A Bíblia Curiosa reúne temas fascinantes relacionados às Escrituras, explorando sua origem, formação, autores, contexto histórico e os diversos acontecimentos que tornam a Bíblia um livro extraordinário. Além disso, apresenta artigos, estudos bíblicos, reflexões e curiosidades que ajudam a ampliar o conhecimento e fortalecer a fé. Porém, nosso objetivo não é apenas trazer entretenimento ou curiosidades, mas apresentar conteúdos relevantes para o crescimento espiritual e a preparação do caráter para a salvação. Afinal, o maior propósito do ser humano não é apenas adquirir conhecimento, mas conhecer a Deus e preparar-se para a eternidade. Essa preparação acontece através de Jesus Cristo, Seu amor e o sacrifício realizado na cruz, onde encontramos perdão, restauração e esperança de uma nova vida. Desejamos que cada estudo aqui apresentado seja uma oportunidade para aproximar você de Deus e permitir que Sua Palavra transforme sua vida. Desejamos a você uma excelente leitura!

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17 janeiro 2024

UNIÃO FAMILIAR - UMA JORNADA APARTIR DO GENESIS





Hoje, gostaria de compartilhar com vocês uma reflexão inspirada nas sábias palavras do Livro de Gênesis, um livro que traz consigo os alicerces de muitos princípios fundamentais da vida. Vamos explorar a passagem que nos diz: "Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne." (Gênesis 2:24).

Essas palavras simples carregam consigo uma profundidade de significado que ressoa através das eras. Elas são um convite à reflexão sobre a importância da união familiar e o papel vital que desempenha em nossas vidas.

O ato de "deixar pai e mãe" não é meramente uma mudança geográfica, mas simbólica de uma transição para a criação de uma nova unidade. Significa abandonar a dependência infantil e abrir caminho para uma aliança adulta. A jornada da vida é marcada por essas transições, e a formação de uma nova família é um dos momentos mais significativos.

A união marital é descrita como um processo no qual duas pessoas se tornam "uma só carne". Essa metáfora vai além da união física; ela abrange a profunda conexão emocional, espiritual e psicológica que ocorre entre marido e mulher. É um compromisso de compartilhar não apenas os momentos felizes, mas também os desafios que a vida inevitavelmente nos apresenta.

Em nossa busca pela compreensão dessas palavras antigas, percebemos que a união familiar é uma jornada de crescimento mútuo. É um convite para cultivarmos não apenas o amor romântico, mas também a paciência, a compreensão e a tolerância. Afinal, em uma união verdadeira, somos desafiados a ir além de nós mesmos, a enxergar o outro como uma extensão de nós mesmos.

Além disso, a ideia de "uma só carne" implica em compartilhar não apenas os momentos felizes, mas também os fardos. É um compromisso de apoiar, encorajar e nutrir o crescimento do parceiro. Na diversidade de personalidades, surgem oportunidades de aprendizado e desenvolvimento pessoal.

No entanto, é importante notar que o processo de união familiar não é isento de desafios. A sociedade contemporânea nos apresenta uma infinidade de distrações e pressões externas que podem ameaçar essa união. É crucial, portanto, cultivar uma base sólida, fundamentada em valores compartilhados, comunicação aberta e respeito mútuo.

Ao refletir sobre essas palavras antigas, somos lembrados de que a união familiar não é apenas um ato isolado, mas um compromisso contínuo. Requer esforço constante, adaptação e a busca constante pela compreensão mútua. Em nossa jornada conjunta, somos desafiados a crescer como indivíduos e, ao fazê-lo, fortalecemos os laços que nos unem.

Em conclusão, a passagem de Gênesis 2:24 nos convida a celebrar a beleza da união familiar. É uma jornada marcada por amor, crescimento e compromisso. Que possamos, ao trilhar esse caminho, encontrar a sabedoria necessária para construir lares sólidos, onde a união e o respeito floresçam, tornando-nos verdadeiramente uma só carne, unidos pelo vínculo indissolúvel do amor.

Agradeço a todos por dedicarem seu tempo a esta reflexão. Que possamos aplicar esses princípios em nossas vidas e fortalecer as bases de nossas famílias. Boa noite a todos!

 

Deixar Pai e Mãe

A expressão "deixar pai e mãe" é derivada de uma passagem bíblica específica, Gênesis 2:24, que afirma: "Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne." Essa passagem faz parte do relato da criação no Livro de Gênesis, descrevendo a formação da primeira união matrimonial entre Adão e Eva.

A frase "deixar pai e mãe" não implica um abandono total ou falta de respeito pelos pais; em vez disso, ela simboliza uma transição na vida de uma pessoa. Indica a mudança de uma dependência filial para a formação de uma nova família. Os cônjuges são chamados a estabelecer uma unidade independente, onde as prioridades e responsabilidades são compartilhadas entre marido e mulher.

Deixar pai e mãe envolve emancipar-se da dependência emocional e financeira dos pais, entrando em uma nova fase de autonomia e responsabilidade. Isso não significa cortar laços afetivos ou desconsiderar a importância dos pais, mas sim reconhecer que a nova família, formada pelo casamento, exige atenção e compromisso mútuos.

