anos, quando Paul E. Kahle usou seu texto como base para a transcrição para o texto hebraico da terceira edição da Rudolf Kittel's Biblia Hebraica (BHK), publicada em Stuttgart, 1937. O Códice foi usado também para o tradução da Bíblia Hebraica Stuttgartensia (BHS) em 1977, e será usado para Biblia Hebraica Quinta (BHQ). Como um trabalho original feito pelos massoretas Tiberianos, o Códice de Leninegrado está por diversos séculos, bem à frente de outros manuscritos hebraicos, que tinham sido usados por todas as edições precedentes de Bíblias hebraicas impressas até a Rudolf Kittel's Biblia Hebraica (BHK).

The Westminster Leningrad Codex[3] é uma versão digital, do Códice de Leningrado mantido por J. Alan, para pesquisa Bíblica avançada no Westminster Theological Seminary. Esta é uma versão eletrônica verificada da BHS, com várias correções. A versão atual, inclui notas e ferramentas de transcrição para analisar a sintaxe.

Edições Judaicas

O Códice de Leningrado serviu também como a base para duas importantes edições judaicas da Bíblia Hebraica (Tanak):


• The Dotan edition, official Tanak of Israel Defense Forces , 1990.

• The New Jewish Publication Society of America Version, JPS Hebrew-English Tanakh (Philadelphia, 1999).

Notas

1. ↑ Alexandre II: do livro Spamers Illustrierte Weltgeschichte, Leipzig, 1898.
2. ↑ [1]
3. ↑ The Westminster Leningrad Codex, Versão Digital;

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3dice_de_Leningrado

Codex Amiatinus

Contexto histórico

O Codex Amiatinus é o mais antigo manuscrito completo da Bíblia em latim que chegou até nós, sendo um testemunho fundamental da tradição da Vulgata de São Jerônimo. Ele foi produzido entre o final do século VII e início do século VIII (c. 692–716 d.C.) no mosteiro duplo de Wearmouth-Jarrow, localizado na Nortúmbria (atual Inglaterra), um dos centros intelectuais mais importantes do cristianismo anglo-saxônico. O período de sua produção coincide com um momento de intensa atividade monástica, no qual a cópia de manuscritos bíblicos era vista como uma obra espiritual e acadêmica de grande valor. O códice reflete também a influência do renascimento cultural anglo-saxão, associado ao ambiente erudito de figuras como Beda, o Venerável, cuja escola teológica estava ligada ao mesmo contexto monástico.

Ano de publicação

O manuscrito foi produzido aproximadamente entre 692 e 716 d.C., sob a direção do abade Ceolfrido (Ceolfrith). Após sua conclusão, foi levado como presente ao Papa Gregório II em Roma, embora o abade tenha morrido durante a viagem, e o manuscrito tenha seguido posteriormente seu destino final.

Autor

O Codex Amiatinus não possui autor individual. Ele foi produzido por uma comunidade de monges copistas altamente treinados, organizados sob a supervisão de Ceolfrido. Esses monges trabalhavam em scriptoria monásticos, onde a cópia de textos sagrados era realizada com rigor técnico e espiritual.

Criação

A criação do códice teve como objetivo produzir uma Bíblia completa da Vulgata latina, com precisão textual elevada e formato monumental. Ele foi baseado em modelos anteriores, especialmente o chamado Codex Grandior, hoje perdido, que teria servido como referência estrutural. O projeto exigiu anos de trabalho e grande investimento de recursos, incluindo pergaminhos de alta qualidade e organização sistemática do texto bíblico.

Publicação

Não houve publicação no sentido moderno. Após sua finalização, o códice foi transportado como oferenda papal para Roma. Durante o percurso, o abade Ceolfrido morreu na Gália, e o manuscrito acabou permanecendo na Itália, onde foi preservado ao longo dos séculos, chegando posteriormente à Biblioteca Medicea Laurenziana, em Florença.

Formação textual (Vulgata)

O Codex Amiatinus é uma das testemunhas mais puras da Vulgata de São Jerônimo, refletindo uma tradição textual relativamente estável do latim bíblico. Ele é essencial para a reconstrução crítica da Vulgata original, pois preserva um texto anterior a muitas revisões medievais posteriores. Seu valor está na fidelidade ao modelo jeronimiano e na ausência de alterações teológicas posteriores significativas.