Em resumo, "deixar pai e mãe" representa a transição do indivíduo de um estado de dependência filial para a criação de uma nova unidade familiar, onde o casal se compromete a construir sua vida em conjunto, com suas próprias responsabilidades e prioridades.

Unirá a sua Mulher

A expressão "se unirá à sua mulher" é uma parte fundamental da passagem bíblica de Gênesis 2:24, que descreve o processo de formação da união matrimonial. A passagem completa é: "Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne." 


A expressão "se unirá à sua mulher" indica a intenção de estabelecer uma união profunda e íntima entre um homem e uma mulher no contexto do casamento. Essa união vai além da esfera física, incluindo também aspectos emocionais, espirituais e sociais.

"Unir-se" aqui denota a formação de uma parceria singular e comprometida. O casamento é visto como uma fusão de duas vidas em uma entidade conjunta. Essa união implica compartilhar não apenas a vida cotidiana, mas também os desafios, alegrias, sonhos e responsabilidades.

Uma só Carne

A frase "e eles se tornarão uma só carne" faz parte da passagem bíblica de Gênesis 2:24 e é frequentemente citada em contextos que abordam a natureza e o propósito do casamento. Essa expressão carrega um significado simbólico profundo, destacando a união íntima e indivisível entre um homem e uma mulher no casamento.

Ao dizer que o homem e a mulher se tornarão uma só carne, a passagem enfatiza a ideia de uma fusão completa e harmoniosa. Aqui estão alguns pontos para ajudar a entender esse conceito:

 Unidade e Intimidade Profundas: A expressão sugere que o casamento vai além de uma simples parceria ou coexistência. É uma união profunda e íntima, onde dois indivíduos se tornam uma única entidade, compartilhando não apenas aspectos físicos, mas também emocionais, mentais e espirituais.

2.Complementaridade e Cooperação: A metáfora da "carne" indica uma proximidade e interdependência. Os cônjuges são vistos como complementares, cada um contribuindo para o bem-estar do outro. Essa união implica cooperação, suporte mútuo e a ideia de que juntos eles são mais fortes do que separados.

3.Indivisibilidade da União: A expressão também destaca a indivisibilidade da relação matrimonial. É uma união que não deve ser quebrada facilmente, simbolizando a importância da fidelidade, compromisso e respeito mútuo ao longo do tempo.

4.Ordem Divina: Essa passagem é muitas vezes interpretada como uma instituição divinamente ordenada, sugerindo que o casamento não é apenas uma convenção social, mas também tem um propósito espiritual e sagrado.

 

Em resumo, "e eles se tornarão uma só carne" enfatiza a profundidade e a sacralidade da união matrimonial. Ela inspira os casais a buscar não apenas a proximidade física, mas também a verdadeira harmonia e unidade em todos os aspectos de suas vidas, formando uma parceria que transcende as fronteiras individuais.


Johnny Cleber Francisco

Teológo e autor da Bíblia Curiosa


Fonte Imagens: Titulo - https://www.blogdoprisco.com.br/uniao-entre-homem-e-mulher-e-mantida-como-conceito-de-familia/

09 setembro 2023

COMO SURGIU A CRUCIFICAÇÃO

1.Cruz Símbolo Cristão
            
              O político e filósofo romano Cícero considerava a crucificação a punição "mais cruel e aterrorizante" que poderia existir. "Somente a palavra 'cruz' por si só deveria estar longe não apenas do corpo de um cidadão romano, mas também de seus pensamentos, de seus olhos, de seus ouvidos."
            
            "Das três formas mais brutais de executar alguém na antiguidade, a crucificação era considerada a pior", disse Louise Cilliers, autora e pesquisadora do Departamento de Estudos Clássicos da Universidade do Estado Livre, na África do Sul, à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC. "Depois vinham a morte na fogueira e a decapitação." "Foi uma combinação de absoluta crueldade e espetáculo para fazer o máximo de terror possível na população", disse Diego Pérez Gondar, professor da Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra.
               
            Em muitos casos, a morte do executado só ocorria dias após ser colocado na cruz, diante do olhar de transeuntes. O corpo passava por um misto de sufocamento, perda de sangue, desidratação, falência de diversos órgãos, entre outros problemas.

            

            Jesus, o homem que transformou o mundo com uma mensagem de paz, foi um dos muitos que morreram na cruz, um castigo cujas origens remontam a séculos.

            Isto é o que se sabe de onde e como surgiu.

OS ASSIRIOS


            No seu auge, o império assírio se estendia das costas do Golfo Pérsico até o que hoje são a Turquia e o Egito.  Na sua fase final era conhecido como império neoassírio, e era o maior do mundo até então.

            Entre o ano 900 a. C e 600 a.C, aproximadamente, tornou-se uma grande civilização, uma superpotência tecnológica, graças à riqueza de seus mercadores e à crueldade de seus exércitos.

            De fato, um de seus reis, Senaqueribe, é considerado o expoente original do que hoje é conhecido como guerra total.

            Os assírios tiveram o cuidado de deixar testemunho não apenas de seu poder, mas também dos cruéis castigos que impuseram a seus rivais.

            E embora os conflitos com povos inimigos estivessem presentes na narrativa e no discurso da realeza em todo o Oriente Médio, isso se tornou "especialmente evidente nos textos e na arte neo-assírios, onde a guerra e o castigo dos inimigos são ainda mais importantes do que para outros reis" da região.