Características distintas

O manuscrito é monumental em tamanho e qualidade. Possui páginas grandes em pergaminho, texto escrito em duas colunas por página, com escrita uncial latina extremamente regular e cuidadosamente padronizada. Contém ilustrações simbólicas importantes, como a representação de Esdras escrevendo as Escrituras e uma imagem do Tabernáculo descrito no Antigo Testamento, refletindo a teologia da época. É composto por três grandes volumes originais, reunidos em uma obra única de altíssimo valor material e espiritual.

Linguagem e estilo

O texto está em latim da Vulgata, caracterizado por clareza, uniformidade e padronização monástica. O estilo reflete o latim cristão tardio, com forte influência da tradição de tradução de São Jerônimo a partir do hebraico e do grego. A escrita é altamente legível e segue padrões rigorosos de cópia, indicando um esforço consciente de precisão textual.

Importância e influência

O Codex Amiatinus é considerado o testemunho mais confiável da Vulgata primitiva, sendo essencial para a crítica textual do Antigo e Novo Testamento em latim. Ele permite comparar e corrigir variantes posteriores da Vulgata medieval. Sua importância histórica também se estende à compreensão da cultura monástica medieval e do papel dos mosteiros na preservação da Bíblia. Além disso, influenciou diretamente edições críticas modernas da Vulgata.

Relação com outras traduções

O códice está diretamente ligado à Vulgata Latina, sendo uma de suas formas mais antigas e confiáveis. Indiretamente, relaciona-se aos textos hebraicos e gregos utilizados por São Jerônimo como base de tradução. Ele também serve como ponto de comparação com outras tradições textuais, como a Septuaginta e manuscritos gregos do Novo Testamento.

Edições e legados

Atualmente o Codex Amiatinus está preservado na Biblioteca Medicea Laurenziana, em Florença (Itália). Ele é constantemente estudado em edições críticas da Vulgata e em pesquisas de paleografia e crítica textual. Seu legado está na preservação quase perfeita de um texto bíblico medieval, servindo como referência central para estudiosos da transmissão do texto bíblico em latim.

Conclusão

O Codex Amiatinus representa o auge da tradição manuscrita da Vulgata no início da Idade Média. Sua precisão, monumentalidade e preservação o tornam uma das fontes mais importantes para o estudo da Bíblia latina, sendo essencial para compreender tanto a história do texto bíblico quanto o papel dos mosteiros na preservação das Escrituras.

SUPLEMENTARES

Contexto linguístico (latim bíblico monástico)

Reflete o latim cristão tardio padronizado nos scriptoria monásticos anglo-saxônicos, com forte influência da tradição jeronimiana.

Status canônico

Não altera o cânon bíblico, mas preserva a forma textual oficial da Bíblia latina usada no Ocidente medieval.

Tradição manuscrita e transmissão textual

Produzido em ambiente monástico altamente organizado, representa o auge da técnica de cópia medieval de manuscritos bíblicos.

Importância para a crítica textual moderna

É uma das principais bases para reconstrução da Vulgata original de São Jerônimo, sendo considerado um dos manuscritos mais fiéis já preservados.

Difusão geográfica e uso histórico

Produzido na Inglaterra anglo-saxônica, foi levado à Itália e preservado na Europa continental, tornando-se referência central no estudo da Bíblia latina medieval e moderna.


Referências
  • Frederic G. Kenyon, Our Bible and the Ancient Manuscripts, Eyre & Spottiswoode, 1939.
  • Bruce M. Metzger, The Early Versions of the New Testament, Oxford University Press, 1977.
  • Robert Weber; Roger Gryson, Biblia Sacra Vulgata, Deutsche Bibelgesellschaft, 2007.
  • E. A. Lowe, Codices Latini Antiquiores, Oxford University Press, 1934–1971.
  • Patrick McGurk, Latin Gospel Books from A.D. 400 to A.D. 800, Clarendon Press, 1961.
  • Bernard Bischoff, Latin Palaeography: Antiquity and the Middle Ages, Cambridge University Press, 1990.
  • Michelle P. Brown, The Lindisfarne Gospels and the Early Medieval World, British Library, 2003.
  • David Ganz, Book Production in the Carolingian Empire and the Kingdom of France, Cambridge University Press, 1990.
  • Janet Backhouse, The Illuminated Manuscript, British Museum Press, 1997.
  • Codex Amiatinus, Biblioteca Medicea Laurenziana Catalogue, Florence.
  • British Library, Early Medieval Manuscripts Collection, London.