            Assim escreveu a historiadora Eva Miller no artigo Crime and Testament: Enemy Direct Speech in Inscriptions of Esarhaddon and Ashurbanipal (Crime e testamento: discurso direto do inimigo nas inscrições de Assaradão e Assurbanípal) da revista especializada Journal of Ancient Near Eastern History.

            Dessa forma, os inimigos deveriam estar no centro dessas manifestações de expressão para "poderem recriar sua subjugação e derrota".

            De acordo com Louise Cilliers, o castigo da crucificação provavelmente "se originou com os assírios e babilônios e foi usada sistematicamente pelos persas no século 6 a.C".

            O professor Pérez aponta que as informações mais antigas disponíveis vêm de algumas decorações de palácios assírios.

            "Nas paredes havia relevos com desenhos que representavam algumas batalhas e conquistas e a forma como os prisioneiros eram executados. Aparece a técnica da empalação, algo semelhante ao que seria uma crucificação", diz.

            Um desses relevos, relata a historiadora Rebecca Denova, mostra "prisioneiros pendurados em postes, com o poste inserido em suas costelas", após a conquista da cidade israelita de Laquis por Senaqueribe em 701 a.C.

            "O objetivo dessa punição excruciante era enfatizar a crueldade e o terror que aguardavam os prisioneiros e rebeldes", indica, em um artigo da World History Encyclopedia.

Cilliers, junto com F. P. Retief, escreveu o artigo The history and pathology of crucifixion (A história e patologia da crucificação) para o South African Medical Journal.

OS PERSAS

            No texto, eles explicam que os persas realizavam as crucificações em árvores ou postes em vez de uma cruz formal.

            "Combinar a pena de morte com o escárnio do condenado e uma morte cruel era frequente e uma das técnicas era deixá-lo pendurado em um pedaço de madeira para que morresse de asfixia e cansaço", disse Pérez.


OS MACEDONIOS

Disseminação

            No século 4 a.C, Alexandre, o Grande, levou a forma de punição para os países do Mediterrâneo oriental.

            "Alexandre e suas tropas sitiaram a cidade de Tiro (atual Líbano), que era mais ou menos inexpugnável", disse Cilliers.  "Quando finalmente entraram, crucificaram cerca de 2 mil habitantes."

Crucificação ao longo da estrada, costume romano
3. Crucificação ao longo da estrada, costume romano

            Os sucessores de Alexandre, o Grande, introduziram o castigo no Egito e na Síria, bem como em Cartago, a grande cidade norte-africana fundada pelos fenícios. Durante as Guerras Púnicas, os romanos aprenderam a técnica e "a aperfeiçoaram por 500 anos".

            "Onde as legiões romanas iam, praticavam a crucificação."

            E em alguns lugares em que a implementaram, os locais a adotaram.

            No ano 9 d.C, o líder alemão Arminio mandou crucificar os soldados do general romano Varo, após um confronto conhecido como a batalha da Floresta de Teutoburgo (hoje território alemão) e que representou uma derrota humilhante para os romanos.

            No ano 60 d.C., Boudica, a rainha da tribo britânica dos Iceni, liderou uma grande revolta contra os invasores romanos e crucificou vários de seus legionários.

Terra Santa

            Em Israel, antes da chegada dos romanos, esse tipo de castigo também foi usado.  "Temos fontes que falam de crucificações anteriores à dominação romana na Terra Santa", disse Pérez.

            A informação surgiu graças ao historiador, político e soldado judeu Flávio Josefo, nascido em Jerusalém no século 1. Um de seus relatos é sobre o reinado de Alexandre Janeu (125 a.C-76 a.C), que governou os judeus por 27 anos.

            Depois de conquistar vários territórios vizinhos, o líder expandiu a dinastia asmoneu ao seu apogeu.  No entanto, ele intensificou o conflito entre fariseus e asmoneus, iniciando uma guerra que deixou milhares de mortos.

            "Enquanto ele estava celebrando com suas concubinas, ordenou a crucificação de cerca de oitocentos judeus e a morte de seus filhos e esposas diante dos olhos dos infelizes que ainda estavam vivos", escreveu Flávio Josefo sobre eventos do ano 88 a.C.

Os romanos

            De acordo com o artigo de Cilliers e Retief, os romanos também chegaram a crucificar os condenados em árvores ou postes, mas incorporaram uma variedade de cruzes, como uma cruz em forma de X (crux decussata).

            "No entanto, na maioria dos casos, eles usavam a familiar cruz latina (crux immissa) ou a cruz em "t" (crux commissa). Essas cruzes podiam ser altas (crux sublimis), mas as baixas (crux humilis) eram mais comuns, e consistiam em um poste vertical (stipes) e uma barra transversal (patibulum)”.

            O condenado era obrigado a carregar a parte horizontal da cruz até o local da execução.

            As mulheres de Jerusalém, dizem os autores, ofereciam ao condenado uma bebida que tinha efeitos analgésicos.

            "Se ele não estava nu, sua roupa era removida e ele era deitado de costas com as mãos estendidas ao longo do patíbulo."

            Amarravam os braços à trave ou cravavam pregos mais nos pulsos e menos nas mãos porque estas não suportavam o peso do corpo, rasgavam e se soltavam da cruz.

            Os pregos podiam medir até 18 cm de comprimento e 1 cm de espessura.


Procedimento

            Quando o condenado estava preso à trave horizontal, era levantado e fixado na estaca vertical que já estava cravada no chão.  Os pés podiam ser amarrados ou pregados no poste vertical, um de cada lado ou os dois ao mesmo tempo, um em cima do outro.

            Nesse caso, explicam os autores, um único prego era cravado nos metatarsos de ambos os pés, enquanto os joelhos estavam flexionados.  A dor era inimaginável, "muitos nervos eram tocados", destacou o professor Pérez.

            "Você tinha que fazer força com as pernas sobre aqueles pregos para poder ajeitar o corpo e respirar."  E nessas tentativas, "se perdia muito sangue, havia uma dor tremenda, mas se não fizesse isso, você morria sufocado".

            Em muitos casos, era uma morte lenta, que ocorria após uma falência de vários órgãos. Isso, explicam Cilliers e Retief, era causado por um colapso circulatório devido ao choque hipovolêmico.

            Os condenados sofriam "diminuição do volume de sangue (hipovolemia) devido à perda traumática de sangue e desidratação, mas talvez principalmente por insuficiência respiratória".

            Muitos morriam por asfixia.

Horas, dias de agonia

            A crueldade da execução também se refletia no fato de que muitos dos executados demoravam dias para morrer, embora também pudessem morrer em questão de poucas horas.

            "Como normalmente levavam dias, em alguns casos o que os soldados faziam para acelerar a morte era golpear os joelhos e quebrar as pernas. Dessa forma, o condenado não conseguia elevar o corpo para respirar usando os músculos das pernas, isso fazia com que morressem em seguida”, contou Pérez.

            Segundo o relato bíblico, os soldados romanos fizeram isso com condenados que haviam sido crucificadas com Jesus, mas não com ele, porque já havia morrido.

            “É que antes ele havia sofrido com outra punição, tipicamente romana, a flagelação”, disse o acadêmico.

            "Jesus já tinha sido açoitado com flagelos, uma espécie de chicote com pedaços de metal, ossos pontiagudos, lâminas, tinha perdido muito sangue. Aliás, teve gente que morreu só com a flagelação."

'Os piores inimigos'

            Amarrado ou pregado, o castigo da crucificação buscava "expor e humilhar" o condenado.  "Era uma morte reservada aos piores inimigos para deixar claro que não queriam ver ninguém cometendo o mesmo crime", segundo Pérez.

            Aplicava-se também a escravos e estrangeiros, muito raramente a cidadãos romanos.  "Em muitos casos, estava associado a traição, a levantes militares, a terrorismo, a algum crime que teria levado a derramamento de sangue, ou seja, quando alguém era especialmente violento, também era punido com violência especial".

            "É por isso que chama a atenção o fato de Jesus ter sido crucificado, pois não havia cometido um crime." 

4.Jesus carregando a cruz

            "Eles tinham percebido um perigo em Jesus, já que o que representava mudou o mundo."

            "E aqueles que não queriam que o mundo mudasse não apenas tentaram acabar com ele, mas acabar de forma cruel, para deixar claro que (sua mensagem) não deveria continuar."

        Mas ela continuou.

            Constantino aboliu a punição da crucificação no século 4 d.C. e se tornou o primeiro imperador romano a professar o cristianismo.  Ele legalizou a religião, deu privilégios a seus seguidores, levando à cristianização do império.

            No entanto, a punição foi repetida em outro lugar. Por exemplo, no século 16, no Japão, 26 missionários foram crucificados, no início do longo período de perseguição contra os cristãos naquele país.

            Apesar de seu passado cruel, a cruz representa para muitos cristãos e não cristãos uma mensagem de entrega por amor.


Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd12j417nddo

Imagens respectivamente: 1. https://super.abril.com.br/historia/jesus-nao-tivesse-sido-crucificado

2.https://www.infoescola.com/artes/arte-assiria/ 

3. https://pt.quora.com/Quais-s%C3%A3o-alguns-fatos-sobre-a-Revolta-de-Esp%C3%A1rtaco-Spartacus

4. https://selesnafes.com/2016/03/pascoa-como-foram-as-6-horas-de-agonia-antes-da-ressurreicao/
            

01 agosto 2021

CURIOSIDADES DA BIBLIA

A BÍBLIA DOS PECADORES

Em 1631, uma editora publicou uma edição da Bíblia com um erro tipográfico grave: no lugar do mandamento "Não cometerás adultério", foi impresso "Tu cometerás adultério". Esse equívoco resultou em uma versão rara e curiosa do livro sagrado, conhecida como "A Bíblia dos Pecadores" (The Sinners’ Bible, em inglês). Atualmente, apenas nove cópias dessa edição são conhecidas no mundo.

ETIMOLOGIA DA PALAVRA "BÍBLIA"

A palavra Bíblia tem origem remota na palavra grega "bíblos" (plural de biblíon), que significa "livros". Posteriormente, o termo foi incorporado ao latim eclesiástico para designar o conjunto de livros sagrados que compõem as Escrituras.

O LIVRO MAIS VENDIDO DO MUNDO

De acordo com o Guinness World Records, a Bíblia é o livro mais vendido de todos os tempos, com mais de 5 bilhões de cópias vendidas e distribuídas ao redor do mundo.