Codex Alepo



Codex Aleppo ou Códice de Alepo no (Hebraico: כֶּתֶראֲרָםצוֹבָא, (sˁovɔʔ ʔăɾɔm de kɛθɛɾ) Keter Aram Tsova é o mais antigo e completo manuscrito da Bíblia Hebraica de acordo com o Tiberiano Massorá, produzido e editado pelo respeitado massoreta Aaron ben Moses ben Asher.


Datado de 930 d.C., cerca um terço dele, inclui quase toda a Torá. Considera-se o manuscrito original de maior autoridade massoreta, que segundo a tradição familiar, estas Escrituras Hebraicas foram preservadas de geração em geração. Assim o Códice de Alepo é visto como fonte original e a maior autoridade para o texto bíblico e os rituais judaicos. Este provou ter sido o texto mais fiel aos princípios dos Massoretas.

O Códice de Alepo tem uma longa história de consultas pelas autoridades rabínicas. Os estudos modernos mostraram-no como a mais exata representação dos princípios massoréticos que podem ser encontrados em todo o manuscrito, contendo pouquíssimos erros entre os milhões dos detalhes ortográficos que compõem o texto massorético.

Autoridade

As consoantes usadas no Códice foram copiadas pelo escritor Shlomo ben Buya'a na região de Israel, 920. O texto foi, vocalizado com pontos consonantais no estilo massorético por Aaron ben Moses ben Asher. Ben Moses foi o último e o maior de membro proeminente da dinastia do Ben-Asher, que deu forma à versão mais exata da Massorá e, conseqüentemente, da Bíblia Hebraica.

O Códice de Leningrado, que data aproximadamente ao mesmo tempo em que o Códice de Alepo, foi reivindicado ser uma obra de escritura Ben-Asher.

O Códice de Alepo foi o manuscrito usado pelo rabino e acadêmico Maimónides (1135-1204) quando estabeleceu os parâmetros exatos para a escrita dos rolos da Torá, de Hilkhot Sefer Torah ("as leis dos rolos da Torá".) em sua Mishneh Torah.

Tradição textual

O começo (em quase toda a Torah) e a extremidade do manuscrito faltam, algumas páginas. Visto que o Códice de Alepo estava imcompleto (até 1947), seguia-se a tradição textual tiberiana na ordem de seus livros, similar ao Códice de Leningrado, e que combina com a tradição mais antiga dos manuscritos bíblicos. Tora e Nevi'im aparecem na mesma ordem encontrada na maioria das bíblias impressas, mas difere na ordem para os livros segundo o Ketuvim. No Códice de Aleppo, a ordem de etuvim está: Crônicas, Salmos, Jó, Provérbios, Rute, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes, Lamentações, Ester, Daniel, Esdras-Neemias. O texto atual falta quase o inteiro Tora (Gênesis e a maior parte de Deuteronômio). Começa com a última palavra de Deuteronômio 28:17 (ומשארתך, "e tua amassadeira"). Após este, nos livros de Nevi'im publicam-se em sua ordem tradicional (Josué, Juízes, Samuel, Reis, Isaías, Jeremias, Ezequiel, e os doze profetas menores). Faltam Eclesiastes, Lamentações, Ester, Daniel, e Esdras-Neemias.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Codex_Aleppo

Os Rolos do Mar Morto

Essa grande descoberta ocorreu em março de 1947, quando um jovenzinho árabe (Muhammad adh-Dhib) estava perseguindo uma cabra perdida nas grutas, a doze quilômetros ao sul de Jerico e um e meio quilômetro a oeste do mar Morto. Numa das grutas ele descobriu umas jarras que continham vários rolos de couro. Entre esse dia e fevereiro de 1956, onze grutas que continham rolos e fragmentos de rolos foram
 escavadas próximo a Qumran. Nessas grutas, os essênios, seita religiosa judaica que existiu por volta da época de Cristo, haviam guardado sua biblioteca. Somando tudo, os milhares de fragmentos de manuscritos
constituíam os restos de seiscentos manuscritos.