O LIVRO MAIS TRADUZIDO DO MUNDO

A Bíblia completa já foi traduzida para 532 idiomas, e partes dela foram traduzidas para mais de 2.883 idiomas. Isso a torna a obra mais traduzida da história da humanidade.

A BÍBLIA POSSUI UMA AMPLA VARIEDADE DE AUTORES

A Bíblia não é uma obra única, mas uma coleção de livros escritos por diversos autores ao longo de muitos séculos. Entre eles estão pastores, reis, agricultores, sacerdotes, poetas, escribas e pescadores. Curiosamente, também fazem parte da narrativa ou autoria personagens como traidores (Pedro, que negou Jesus), adúlteros (Davi, com Bate-Seba), cobradores de impostos (como Mateus), estelionatários e até zelotes (como Simão, o Zelote). Essa diversidade de autores contribui para a profundidade e riqueza do texto bíblico.

UM LIVRO COM MAIS DE MIL CAPÍTULOS

A Bíblia contém 1.189 capítulos, distribuídos entre os livros do Antigo e do Novo Testamento, cobrindo uma enorme variedade de temas, estilos literários e ensinamentos espirituais.

Fonte: Bíblia Curiosa

18 junho 2020

VIDA DE JESUS GEOGRAFICAMENTE

FONTE: https://www.youtube.com/watch?v=bq2_Uu1pZ8M

A BÌBLIA ERROU!!! SERÁ??

       

INERRÂNCIA BÍBLICA: PODEMOS CONFIAR NA BÍBLIA?

Quando você abre a Bíblia, provavelmente parte de uma convicção fundamental: está diante da Palavra de Deus. Mas surge uma pergunta importante: o que significa dizer que a Bíblia é inspirada por Deus? Significa que cada palavra foi ditada por Deus? Significa que os escritores bíblicos simplesmente registraram pensamentos humanos sobre Deus? Ou significa que Deus revelou sua mensagem por meio de homens que escreveram utilizando sua própria linguagem, conhecimento, experiência e contexto? Essa questão está diretamente relacionada ao debate sobre a inerrância bíblica.

Durante muitos séculos, os cristãos reconheceram a autoridade das Escrituras sem necessariamente formular essa crença usando a palavra “inerrância”. A discussão ganhou força especialmente a partir do século XIX, quando diferentes correntes de crítica bíblica passaram a questionar a origem, a composição e a confiabilidade das Escrituras. Como você deve reagir diante dessas questões? Antes de aceitar qualquer definição de inerrância, precisamos voltar à própria Bíblia e perguntar: o que ela diz sobre sua origem, sua autoridade e sua finalidade?

O que significa inerrância bíblica?

A palavra “inerrância” significa, em sentido amplo, ausência de erro. Mas existem diferentes maneiras de compreender esse conceito. Por isso, é importante distinguir pelo menos duas posições bastante conhecidas: a inerrância absoluta e a inerrância limitada.

Inerrância absoluta

Se você adota a posição da inerrância absoluta, entende que a Bíblia, em seus manuscritos originais, é totalmente livre de erros em tudo aquilo que afirma. Nessa perspectiva, a Bíblia seria correta não apenas em questões de fé e salvação, mas também em suas afirmações relacionadas à história, geografia, cronologia, astronomia, ciência e qualquer outro assunto sobre o qual faça uma afirmação.

Para os defensores dessa posição, a autoridade da Bíblia está diretamente ligada à sua completa ausência de erros. O raciocínio é simples: se a Bíblia pudesse apresentar erros em assuntos aparentemente secundários, como poderíamos ter certeza de que ela está correta quando fala sobre assuntos espirituais? Por isso, alguns entendem que negar a inerrância absoluta comprometeria a própria autoridade das Escrituras.

Mas será que essa conclusão é necessariamente exigida pela Bíblia?

Inerrância limitada

Existe outra posição conhecida como inerrância limitada. Segundo essa perspectiva, a inspiração divina está relacionada principalmente àquilo que Deus deseja revelar para nossa salvação, fé e vida prática. Nessa compreensão, a Bíblia não precisaria ser considerada inerrante em absolutamente todas as informações históricas, científicas ou culturais para continuar sendo confiável naquilo que ensina sobre Deus, pecado, salvação, fé e vida cristã.

Aqui surge uma questão fundamental: a Bíblia afirma que é inerrante em absolutamente todos os seus detalhes, ou afirma algo diferente sobre sua inspiração e finalidade? Para responder, precisamos examinar a própria Escritura.

A inspiração das Escrituras

Paulo escreveu: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça.” (2 Timóteo 3:16). Observe o que o texto realmente afirma. Ele diz que a Escritura é inspirada por Deus. Também explica sua finalidade: ensinar, repreender, corrigir e educar. No versículo seguinte, Paulo acrescenta: “A fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (2 Timóteo 3:17). Portanto, quando você pergunta qual é a finalidade da Escritura, o próprio texto responde: ela prepara o ser humano para viver diante de Deus.

Pedro acrescenta outra informação importante: “Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.” (2 Pedro 1:21). Aqui encontramos dois elementos. De um lado, Deus. De outro, homens. Os homens falaram, mas falaram da parte de Deus e foram movidos pelo Espírito Santo. Isso nos conduz ao conceito de uma Escritura que possui uma dimensão divina e uma dimensão humana.

A Escritura é divina e humana

Se você observar cuidadosamente os livros bíblicos, perceberá que seus autores possuem estilos diferentes. Lucas escreve de maneira diferente de João. Paulo escreve de maneira diferente de Pedro. Os livros poéticos possuem características diferentes dos livros históricos. Os profetas possuem uma linguagem própria. Os Evangelhos também apresentam diferentes formas de organizar os acontecimentos.

Isso não significa que a Bíblia seja simplesmente uma coleção de opiniões humanas. A própria Bíblia afirma que seus escritores falaram “da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:21). Mas também não significa que os escritores deixaram de ser seres humanos.

Lucas, por exemplo, explica ao leitor como trabalhou na elaboração de seu Evangelho: “Visto que muitos houve que empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares e ministros da palavra, igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem.” (Lucas 1:1-3)

Perceba a linguagem utilizada por Lucas. Ele fala de testemunhas oculares. Fala de informações que foram transmitidas. Fala de investigação. Fala de escrever uma exposição em ordem. Isso demonstra participação humana na produção do relato. Ao mesmo tempo, isso não contradiz a afirmação de que a Escritura é inspirada por Deus.

A humanidade presente nas Escrituras

Você também pode perceber características humanas na Bíblia quando observa seus diferentes gêneros literários, estilos e formas de expressão. Os escritores bíblicos registraram acontecimentos históricos, genealogias, poesias, cânticos, profecias, cartas e relatos pessoais.

Os Salmos, por exemplo, expressam emoções humanas profundas. Veja o Salmo 137: “Filha de Babilônia, que hás de ser destruída! Feliz aquele que te der o pago do que nos fizeste a nós! Feliz aquele que pegar teus filhos e esmagá-los contra a pedra!” (Salmo 137:8-9).

O texto registra a dor, a indignação e o sofrimento de pessoas que haviam sido levadas para o cativeiro. A Bíblia não esconde emoções humanas. Ela registra lágrimas, medo, tristeza, indignação, arrependimento, esperança e alegria. Isso faz parte da própria maneira como Deus escolheu comunicar sua mensagem através da história humana.

A divindade das Escrituras

Ao mesmo tempo, existe uma unidade extraordinária na mensagem bíblica. Os livros foram escritos em diferentes períodos, por diferentes autores, em diferentes circunstâncias e utilizando diferentes gêneros literários. Apesar disso, existe uma grande linha temática que atravessa as Escrituras: criação, queda, promessa, redenção e restauração.

Desde Gênesis até Apocalipse, encontramos a história do relacionamento de Deus com a humanidade e o desenvolvimento do plano da redenção. O próprio Jesus ensinou que as Escrituras apontavam para Ele: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.” (João 5:39).

Depois de sua ressurreição, Jesus explicou aos discípulos: “E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras.” (Lucas 24:27). Portanto, existe uma unidade central na Bíblia: Cristo está no centro da mensagem das Escrituras.

A finalidade da Bíblia

Isso nos ajuda a compreender uma questão importante no debate sobre a inerrância. Qual é o propósito principal da Bíblia? Ela foi dada para funcionar como um manual técnico de astronomia? Como um tratado científico? Como uma enciclopédia de geografia? Como um livro de cronologia?

Não. A própria Bíblia apresenta sua finalidade de maneira diferente. Paulo diz que as Escrituras tornam o ser humano “sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus”. “Desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.” (2 Timóteo 3:15).

Isso não significa que a Bíblia não possa fazer afirmações históricas ou relacionadas ao mundo físico. Ela certamente faz. A questão é outra: a principal finalidade das Escrituras é revelar o caminho da salvação e conduzir o ser humano a Deus.

Primeira objeção à inerrância absoluta: os escritores participaram

Existe uma primeira dificuldade quando alguém tenta definir a inerrância absoluta. Os autores bíblicos participaram efetivamente da produção de seus escritos. Lucas investigou acontecimentos e consultou testemunhas (Lucas 1:1-3). João escreveu aquilo que havia visto, ouvido e tocado: “O que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam.” (1 João 1:1).

Paulo escreveu cartas para situações específicas das igrejas. Os autores dos livros históricos registraram acontecimentos relacionados à história de Israel. A Bíblia, portanto, não apresenta seus escritores como máquinas que simplesmente reproduziram palavras. Eles eram homens reais, vivendo em épocas reais, escrevendo para pessoas reais.

Ao mesmo tempo, Pedro afirma que esses homens falaram “da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”. A Bíblia apresenta, portanto, uma combinação entre participação humana e direção divina.

Segunda objeção: os relatos dos Evangelhos

Outra questão aparece quando comparamos os relatos dos Evangelhos. Existem acontecimentos que são narrados com diferenças de detalhes. Por exemplo, os relatos da negação de Pedro apresentam diferenças na maneira como os acontecimentos são descritos.

Mateus registra: “E, logo, cantou o galo.” (Mateus 26:74). Marcos registra: “E logo, pela segunda vez, cantou o galo.” (Marcos 14:72). Lucas registra: “E, imediatamente, enquanto ele ainda falava, cantou o galo.” (Lucas 22:60). João também registra o anúncio de Jesus: “Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.” (João 13:38).