Os manuscritos que trazem o texto do Antigo Testamento são os de maior interesse para nós. A Gruta 1 é a que havia sido descoberta pelo jovem árabe, a qual continha sete rolos mais ou menos completos e alguns
fragmentos, dentre os quais o mais antigo livro que se conhece da Bíblia (Isaías Á), um Manual de disciplina, um Comentário de Habacuque, um Apócrifo de Gênesis, um texto incompleto de Isaías {Isaías B), a Regra da guerra e cerca de trinta Hinos de ação de graça. Na Gruta 2 foram encontrados outros manuscritos; essa gruta havia sido descoberta por beduínos que roubaram alguns artigos, Descobriram-se ali fragmentos de cerca de cem manuscritos; nenhum desses achados, porém, foi tio espetacular como o que se descobriu nas demais grutas. Na Gruta 3 foram achadas duas metades de um rolo de cobre que dava instruções sobre como achar sessenta ou mais lugares que continham tesouros escondidos, a maior
parte dos quais em Jerusalém ou em seus arredores.

A Gruta 4 (a Gruta da Perdiz) também havia sido pilhada por beduínos, antes de ser escavada em setembro de 1952. No entanto, verificou-se que haveria de ser a gruta mais produtiva de todas, visto que literalmente milhares de fragmentos foram recuperados e reconstituídos, quer mediante compra dos beduínos, quer em decorrência da peneiração arqueológica da poeira do solo da gruta. Um fragmento de Samuel que se encontrou aqui é tido como o mais antigo trecho de hebraico bíblico conhecido, pois data do século IV a.C. Na Gruta 5 acharam-se alguns livros bíblicos e outros apócrifos em avançado estado de deterioração. A
Gruta 6 revelou a existência de mais fragmentos de papiro que de couro.

As Grutas de 7 a 10 forneceram dados de interesse para o arqueólogo profissional, nada, porém, de interesse relevante ao estudo que estamos empreendendo. A Gruta 11 foi a última a ser escavada e explorada, em começos de 1956. Ali se encontrou uma cópia do texto de alguns salmos, incluindo-se o salmo apócrifo 151, que até essa data só era conhecido em textos gregos. Encontrou-se, ainda, um rolo muito fino que continha parte de Levítico e um Targum (paráfrase) aramaico de Jó.

Estimulados por essas descobertas originais, os beduínos insistiram nas buscas e descobriram outras grutas a sudoeste de Belém. Aqui, em Murabba'at, descobriram alguns manuscritos que traziam a data e alguns documentos da segunda revolta judaica (132-135 d.C). Esses documentos ajudaram a confirmar a antigüidade dos rolos do mar Morto. Descobriu-se também outro rolo dos profetas menores (de Joel a Ageu), cujo texto se aproxima muito do texto massorético. Além disso, descobriu-se ali um palimpsesto, o papiro semítico (o primeiro texto havia sido raspado) mais antigo de que se tem notícia. O segundo texto nele gravado era em hebraico antigo, dos séculos VII e VIII a.C. Vários tipos de evidências tendem a dar apoio às datas dos rolos do mar Morto. Em primeiro lugar está o processo do carbono 14, que dá a
esses documentos a idade de 1917 anos, com margem de variação de 200 anos (10%). Isso significa que tais documentos datam de 168 a.C. a 233 d.C. A paleografia (estudo da escrita antiga e de seus materiais) e a ortografia (redação correta das palavras) marcam a data de alguns desses manuscritos anterior a 100 a.C. A arqueologia trouxe mais algumas evidências paralelas, mediante o estudo da cerâmica encontrada nas grutas: descobriu-se que era da baixa Era Helenística (150-163 a.C.) e da alta Era Romana (63 a.C-100 d.C). For fim, as descobertas de Murabba'at corroboraram as descobertas de Qumran.

A natureza e o número dessas descobertas do mar Morto produziram as seguintes conclusões gerais a respeito da integridade do texto massorético. Os rolos fornecem espantosa confirmação da fidelidade do texto massorético. Millar Burrows, em sua obra The Dead Sea scrolls [Os rolos do mar Morto], mostra que existiram pouquíssimas alterações do texto, num período aproximado de mil anos. R. Laird Harris, em sua obra Inspiration and canonicity ofthe Bible [A inspiração e a canonicidade da Bíblia], sustenta que existem menos diferenças nessas duas tradições, em mil anos, do que em duas famílias de manuscritos do Novo Testamento.

Gleason Archer, autor de A survey of Old Testament introduction [Pesquisa para introdução ao Antigo Testamento] apóia a integridade do texto massorético ao declarar que tal texto concorda com o manuscrito de Isaías encontrado na Gruta 1 em 95% de seu conteúdo. Os restantes 5% compreendem lapsos óbvios da pena e variações de grafia que ocorreram naquele ínterim.

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