Esses relatos devem ser analisados cuidadosamente. Não é necessário presumir imediatamente que qualquer diferença de descrição destrói a confiabilidade do testemunho. Por outro lado, também não devemos criar explicações extremamente complexas apenas para eliminar toda diferença existente entre os relatos.

Os Evangelhos podem apresentar diferentes perspectivas de acontecimentos reais. A pergunta importante é: essas diferenças anulam a mensagem central que os quatro Evangelhos apresentam? Os quatro testemunham que Pedro negou Jesus e que a palavra de Cristo sobre sua negação se cumpriu.

Terceira objeção: a função principal da Escritura

Outro ponto precisa ser considerado. Quando você lê a Bíblia, precisa perguntar qual é o propósito do texto. A Escritura foi dada para revelar Deus, revelar o problema do pecado, apresentar o plano da redenção e conduzir o ser humano à fé.

Paulo afirma: “As sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.” (2 Timóteo 3:15).

A Bíblia também revela a condição humana: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” (Romanos 3:23). Apresenta a solução: “Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus.” (Romanos 3:24). E apresenta a esperança: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16).

Esse é o centro da mensagem bíblica.

Quarta objeção: a Bíblia afirma inspiração, mas afirma inerrância absoluta?

Aqui chegamos ao ponto central. A Bíblia afirma claramente que a Escritura é inspirada por Deus. “Toda a Escritura é inspirada por Deus.” (2 Timóteo 3:16). A Bíblia afirma que homens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo: “Homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.” (2 Pedro 1:21).

Mas onde a Bíblia afirma, explicitamente, que todos os seus detalhes históricos, científicos, cronológicos e geográficos são absolutamente livres de qualquer possibilidade de erro?

Essa é uma pergunta que precisa ser feita com honestidade. Não devemos simplesmente colocar na Bíblia uma definição que ela mesma não apresenta. Ao mesmo tempo, também não devemos usar qualquer dificuldade textual como motivo para abandonar a autoridade das Escrituras.

Precisamos permitir que a própria Bíblia estabeleça os limites de suas afirmações.

A preservação da Palavra

Existe ainda outra questão importante: a transmissão do texto bíblico. A Bíblia foi copiada e transmitida ao longo de gerações. Isso significa que precisamos distinguir entre os autógrafos originais, os manuscritos posteriormente copiados e as traduções que chegaram até nós.

Mesmo quando existem diferenças entre manuscritos, isso não significa automaticamente que a mensagem bíblica tenha sido perdida. A própria Bíblia apresenta a Palavra de Deus como permanente: “Seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente.” (Isaías 40:8).

Pedro repete: “A palavra do Senhor, porém, permanece eternamente.” (1 Pedro 1:25). Portanto, a existência de uma história de transmissão textual não elimina a importância ou a autoridade da Palavra.

A Bíblia deve ser examinada

A própria Bíblia incentiva o exame cuidadoso das Escrituras. Os bereanos foram elogiados porque examinavam diariamente as Escrituras para verificar se aquilo que Paulo ensinava estava de acordo com elas: “Examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” (Atos 17:11).

Isso é significativo. A fé bíblica não exige que você abandone o exame. Pelo contrário, você é convidado a estudar. Paulo aconselhou: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” (2 Timóteo 2:15).

A pergunta, portanto, não deve ser simplesmente: “Eu consigo explicar todas as dificuldades da Bíblia?” Uma pergunta mais importante é: “Estou permitindo que a própria Bíblia determine aquilo que devo crer?”

Não devemos adorar o Livro, mas aquele para quem ele aponta

Existe ainda uma distinção fundamental. A Bíblia é a Palavra de Deus e deve ser recebida com reverência. Mas o próprio Jesus advertiu que alguém poderia estudar as Escrituras e, ainda assim, não ir a Ele.

Jesus disse: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim; contudo, não quereis vir a mim para terdes vida.” (João 5:39-40).

Essa declaração é extremamente importante. Você pode conhecer o texto e não conhecer aquele para quem o texto aponta. Pode conhecer versículos e não conhecer Cristo. Pode defender a Bíblia e, ainda assim, deixar de viver a mensagem que ela apresenta.

A Bíblia não foi dada para ocupar o lugar de Cristo. Ela aponta para Cristo. João explicou o propósito de seu registro: “Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” (João 20:31).

Conclusão

A discussão sobre a inerrância bíblica não deve nos levar a dois extremos. De um lado, não devemos reduzir a Bíblia a um simples produto humano, ignorando seu próprio testemunho de que ela é inspirada por Deus. De outro, também precisamos ter cuidado para não impor às Escrituras uma definição de inerrância que vá além daquilo que a própria Bíblia afirma.

A Bíblia apresenta uma realidade extraordinária. Deus falou. Homens escreveram. O Espírito Santo esteve envolvido. A mensagem foi transmitida em linguagem humana. As Escrituras testemunham de Cristo. E seu propósito está diretamente relacionado à salvação.

“Toda a Escritura é inspirada por Deus.” (2 Timóteo 3:16). “Homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.” (2 Pedro 1:21). “A tua palavra é a verdade.” (João 17:17). “A palavra do Senhor, porém, permanece eternamente.” (1 Pedro 1:25). E, acima de tudo: “São elas mesmas que testificam de mim.” (João 5:39).

Portanto, quando você estudar a inerrância bíblica, não comece tentando proteger uma teoria. Comece ouvindo o que a própria Bíblia diz sobre si mesma. Ela é inspirada por Deus. Ela revela a verdade. Ela conduz à salvação. Ela testemunha de Cristo. E seu objetivo não é fazer você simplesmente admirar um livro, mas levá-lo a conhecer, confiar e seguir Jesus Cristo.

“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17:3)

Fonte Bibliografica:
BACCHIOCCHI, Samuele. Inerrância Bíblica.
APOLINÁRIO, Pedro. História do Texto Bíblico: Crítica Textual. 4. ed. São Paulo, 1990.
BÍBLIA SAGRADA. Almeida Revista e Atualizada (ARA). Sociedade Bíblica do Brasil.

02 maio 2020

A MASTURBAÇÃO É PECADO?

Somos ensinados pela Palavra de Deus que o sexo,
 em vez de ser usufruído egoisticamente,
 deve ser compartilhado exclusivamente 
dentro do relacionamento matrimonial.
Pr. Alberto R. Timm, Ph.D.*
A Bíblia não fala explicitamente sobre masturbação, mas apresenta vários princípios que nos ajudam na compreensão do assunto. Somos ensinados pela Palavra de Deus que o sexo, em vez de ser usufruído egoisticamente, deve ser compartilhado exclusivamente dentro do relacionamento matrimonial. O plano divino não é “que o homem esteja só” (Gênesis 2:18), mas que se realize sexualmente no casamento (ver Gênesis 2:24; Êxodo 20:14; Provérbios 5:18; 6:20-35; 7:1-27).
A despeito de ser encarada positivamente por muitos médicos e sexólogos contemporâneos, a masturbação é uma negação direta do princípio bíblico de que “a mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher” (1 Coríntios 7:4). Além disso, ao se masturbar, a pessoa geralmente contempla fotos pornográficas ou imagina cenas eróticas, não condizentes com os elevados princípios de pureza moral e espiritual do cristianismo (ver 1 Pedro 2:11).
Cristo foi claro em afirmar que o adultério condenado pelas Escrituras (Êxodo 20:14) não se restringe meramente às relações sexuais fora do casamento, mas envolve também os próprios pensamentos imorais, “que contaminam o homem” (Mateus 15:19 e 20). Ele asseverou no Sermão do Monte: “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mateus 5:27 e 28). E no Salmo 24:3 e 4 lemos: “Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no Seu santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração…”
Apesar de não ser fácil romper com o vício da masturbação, a graça de Cristo é poderosa para nos dar a vitória sobre todo e qualquer hábito pecaminoso (ver 1 Coríntios 15:57; Filipenses 2:13; 4:7; 1 João 1:7-9) e para desenvolver em nossa vida o ideal divino enunciado nas seguintes palavras: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Filipenses 4:8).
Fonte: Equipe Biblia.com.br
_______________
*Alberto Ronald Timm, Sinais dos Tempos, setembro de 1998, p. 29.

30 abril 2020

DIA E HORA DO FIM DO MUNDO. SABE QUANDO?

Primeiramente, vou direto ao ponto desta questão, baseando-me em Marcos 13:32 que diz: "Mas daquele dia ou daquela hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão só o Pai.

Mas por falta de conhecimento bíblico, ou outra razão qualquer, o ser humano insiste em marcar dia e hora para o fim do mundo.


Bom, como disse o texto, o ÚNICO que sabe o dia e a hora é DEUS, que está no céu e ele não revelou nem para Jesus que é seu filho, muito menos para qualquer ser humano.


Mas trouxe abaixo uma lista de todas as previsões do fim do mundo que foram marcadas até o dias de hoje, e as marcadas para o futuro, para você ter uma idéia.


(CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR)











Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_datas_previstas_para_eventos_apocal%C3%ADpticos

ÉTICA E VERGONHA NA CARA

Em uma corrida de Cross-country, o queniano Abel Muttai estava a poucos metros da linha de chegada, quando se confundiu com a sinalização, pensando que já havia completado a prova. Logo atrás, vinha o espanhol Iván Anaya que, vendo a situação, começou a gritar para que o queniano ficasse atento, mas Muttai não entendia o que o colega dizia. O espanhol, então, o empurrou em direção à vitória. Um jornalista perguntou a Iván: " - Por que o senhor fez isso?" Iván respondeu com outra pergunta: " - Isso o que?" Ele não havia entendido a pergunta… O meu sonho é que um dia possamos ter um tipo de vida comunitária, em que a pergunta feita pelo jornalista não seja mesmo entendida, pois não pensou que houvesse outra coisa a ser feita do que aquilo feito por ele. Veja o restante da entrevista: " - Por que o senhor deixou o queniano ganhar?" " - Eu não o deixei ganhar, ele ia ganhar." " - Mas o senhor podia ter ganhado!" " - Mas qual seria o mérito da minha vitória? Qual seria a honra dessa medalha? O que minha mãe iria achar disso?" Honra, ética e vergonha na cara são princípios passados de geração em geração. Não deixe que esses princípios se percam!

Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3078414582219692&set=a.205240656203780&type=3&theater

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